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Clipping do dia 23 e 24 de abril

24.4.2011
CLIPPING
23 e 24 Abril 2011
 
MÍDIAS DE SANTA CATARINA
 
Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Reportagem Especial
Assunto: Crime organizado no Estado
 
Facção cresce com estrutura de empresa
Com conselhos de líderes, cargos e tarefas claras, grupo que age de dentro das cadeias de SC planeja ter, cada vez mais, força e ordem do lado de fora
Com planejamento e estrutura que lembram empresas, o Primeiro Grupo Catarinense (PGC) se fortaleceu e hoje está presente fora do sistema prisional. Até sorteios de motos e TVs LCD foram feitos para tentar a expansão no Norte, Vale do Itajaí e Grande Florianópolis, onde a facção é uma realidade. Controla o tráfico em São José e em todas as regiões da Capital com exceção do Morro do Mocotó, no Centro da cidade.
Os outros traficantes cederam para garantir segurança e liberdade de circulação enquanto cumprem pena. Eles permitiram ao PGC ocupar parte dos pontos de venda e forneceram armas. O único que resistiu pagou o preço. O chefe do Mocotó perdeu o comando que exercia desde o começo do milênio. Ele está detido na ala Sul da Penitenciária de Florianópolis e sabe que a transferência é morte certa porque o PGC também cresceu dentro das cadeias.
Integrantes do Departamento de Administração Prisional confirmam que todas as unidades prisionais da Grande Florianópolis mais Itajaí, Chapecó, Joinville, Lages, Blumenau e Criciúma são dominadas pela organização. Uma carta de maio do ano passado, apreendida por agentes prisionais, faz comentários sobre o recrutamento em Joinville. O texto fala que um detento chamado Bolívia “está batizando geral”. O trabalho de investigação sinalizou que, na cidade, além de Itajaí e Navegantes, o grupo está se fortalecendo fora das cadeias.
A mesma carta revela que, desde aquela época, há estudos de atentados contra instituições de segurança pública. O plano se materializou e neste mês foram quatro ataques. O poder de fogo é consequência da expansão do PGC e resultado de um plano elaborado por um grupo central. A execução fica a cargo de estruturas pré-definidas que cumprem as regras estipuladas com determinação militar (confira o organograma ao lado).
A entrega ao projeto não é opcional. Ao aderir à facção criminosa, o detento se compromete a acatar uma série de normas, e o descumprimento pode significar ser assassinado. A doutrina do PGC continua sendo de defesa dos presos e enfrentamento das polícias Civil e Militar. Mas está ocorrendo uma mudança na mentalidade com o envio de líderes para as penitenciárias federais. Uma aproximação com o Comando Vermelho está em curso e a agressividade vem crescendo.
O secretário-executivo de Justiça, coronel João Botelho, não considera que existem motivos para pânico. Afirma que há uma valorização exagerada da facção e ressalta que, até hoje, nunca houve nada de grave. Reforçou ainda que isto não deve acontecer. Ele credita os atentados recentes ao trabalho de repressão nas cadeias, cortes de regalias aos envolvidos e transferência dos líderes do PGC.
O delegado-geral da Polícia Civil, Aldo Pinheiro D’Ávila, garante que há investigação por parte do Departamento de Inteligência. Ele prefere manter sigilo para preservar o trabalho.
 
Em busca de mulheres e adolescentes
PGC Mirim. Assim foi batizado o projeto de criar um braço da facção composto por adolescentes. Os jovens não são o único público cobiçado pelo Primeiro Grupo Catarinense. Existe a tentativa de recrutar mulheres para a organização. Não há informações conclusivas para saber se os planos dos criminosos foram concregizados, mas as investidas foram confirmadas pela Polícia Civil e Departamento de Administração Prisional (Deap).
A busca por adolescentes sofreu um revés involuntário. A intenção era um jovem cometer um ato infracional para cumprir medida socioeducativa no Centro Educacional São Lucas, em São José. Esta é a maior instituição do Estado, e o escolhido teria a missão de “batizar” os internos. Como recompensa, um ponto de venda de drogas seria repassado àqueles que aceitassem a proposta. O projeto ruiu quando a Justiça interditou o local por falta de higiene e suspeitas de torturas, em dezembro do ano passado.
Mas o PGC tinha outros meios para recrutar adolescentes. Tentativas foram feitas em bairros de Florianópolis e São José. O principal alvo foram os jovens da favela Chico Mendes, na região continental da Capital. Com as mulheres houve duas frentes de atuação: “batizar” presas nas unidades prisionais e buscar filiações nos locais onde a facção criminosa domina os pontos de venda de drogas. Na segunda “estratégia”, houve sorteio de prêmios. Os mais comuns eram motos e TVs LCD.
 
Mulheres seriam chamadas de cunhadas
O termo para as mulheres fora do sistema prisional que aderissem era “cunhadas”. A expressão deriva do termo irmão, usado entre os membros do PGC. Em relação às detentas, uma carta sugere certo progresso. No texto consta que na cadeia pública de Joinville há 10 interessadas. Em outro trecho, o autor escreveu que tirou alguma cópias do estatuto da organização criminosa e entregou para um integrante chamado Chapolin. A função dele seria levar em mãos às cunhadas os documentos.
 
Uma boca de fumo na cadeia
Um ponto de venda de drogas com a “grife” PGC dentro das cadeias catarinenses. Esta foi a maneira encontrada para conseguir dinheiro e financiar o plano de expansão traçado pela cúpula da organização criminosa. Os líderes pretendiam controlar o tráfico de maconha e cocaína dentro das unidades prisionais para fazer caixa. Uma cela em cada galeria serviria como local de comércio. A polícia não confirma se o plano está dando certo.
O plano era composto por oito itens. Logo no primeiro justificava que, no sistema prisional, a maconha funciona como moeda e pode ser fonte de grandes lucros para quem controla as vendas. O detento Amaral explicou o plano numa carta que chegou à Polícia Civil.
Nela, o preso comentava que havia vários integrantes do PGC interessados em atuar em conjunto e dois já teriam aderido à proposta. Estes detentos receberiam drogas durante as visitas e aceitariam comercializar parte com a organização criminosa.
Com cálculos, ele demonstrava como um baixo investimento poderia resultar em ganhos expressivos (veja ao lado). O projeto mencionava multiplicar por 40, em dois meses, o valor inicial investido e obter lucros gigantescos em um ano.
O planejamento incluía dividir a receita obtida em dois destinos. Metade seria reinvestida no negócio. O restante iria para um caixa da organização criminosa e serviria para os propósitos da facção.
A introdução do texto da proposta de expansão explicava que a ideia era arrecadar mais dinheiro para comprar armas, drogas e outras necessidades do criminosos dentro e fora das cadeias.
 
Estímulo à maconha e cuidado com o crack
Na empreitada, houve cuidado em preservar e fortalecer os membros do PGC que também vendiam drogas nas cadeias. Eles venderiam parte à organização criminosa e seria importante também ganharem para manter o fornecimento. Outra precaução foi evitar o comércio de crack, porque os dependentes usavam mais do que a capacidade pagamento. Além de inadimplência, a pedra gerava conflitos e pessoas fora de controle.
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Veículo: Clicrbs
Editoria: Polícia
Assunto: Crime organizado no Estado
 
Penitenciária de São Pedro de Alcântara tem a nona morte neste ano
Detento foi morto dentro da cela que dividia com outros cinco homens na manhã de sábado
A Penitenciária de São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis, registrou a nona morte deste ano. Na manhã de sábado, Morgon Manoel Plucenio de 28 anos foi assassinado a golpes de estoque, uma espécie de espeto confeccionado pelos presos.
O motivo do crime está sendo investigado pela Polícia Civil em São José. A vítima dividia cela com outros cinco presos e um deles teria assumido a autoria do crime na delegacia.
Desde 1º de janeiro deste ano pelo menos seis detentos foram assassinados dentro da unidade prisional. Três teriam ligação com a facção criminosa Primeiro Grupo Catarinense (PGC). Ainda nesse período, um preso foi encontrado enforcado, um teria morrido de causas naturais e outro teria sido eletrocutado.
 
•Sexta-feira (22/04/2011)
 
Miguel Angel Corrêa, de 25 anos, foi assassinado pelo colega de cela, Alexandre da Silva Mateus, de 28 anos, por volta das 3h. A vítima era natural de Montevideo, no Uruguai, cumpria pena por tráfico e foi morta a golpes de estoque.
 
• 13/04/2011
 
Fernando Ribeiro, 34 anos, foi assassinado por Tiago José Simas, de 26 anos, companheiro de cela da vítima. Tiago teria confessado o crime e contado que assassinou Fernando para defender-se, pois este o teria agredido. A vítima cumpria pena por furto e roubo e teria ligação com o Primeiro Grupo Catarinense (PGC). A arma utilizada também foi um estoque.
 
• 12/04/2011
 
Diógenes Rafael Vieira, conhecido como Mato Grosso, de 28 anos, foi encontrado morto em uma cela do pavilhão 3 durante a madrugada. Ele dividia cela com outros cinco presos e teria se enforcado com um lençol. O preso tinha mais de 40 anos de prisão para cumprir, estava na unidade prisional havia seis dias e também teria envolvimento com o PGC.
 
• 21/02/2011
 
Fernando Eduardo Pinheiro, de 31 anos, foi encontrado morto durante a manhã dentro da cela. De acordo com a assessoria do Departamento de Administração Prisional (Deap), o detento teria sido eletrocutado.
 
• 12/02/2011
 
Erivan Pereira da Silva morreu em sua cela, aparentemente de causas naturais; e Edson Vieira Sarnento, 36 anos, foi assassinado por outro preso após se envolver em uma briga.
 
• 08/04/2011
 
Edson do Nascimento Onofre, de 36 anos, o Japa, foi encontrado morto embaixo de uma escada na penitenciária. Os presos o teriam matado porque supostamente ele teria denunciado um plano de fuga. Japa seria um dos líderes do PGC.
 
• 19/01/2011
 
O primeiro detento a morrer na penitenciária neste ano foi Alexandre Pinheiro Lima, 32 anos, assassinado a facadas por um colega de cela. A vítima estava presa desde 1997 e o assassinato teria sido motivado por um desentendimento com outro detento.
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Veículo: Clicrbs
Editoria: Polícia
Assunto: Casal de idosos é espancado durante assalto em Garopaba
 
Casal de idosos é espancado durante assalto em Garopaba
Vítimas estão em estado grave no hospital
Um casal de idosos foi espancado durante um assalto em Garopaba, no Litoral Sul de Santa Catarina, e está internado em estado grave no Hospital Regional de São José. As vítimas estavam em casa quando dois homens teriam invadido a residência na madrugada de sábado.
Segundo a Polícia Civil, a situação do homem de 79 é mais crítica. Ele sofreu cortes na cabeça, no tórax e no abdômen. A mulher de 79 anos também apresentava vários ferimentos pelo corpo. O casal morava sozinho.
Quando a polícia chegou à casa, no bairro no Sertão do Macacu, encontrou os móveis revirados e muito sangue no chão. Os bandidos teriam levado apenas dinheiro das vítimas. Após ouvir familiares das vítimas, os investigadores já têm suspeitos de terem cometido o crime.
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Veículo: Clicrbs
Editoria: Polícia
Assunto: Facção criminosa PGC cresce com estrutura de empresa
 
Facção criminosa PGC cresce com estrutura de empresa
Grupo tem conselhos de líderes, cargos e tarefas claras
Com planejamento e estrutura que lembram empresas, o Primeiro Grupo Catarinense (PGC) se fortaleceu e atualmente está presente fora do sistema prisional. Até sorteios de motos e TVs LCD foram feitos para tentar a expansão no Norte, Vale do Itajaí e Grande Florianópolis, onde a facção é uma realidade. Controla o tráfico em São José e em todas as regiões da Capital com exceção do Morro do Mocotó, no Centro da cidade.
Os outros traficantes cederam para garantir segurança e liberdade de circulação enquanto cumprem pena. Eles permitiram ao PGC ocupar parte dos pontos de venda e forneceram armas. O único que resistiu pagou o preço. O chefe do Mocotó perdeu o comando que exercia desde o começo do milênio. Ele está detido na ala Sul da Penitenciária de Florianópolis e sabe que a transferência é morte certa porque o PGC também cresceu dentro das cadeias.
Integrantes do Departamento de Administração Prisional confirmam que todas as unidades prisionais da Grande Florianópolis mais Itajaí, Chapecó, Joinville, Lages, Blumenau e Criciúma são dominadas pela organização. Uma carta de maio do ano passado, apreendida por agentes prisionais, faz comentários sobre o recrutamento em Joinville. O texto fala que um detento chamado Bolívia “está batizando geral”. O trabalho de investigação sinalizou que, na cidade, além de Itajaí e Navegantes, o grupo está se fortalecendo fora das cadeias.
A mesma carta revela que, desde aquela época, há estudos de atentados contra instituições de segurança pública. O plano se materializou e neste mês foram quatro ataques. O poder de fogo é consequência da expansão do PGC e resultado de um plano elaborado por um grupo central. A execução fica a cargo de estruturas pré-definidas que cumprem as regras estipuladas com determinação militar.
A entrega ao projeto não é opcional. Ao aderir à facção criminosa, o detento se compromete a acatar uma série de normas, e o descumprimento pode significar ser assassinado. A doutrina do PGC continua sendo de defesa dos presos e enfrentamento das polícias Civil e Militar. Mas está ocorrendo uma mudança na mentalidade com o envio de líderes para as penitenciárias federais. Uma aproximação com o Comando Vermelho está em curso e a agressividade vem crescendo.
O secretário-executivo de Justiça, coronel João Botelho, não considera que existem motivos para pânico. Afirma que há uma valorização exagerada da facção e ressalta que, até hoje, nunca houve nada de grave. Reforçou ainda que isto não deve acontecer. Ele credita os atentados recentes ao trabalho de repressão nas cadeias, cortes de regalias aos envolvidos e transferência dos líderes do PGC.
O delegado-geral da Polícia Civil, Aldo Pinheiro D’Ávila, garante que há investigação por parte do Departamento de Inteligência. Ele prefere manter sigilo para preservar o trabalho.
 
 
BLOGS
 
Paulo Alceu
 
 
A vida segue
Perfeito. Está garantida a segurança dos policiais com as barreiras em frente às delegacias. E a população?
 
 
Legalização, eis a questão…
Lembro quando jovem universitário que a droga mais destrutiva era o LSD e a mais comum à maconha envolta num tipo de romantismo e auto-afirmação. Convive com amigos que consumiam essas substâncias sem cobranças ou pressões. Lembrou de um deles que quando se injetava me dizia para ficar longe de tudo aquilo. Ou seja, embora viciado me empurrava daquele universo me envolvendo numa espécie de proteção. Agradeço até hoje. Busquei minha opção, de repente por medo quem sabe de não saber lidar com essas liberdades induzidas. Mas desde aquela época se falava na legalização das drogas como meio de contê-las ou controlá-las. Existia, é claro, a figura do traficante, mas não na posição de destaque como é atualmente e de influência.
-Na semana passada o Congresso debateu, mais uma vez, sobre o destrutivo “crack” e voltou à tona a legalização. Há uma infinidade de dúvidas e questionamentos. Legalizar para desestimular o consumo e combater o tráfico. Não é bem assim. Para começo de conversa o Brasil da impunidade e morosidade, além dos privilégios que alcançam algumas camadas não teria condições de conviver com essa medida. Regras mínimas não são obedecidas. Há dados estatísticos que em países onde a legalização foi colocada em prática houve sim a redução de homicídios, mas foi ampliado o consumo e as mortes em conseqüência da liberação.
-É um tema intrigante que passa além do combate efetivo do crime, pela proteção da família e do viciado, muitas vezes, vítima de uma sociedade omissa. O combate efetivo começa em casa onde muitas vezes, infelizmente, se é derrotado. Dias atrás no RICNotícias um menino de 10 anos em Joinville pediu ajuda para deixar a maconha. Aí que entra nossa responsabilidade, não de excluir, mas de proteger. Essa criança me deu vontade de carregar no colo. Exemplo.
Futuro
Diante das sinalizações de desembarque do DEM, incluindo o governador Raimundo Colombo, as atenções se voltam para aqueles que de repente permanecerão no partido. O espólio, que ficará, não pode ser desprezado. Será realmente uma demandada geral? E o governador indo para o PSD não abrirá espaço para os que ficarão no DEM?
Em observação
A bancada federal do PSDB é formada pelos deputados Marco Tebaldi e Jorginho Melo. Permanecem no partido. Mas caso perceberem que não terão espaço, inclusive, diante das movimentações em torno de uma fusão com o DEM, tudo indica que tomarão uma decisão em conjunto de deixar o ninho tucano.
 
 
MÍDIAS DO BRASIL
 
Veículo: Portal Último Segundo
Editoria: Brasil
Assunto: Bombeiros protagonizam polêmicas no Rio no feriado
 
Bombeiros protagonizam polêmicas no Rio no feriado
Bombeiros passaram a noite em frente a quartel em protesto por baixos salários
Bombeiros militares do Estado do Rio estão protagonizando polêmicas na zona sul do Rio, neste feriado.
A equipe do quartel de Copacabana passou noite acampada, em protesto por melhores salários, em frente à unidade, na Rua Bolívar. No bairro vizinho, Botafogo, um tenente-médico bombeiro deu voz de prisão em uma UPA (Unidade de Pronto-Atendimento) aos irmãos Valter e Teresa Faria, que reclamaram da demora de 3h no atendimento à mãe, Olga Faria, 91 anos, que sofre de Alzheimer.
Na manhã deste sábado, outro grupo de bombeiros faz passeata na praia do Leblon, pedindo aumento salarial. Eles pretendem ficar acampados perto da casa do governador Sérgio Cabral, no bairro, até serem atendidos em sua reivindicação.
A vigília dos bombeiros foi também uma manifestação dos bombeiros contra a transferência de 36 integrantes da corporação para o interior do Estado do Rio. O grupo alega que a medida é em represália ao movimento que pede reajustes salariais – um soldado no Rio recebe cerca de R$ 950 mensais, em média. O comando do Corpo de Bombeiros não concorda com o movimento.
 
Prisão dentro de UPA
Na UPA, um dos principais e mais vistosos programas do governo Sérgio Cabral na área de Saúde, o tenente-médico Mario Chaves Loureiro do Carmo discutiu com os irmãos e os manteve presos por cerca de 15 minutos em uma sala da unidade, até a chegada da polícia.
As Unidades de Pronto-Atendimento são estruturas de complexidade intermediária entre as unidades básicas de saúde e os hospitais voltados para urgência. No Rio, como a Secretaria de Saúde de Defesa Civil incluiu o Corpo de Bombeiros, médicos militares passaram a atuar em UPAs. Apesar de o programa ser frequentemente citado pelo governo, há constantes reclamações de demora no atendimento e de falta de médicos.
No caso desta sexta, a idosa em cadeira de rodas esperava havia três horas pelo atendimento, com problemas respiratórios. Quando os filhos Valter e Teresa foram reclamar da demora, ouviram que já tinham sido chamados e, como não atenderam, teriam de voltar para o fim da fila. Os dois passaram a reclamar e Valter teria entrado em uma sala, onde teria ocorrido a discussão com o tenente que lhes deu voz de prisão. Levados à delegacia de Botafogo, prestaram depoimento e foram liberados.
 
Corporação vai ouvir categoria
A Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil (Sesdec) informa que o Comando do Corpo de Bombeiros ouvirá as reivindicações da categoria em reunião na próxima quinta-feira (28), às 10h, na sede do Grupamento Marítimo (G-Mar) de Botafogo.
Sobre a reclamação do atendimento da idosa, o superintendente de urgências e emergências pré hospitalares da Sesdec, coronel Fernando Suarez, infoma que a paciente foi classificada como amarela e foi chamada por meio do visor e alto falante, oito vezes, sem comparecer para o atendimento.
Segundo nota divulgada pela Sesdec, dois familiares da paciente reclamaram de forma ofensiva sobre a espera pelo atendimento e desacataram um oficial do Corpo de Bombeiros que estava de plantão. Após a ida do oficial com os dois para a delegacia e a normalização da situação, a paciente foi atendida em menos de duas horas. Ela foi examinada, medicada e liberada.
De acordo com o artigo 331 do Código Penal, desacato a funcionário público na função leva a autuação em delegacia de polícia. Segundo o coronel Fernando Suarez, foram atendidas ontem na unidade 438 pacientes.