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Clipping do dia 20 de maio

20.5.2011
CLIPPING
20    Maio 2011
 
MÍDIAS DE SANTA CATARINA
 
 
Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Geral
Assunto: Radares da Capital
 
Empresa vai desligar os pardais
Engebrás recebeu notificação da prefeitura e diz que suspensão do serviço depende apenas da agenda dos seus técnicos
A Engebrás, empresa de fiscalização de trânsito por radares, informou, ontem, que vai suspender os serviços na Capital. A assessoria da empresa afirmouque já recebeu a notificação do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (Ipuf) sobre a suspensão do contrato e do pagamento dos serviços.
A Engebrás explica que o desligamento dos 70 aparelhos depende apenas da disponibilidade técnica dos seus profissionais. O presidente do Ipuf, Átila Rocha dos Santos, destacou que a notificação pela suspensão do pagamento de todos os meses do último contrato – cerca de cinco meses – e do contrato em si foi um cumprimento de ordem judicial. O juiz Antonio Fornerolli emitiu liminar acatando ação do Ministério Público que acusa a prefeitura de ter viciado o edital de licitação para suspendê-lo, criando, assim, uma situação para contratar a Engebrás de forma direta.
Segundo Átila, o contrato emergencial de dezembro de 2010 foi feito justamente porque o processo licitatório não foi concluído em decorrência das determinações do Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Como o funcionamento de radares é considerado essencial, a prefeitura optou por contratar a Engebrás, que já vinha atendendo a cidade, até que o processo licitatório definitivo fosse concluído. Tanto o Ipuf quanto a assessoria da empresa, destacam que o contrato que estava vigente era idêntico ao da contratação em 2004. Por isso, o contrato previa o pagamento da empresa por multa efetivamente aplicada e paga e não por aparelho instalado e operando, como defendem o MP e o TCE.
Mesmo com a liminar, o presidente do Ipuf destacou que a Engebrás poderia continuar oferecendo o serviço, esperando a decisão final da Justiça. Se o resultado fosse favorável à empresa, ela teria direito de receber pelo período trabalhado. Um novo contrato dependerá do parecer do TCE.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Cacau Menezes
Assunto: Estacionamento da Polícia Civil
 
Xô!
A Rua Álvaro de Carvalho, no coração da cidade, virou estacionamento dos funcionários da Polícia Civil. Para indignação de quem transitava pelo local, nem a faixa de pedestres, na esquina com a Rua Felipe Schmidt, está sendo poupada.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Reportagem Especial
Assunto: Efeito PSD
 
O golpe final nas ideologias
Criação do novo partido, que afirma não ser de direita, esquerda ou centro, volta a alimentar discussão sobre o que aproxima e distancia as siglas no país
Os movimentos para criação do PSD trouxeram à tona, novamente, o debate sobre as ideologias dos partidos. Afinal, a classificação direita/esquerda/centro ainda é válida?
Estudiosos de ciência política enxergam que, ao ser criado, o novo partido perde a chance de dizer a que veio, e concordam que, apesar da flexibilização das posições partidárias, ainda existem diferenças ideológicas importantes nas formas de governar.
Atualmente, no cenário político nacional e em Santa Catarina, partidos de orientações bem diferentes estão coligados. No governo federal, por exemplo, o PT, historicamente considerado referência de esquerda, conta com o apoio do PP, partido que tem suas origens na Arena, sigla vista como de direita durante o período da ditadura militar.
No quadro político catarinense, DEM e PMDB formaram a aliança que elegeu os dois últimos governadores. Enquanto os demistas têm suas raízes na antiga Arena, o PMDB nasceu do MDB, considerado de “esquerda” no regime de exceção que surgiu pós-golpe de 1964.
O governador Raimundo Colombo, que deixou o DEM e segue para o PSD, quando perguntado sobre a declaração do prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, de que o PSD não será “nem direita nem esquerda nem centro”, respondeu: “Estamos numa era pós-ideológica”. E complementou dizendo que teria condições de fazer oposição à petista Dilma Rousseff estando filiado a qualquer partido.
Para o professor da Univali e doutor em Sociologia Política, Flávio Ramos, a própria afirmação de Colombo pode ser considerada ideológica.
– Basta perguntar ao governador se ele é a favor ou não de um Estado que regule as distorções do mercado. Os liberais acreditam que não. A esquerda entende que sim. Qual seria a resposta de Raimundo Colombo? – questiona Ramos.
O doutor em Sociologia Política e professor da UFSC, Carlos Eduardo Sell, defende que a análise das decisões concretas dos governantes revela mais sobre suas ideologias e pensamentos do que os discursos que fazem.
De acordo com ele, é preciso verificar a concepção do papel do Estado que eles têm e, mais do que isso, como isso se traduz em políticas governamentais no dia a dia no poder.
– O fim dos radicalismos ideológicos não eliminou, mas deslocou a importância das ideologias. Existem ideologias sim, mas não são mais tão importantes – avalia o pesquisador.
Para Sell, a fragilidade do atual sistema partidário e, ainda, o personalismo político no Brasil impedem a consolidação de legendas com um perfil ideológico mais claro e definido.
– Tirando os partidos de extrema-esquerda, as posições programáticas dos partidos são meramente formais. Predomina uma lógica fisiológica e patrimonialista – entende.
O professor da UFSC Ricardo Silva, doutor em Ciências Sociais e coordenador do Núcleo de Estudos do Pensamento Político, afirma que a diferenciação entre direita e esquerda serve para uma análise superficial e que não há partidos “puros”, que se enquadrem totalmente em uma classificação ou outra.
Ainda assim, não se pode ignorar a classificação. Segundo raciocínio do professor, as siglas mais à esquerda organizam-se em torno da ideia de igualdade social e as da direita têm maior vinculação com a manutenção da ordem.
– É mais útil recorrer às ideologias tradicionais como liberalismo, socialismo e conservadorismo para entender melhor os partidos. Mas quando o prefeito Kassab diz que o partido não é direita nem esquerda, ele se mostra confuso. Ou quer investir na confusão para não esclarecer sua identidade – analisa Silva.
 
Fim da ditadura mudou forças
Alguns fatos históricos tiveram influência no enfraquecimento das posições ideológicas radicais de direita e esquerda. No cenário político internacional, o professor Carlos Eduardo Sell, doutor em Sociologia Política, cita o final dos anos 1960, com a consolidação do “Estado de Bem-Estar Social”, como um dos marcos. Ele explica que, com o fim do chamado “socialismo real”, a polaridade ideológica foi bastante abalada.
No Brasil, o fim do regime militar iniciou uma reaglutinação de forças, segundo o professor Ricardo Silva, do departamento de Sociologia e Ciência Política da UFSC. Até então, no sistema partidário, o MDB, que deu origem ao PMDB, era considerado como esquerda porque sabia-se que a Arena era a direta, por sua associação com o governo militar.
– Atualmente, o PMDB é muitas coisas, um partido que abriga interesses os mais diversos, unificados apenas por sua longa e estável vocação governista – diz Silva.
O segundo marco no cenário político brasileiro, lembram os especialistas, foi a ascensão do PT ao governo federal. Quando estavam na oposição, os petistas eram considerados como referência de esquerda. Para Silva, as práticas de alianças feitas pelo partido em busca do sucesso eleitoral e da governabilidade acabaram por deslocá-lo para o centro. Sell também vê na eleição do PT uma mudança:
– Com a chegada do PT ao poder e sua acomodação à lógica pragmática do governo, esta distinção (entre partidos de direita e esquerda) foi se perdendo. Os partidos mal se distinguem pela oposição direita e esquerda ou governo e oposição: todos querem estar no governo. Em síntese, a chegada do PT ao poder embaralhou a divisão ideológica.
O terceiro momento elencado pelo professor Silva é a crise do mensalão no governo do PT. O estudioso entende que, até o escândalo, do ponto de vista da maior parte da população, o partido era visto como parâmetro da ética na política e se distinguia por isso.
– A crise do mensalão colocou essa posição em dúvida e a volta de Delúbio Soares ao PT, neste ano, mostra que o partido não vê o escândalo como tão terrível que ele tenha que ser afastado da história dos petistas – afirma.
Para o professor da Univali Flávio Ramos, o surgimento de novos partidos confunde ainda mais o cenário.
– Veja o caso de políticos liberais catarinenses saídos do DEM e que buscam diálogo com o Partido Socialista Brasileiro. Isso não faz sentido. Desde quando um liberal se encanta com ideais socialistas? – critica Flávio.
Sell lembra, ainda, que a ciência política contemporânea classifica os partidos de “meras máquinas eleitorais”, que buscam canalizar a maior possibilidade de votos.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Polícia
Assunto: Caso Ana Bely
 
Pai diz que não podia ver os filhos. Mãe nega
Único a fazer alerta ao Conselho Tutelar, Valmir de Freitas não encontrava a menina há nove meses
Pai biológico de Ana Bely Lima de Freitas, de um ano, assassinada na última segunda-feira, Valmir Gomes de Freitas, 35 anos, convivia pouco com a menina, apesar de eles morarem na mesma cidade.
Até a morte por espancamento, a bebê viva com a mãe, Sirlei de Fátima Lima dos Santos, 36 anos, outros três irmãos e o padrasto Luciano Antônio da Silva, preso e o principal suspeito de tê-la agredido até a morte.
Partiu de Valmir o único alerta ao Conselho Tutelar da cidade, feito em março deste ano, sobre o cotidiano das crianças. Conforme ele, os filhos – Ana e o menino e quatro anos – ficavam muito tempo sozinhos.
Com os acontecimentos dos últimos dias, Valmir conta ter dormido pouco. Ele não foi ao velório nem ao sepultamento de Ana Bely.
– Não sabia exatamente o que tinha acontecido e quis evitar confusão.
Ele e Sirlei ficaram quatro anos juntos, mas, nos últimos tempos, a convivência era de conflito. Valmir afirma que ela não o deixava ver os filhos.
– Uma vez quis pegar meus filhos e ela não deixou. Chamou o cara (padrasto) e ele me agrediu. Com as discussões, Valmir ficou quase nove meses sem ver os filhos. Hoje, ele mora com a mãe de 67 anos em uma casa de madeira de quatro cômodos pequenos, em uma rua de estrada de chão em Campo Alegre.
– Tinha algo errado. Meu pequeno falou para o tio que não queria voltar para casa porque o cara batia neles. Não consigo entender como ela não sabia que a menina estava sendo agredida – afirmou Valmir.
Mas o pai reconhece que não levou o caso à frente. Afirma que não teria como acompanhar a forma com que Ana Bely era tratada.
A mãe de Ana Bely tem outra versão. Afirma que o ex-companheiro procurava os filhos de madrugada e era violento. Sirlei garante que sustenta os filhos sozinha. Em janeiro, ela denunciou Valmir, que a teria ameaçado. O processo judicial ainda corre no Fórum de São Bento do Sul.
Com previsão de concluir o inquérito já na segunda-feira, o delegado Gustavo Henrique Gomes Baptista está investigando indícios de que a menina sofria de maus tratos há semanas, que teriam sido negligenciados pela mãe. O bebê marcas de queimaduras e hematomas.
Sirley mudou-se com três filhos para a casa de um parente. Ela chora ao falar da investigação sobre ela.
– Não consigo acreditar que acham que tenho culpa. Ele (o padrasto) que era um monstro – desabafou
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Polícia
Assunto: Delegacia de Blumenau inacabada
 
Licitação para portas e janelas
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) enviará, até quarta-feira, uma notificação pedindo explicações à empresa responsável pela construção do novo prédio da Delegacia Regional em Blumenau.
Para o governo do Estado, a licitação previa que a empreiteira vencedora da licitação, a Salver Empreiteira de Mão de Obra, entregasse a obra completa, com portas, janelas e estacionamento. A empresa alega que concluiu os trabalhos para os quais foi contratada. O prédio, que fica na Rua Humberto de Campos, no Bairro da Velha, tem somente as paredes.
O secretário de Segurança Pública, César Grubba, por meio da assessoria de comunicação, informou que irá aguardar as explicações da Salver Empreiteira de Mão de Obra para, então, tomar as medidas necessárias.
Independentemente disso, uma nova licitação será aberta para concluir o prédio. A previsão é que em 45 dias o Estado já tenha o nome da empresa vencedora. Apesar disso, Grubba não informou uma data para a conclusão da obra.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Polícia
Assunto: Operação pente-fino encontra 105 celulares no Presídio de BC
 
 
Operação pente-fino encontra 105 celulares
Uma vistoria no Presídio Regional de Balneário Camboriú terminou na apreensão recolhimento de 105 celulares, 22 facas artesanais e uma grande quantidade de drogas. A operação pente-fino foi motivada por uma briga entre detentos, durante a madrugada de quinta-feira. Quatro ficaram feridos e precisaram ser hospitalizados. De acordo com o diretor da unidade, Leandro Kruel, a briga teria ocorrido após um desentendimento entre presos que participavam de um jogo de cartas. As agressões aconteceram em um dos corredores da unidade, por volta das 2h. Cerca de 10 presos teriam se envolvido na confusão.
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Veículo: Notícias do Dia
Editoria: Polícia
Assunto: 6000 trotes são encaminhados à PM por mês
 
Comunicação falsa: 6000 trotes são encaminhados à PM por mês
O problema é tão grande que o Governo Estadual criou uma campanha para conscientizar pais e filhos sobre o risco dos trotes
 
           
 
Duas em cada cinco ligações atendidas pelo setor de emergência são “brincadeiras”
Não conversar com os filhos sobre trotes passados aos serviços de emergência, como Polícia Militar, Bombeiros e Samu (Serviço Móvel de Urgência), pode trazer uma dor de cabeça aos pais. Telefones que passam informações incorretas com freqüência são rastreados e os responsáveis pelos menores podem receber uma vista indesejada de membros do Ministério Público para saber o porquê dessas ligações.
Em uma tentativa de reduzir o número de trotes a esses serviços, a Secretaria de Estado de Segurança Pública criou propagandas informativas ao público. O problema é tão sério que somente a Polícia Militar recebe 6000 trotes por mês em sua Central Regional, localizada em Florianópolis. Essa fatia corresponde a 40% do total de ocorrências. Entre os atendentes do Corpo de Bombeiros, os números são semelhantes à PM.
“Acreditamos que com a propaganda os pais passem a conversar com as crianças e mostrem a elas que o trote é um crime”, explica o chefe do setor de emergência da PM, o Tenente Coronel Cardoso.
Os horários mais utilizados pelos troteiros são os de saída das escolas e o período vespertino, que coincidem com crianças e adolescentes sozinhas em casa. “A faixa etária que mais pratica os trotes vai dos 12 aos 15 anos. Normalmente essas ligações são motivadas por apostas entre os pré-adolescentes”, elenca o tenente.
A grande preocupação das autoridades com os trotes é a linha ocupada para casos que sejam realmente urgentes. Um trote ocupa cerca de 3 minutos do atendente, se uma viatura for encaminhada a essa ocorrência inexistente, serão perdidos entre 10 e 20 minutos. “Esse tempo é precioso para quem realmente está precisando da ajuda policial”, enfatiza o tenente.
 
Educação dá resultados
Em 2007 entre 30% e 35% das ligações ao Samu (Serviço Móvel de Urgência) eram trotes. Ações de conscientização em escolas públicas e privadas fez com que, em quatro anos, o número de informações falsas que chegam ao Samu não ultrapasse 10% de um total de 6000 ligações que o serviço recebe por mês.
Todos os atendentes dos serviços de urgência estão treinados para esse tipo de ocorrência. “Normalmente as crianças começam a rir ou logo desligam o telefone”, descreve o coordenador do Samu na Grande Florianópolis, Alfredo Schmidt.
O Corpo de Bombeiros não registra a quantidade de trotes recebidos, entretanto, o Major Salésio, responsável pelo setor de comunicação, garante que a quantidade de ligações inconvenientes tem diminuído. “Registramos o caso de um homem, na cidade de Ipuaçu, no oeste do Estado, que foi identificado e preso depois de passar um trote”, recorda o major. Legalmente o trote é conhecido como Comunicação Falsa de Crime que pode levar o autor à cadeia por um a seis meses.
 
Casos
Entre os atendentes que permanecem na Central Regional da Polícia Militar em Florianópolis, que compreende, além da PM, os Bombeiros e o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), casos de trotes chegam a virar lendas. “Temos uma senhora que liga praticamente todos os dias para reclamar do genro mau-educado”, recorda a agente temporária, Marina Morales. Outro caso conhecido é o de um homem que ligava de vários orelhões nas proximidades do Terminal Cidade Florianópolis anunciando crimes que não haviam ocorrido. “Nós conseguimos localizá-lo através das câmeras de monitoramento”, observa o coordenador da central, Capitão Campos Júnior.
Nos registros da PM há o caso de um número que, somente em um dia ligou 242 vezes para o telefone 190.
 
Ameaça de bomba
No dia 22 de fevereiro deste ano um trote anunciou à Polícia Militar sobre uma possível bomba no prédio da Secretaria de Estado da Educação, em Florianópolis. Ações semelhantes não são comuns na região, observa o chefe do setor de emergência da PM, o Tenente Coronel Cardoso. “Tivemos casos recorrentes em 97 e 98, principalmente em universidades e escolas, quando os alunos denunciavam a bomba para escaparem das aulas”, recorda o tenente. Palestras com diretores e responsáveis das instituições de ensino conseguiram reduzir as ocorrências. “Hoje trotes sobre ameaças de bomba são mínimos”, destaca.
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Veículo: Zero Hora
Editoria: Polícia
Assunto: Insegurança nos campi
 
Insegurança nos campi: como se prevenir da violência e o que as universidades do RS têm feito
Assunto veio à tona após morte de estudante dentro de campus da USP, em São Paulo
A morte do estudante Felipe Ramos de Paiva, 24 anos, no estacionamento do campus da Universidade de São Paulo (USP) localizado na região do Butantã, zona oeste de São Paulo, trouxe à tona a questão sobre a falta de segurança no local. A vulnerabilidade foi admitida pelo próprio diretor da Faculdade Economia de Administração (FEA), Reinaldo Guerreiro. Segundo ele, o fato de o campus ser muito grande e ter muitas árvores facilitou a ação de bandidos.
De acordo com levantamento divulgado pelo Jornal Hoje, os registros mostram que o número de furtos no local saltou de quatro em janeiro para 23 em abril. O índice de roubos passou de um para 13, no mesmo período. Os casos de roubo de carro passaram de dois no começo de 2011 o para 12. Já o total e casos de violência aumentou mais de três vezes, de 25 ocorrências em janeiro para 77.
No caso das universidades federais, um decreto publicado em 1997 permite a contratação de empresas terceirizadas para fazer a segurança nos campi. É o caso da UFRGS — apesar de manter servidores contratados pela universidade trabalhando como seguranças, optou por também delegar parte do trabalho a uma empresa privada.
Mesmo assim, alunos do Diretório Central de Estudantes (DCE) da Ufrgs apontam a existência de áreas vulneráveis nos campi da universidade, como o Campus do Vale, por exemplo:
— À noite, a iluminação não é suficiente em diversos pontos do campus. A entrada não é controlada e nos preocupa a circulação de pessoas desconhecidas entre os alunos. É uma reclamação bem frequente dos estudantes—afirma o aluno de Matemática Guilherme Andreis, integrante do DCE.
Segundo ele, o assunto foi levado à Coordenadoria de Segurança da Ufrgs em uma reunião realizada no início do mês.
 
Como se prevenir
A ideia de circular em um campus universitário, para muitos, traz em si uma sensação de segurança. Dificilmente, o lugar é relacionado a algum crime. No entanto, o delegado Juliano Ferreira, titular da Furtos e Roubos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), alerta para o fato de que, mesmo em locais aparentemente seguros, é preciso prestar atenção a determinados comportamentos.
— Evite, por exemplo, falar sobre a rotina da sua família, sobre negócios ou valores a receber em determinados grupos de conversa em que possam estar pessoas que não são da sua confiança. Essas informações privilegiadas podem ser usadas por informantes, ou conhecidos de pessoas relacionadas à criminalidade — afirma.
 
Abaixo, veja outras dicas para garantir sua segurança, segundo o delegado:
— evite ficar por último na sala de aula, ou ser o último a deixar o estacionamento da universidade
— procure estacionar em vagas bem iluminadas, próximas a locais onde há circulação de pessoas
— evite deixar o carro na rua, fora do perímetro da universidade; se não houver opção no campus, opte por um estacionamento pago
— não forneça informações sobre sua renda, rotina da família a pessoas que não são de sua confiança
— evite andar desacompanhado, principalmente em locais de menor movimento
— jamais reaja à abordagem de um criminoso
A segurança nas duas principais universidades da Capital
As duas principais universidades de Porto Alegre apostam no efetivo de vigias e em câmeras de monitoramento instaladas pelos campi para garantir a segurança dos alunos. Veja os sistemas adotados pela PUCRS e UFRGS.
 
PUC tem 150 homens e 300 câmeras
Com cerca de 30 mil alunos no campus na Avenida Ipiranga, no bairro Partenon, a PUCRS tem 150 seguranças contratados pela própria instituição. O contingente conta com a ajuda de um sistema de monitoramento composto por 300 câmeras.
De acordo com o prefeito universitário Rogério Bianchini, a universidade optou por não usar arma de fogo. Os seguranças, treinados por meio de cursos, são equipados com bastão retrátil e rádio de comunicação. A instituição avaliou que, por ser um ambiente universitário e com circulação constante de pessoas, o uso de armas poderia ser perigoso.
Há 10 anos na administração do campus, Bianchini afirma que, atualmente, parte da viligância é formada por alunos da PUCRS.
— Encaramos isso (ter alunos entre seguranças) como um diferencial. Ele conhece o colega, sabe as pessoas que circulam, identifica a presença de pessoas estranhas ao ambiente.
O campus é cercado e os acessos são controlados, independente da existência de catracas, segundo Bianchini.
— Na dúvida, aborda-se a pessoa e pergunta se precisa de ajuda. Está é a orientação.
No último mês, quatro ocorrências foram registradas. Três terminaram em prisões, com o auxílio da Brigada Militar. A mais grave delas foi uma tentativa de assalto. As outras três foram de crimes conhecidos como furto de mãe grande — alunos que tiveram bolsas ou carteiras arrancadas e levadas por ladrões.
Outra situação comum na PUC é o furto por descuido — quando estudantes esquecem pertences na cidade universitária.
 
— Em geral, nosso índice de criminalidade é baixo. Os poucos (delitos) que existem não são pesados. No caso de furtos de celulares e carteiras esquecidos em salas de aula, não temos o que fazer — afirma Bianchini.
 
Desafio da UFRGS é garantir a segurança em quatro campi
Se na PUC os acadêmicos estão concentrados em um campus, na UFRGS os 30 mil estudantes frequentam aulas em quatro campi — Centro, Olímpico, Saúde e Campus Vale (na divisão com Viamão). Diferente da instituição particular, a principal universidade federal do Estado divide sua estrutura de segurança entre vigias contratados pela própria instituição, por meio de concurso público, e terceirizados — funcionários de uma empresa vencedora da licitação. Todos trabalham com armas de fogo.
— Por usarem armas, eles (seguranças) passam por uma série de treinamentos em escolas de segurança, inclusive na Academia Nacional de Polícia — afirma o coordenador de segurança da instituição, Daniel Augusto Pereira.
O esquema também conta com câmeras de segurança. No Campus do Vale, são 40 equipamentos. Nas demais unidades, a instituição prefere não informar os números. Alegando questões de segurança, a universidade também não informa a quantidade de vigias.
— Posso garantir que temos seguranças em todas as unidades, em qualquer prédio da UFRGS. Para complementar, usamos a tecnologia, com alarme e sistema de monitoramento — diz Pereira.
Neste ano, o Campus do Vale, alvo de reclamações dos estudante, recebeu cercamento na divisa com o bairro Santa Isabel, em Viamão. A unidade tem um sistema que inclui o monitoramento de áreas externas. O crime mais grave registrado nas imediações da UFRGS foi no Vale — um latrocínio, em 2003.
Neste ano, a universidade ainda não contabiliza casos de violência, segundo o coordenador de segurança.
— O que recebemos são problemas no entorno dos campi, principalmente no Centro e no Saúde. Até o momento, não temos nenhum registro de furto ou assalto
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Polícia
Assunto: Crimes e ocorrências
 
Dois adolescentes armados assaltaram uma loja de semijoias e acessórios no Floripa Shopping, em Florianópolis. Eles levaram cerca de R$ 4 mil em peças folheadas a ouro e R$ 200 em dinheiro. Os ladrões entraram no shopping por volta do meio-dia de ontem. O dono e um funcionário estavam na loja na hora do crime. O alarme disparou e dois seguranças foram até o local. Assim que chegaram, foram rendidos pelos adolescentes, que roubaram os rádios de comunicação. Os assaltantes pegaram o dinheiro, uma bandeja de mostruário com as joias e saíram correndo. A dupla fugiu de moto.
 
Suspeito de aliciar adolescentes é detido
Uma operação, na noite de ontem, resultou na prisão de um homem de 23 anos suspeito de ser aliciador de menores. A descoberta ocorreu depois da abordagem da polícia a um adolescente na 3ª Avenida, onde fazia programas. O rapaz de 16 anos estava vestido de mulher. O aliciador estava junto com o adolescente. O Conselho Tutelar entrou em contato com a mãe do rapaz. Ela contou que o filho foi levado de Curitiba para Balneário Camboriú há uma semana. A família não teria autorizado a vinda do adolescente. Foi levado até a casa de passagem, onde aguarda os pais.
 
Idosos são feitos reféns
Um casal de idosos foi feito refém em Joinville. Na madrugada de ontem, quatro homens armados entraram na casa de Nelson Schulz, de 62 anos, e Astrid Meier Schulz, 62, enquanto eles dormiam.
Os dois acordaram assustados, com armas apontadas para suas cabeças, e não reagiram. Um dos bandidos teria mantido Astrid na cama enquanto os outros levaram Nelson até a lavanderia da casa, onde foi agredido com tapas no rosto.
Os bandidos estavam à procura de um cofre que, segundo o casal, não existe. Os ladrões foram, então embora, levando joias, R$ 300 em dinheiro e uma televisão. Um quinto bandido estaria do lado de fora, dando suporte ao assalto.
 
Motoqueiro assalta mulheres nos Ingleses e a Polícia não faz nada
Donas de casas que levam filhos de bicicleta para a escola estão sendo atacadas no Sítio de Cima, onde não existe policiamento
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Hélio Costa
Assunto: Motoqueiro ataca mulheres nos Ingleses e Polícia não age
 
Motoqueiro ataca mulheres
Tenho recebido e-mails e telefonemas de mulheres e até de senhoras reclamando de um fio desencapado que vem agindo no Balneário de Ingleses, Norte da Ilha. O istepô usa uma CG preta e esconde o rosto com um capacete escuro para não ser reconhecido. Ele é covarde e truculento, pois só ataca mulheres de bicicleta. Uma das vítimas, que quase chorou ao telefone, disse que estava levando a filha de oito anos para a escola quando o assaltante botou a motocicleta em cima dela. A mulher e a filha caíram e o ladrão arrancou a bolsa contendo R$ 150 e documentos. Nas esquinas do bairro o assunto mais comentado é o ladrão de motocicleta. Todo mundo sabe os horários e os locais que ele ataca, menos a PM. A senhora que telefonou disse que no Sítio de Cima, não existe policiamento e a comunidade fica refém dos marginais que fazem a festa. Alô, alô comandante do 21º BPM, a população pede a presença de vocês na região.  
 
MÍDIAS DO BRASIL
 
 
Veículo: Último Segundo
Editoria: Brasil
Assunto: Campanha do Desarmamento é lançada no RS
 
Campanha do Desarmamento é lançada no Rio Grande do Sul
Nova campanha de desarmamento terá destruição imediata da arma, indenização ágil e anonimato ao cidadão
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, lançam nesta sexta-feira em Porto Alegre a Campanha Nacional do Desarmamento 2011 – Tire uma Arma do Futuro do Brasil. Será às 11h no Palácio Piratini, sede do governo gaúcho. Também participam as secretárias nacionais de Segurança Pública, Regina Miki, e de Políticas sobre Drogas do Ministério da Justiça, Paulina Duarte.
Antes, às 9h, José Eduardo Cardozo e Paulina Duarte visitam o primeiro centro colaborador para tratamento de usuários de drogas. Criado com financiamento da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas, o espaço funciona no Hospital de Clínicas de Porto Alegre.
O ministro e a secretária também assinam acordo de cooperação relativo ao Fundo Nacional Antidrogas (Funad) com o governador Tarso Genro. A parceria permitirá a atuação de órgãos do governo federal e do Rio Grande do Sul para o combate às drogas.
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Veículo: Agência Estado
Editoria: Brasil
Assunto: Plano de Segurança terá combate à corrupção
 
Plano de Segurança terá combate à corrupção, diz ministro da Justiça
José Eduardo Cardozo diz que o tema será um dos eixos centrais do plano que será anunciado em breve por Dilma Rousseff
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse hoje que o combate rigoroso à corrupção será um dos eixos centrais do novo Plano Nacional de Segurança Pública, que está sendo concluído e será anunciado em breve pela presidenta Dilma Rousseff. Cardozo participou nesta manhã de audiência na Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados.
Segundo o ministro, o crime organizado floresce quando há permeabilidade nas estruturas de Estado. “O crime organizado precisa da colaboração de órgãos e agentes do Estado, porque sem uma dose de corrupção de autoridades ele não sobrevive”, afirmou.
De acordo com Cardozo, quando a corrupção atinge a polícia e o Poder Judiciário ela atinge seu estado mais grave e pernicioso para a sociedade. Por isso tem de ser enfrentada com rigor, a começar por um sistema de corregedorias fortes e autônomas. “É preciso quebrar o espírito de corpo das instituições e combater os desvios internos”, afirmou.
O ministro não quis antecipar detalhes do plano porque ainda não foi entregue à presidenta, mas disse que, em linhas gerais, o projeto prevê a integração dos entes federais com os estados e municípios. Prevê também ações integradas entre as políticas federais e estaduais com as Forças Armadas, no combate ao narcotráfico e ao contrabando na região de fronteira.
O plano contempla ainda ações voltadas para reduzir os índices de homicídio, que voltaram a crescer no País nos últimos anos, e o planejamento de gestão, com o desenvolvimento de ações de inteligência e a montagem de um sistema de informação sobre a violência, em todas as regiões do País. O ministro disse que está negociando um pacto com os governadores de todos os Estados, independentemente dos partidos. “Ou ganhamos todos ou perderemos todos”, afirmou.