Área do associado

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Clipping do dia 02 de março

2.3.2012

CLIPPING

02 de março 2012

 

MÍDIAS DE SANTA CATARINA

 

Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Visor

Assunto: Explosões dos caixas – PM

                

 

A PROPÓSITO

A Polícia Militar, que tanto tem investido em planejamento e gestão, não estaria pecando na parte operacional nestas explosões dos caixas eletrônicos? Ou fazer um cerco é impossível por falta de efetivo?

____________________________________________________________________________Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Geral

Assunto: Clima

 

Em dois dias, sustos e medo com a passagem de temporais

Nos últimos dois dias, a regiões da Grande Florianópolis e do Vale do Itajaí foram atingidas por temporais e fortes ventos de até 110 km/h que provocaram destruiçãoOs estragos causados pelo temporal de quarta-feira ainda eram consertados quando outras regiões da Grande Florianópolis foram atingidas por ventos fortes no final da tarde de ontem. A nuvem formada por causa do calor e da umidade atingiu, no primeiro dia, São José, o Continente e Sul da Ilha.

Nos últimos dois dias, a regiões da Grande Florianópolis e do Vale do Itajaí foram atingidas por temporais e fortes ventos de até 110 km/h que provocaram destruição

Um dia depois, foi a vez do Norte da Ilha e Palhoça. Em ambos os casos a tempestade seguiu para o mar. Barra da Lagoa, Lagoa da Conceição, Vargem Grande e Rio Vermelho ficaram sem o fornecimento de energia elétrica na noite de ontem. Em Canasvieiras, também às escuras, casas foram destelhadas.

Na quarta-feira as rajadas destelharam 142 casas, derrubaram árvores e deixaram muitos moradores sem luz, quando 70 mil unidades consumidoras ficaram sem eletricidade, conforme a Celesc. Uma criança de cinco anos foi atingida no rosto e em uma das pernas por uma telha da casa do vizinho, enquanto assistia televisão. Ela foi submetida a uma cirurgia e continua internada em observação. Os estragos foram causados por ventos de até 110 km/h.

Nos dois dias, o sol forte provocou calor e umidade e a combinação resultou nas tempestades com duração de pouco mais de 30 minutos. A maioria das casas atingidas são de São José e de Florianópolis. A Defesa Civil de São José busca amenizar a situação precária das famílias atingidas com telhados improvisados feitos com lonas. O Sul da Ilha foi o último local onde a nuvem carregada passou antes de seguir para alto-mar. O volume de chuva durante a tempestade foi de 25 milímetros e coincidiu com o horário do jogo do Campeonato Catarinense. No mesmo período, apenas cinco milímetros foram registrados no Norte da ilha. A diferença entre os extremos da cidade retrata que as áreas atingidas são restritas, segundo o meteorologista do Grupo RBS, Leandro Puchalski.

– Os ventos fortes foram provocados pela nuvem densa formada por causa do calor extremo e umidade.

A localização do Estado permite o avanço de correntes tropicais segundoa meteorologista da Epagri, Marilene de Lima.

– As correntes quentes formam áreas de baixa pressão à tarde.

 

Frente fria poderá afastar as novas tempestades

Os danos causados por temporais, e o desconforto de temperaturas acima dos 30º C não deverão se repetir nos próximos dias, conforme previsão da Epagri. A meteorologista Marilene de Lima explica que novas temperaturas parecidas não se repetirão em razão de uma frente fria que deverá chegar hoje ao Estado e impede a entrada de massas de ar quente que provocaram as tempestades como as registradas na noite de quarta-feira na Grande Florianópolis e ontem no Vale do Itajaí.

– Hoje é possível que ocorram pancadas de chuva mas de pouca intensidade e bastante nebulosidade. Já no sábado o tempo fica mais estável.

O meteorologista do Grupo RBS, Leandro Puchalski, informa o domínio do vento sul em Santa Catarina.

– As temperaturas devem variar entre 24ºC e 26ºC na maioria das cidades do Estado

 

 

No Vale do Itajaí, a noite chegou antes

A noite caiu mais cedo ontem no Vale do Itajaí. O céu escureceu, trazendo nuvens pesadas, com o prenúncio de chuva e vento forte. A destruição foi registrada em toda a região. Blumenau foi atingida às 15h30min pelo fenômeno chamado frente de rajada, que provocou estragos pela cidade.

Com o vento forte, sinaleiras pararam de funcionar, o trânsito ficou mais lento e árvores e fachadas e telhados de casas tudo foi atingido..

O temporal chegou a Itajaí no fim da tarde ontem. Segundo Everlei Pereira, coordenador da Defesa Civil do município, a velocidade das rajadas de vento chegou a 50,5 km/h. Vinte e duas casas foram destelhadas na localidade da Murta e no Bairro Fazenda. A estação meteorológica, instalada junto ao órgão, registrou 20 milímetros de chuva em 30 minutos. Ainda assim, não foram registrados alagamentos. Em Brusque, o temporal provocou a queda de árvores ontem à tarde. A ocorrência mais grave ocorreu no Bairro Cedro Alto, onde um bambuzal despencou sobre a fiação elétrica. Bombeiros precisaram intervir para evitar um incêndio. Na Rua Azambuja, uma árvore caiu sobre a pista. Em Guabiruba, uma árvore caiu sobre sobre uma casa e um galpão ficou destelhado.

Em Penha, o vendaval destelhou 150 casas ontem à tarde, segundo a Defesa Civil. Na Armação, um dos bairros mais atingidos, uma árvore caiu sobre uma casa. Ninguém ficou ferido. No Bairro Gravatal, uma árvore caiu em cima de um carro. No fim da tarde, um caminhão carregado de telhasde telhas foi enviado para os locais atingidos.

O Centro e o Bairro Jardim Praiamar, em Itapema, foram os mais atingidos da cidade. Segundo a Defesa Civil, casas ficaram destelhadas após a passagem da tempestade. Ninguém ficou ferido. Em Camboriú, Balneário Camboriú e Navegantes não foram registrados prejuízos. Nem o Corpo de Bombeiros escapou do temporal de ontem à tarde.

O forte vento destelhou o quartel de Gaspar, no Bairro Santa Terezinha, onde ficam os alojamentos e os materiais de primeiros socorros. O carro de um dos soldados também foi atingido por pedaços de telhas.

O temporal provocou a queda da cobertura das docas no prédio industrial do Santa, localizado na Rua Bahia, Bairro do Salto. A estrutura caiu sobre cinco veículos estacionados no local. O telhado, onde ficam as rotativas de impressão do jornal, também foi prejudicado.

Na cidade portuária a noite chegou mais cedo ontem. Às 17h, nuvens carregadas encobriram o céu e, com ventos fortes provocou estragos em vários locais do município.

Segundo Everlei Pereira, coordenador da Defesa Civil do município, a velocidade das rajadas de vento chegou a 50,5 km/h. Vinte e duas casas foram destelhadas na localidade da Murta e no Bairro Fazenda.

A estação meteorológica, instalada junto ao órgão, registrou 20 milímetros de chuva em apenas 30 minutos. Camboriú, Balneário Camboriú e Navegantes não foram atingidos pela passagem da chuva pela região.

O vendaval destelhou uma loja de moda íntima em Ilhota. Havia uma funcionária no local, mas não ficou ferida. Destroços caíram no Km 14, da SC-470, a Rodovia Jorge Lacerda.

A remoção demorou cerca de uma hora, deixando o trânsito em meia pista. Um pouco antes, no Km 12, a queda de uma árvore também interrompeu o trânsito. Outras cidades também passaram pelo susto e destruição de Ilhota. O temporal atingiu Penha, onde 150 casas foram destelhadas. Em Itapema, a passagem da tempestade provocou destelhamento de casas na região central. Brusque foi outra cidade que teve registrados estragos com o tempora

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Geral

Assunto: Servidores fazem protesto na Capital

 

Servidores fazem passeata na Capital

Cerca de 3 mil servidores da prefeitura de Florianópolis realizaram ontem uma assembleia geral no Clube Doze de Agosto, no Centro da Capital. No encontro, eles avaliaram as contrapropostas apresentadas pelo Executivo na quarta-feira.

As principais reivindicações da categoria são o novo plano de carreira para os trabalhadores do quadro civil (Saúde, Secretarias, Floram, Iuf e Operacionais) e a aplicação da Lei do Piso do Magistério para os trabalhadores da educação. Depois da assembleia, os trabalhadores fizeram uma passeata pelas ruas da Capital. As lideranças já convocaram os trabalhadores para uma paralisação na próxima terça-feira. A categoria está em estado de greve.

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Geral

Assunto: Caso Vitória

 

Avós esperam ter a guarda da criança

Enquanto Justiça não decide com quem fica, bebê continua em abrigoAinda é incerto o destino da bebê Vitória, um mês e 21 dias de vida, sequestrada em 10 de fevereiro por uma jovem de 19 anos em Florianópolis e que foi retirada dos pais pelo Conselho Tutelar de Florianópolis na manhã dessa quarta-feira. No Rio Grande do Sul, enquanto aguardam a decisão judicial, os avós paternos planejam a chegada da menina.

Na manhã de ontem, conselheiros tutelares de Caxias do Sul, cidade natal da família, visitaram os avós para verificar as condições da moradia. De acordo com a conselheira tutelar de Florianópolis Olga Iung, o parecer, por enquanto, é favorável e confirma a possibilidade da menina ficar em segurança.

Hoje psicólogos e assistentes sociais também deverão emitir um relatório a respeito do caso.

– É quase certo que os avós são mesmo as melhores pessoas para cuidar da Vitória. Estamos nos esforçando para agilizar o processo – explica a conselheira.

De Caxias do Sul, o avô paterno Lourival Gonçalves, 58 anos, diz que ligou várias vezes para os conselhos tutelares de Florianópolis e do Rio Grande do Sul para saber se já poderia providenciar a compra do berço, roupinhas e demais acessórios para receber a menina.

– A expectativa é grande, mas temos muita esperança que dê tudo certo – comenta o avô.

O caso de Vitória será analisado pelo Juizado da Infância e Juventude do Fórum da Capital, que divulgará a decisão final sobre a guarda da menina. Até lá, a menina segue sob os cuidados de funcionários de um abrigo em Florianópolis.

Os pais da criança, Adriana da Silva, 26 anos, e Cristiano Gonçalves, 32 anos, desembarcaram na madrugada de ontem em Caxias do Sul, mas segundo informações dos avós paternos eles não apareceram na casa da família e, por enquanto, ninguém sabe onde estão abrigados.

____________________________________________________________________________Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Geral

Assunto: Aviação

 

Acidentes aumentam 41%

Dados divulgados pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes (Cenipa) apontam que o número de acidentes aéreos no Brasil cresceu 41% no ano de 2011 em relação ao ano anterior. Foram 156 casos registrados contra 110.

Com base nos dados, 2011 foi o ano com maior número de acidentes em toda a década. Desses 156 acidentes, 30 provocaram mortes. O número de total de óbitos também cresceu em relação ao ano anterior. Foram 90 contra 39, aumento de 130%.

O recorde da década em número de mortos ainda é o ano de 2007, quando houve 271 vítimas. Neste ano ocorreu o acidente com o voo 3054 da TAM, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, quando 199 pessoas morreram. O percentual da frota de aeronaves envolvidas em acidentes também subiu em 2011 em relação ao ano anterior. Ele permanece inferior aos percentuais registrados em outros anos, como em 2007 e 2001

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Geral

Assunto: Voos atrasam

 

Voos atrasam no aeroporto da CapitalUm avião com um dos pneus do trem de pouso furado causou atrasos em voos no fim da manhã de ontem no Aeroporto Internacional Hercílio Luz, em Florianópolis. O problema ocorreu com uma aeronave Piper Cheyenne II por volta das 11h.

Procurada pela reportagem, a Infraero não soube informar qual o destino do avião nem se havia ocupantes na aeronave no momento do incidente e se algúem ficou ferido. A retirada da aeronave da pista demorou, causando atrasos em pelo menos seis voos. A pista foi liberada por volta de 12h50min, mas alguns voos continuaram com atraso.

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário do Catarinense

Editoria: Política

Assunto: CNJ retira escolta de juíza que julga PMs

 

CNJ retira escolta de juíza que julga PMs

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) retirou, ontem, a escolta da juíza Fabíola Michele Muniz Mendes Freire de Moura. Por intermédio da Associação dos Magistrados de Pernambuco, a juíza havia pedido ao CNJ providências para garantir sua segurança, já que se sentia ameaçada, porque estava julgando processo no qual policiais militares estavam envolvidos

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário do Catarinense

Editoria: Geral

Assunto: Operação Simbiose

 

Julgamento é adiado e réu sai da prisão

A permanência do advogado Rodrigo Schoene na cela do 8º Batalhão da PM de Joinville durou pouco mais de uma noite. A liberdade pedida pela defesa no Tribunal de Justiça foi aceita na manhã de ontem e garantiu seu retorno ao Fórum de Joinville por volta das 11h. A soltura coincidiu com o adiamento da série de audiências que entrava no quarto dia de depoimentos no processo que apura a denúncia de um esquema de beneficiamento na Fundação Municipal do Meio Ambiente (Fundema). O promotor Affonso Ghizzo Neto pediu a detenção alegando que várias testemunhas estariam sendo coagidas.

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário do Catarinense

Editoria: Cacau Menezes

Assunto: Polícia Civil

 

Fácil, fácil

A Polícia Civil da Capital ainda não tem pistas dos três homens que se fizeram passar por policiais federais para assaltar a cobertura do empresário Eric Lovey em Jurerê Internacional. Os bandidos, com coletes semelhantes aos da PF, abordaram o síndico e disserem que tinham que cumprir uma ordem judicial no apartamento do suíço. Depois que a empregada abriu a porta, o trio anunciou o roubo, fugindo com 6 mil euros e alguns objetos de valor.

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário do Catarinense

Editoria: Moacir Pereira

Assunto: Posse dos Secretários

 

Governo de 4 tempos

O Teatro Pedro Ivo Campos estava superlotado. Muita gente ficou no hall de entrada do Centro Administrativo por falta de espaço. A posse dos novos secretários foi, sem dúvida, a mais concorrida dos últimos anos. De um lado, pelo número de novos titulares; de outro, pelo relacionamento político e social de vários dos empossados. Foi, também, uma cerimônia eclética. Lá estavam todos os partidos, incluindo o PT, representado pelo deputado Jailson Lima da Silva.

Os discursos enfatizaram a importância de ações de governo voltadas, agora, para a melhoria da qualidade dos serviços prestados à população e para as áreas sociais.

O próprio governador enfatizou as promessas de campanha e de seu livro – o mais citado pelos oradores – “O povo tem rosto, nome e endereço”, pedindo mais empenho, mais economia de gastos públicos e melhoria na gestão.

Terminada a solenidade, em conversa com os jornalistas, Colombo admitiu que o “seu” governo está começando agora. O primeiro tempo foi para “conhecer” a máquina, enquanto o segundo é para controlar o governo. Como? Com treinamento de professores para que assumam a direção das escolas. As unidades maiores deverão ter autonomia financeira. A didática terá que ser melhorada. Com os hospitais públicos, aplicando melhor os recursos. A sistemática de nomeação de médicos para a direção dos hospitais do governo vai mudar. Colombo anunciou grupos técnicos, com conhecimento em administração hospitalar, no comando dos hospitais. Disse que cada hospital público custa hoje uma média de R$ 100 milhões e os resultados são decepcionantes.

 

 

PISO

O novo secretário da Casa Civil, Derly Anunciação, fez questão de creditar sua presença no governo ao PMDB, agradecendo ao senador Luiz Henrique e ao vice Eduardo Moreira.

A indicação do ex-secretário Antônio Ceron para falar pelos que saíam não se deu por acaso. Os refletores do Centro Administrativo estão focados em sua atuação política. Coube-lhe a difícil missão de coordenar as nomeações no primeiro ano. E agora parte para a candidatura à prefeitura de Lages, com as bênçãos de Colombo. Lidera uma ampla aliança que inclui até o prefeito Renato Ramos de Oliveira, o Renatinho, do PP. Partido Progressista que tem sido aliado de primeira grandeza. PSD e PP jogam todas as fichas em alianças municipais, a começar pela Capital, na expectativa de tiros de longo alcance em 2014. Se tudo der certo, já se fala até na candidatura de Angela Amin ao Senado nas próximas eleições majoritárias. Mantida a tríplice aliança, o PMDB continua indicando o vice. E o PSDB? Pelos últimos movimentos, terá Paulo Bauer como candidato a governador, enfrentando Colombo na disputa da reeleição.

 

Nas entrevistas, a educação predominou. É ali que já acontecem as principais mudanças. É ali que Colombo quer mostrar serviço. Foi sobre o pagamento do piso que o governador e o secretário Deschamps mais falaram aos repórteres. Responderam que o governo está disposto a pagar, que o diálogo com os professores será mantido, mas que se trata de questão delicada. A aplicação imediata do novo piso representará despesa mensal de R$ 34 milhões.

O governador diz que a maioria das prefeituras não tem como arcar com esta despesa. E que a Confederação Nacional dos Municípios questiona o reajuste no Supremo.

O governo entra no segundo tempo com ameaça de nova greve.

O terceiro virá com a reforma do secretariado depois das eleições municipais. E o quarto, no ano em que Colombo vai disputar a reeleição

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário do Catarinense

Editoria: Informe Político

Assunto: Piso do Magistério

 

O piso

Colombo afirmou que está aberto para conversar com os representantes dos professores sobre o piso nacional da categoria, R$ 1.451. Mas adiantou que não há como o Estado acrescentar à folha um impacto de R$ 34 milhões – na negociação anterior, do ano passado, foram R$ 37 milhões a mais.

A saída pode ser a incorporação da regência de classe na remuneração, adotada por outros estados, algo que não pega bem junto aos professores.

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário do Catarinense

Editoria: Reportagem Especial

Assunto: Ousadia no Sul

 

Roubo silencioso a banco

Sem levantar suspeitas, seis homens conseguem roubar cerca de R$ 600 mil do Banco do Brasil de Forquilhinha, fazendo reféns por 10 horas o gerente, sua mulher e as duas filhas. Nenhuma pessoa foi presaDepois de Sombrio, agora foi em Forquilhinha. Pela segunda vez em duas semanas um banco do Sul do Estado é alvo de um roubo ousado. Ontem pela manhã, de acodo com estimativas da polícia, cerca de R$ 600 mil da agência do Banco do Brasil de Forquilhinha foram levados por seis homens que conseguiram o dinheiro depois de fazer reféns e torturar psicologicamente por mais de 10 horas a esposa e as duas filhas do gerente.

O plano para roubar todo o dinheiro que estivesse disponível no banco começou a ser colocado em prática por volta das 21h de quarta-feira, na residência do gerente, localizada a três quadras da agência. Naquele horário o funcionário estava com a esposa e a filha de 20 anos na sala quando dois homens armados entraram e renderam a família.

De acordo com o delegado Carlos Emílio, pouco antes, quando o casal estava na varanda, um carro com dois homens havia estacionando na rua em frente à casa, mas saído em seguida. A suspeita é que eles escalaram o muro da casa, de mais de três metros de altura, a partir de um terreno baldio que fica ao lado. Por volta das 22h, a outra filha, de 23 anos, chegou em casa e, então, toda a família se tornou refém dos bandidos.

Todos foram amarrados e tiveram os olhos vendados. A esta altura, já sabiam que o motivo da invasão era o dinheiro do Banco do Brasil. Em depoimento ainda informal ontem pela manhã, a família relatou que passou toda a madrugada sob a mira de armas e sofrendo violência psicológica.

– Os bandidos diziam a todo o instante que se pela manhã não conseguissem o dinheiro, iriam matar a esposa e filhas do gerente. Eles diziam estar com fuzil e até granada – conta o delegado Carlos Emílio.

Ao todo, seis bandidos realizaram a ação na casa, mas haveria um sétimo integrante, pois um dos homens questionava o comparsa sobre “como seria feita a divisão entre os sete”.

Ontem, por volta das 6h, a segunda parte do assalto foi iniciada, com a mulher e as duas filhas sendo levadas vendadas e sob um cobertor para um cativeiro. Elas ficaram trancadas e amarradas em um banheiro. Pela distância percorrida, a polícia acredita que a casa seja em Forquilhinha mesmo, em Criciúma ou em outra cidade vizinha. Elas haviam sido levadas inicialmente no Nissan Tiida da família e, depois, transferidas a um veículo dos assaltantes. Um dos bandidos retornou para a residência com o Tiida que seria usado mais tarde pelo gerente para buscar o dinheiro no banco.

Às 9h, o gerente foi sozinho ao banco de carro sempre com a advertência de que a família seria morta caso algo desse errado. Para não despertar a atenção de quem já estava na agência, ele seguiu a rotina de trabalho, mas que ontem havia um diferencial: a chegada de um carro-forte que traria dinheiro suficiente para as movimentações financeiras do início do mês. Discretamente, ele recebeu o dinheiro, assinou os documentos e liberou o carro-forte. Porém, em vez do cofre, o montante foi acomodado em uma caixa de papelão, que foi levada para ser entregue a um dos integrantes da quadrilha em uma estrada. Uma hora mais tarde, por volta das 10h, a esposa e as duas filhas foram libertadas, sem ferimentos, em uma estrada perto da BR-101, em Içara, distante cerca de 30 quilômetros da casa.

Numa ação diferente, porém igualmente ousada, no último dia 16, o Banco do Brasil de Sombrio foi invadido também por seis homens que renderam 15 funcionários durante uma hora e fugiram com uma quantia semelhante

 

Esquema muito bem planejado

Além da quantia roubada, embora o Banco do Brasil não tenha confirmado os valores, o que mais chamou a atenção da polícia nesse roubo em Forquilhinha foi a logística da operação. A tomada da família como refém sem riscos, a casa usada como cativeiro na região e as várias rotas de fuga indicam que tudo foi planejado nos mínimos detalhes e há muito tempo.

O delegado Carlos Emílio informou que a preocupação agora é tomar todos os depoimentos formalmente e aguardar resultados da perícia na residência e no carro da família. A expectativa é que alguma pista possa ter sido deixada pelos bandidos.

– A ação deles não chamou a atenção de vizinhos nem de outras pessoas na rua. Foi tudo muito planejado – observa.

Quem planejou o assalto já sabia que a Delegacia de Polícia fica em frente à agência e que a PM conta com apenas três homens por dia para as rondas na cidade. Sabia também que de Forquilhinha, em caso de sucesso ou não no plano, chegasse em poucos minutos à BR-101 e, então, numa possível rota de fuga. Também poderiam ir mais ao Norte, para Criciúma, Nova Veneza, Urussanga e várias outras cidades, ou para o Sul, seguindo para Turvo ou Timbé do Sul, de onde pode-se chegar mais rápido ao Rio Grande do Sul via BR-285.

A família do bancário foi aterrorizada e sofreu violência psicológica durante mais de 10 horas, mas a população em geral sente que Forquilhinha, a cidade de 23 mil habitantes que ficou famosa pela criadora da Pastoral da Saúde, a médica Zilda Arns, já não tem mais a mesma tranquila cidade do interior de outros tempos.

 

Em 2003, cena de ação em Criciúma

No dia 26 de agosto de 2003, uma violenta tentativa de assalto à agência do Unibanco parou o Centro de Criciúma. Pelo menos seis assaltantes que haviam chegado em uma Hilux mataram um policial militar e feriram outros dois durante o tiroteio na fuga.

Eram quase 17h quando o grupo quebrou o vidro que separa os caixas eletrônicos do interior da agência. Dois vigilantes e funcionários foram rendidos e obrigados a deitar debaixo das mesas, mas o plano começou a fracassar quando um funcionário escapou e a tentativa de abrir o cofre foi inútil.

Uma viatura da Polícia Militar que fazia rondas na região notou o movimento anormal no banco e foi ver o que estava acontecendo, mas foi recebida a balas pelos assaltantes. Cerca de 200 tiros foram disparados, conforme a contagem das cápsulas que ficaram espalhadas pelo chão, sendo que o soldado Sérgio Burati da Silva foi atingido e morreu no local. Outros dois policiais foram baleados e um morreu no hospital.

Um dos responsáveis pela prisão de alguns dos assaltes curiosamente é o delegado que hoje investiga o roubo praticado em Forquilhinha.

Carlos Emílio participou das investigações e em uma casa utilizada pelo grupo antes da ação ocorrida em 2003 encontrou pistas que ajudaram na identificação e prisão dos suspeitos meses depois no Nordeste do país.

 

Ligação com o assalto em Sombrio

O delegado Carlos Emílio diz que ainda está em busca das informações e resultados de perícia sobre o roubo do Banco do Brasil de Forquilhinha, mas não descarta algum tipo de ligação com o assalto ocorrido à agência do mesmo banco no dia 16 de fevereiro, em Sombrio.

Naquele dia, os funcionários que chegavam para o expediente foram feitos reféns durante uma hora por seis homens armados. Eles foram colocados em uma sala e receberam orientação de só deixarem o local meia hora depois da fuga da quadrilha. O banco não confirmou o valor roubado, mas extraoficialmente seriam mais de R$ 600 mil. No dia seguinte, o Polo de cor branca usado na fuga foi encontrado queimado na cidade de São João do Sul. Pela rota da fuga e localização do carro, a polícia suspeita que a quadrilha seja do Rio Grande do Sul.

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Veículo: Diário do Catarinense

Editoria: Polícia

Assunto: Mais um caixa eletrônico atacado

 

Mais um caixa eletrônico atacado

Equipamento da agência do Banco do Brasil em Antônio Carlos, na Grande Florianópolis, foi dinamitado na madrugada de ontemAté as crianças já se familiarizaram com os ataques a caixas eletrônicos com dinamite em SC. Na volta da escola, perto do meio-dia, em Antônio Carlos, onde aconteceu o 53o ataque do Estado, alunos pararam em frente à agência para ver a destruição no Banco do Brasil. Eles explicaram que o “estouro” foi feito com “bananinhas”, e disseram estar com medo de que acontecesse na casa deles.

Mal sabiam que corriam risco naquele momento. Apesar da possibilidade de haver dinamite intacta dentro de um dos caixas eletrônicos, o trânsito em frente ao banco já havia sido liberado e pessoas estavam dentro da agência.

Por volta das 11h de ontem, policiais da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic) e um técnico da empresa terceirizada que faz a manutenção dos caixas eletrônicos tentavam abrir um dos quatro caixas da agência. Dois não foram tocados, um foi dinamitado e teve perda total, e o outro foi apenas arrombado.

Para a polícia, os assaltantes não conseguiram abrir a frente do caixa o suficiente para introduzir os explosivos ou colocaram a dinamite e esta caiu dentro do equipamento. Por isso era necessário abrir o caixa para se ter certeza se havia explosivos não detonados. O grupo não conseguiu abrir o equipamento.

Mesmo com a ameaça de explosão, o trânsito na rua da agência, no Centro da cidade, estava liberado. Crianças que voltavam da escola, passavam pela calçada em frente à agência. Do lado de fora do banco, pedreiros tiravam o pedaço da porta de aço do caixa dinamitado, arremessada no impacto da explosão e que ficou presa, atravessada na parede de pedras e alvenaria da agência.

Dentro do banco, faxineiras limpavam os milhares de cacos de vidro, funcionários tentavam se organizar, vigilantes conversavam, e os policiais e o técnico aguardavam informações sobre a chegada de outro técnico da empresa de manutenção, que viria de Joinville para abrir o caixa eletrônico, o que não aconteceu até o final da tarde. A Deic estava preparada para desativar a dinamite, caso houvesse alguma intacta.

Um especialista em explosivos consultado pela reportagem informou que mesmo sem os acessórios que detonam a dinamite, o risco de explosão existia caso houvesse um curto-circuito na máquina. A energia na agência estava ligada.

 

Da janela de casa deu para ver a ação

O comerciante de 63 anos estava deitado, escutando os comentários finais do jogo do Figueirense, quando ouviu barulho de uma barra de ferro sendo jogada. Intrigado, foi até a janela de casa, a 50 metros da agência. Quando ouviu uma explosão, percebeu que era no banco. Os filhos achavam que era um acidente de carro. A fumaça chegou à casa da família.

À 1h51min, três homens encapuzados, de roupa preta, carregando fuzis, e andando “meio agachados” entraram na agência, que fica a 200 metros de um posto da PM e a um quilômetro da delegacia.

Da janela, foi possível ver os assaltantes, com lanternas, iluminarem o interior da agência e juntarem papéis do chão. Eram os cheques em branco do caixa dinamitado, que não estaria abastecido com dinheiro. Em três minutos, os ladrões saíram com duas bolsas, andaram cerca de 70 metros em direção à praça e se juntaram a outros três criminosos, que faziam a segurança. O grupo fugiu numa caminhonete prata e em outra branca.

– Eles passaram apontando as armas para as casas. Deu muito medo – contou um parente do comerciante.

Os assaltantes fugiram em direção a Biguaçu, cidade de onde vieram os primeiros policiais para atender à ocorrência. Os dois agentes chegaram por volta das 2h ao local. Imagens captadas pelas câmeras da agência e da rua já estão com a polícia.

Para poderem movimentar suas contas, os clientes podem sacar, depositar e fazer pagamentos nos três correspondentes bancários do BB na cidade: Correios, Petry Material de Construção e RH Material de Construção; ou ir à agência em Biguaçu. Não há previsão para a agência de Antônio Carlos reabrir.

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Veículo: Diário do Catarinense

Editoria: Polícia

Assunto: Granada na delegacia

 

Polícia prende um suspeito

A Polícia Civil prendeu em Camboriú, Litoral Norte, um foragido da Penitenciária de São Pedro de Alcântara que pode estar envolvido no atentado contra a Delegacia do Distrito Monte Alegre, na quarta-feira.

Uma granada foi encontrada no pátio da delegacia, com o pino destravado. O explosivo só não causou estragos porque teria havido falha na detonação.

Segundo o delegado Rodrigo Coronha, da Divisão de Investigações Criminais (DIC) de Balneário Camboriú, o suspeito, que não teve a identidade revelada, estava num táxi com placas de Criciúma, por volta de 22h de quarta-feira. O taxista teria sido contratado para buscá-lo em Camboriú.

A polícia acredita que ele tentava sair da cidade. O suspeito levava um colete balístico, que foi apreendido. O homem negou participação no atentado, mas ficou detido porque era alvo de um mandado de prisão.

– Ele é tratado como suspeito porque aparentemente estava fugindo, e porque era foragido – disse Coronha.

Na tarde de ontem, agentes da Central de Operações Policiais de Florianópolis (COP) chegaram a Camboriú para auxiliar nas investigações do atentado, por ordem da Delegacia Geral da Polícia Civil.

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Veículo: Diário do Catarinense

Editoria: Polícia

Assunto: Morte de mãe e filha

 

Acusado vai de novo a júri

O Tribunal do Júri de Florianópolis levará a um novo julgamento o homem acusado de ter assassinado, em outubro de 2000, a estudante de Jornalismo Geanine dos Santos, 31 anos, e a filha dela, Gabriela, de cinco. O réu, Alexandre Bicocchi Silva, responde em liberdade.

O júri popular está marcado para as 13h de terça-feira, no fórum que fica junto à Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), na Trindade. Este será o segundo julgamento de Alexandre sobre as mortes. O primeiro, em 2005, em que havia sido condenado a 19 anos e seis meses de prisão, foi anulado pelo Tribunal de Justiça de SC – os desembargadores entenderam que não havia provas suficientes contra o réu.

Alexandre é acusado de matar por asfixia a sua ex-namorada Geanine e a filha dela, Gabriela Carneiro. As mortes ocorreram no apartamento de Geanine na Rua Tenente Silveira, no Centro, em 15 de outubro de 2000.

A investigação da Polícia Civil apontou que mãe e filha foram mortas depois de uma briga do casal. O motivo seria o fim do relacionamento. Alexandre, que na época era vendedor e estudante de Direito, foi denunciado pelo Ministério Público (MP) por duplo homicídio. Ele ficou dois meses preso.

Alexandre nega as mortes. Ontem, o DC não conseguiu contato com ele nem com seu advogado, José Manoel Soar, conhecido como “Jaraguá”. O telefone celular do advogado estava desligado. Foi deixado recado em seu escritório, mas não houve retorno.

O julgamento será presidido pelo juiz Jaime Pedro Bunn. Pelo MP, atuará o promotor Mario Waltrick Amarante. Na assistência de acusação estará o advogado Aderbal Lacerda da Rosa, o “Tico Lacerda”.