Área do associado

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Clipping dos dias 13 a 15 de agosto

15.8.2011
CLIPPING
13 a 15 de agosto 2011
 
MÍDIAS DE SANTA CATARINA
 
 
 
NOTA À IMPRENSA
A POLÍCIA MILITAR CATARINENSE AMEAÇADA
A Associação de Oficiais da Polícia Militar e dos Bombeiros Militares de Santa Catarina (ACORS/SC), com abrangência no território catarinense, em resposta à nota divulgada à imprensa pela Seccional Norte da Associação dos Delegados de Polícia de Santa Catarina (ADEPOL/SC), vem a público esclarecer a sociedade:
 Todos os Oficiais Militares Estaduais apoiam os atos do Exmo. Sr. João Raimundo Colombo, Governador do Estado, do Exmo. Sr. Dr. César Augusto Grubba, Secretário de Estado da Segurança Pública, e do Cel PM Nazareno Marcineiro, Comandante Geral da Polícia Militar na implantação da moderna sistemática de trabalho em defesa do cidadão catarinense.
Esclarecemos que a Polícia Militar do Estado já lavra boletins de ocorrências desde 1998, por intermédio da Polícia de Proteção Ambiental, e desde 2007 nas demais Unidades Operacionais. Os casos que necessitam de apuração da infração penal são encaminhados à Delegacia de Polícia. Os demais, no caso dos termos circunstanciados, são remetidos diretamente à Justiça para celeridade da solução, conforme a Lei 9.099/95.
O que o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Segurança Pública, pretende, com a implantação do novo sistema de integração, é que esses boletins sejam encaminhados eletronicamente, agilizando o atendimento, melhorando a prevenção e a repressão à criminalidade e reduzindo a duplicidade de registros e a não comunicação dos delitos. O Decreto Estadual 660/07 já prevê a integração entre os sistemas, hoje inexistente. Esclarecemos que os cidadãos envolvidos em ocorrências policiais não serão conduzidos aos quartéis, pois serão atendidos no próprio local do gerenciamento de crise.
Os Oficiais Militares Estaduais reconhecem a qualidade das investigações desenvolvidas pela Polícia Civil nos mais distantes rincões do Estado, contudo entendem como desvio de função e atribuição as atuações nas atividades de rádio-patrulhamento aéreo, no policiamento ostensivo com as viaturas caracterizadas, nas atividades fardadas da Central de Operações Policiais (COP), no exercício de Polícia Administrativa do Departamento Estadual de Trânsito, das Circunscrições Regionais de Trânsito e na fiscalização de Jogos e Diversões. Todas estas funções típicas de polícia ostensiva e/ou administrativa, portanto, missões da Polícia Militar conforme assegura a Constituição Federal. Ainda com essas intromissões em nossas atribuições, entendemos que o momento é de pensar em prol da sociedade catarinense e cumprir as estratégias governamentais para a segurança pública.
Por outro lado, uma Corporação que desde 5 de maio de 1835, portanto, há 176 anos, vem construindo a sua história com denodo e dedicação integral, mesmo com o sacrifício da própria vida de muitos que tombaram ao longo do caminho, não pode ser destratada, insultada, vilipendiada publicamente por profissionais que trilham a mesma senda do bem. Estamos estarrecidos, magoados e ofendidos pela ameaça de indiciamento que nos foi imposta por meio da mídia televisada, manietando aqueles que visam a tão somente praticar uma política governamental de melhoria da Segurança Pública.   
O Governo não pode ficar sangrando mais em razão da adoção de políticas que visam à busca pela preservação da ordem pública, da salubridade pública, da segurança pública, da tão almejada paz social, traduzida pela tranquilidade pública e pela dignidade da pessoa humana. Também estamos com os salários defasados, porém, continuamos trabalhando para proteger e servir a sociedade catarinense. Buscamos, desta forma, manter a unidade que sempre existiu com a Polícia Civil, e não uma segregação nefasta, que tanto mal traz à sociedade.
Por derradeiro, o que está acontecendo, na visão da Associação dos Oficiais Militares Estaduais, é que a implantação dessa moderna ferramenta tecnológica, dentro do princípio governamental que é de governar para as pessoas, valorizando-as, trará um desenvolvimento no combate ao crime por parte dos órgãos públicos integrantes da Secretaria da Segurança Pública, em todo Estado de Santa Catarina, e tal situação, jamais, em nenhum lugar, poderá ser colocada à frente de interesses particulares, por quem quer que seja, visto que o sistema como um todo, acarretará numa grande evolução no atendimento das ocorrências, possibilitando que o cidadão de bem, objetivo maior das nossas ações, não tenha somente a sensação de segurança, mas, de fato, testemunhe esta nova realidade.
Florianópolis, 10 de agosto de 2011.
                                                                                               A DIRETORIA DA ACORS
 
 
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Visor
Assuntos: Menores infratores
                   Uso de cerca elétrica em São José
 
MENORES
Coronel Araújo Gomes, comandante do 4º BPM, garante que não existe ordem para que os menores infratores não sejam apreendidos em caso de flagrante. Diz que só em julho, cerca de 40 meninos foram encaminhados à 6ª Delegacia de Polícia. Sabe o que acontece em seguida? Eles são liberados porque não há lugar para abrigá-los.
 
TÁ LIGADO
Prefeito Djalma Berger regulamentou o uso de cercas elétricas em São José. Em julho, assinou um decreto que especifica as normas da energização, com a finalidade de proteção de propriedades. O primeiro fio energizado precisa estar, no mínimo, a 2,10 metros de altura. O pedido de regularização deve ser feito na prefeitura até outubro.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Geral
Assunto: Magistério cobra
 
Grupo que discutirá plano de carreira não foi criado
Revisão salarial dos professores deverá ser feita até novembro, mas nada foi discutido até agora
Passado quase um mês do final da greve dos professores da rede estadual, o grupo de trabalho – que iria discutir o plano de carreira do magistério – continua apenas uma promessa. Professores pedem agilidade no processo, porque se passaram 30 dias, dos 120 prometidos, para rever a tabela.
A coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte), Alvete Bedin, informou que há muita reclamação da categoria, porque até agora nada foi falado sobre o grupo, prometido pelo governo, e que teria representantes do Estado e dos professores.
A paralisação de 62 dias terminou com a proposta de os professores ficarem em estado de greve, voltando a se reunir em uma nova assembleia em novembro, caso as negociações não avançassem mais. De acordo com Alvete, os nomes que vão participar da discussão foram encaminhados em 2 de agosto ao governador Raimundo Colombo.
– Estamos bastante preocupados, porque já se passaram quase 30 dias do fim da greve, até agora nada foi falado sobre isso. O governo nos disse que até o final deste mês iríamos sentar para discutir essa questão, mas queremos para esta semana – ressaltou a coordenadora.
Na última sexta-feira, professores de São Carlos e Palmitos aproveitaram a passagem do governador pela região para entregar um documento pedindo agilidade nas discussões. Os professores não saíram satisfeitos da greve, porque tiveram o plano de carreira alterado. A tabela do magistério tinha uma uma diferença salarial de 94% entre os 12 níveis de formação, que deixou de existir.O documento com a proposta da formação do grupo de trabalho está com o secretário da Administração, Milton Martini, que dará os próximos encaminhamentos.
A ideia é que na segunda-feira ele e o governador conversem sobre o assunto.
 
Advogados do Sinte vão entrar com ações
A assessoria jurídica do Sinte vai entrar, nesta semana, com uma ação direta de inconstitucionalidade contra a lei estadual que definiu a nova tabela salarial do magistério. A justificativa dos advogados Marcos Rogério Palmeira e José Sérgio da Silva Cristóvam é a de que a legislação fere um direito garantido pela constituição: a valorização da carreira do professor.
A assessoria também vai entrar com um mandado de segurança, para que o piso nacional do magistério seja pago em cima da antiga tabela, substituída pela atual. Além disso, será proposta uma ação ordinária para garantir o um terço de hora-atividade, previsto na lei do piso. Com isso, tempo que o professor se dedica para preparação de aulas teria que ser de 33% da carga-horária, o que não acontece no Estado.
 
Encontro regional na Serra
Para traçar planos na educação, o secretário da Educação, Marco Tebaldi, estará reunido hoje e amanhã, em Lages, com secretários e gerentes Regionais de Educação. O governador Raimundo Colombo também vai estar presente. Entre alguns assuntos debatidos estão o planejamento e a organização escolar e a infraestrutura dos colégios.
No encontro, será lançado o programa ensino médio integral, que pretende oferecer ensino profissionalizante. Outro assunto é o programa de combate ao analfabetismo. A secretaria também pretende fazer um diagnóstico nas condições físicas das escolas estaduais. Outra proposta que será discutida é unificar o calendário escolar entre Estado e municípios.
– Serão dois dias de trabalho intenso e planejamento para traçar objetivos para o próximo ano – observou Tebaldi.
Sobre a reposição das aulas, ele explica que a recuperação dos conteúdos está dentro do esperado. Algumas escolas precisam avançar na primeira semana de janeiro de 2012.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Geral
Assunto: Caso Ibama
 
Corregedor vai apurar as denúncias
Representante do órgão começa a tratar das suspeitas de extorsão e propina a partir de hoje
O Ministério Público Federal (MPF) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) devem intensificar, a partir de hoje, a busca por informações sobre as denúncias de cobrança de propina e extorsão envolvendo os fiscais do órgão.
O Ibama, em Brasília, informou que um corregedor estará no Estado hoje para tratar do caso. Depois disso, uma portaria deverá instituir a comissão interna que cuidará de processo administrativo disciplinar contra os servidores citados no inquérito da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic). Há duas denúncias de empreendimentos de São José. Uma é sobre o residencial Jardim Botânico e a outra sobre o Shopping Continente Park.
Os seus representantes denunciaram à Deic que foram vítimas de pedidos de propina acima de R$ 200 mil para que não tivessem as obras embargadas ou multadas. Além da suposta extorsão, a apuração da Deic apontou uma guerra empresarial entre os shoppings Via Catarina, de Palhoça, e o Continente Park.
No MPF, o procurador Walmor Alves Moreira pedirá informações à Justiça estadual, ao Ministério Público Estadual e à Polícia Civil.
 
“Não cobro propina de ninguém”
ENTREVISTA: Juliano Campos – Um dos envolvidos nas denúncias
Inconformado com a sua citação pela polícia no caso da propina, o ex-secretário de Governo de São José e ex-diretor da Fatma Juliano Campos procurou o DC, ontem, para dar a sua versão. Juliano não quis ser fotografado e disse ser inocente.
Diário Catarinense – A Polícia Civil o aponta como um dos principais intermediários do grupo que pedia propina. O que o senhor tem a dizer?
Juliano Campos – Primeiro, que eu não cobro propina de ninguém. Segundo, que não sou funcionário público municipal, estadual ou federal.
DC – Qual é a sua relação com o fiscal do Ibama Eduardo Benício de Abreu?
Juliano – O Eduardo conheço há 20 anos.
DC – Mas era profissional?
Juliano – Não. Fui vereador em Governador Celso Ramos há 20 anos, e como temos duas reservas de proteção ambiental no município, eu conheci ele naqueles momentos, onde a gente coordenava alguns trabalhos na área ambiental.
DC – Em algum momento o senhor se encontrava com o Eduardo para discutir valores ou ações em favor desses empresários?
Juliano – Nunca. Me encontrava com ele para outros motivos. Mas para isso, não.
DC – Por que o seu nome está sendo citado pela polícia?
Juliano – Primeiro, pela vida pública que eu levo. Até por estar próximo de alguns políticos de renome. Eu acho que tem armação política por trás disso tudo.
DC – O senhor recebeu valores de empresários?
Juliano – Nunca recebi valor de empresários. Nunca fiz ligação a alguém dessas empresas.
DC – O senhor intermediou ações para essas empresas?
Juliano – Não. Eu fui apresentado ao Jaimes da Almeida Junior (Shopping Continente Park) e ao Gilvani Voltolini, que foi quem me sucedeu na minha saída da diretoria da Fatma. Fiquei um período na Fatma e saí por problemas políticos e partidários. Não saí por motivo infracional na minha vida profissional.
DC – Ocupa cargo público hoje?
Juliano – Fui nomeado em janeiro no gabinete do deputado Onofre (deputado federal Onofre Agostini), mas no final de janeiro pedi exoneração a pedido de um deputado federal porque ficava inviável a minha nomeação num cargo federal. Ele tinha um compromisso de nomear num cargo federal e ficaria inviável porque eu estava num gabinete do Democratas.
DC – O senhor trabalhou com o ex-deputado Cláudio Vignatti?
Juliano – Fiz a coordenação da campanha dele. Coordenei toda a parte de logística aérea.
DC – Na investigação, a polícia diz que você se apresentava como assessor parlamentar para obter benefícios…
Juliano – Eu posso ter, digo assim no impulso de falar, ‘ah, eu sou assessor do Vignatti, do Onofre, por ter ficado naquele período’. Mas no período eleitoral, efetivamente eu assessorava ele (Vignatti), mesmo não estando no gabinete ou recebendo pró-labore dele. Prova disso eu vou fazer nos autos se tiver necessidade. Tenho todos os documentos.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Geral
Assunto: Doze mortes em SC
 
 
Doze mortes em SC
Fim de semana foi marcado pelo sábado violento nas estradas catarinenses
O sábado foi de violência no trânsito em Santa Catarina. Das pelo menos 12 mortes que ocorreram em estradas federais, estaduais e no perímetro urbano durante o fim de semana, oito foram no sábado.
Em um único acidente em Cunha Porã, Oeste do Estado, três pessoas morreram, entre elas dois motociclistas. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) acredita que uma das motocicletas se perdeu quando se aproximava de uma curva no km 104,5 da BR-158 e invadiu a pista contrária, colidindo com um Palio.
Em seguida, o carro rodou e acabou atingindo a segunda motocicleta. O motorista do carro, Alceu Menin, 58 anos, e os motociclistas, Giovan Heinen, 25 anos, e Fausto Werlang, 30 anos, morreram no local. O acidente foi por volta das 16h30min e o trânsito ficou lento.
 
 
Outras vítimas
SÁBADO
– Joinville – Por volta das 11h30min, Francisco Eberhardt Neto, de 83 anos, morreu após bater o carro que dirigia, um Audi, em dois veículos estacionados. O acidente foi em um posto de combustíveis, no km 29 da BR-101.
– Pinheiro Preto – Evandro de Lima Francisco, 20 anos, perdeu o controle do Celta que dirigia ao passar pelo km 193,1 da SC-303. O carro saiu da pista e capotou por volta das 21h30min. O motorista morreu no local.
– Pouso Redondo – Duas pessoas morreram e cinco ficaram feridas na batida entre um Corsa e um Fiesta na BR-470, às 22h. O motorista do Corsa, não identificado, teve o corpo carbonizado. Juvenal Pires de Moraes, morreu no hospital. O motorista e quatro ocupantes do Fiesta foram levados para o hospital com lesões graves.
– Imaruí – Por volta das 22h20min de sábado, um motociclista morreu ao perder o controle do veículo e bater contra um poste na SC-437. Rogério da Silva, 45 anos morreu no local.
DOMINGO
– Chapecó – Duas pessoas morreram e quatro ficaram feridas em um acidente na Avenida Coronel Freitas em Chapecó, a 400 metros do trevo da BR-282, por volta das 18h. Um Celta de Irati colidiu contra um Golf que trafegava de Quilombo para Chapecó. Morreram a passageira do Golf, Renata Seganfredo, 21 anos, e uma menina de nove anos que viajava no Celta. As quatro pessoas que ficaram feridas foram encaminhadas para o Hospital Regional do Oeste.
– Saudades – Andrei Julio Ranzan, 20 anos, perdeu o controle do carro que dirigia e acabou capotando no km 591,5 da BR-282. O acidente foi por volta das 2h.
– Um jovem numa bicicleta morreu depois de ser atropelado na marginal da BR-101, em Balneário Piçarras. O motorista fugiu sem prestar socorro à vítima. O acidente aconteceu por volta das 20h, no Km 95,5, no retorno do trevo de Medeiros. A vítima não havia sido identificada até o fechamento da edição.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Polícia
Assunto: Júri decide se jovem foi assassinado por monitores
 
 
Júri decide se jovem foi assassinado por monitores
Diego de Oliveira, na época com 18 anos, morreu no Centro de Internação Provisória de Joinville
Hoje faz cinco anos, oito meses e sete dias que Diego Alfredo de Oliveira morreu no Hospital Regional Hans Dieter Schmidt, em Joinville. O rapaz havia completado 18 anos quando entrou no Centro de Internação Provisória (CIP), segundo a mãe, Vânia Pfeng de Oliveira, 40 anos, para aguardar uma vaga em uma comunidade de reabilitação.
Lá dentro, teria sido espancado por três monitores e morreu no dia 8 de outubro, segundo o processo, de “meningite pós-traumática originária das agressões”. Os três acusados, André Luís Pereira, Denilson Corrêa e Tiago Bernhardt Frutuoso de Melo Schmitt, vão a júri popular a partir das 13h de hoje, no Fórum de Joinville. Eles respondem por homicídio triplamente qualificado e podem ser condenados a penas de 14 a 18 anos de prisão.
A mãe, promotora de vendas, tenta levar uma vida normal desde que o filho mais velho morreu. Mas o que mais a deixa triste é ver que os acusados estão soltos. Ela lembra como foi a ideia de deixar Diego no CIP.
– Desde que o pai morreu, quando ele tinha oito anos, ele ficou muito agitado. Tratava-o com psicólogo até que, aos 14 anos, descobri que ele estava usando drogas – relembra.
A partir de então, ela procurou uma vaga em alguma clínica ou centro terapêutico, mas encontrou dificuldades. O Juizado da Infância e da Juventude resolveu colocar o jovem, mesmo maior de idade, no CIP, até que uma vaga surgisse.
– É duro pensar que entreguei meu filho sem nenhum arranhão e me devolveram ele no caixão – afirma.
A família tentou interná-lo várias vezes. Três dias depois de ir parar no CIP, ele foi levado para um psiquiatra na Unidade de Atendimento aos Dependentes Químicos (hoje Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas), já que teria se agitado muito durante o fim de semana. Segundo relato do Ministério Público, Diego tentou fugir durante a consulta, mas foi contido pelos três acusados, que eram monitores do Centro. Ao ser levado de volta, “os monitores desferiram vários golpes, a socos e pontapés, de forma covarde e sem piedade contra Diego”, relata a Promotoria de Justiça no processo. Não satisfeitos, teriam jogado Diego nu, no banheiro, e o obrigaram a limpar o sangue.
Somente cinco dias depois um funcionário teria levado Diego ao Hospital Regional, onde foi atendido e logo voltou para o CIP. No dia seguinte, o adolescente novamente foi levado ao Hospital Regional, onde chegou em coma e morreu.
Na época, o CIP era administrado pela prefeitura. A responsável por ele, Iara Lúcia Pereira, foi afastada, acusada de ter acobertado as agressões. Tanto ela quanto os agressores disseram que o rapaz tinha sofrido os ferimentos por causa de quedas. A primeira delas, quando tentou fugir do psiquiatra, e a segunda, quando retornou ao Centro. Em ambas, teria batido a cabeça. Iara foi desvinculada do processo.
O advogado Antônio Lavarda representa os três acusados. Para ele, os monitores estavam no exercício da função e tiveram de usar a força para conter Diego.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Polícia
Assunto: Crimes e ocorrências
 
Presos provocam princípio de rebelião
Um princípio de rebelião provocou tumulto no Presídio Regional de Joaçaba, no Meio-Oeste, sexta-feira à noite. Colchões e cobertores chegaram a ser queimados nas celas, por volta das 21h30min. Ninguém ficou ferido. Segundo a Polícia Militar, os presos teriam se rebelado após a transferência de um detento para outra unidade da região. O tumulto foi controlado rapidamente. Os líderes da rebelião foram identificados e transferidos. A unidade de Joaçaba tem capacidade para 32 presos, mas acomoda atualmente 144.
 
Força tarefa assume caso da juíza assassinada
Uma força tarefa formada por três juízes assume a partir de hoje a 4.ª Vara Criminal de São Gonçalo, onde atuava a juíza Patrícia Lourival Acioli, executada com 21 tiros no final da noite de quinta-feira, na porta de sua casa, em Niterói. Os magistrados farão um levantamento dos casos que estavam sob a responsabilidade da juíza para avaliar possíveis ligações entre os réus dos processos e o assassinato. Os trabalhos no fórum de São Gonçalo deverão contar com forte esquema de segurança, mas não foram divulgados detalhes da operação.
 
Susposto pastor preso por assédio sexual
Um homem de 61 anos, que se diz pastor evangélico, foi preso sábado à tarde, em Balneário Camboriú, suspeito de assediar duas adolescentes. O suposto assédio teria ocorrido em uma loja de um dos shoppings da cidade, onde as duas garotas de 17 anos trabalham. O homem teria pedido às adolescentes que o acompanhassem dentro do provador, para que ele orasse por elas. As garotas disseram à polícia que o suposto pastor as tocou durante a oração. O suspeito foi preso ainda no shopping.
 
Policial à paisana denuncia bandidos
Quatro bandidos armados, entre eles três adolescentes, assaltaram uma lanchonete que vende caldo de cana às margens da BR-101 em Paulo Lopes, na Grande Florianópolis, sábado à noite. Eles atiraram contra um cliente. O homem passa bem e os bandidos foram presos instantes depois do crime. Os assaltantes levaram cigarros e uma quantia em dinheiro não divulgada. Um policial à paisana que estava no local seguiu os bandidos. Ao passarem pelo pedágio da BR-101, em Palhoça, os homens foram surpreendidos pela polícia.
 
Vítimas reagem e agridem bandidos
Dois assaltantes foram internados em estado grave após terem sido dominados pelas vítimas em Navegantes. Na noite de sábado, eles invadiram uma casa no Bairro Gravatá e renderam os moradores.
Segundo a polícia, as vítimas não haviam reagido até que a dona da casa, uma mulher de 40 anos, foi baleada no pé direito por um dos bandidos. O tiro teria sido disparado no momento em que o assaltante empurrava a vítima.
Ao ver a mulher baleada, os demais moradores revidaram, agrediram os bandidos e conseguiram desarmá-los. A Polícia Militar foi chamada e encontrou os assaltantes, um jovem de 24 anos e um adolescente de 17, caídos ao chão. Eles tiveram traumatismo craniano em função das agressões e foram socorridos e levados ao Hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí. De acordo com os bombeiros, o estado de ambos era grave. A PM recolheu no local uma pistola calibre 380 com 11 munições, que estava com os assaltantes.
Reações como que tiveram os moradores podem ocorrer em situações de estresse, de acordo com a doutora em Psicologia Giovana Delvan Stuhler, professora da Univali. Ela diz que o comportamento agressivo é uma das possíveis respostas da mente quando a vítima sente-se acuada:
– São comuns casos em que, após uma situação de estresse, as pessoas dizem que se surpreendem com reações que normalmente não teriam.
Apesar de terem agido em legítima defesa, os moradores poderão responder na Justiça pelas agressões caso a reação seja considerada exagerada, de acordo com a polícia.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Editorial
Assunto: O assassinato da juíza
 
O assassinato da juíza, por Antônio Cesar Siqueira*
O covarde assassinato da juíza Patrícia Acioli, um verdadeiro desacato às instituições e ao Estado de Direito, não intimidará a magistratura brasileira. A inquietação nacional quanto à sua segurança não interferirá no seu trabalho, fundamental para a sociedade e para que tenhamos um país com menos criminalidade e violência. É lamentável observar que, a cada dia, há mais juízes de Direito ameaçados pelo crime organizado.
A grave situação preocupa muito e tem sido objeto de atenção da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e do próprio Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Garantir a sua segurança é uma prioridade, pois sua atuação soberana é essencial para a prevalência da Justiça como parâmetro de uma sociedade livre e harmoniosa.
O crime organizado parece cada vez mais ousado e disposto a romper todos os limites para ameaçar o Estado de Direito e a tudo e a todos que se opõem à sua perversa e desprezível atuação. Toda essa afronta, contudo, será em vão. Embora chocada, triste e em luto pelo cruel assassinato da juíza Patrícia Acioli, a magistratura não irá intimidar-se e tampouco recuará.
Mais do que nunca, a magistratura precisa do apoio da sociedade para cumprir sua tarefa como guardiã da Justiça, em defesa do Estado de Direito e em favor de um país mais seguro, menos violento e capaz de garantir ao seu povo um dos mais essenciais direitos, que é o de ir e vir.
Precisamos ter absoluta consciência de que é possível transformar nossa pátria numa terra onde nenhuma pessoa tenha sua vida ameaçada simplesmente por realizar o seu trabalho com eficiência, compromisso e responsabilidade. Lutar por esse ideal é uma dívida da magistratura com a juíza Patrícia Acioli.
*DESEMBARGADOR, PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (AMAERJ)
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Polícia
Assunto: Novo perfil dos bandidos: armado, violentos e abusados
 
Armados, violentos e abusados
Este é o perfil dos bandidos que estão invadindo casas na Grande Florianópolis. Eles chegam de carro e maltratam as vítimas
Quadrilhas com até cinco integrantes, todos armados. Vítimas amarradas e agredidas dentro de suas casas. O que sobra depois são móveis quebrados, roupas fora dos armários e pisoteadas, sangue das vítimas pelo chão e a humilhação de não ter podido fazer nada, a não ser rezar para sair vivo. Os assaltos com bandidos cada vez mais violentos têm sido frequentes na Grande Florianópolis. Desde o início de julho, foram pelo menos oito ações com esse perfil.
A forma de agir dos assaltantes assusta. Eles parecem preparados para qualquer situação. Em Tijucas, no mês passado, chegaram a render 15 pessoas que participavam de uma reunião de família.
As quadrilhas têm escolhido casas em lugares afastados, com pouca movimentação e nenhum monitoramento eletrônico. Os assaltos são normalmente durante a noite, quando os vizinhos já estão dormindo.
Outro ponto que chama a atenção: as quadrilhas chegam em carros e não necessariamente roubam os veículos das vítimas. Quando isso ocorre, os carros levados são abandonados horas depois e acabam localizados pela polícia. Também é comum a presença de pelo menos um adolescente no bando.
O comandante do 4º Batalhão da PM, tenente-coronel Araújo Gomes, diz que a PM percebeu a incidência desse perfil nos assaltos cometidos na região, mas acredita que sejam poucas quadrilhas agindo seguidamente.
– Não foi o perfil dos crimes que mudou. O que nosso setor de inteligência percebeu é que são poucos grupos, no máximo três, que estão atuando com o mesmo modus operandi. Assim que a Polícia Civil concluir as investigações e conseguir prendê-los, as ocorrências diminuem – explica.
Segundo o tenente-coronel, esses criminosos também têm agido de forma diferente em relação ao furto e roubo de veículos. Eles estacionam os carros furtados em ruas secundárias para poderem usar em assaltos:
– Esses carros não são largados na rua de qualquer maneira. São bem estacionados e nada é tirado de dentro, assim eles conseguem deixar o veículo “guardado” para usar em crimes. Recentemente, recuperamos alguns carros nessas situações.
Os mesmos ladrões assaltam postos de combustíveis
Postos de combustíveis também têm sido alvo de quadrilhas violentas. Em alguns casos, a suspeita da polícia é de que os mesmos banbidos estão cometendo os dois tipos de crimes.
Nos postos, as ações são flagradas por câmeras de monitoramento. Mas nem isso coage os assaltantes, que chegam a agir de cara limpa.
Na madrugada do último dia 4, seis bandidos armados assaltaram um posto na SC-401, em Florianópolis. Eles pararam um carro para abastecer. Em seguida, renderam funcionários e um cliente. Além de roubar bebidas, alimentos, cigarros, isqueiros e uma pequena quantidade em dinheiro, o grupo agrediu o cliente e jogou produtos no chão. Arruaça pura.
Pelo menos dois dos suspeitos que aparecem nas imagens das câmeras do posto são menores. Um dos adolescentes, de 16 anos, foi apreendido. Um homem também foi preso suspeito de participar da ação, ele estava com o Gol prata usado no crime.
O bando é suspeito de ter participado do assalto a outro posto de combustíveis na mesma rodovia dias antes. O estabelecimento faz parte da mesma rede e a ação foi semelhante. Um adolescente, suspeito de participar de um desses assaltos, também teria atuado em um roubo violento em uma casa na Daniela, no Norte da Ilha.
 
Para a OAB, crimes ligados ao tráfico
O presidente da Comissão de Criminalidade e Violência Pública da OAB, Juliano Keller do Vale, acreditaque esses delitos estão relacionados ao consumo de drogas. Por isso, é preciso mais do que prevenir assaltos:
– A PM tem de trabalhar no caráter ostensivo de combate ao tráfico. Além disso, é preciso investir em tratamento para dependentes químicos.
Juliano do Vale destaca que a PM vem fazendo rondas Um reflexo é a queda no número de homicídios na Capital no primeiro semestre.
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Veículo: Notícias do Dia
Editoria: Segurança
Assunto: Tentativa de rebelião em Joaçaba termina com transferência de 17 presos
 
Tentativa de rebelião em Joaçaba termina com transferência de 17 presos
Detentos queimaram colchões e lençóis, mas polícia conteve a revolta
Um saldo de 17 presos transferidos foi o resultado de uma tentativa frustrada de rebelião na penitenciária de Joaçaba, no Meio-oeste do Estado. A confusão foi na madrugada de sexta-feira.
A notícia da transferência de um dos detentos para Campos Novos começou a revolta. Os presos atearam fogo a colchões e lençóis. A Polícia Militar conseguiu conter o príncipio de rebelião, e todos os detentos passaram por uma revista. Os 17 presos transferidos foram para unidades carcerárias em Campos Novos, Xanxerê é Chapecó.
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Veículo: Notícias do Dia
Editoria: Hélio Costa
Assuntos: Polícia Militar distribui em setembro cartilhas sobre dicas de segurança
                   Insegurança
 
Polícia Militar distribui em setembro cartilhas sobre dicas de segurança
O projeto “De Olho na Rua”, parceria entre o 4ºBPM e a Associação dos Amigos da Praça Celso Ramos, é focado no policiamento comunitário
De Olho na Rua
No início de setembro, o 4º BPM começa a distribuir uma cartilha com dicas de segurança. O informativo faz parte do Programa de Olho na Rua. Por ser um projeto piloto, a cartilha vai circular apenas entre os moradores do entorno da Beira-Mar Norte, no Centro. De acordo com o comandante do 4º BPM, tenente-coronel Araújo Gomes, a proposta nasceu durante as reuniões com a Associação dos Amigos da Praça Celso Ramos. A aproximação entre comunidade e PM foi se fortalecendo e atualmente transformou-se numa parceria com ações voltadas à polícia administrativa preventiva. O projeto que iniciou em junho, passou por várias etapas: palestra de sensibilização e conscientização para condomínios e funcionários com o tema “Segurança Condominial”; diagnóstico dos locais mais vulneráveis; ações de prevenção com o policiamento de bicicleta na Beira-Mar; vistoria preventiva e por último a confecção e distribuição de cartilhas. Vamos torcer para que dê certo, porque o sucesso desta parceria é a segurança da comunidade.
 
Insegurança na Capital
Quem se preocupa com a Segurança Pública na Capital? Quando Luiz Henrique era governador e Ronaldo Benedet secretário da SSP, as operações policiais ocorriam com certa frequência, na região Sul, reduto eleitoral deste último. Na gestão do ex-governador Leonel Pavan, as ações eram voltadas para a região de Balneário Camboriú, reduto do delegado regional de Balneário Camboriú e atualmente deputado estadual Maurício Eskudlark. Os cargos de governador e de secretário da SSP são de âmbitos estaduais e a missão dos responsáveis pela pasta é planejar a segurança para todo o Estado. Nos últimos dois meses, a Capital vem sendo sacudida por uma sucessão de assaltos. A própria polícia está sentindo na carne o aumento da violência, com agente assassinado e sequestrado, mas pouco faz para estancar esta triste realidade. Então está na hora de as forças estaduais deixarem as firulas e as vaidades de lado e se uniram com um único objetivo: proteger a sociedade.
 
Caridade
Um guerreiro a menos na Segurança Pública. Este foi o meu sentimento quando soube que o delegado Jonas Santana Pereira se aposentou. Ele começou na Polícia Civil no final da década de 70. Anos depois, como delegado, atuou em várias frentes. Fez nome na Deic, prendendo bandidos famosos. Atualmente, coordenava o Serviço Aeropolicial. Quando não corria atrás de bandido ele dedicava seu tempo em outra atividade: caridade. Até hoje o delegado contribui para a manutenção de um orfanato.
 
 
BLOGS
 
Cláudio Prisco
 
Implicações da Capital em 2014
 
O iminente lançamento das pré-candidaturas de Ângela Amin (PP) e José Fritsch (PT) à Prefeitura de Florianópolis tem tudo para provocar um alvoroço na política de alianças, com desdobramentos estaduais, considerando a importância da Capital no contexto sucessório de 2014. Candidato à reeleição, Raimundo Colombo pretende conversar com lideranças pepistas na Assembleia e se houver necessidade, com o próprio deputado federal Esperidião Amin, com quem já manteve alguns contatos depois de ter assumido o governo em janeiro.
O PMDB é o principal parceiro na coalizão, ocupando cargos preciosos na administração, sem falar do próprio vice Eduardo Moreira, que comanda a sigla em Santa Catarina, mas uma eventual vitória do partido em Florianópolis poderia colocar em risco a repetição da coligação daqui quatro anos. Na hipótese do prefeito Dário Berger eleger o deputado federal Gean Loureiro como sucessor, automaticamente se fortalece para entrar no páreo, ainda mais que o PMDB carece de nomes para a empreitada.
Enquanto os senadores Luiz Henrique da Silveira e Casildo Maldaner cumprem seus últimos mandatos, Neuto de Conto já bateu em retirada e Paulo Afonso Vieira ainda não apresenta condições eleitorais para um retorno majoritário. Pinho Moreira é o nome natural para o Senado e o deputado federal Mauro Mariani está na contramão dos acontecimentos partidários. Mariani também pisa na bola ao acionar a metralhadora giratória na direção do governador. Resumindo: só sobra Berger, se ganhar à eleição na Capital.
É justamente aí que reside a maior preocupação de Colombo. O governador não subestima o poder de fogo operacional e logístico dos irmãos Berger (prefeito de São José, Djalma, e o empresário Dilmo), que tem em Dário a oportunidade de uma inserção estadual, já que em 2010 acabou derrotado na prévia do PMDB para Eduardo Moreira.
Raimundo Colombo tem plena consciência de que o PMDB desempenhou papel determinante nas suas duas últimas eleições: Senado em 2006 e governo no ano passado.
 
 
MÍDIAS DO BRASIL
 
 
Veículo: Último Segundo
Editoria: Brasil
Assunto: Disque-Denúncia já recebeu 64 ligações sobre morte de juíza
 
Disque-Denúncia já recebeu 64 ligações sobre morte de juíza
Patrícia Acioli foi executada com 21 tiros em Niterói. Magistrados querem força-tarefa na investigação
O Disque-Denúncia do Rio de Janeiro recebeu 64 denúncias desde que a juíza Patrícia Acioli foi assassinada até a tarde deste domingo (14). Todas as informações estão sendo encaminhadas para Divisão de Homicídios da Polícia Civil, responsável pela investigação do caso.
As investigações sobre o assassinato da juíza executada com 21 tiros na porta de sua casa, em Niterói, na noite da última quinta-feira (11), convergem para um crime encomendado por integrantes de grupos de extermínio e de milicianos que atuam em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. Titular da 4ª Vara Criminal do município, a magistrada, de 47 anos, ganhou notoriedade pelas condenações rigorosas.
No sábado (13), o presidente da Associação dos Magistrados do Brasil (AMB), desembargador Nelson Calandra, deixou escapar que a polícia estaria trabalhando com a possibilidade de serem 12 os envolvidos no assassinato.
A chefe de Polícia Civil do Rio, Martha Rocha, que acompanha pessoalmente o caso, afirma que o sigilo é essencial na apuração. “Este é um momento de trabalho, de silêncio, de análise de todas as informações para tratá-las com coerência e cuidado. O silêncio neste momento é importante”, resumiu no sábado.
 
Força-tarefa
A AMB pediu ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, a criação de uma força-tarefa para esclarecer o assassinato da juíza Patrícia Acioli. No ofício enviado ao ministro pelo desembargador Calandra, os magistrados pedem uma ação enérgica e rápida para investigar o crime. “Quando um juiz sofre um ataque é também um atentado ao Estado, à democracia e à sociedade brasileira”, disse o presidente da associação. “Não descansaremos enquanto não forem presos os responsáveis por essa atrocidade e apurada a autoria. Queremos uma resposta rápida, enérgica e exemplar”, destacou.
Cerca de 20 homens da Divisão de Homicídios (DH) trabalharam a partir da madrugada de sexta-feira (12) em diligências em Niterói e no município vizinho de São Gonçalo, onde a juíza atuava. Até a tarde de sábado, 18 depoimentos de parentes e vizinhos da vítima haviam sido tomados. Inclusive do vigia da guarita de acesso à rua da juíza. A testemunha, que não foi identificada, confirmou ter visto dois homens numa moto, que interceptaram o carro da magistrada.
 
Horas antes de ser morta, juíza decretou a prisão de oito PMs
Policiais são acusados de homicídio contra jovem de 18 anos. Caso foi registrado como auto de resistência
Horas antes de ser assassinada na porta de sua casa no município de Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, a juíza Patrícia Lourival Acioli, que atuava na 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, decretou a prisão preventiva de oito PMs suspeitos de um homicídio contra um jovem de 18 anos identificado como Diego da Conceição de Beline.
O crime, ocorrido no último dia 5 de julho no Complexo de Favelas do Salgueiro, em São Gonçalo, foi registrado como auto de resistência (morte em confronto com a polícia). No entanto, segundo testemunhas, tratou-se de um assassinato.
Dois dos acusados já estavam presos temporariamente desde junho. Os demais estavam junto deles no dia do fato, mas não teriam participado diretamente da ação.
Entretanto, de acordo com autos do processo, eles são acusados de outros homicídios que também foram registrados como autos de resistência ou há testemunhas com receio deles.
O nome de Patrícia Acioli apareceu em uma lista apreendida pela polícia em janeiro com Wanderson da Silva Tavares, conhecido como “Gordinho”, apontado como chefe de um grupo de extermínio em São Gonçalo.
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Veículo: Agência Estado
Editoria: Geral
Assunto: Força Nacional vai para o Piauí após greve da polícia local
 
 
Força Nacional vai para o Piauí após greve da polícia local
Agentes embarcaram para Teresina nesta sexta-feira e ficarão no Estado até o fim da greve
O Ministério da Justiça determinou o envio de tropas da Força Nacional para o Piauí devido à greve dos policiais deflagrada há dois dias. Os agentes, que embarcaram para Teresina nesta sexta-feira pela manhã, ficarão no Estado até o fim da greve.
O pedido do envio das tropas foi feito pelo governador do estado, Wilson Martins, durante reunião com representantes da Justiça, polícia militar e o Corpo de Bombeiros, ontem. O objetivo é o de garantir a segurança da população. São 340 agentes em greve entre policiais civis, policiais militares, bombeiros militares e agentes penitenciários. O efetivo da Força Nacional enviado ao estado não foi divulgado por questões de segurança.
O aumento salarial está entre as exigências feitas pela categoria. O governador do Piauí ressaltou que o aumento dado à categoria em 2011 foi superior ao reajuste geral e que estão sendo feitos investimentos em equipamentos para a PM.
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Veículo: Agência Estado
Editoria: Geral
Assunto: Em São Paulo, 20 mil deixarão presídios no Dia dos Pais
 
 
Em São Paulo, 20 mil deixarão presídios no Dia dos Pais
No ano passado, 23.041 presos deixaram as unidades prisionais no mesmo feriado e 1.344 (5,8%) não retornaram
Cerca de 20 mil presos do regime semiaberto irão receber neste ano o benefício da saída temporária de Dia dos Pais no Estado de São Paulo. A duração de cada saída é de, no máximo, sete dias. Alguns dos beneficiados serão monitorados por tornozeleiras eletrônicas.
No ano passado, 23.041 presos deixaram as unidades prisionais no mesmo feriado. Desse total, 1.344 não retornaram (5,8%), segundo dados da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP).
A saída temporária é um benefício previsto na Lei de Execuções Penais e depende de autorização judicial, concedida por ato normativo do juiz, que ouve o parecer do Ministério Público e da Administração Penitenciária. Os condenados que cumprem pena em regime semiaberto, de bom comportamento, podem obter autorização para saída temporária do presídio.