Área do associado

Área do associado

Clipping do dia 19 de agosto

19.8.2011
CLIPPING
19 de agosto 2011
 
MÍDIAS DE SANTA CATARINA
 
Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Visor
Assunto: SADE
 
DISQUE SADE
Alvo de muita polêmica, o Serviço de Atendimento e Despacho de Emergências (Sade) já mostra seus primeiros números. Em apenas 20 dias de funcionamento do sistema que integra as polícias, foram 43.054 ligações telefônicas à Central Regional de Emergência da Grande Florianópolis, que geraram 13.139 ocorrências. Dessas, 505 foram de crimes contra a vida.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Geral
Assunto: Ibama afasta três por até 120 dias
 
Ibama afasta três por até 120 dias
Servidores suspeitos de extorsão continuarão recebendo os salários
O futuro dos três servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), afastados das funções por suspeitas de corrupção e extorsão contra empresários da Grande Florianópolis, será decidido na esfera máxima do órgão, em Brasília. Os processos administrativos ficarão com a corregedoria geral e os atos diretos caberão à presidência do Ibama.
O afastamento pode durar até 120 dias. Nesse período, a superintendência do órgão em Santa Catarina também passará por uma auditoria interna. Foram afastados os servidores Eduardo Benício de Abreu, Jaime Florêncio Rosa e Alberto de Paula Martins, segundo portarias assinadas pelo presidente do Ibama, Curt Trennepohl, na quarta-feira. As decisões foram embasadas em apuração feita pelo corregedor-geral do órgão, que esteve na Capital no começo da semana, além do inquérito policial da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic).
Os afastamentos são preventivos a fim de que os servidores não venham a influir na apuração das irregularidades. Mesmo fora dos cargos, os funcionários não deixarão de receber os salários, conforme prevê o artigo 147 da lei 8.112/90. Os três atuavam no setor de fiscalização e são citados na investigação da Deic como suspeitos de fazer parte de um grupo que extorquia os empresários da Grande Florianópolis para não multar ou embargar obras.
 
A Deic apurou dois casos contra o grupo, o qual também seria formado por alguns empresários concorrentes de uma das obras, assessores, intermediários e advogados. No empreendimento Jardim Botânico, em São José, o pedido de propina teria sido de R$ 250 mil. Em relação ao empreendimento Shopping Continente, também de São José, a propina exigida teria sido de R$ 300 mil. A polícia afirma que não houve os pagamentos.
A assessoria do Ibama disse que o presidente não daria entrevistas ontem sobre o assunto.
O superintendente substituto em SC, Kleber Isaac Silva de Souza, afirma que também não pode mais falar sobre o caso para não causar nulidade nos processos ou atrapalhar as investigações. As denúncias também são investigadas pelo Ministério Público Federal em Santa Catarina.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Geral
Assunto: Protesto por segurança no trânsito
 
Protesto por segurança no trânsito
Moradores fecharam, ontem à noite, a Avenida Diomício Freitas, que liga o Centro de Florianópolis ao Aeroporto Hercílio Luz, para pedir mais segurança no trânsito.
A manifestação começou às 18h30min e provocou filas de cinco quilômetros na Via Expressa, no sentido Centro-bairro. O ato reuniu mais de cem pessoas, que levaram faixas e cartazes pedindo um redutor de velocidade e lombada eletrônica para a via.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Diário do Leitor
Assunto: Integração policial
 
Integração policial
A guerra de competências entre a Polícia Militar e a Polícia civil remonta à antiguidade. As rusgas resultantes da competência legal passam pelo entendimento, respeito e estima recíproca dos profissionais de ambas as cúpulas. Será sempre neste estágio em que, com serenidade e determinação, os percalços das ações serão dirimidos com soluções inteligentes e eficazes que a sociedade exige. O recém-criado sade poderia, na nossa compreensão, contar com a presença de um delegado para, nas 24 horas do serviço, atender as chamadas pertinentes à PC.
Elio Manoel de Barcelos
Por e-mail
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Cacau Menezes
Assunto: Major Newton Ramlow deixando o comando do Pelotão de Choque da PM
 
Nova mudança
Major Newton Ramlow está deixando o comando do Pelotão de Choque da PM para assumir o BP de Biguaçu, preparando sua volta para o 4º Batalhão de Floripa, de onde nunca devia ter saído.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Moacir Pereira
Assunto: Conflitos na segurança
 
Conflitos na segurança
O secretário de Segurança Pública, César Grubba, esteve reunido longamente com o comandante da Polícia Militar, coronel Nazareno Marcineiro, e com o delegado-geral da Polícia Civil, Aldo Pinheiro dÁvila. Na pauta, as divergências entre as duas forças policiais da segurança pública. E o risco de repetição da crise provocada pelas declarações do coronel Rogério Kumlehn, ex-comandante do 14. Batalhão de Jaraguá do Sul.
As três principais autoridades da segurança continuam afirmando que não há crise institucional e que o caso de Jaraguá é isolado e pontual. Mas o secretário César Grubba admitiu que “há zonas de conflito entre as polícias Militar e Civil”. Existem mesmo, não foram produzidas pelo atual governo e suas causas continuam dividindo as duas corporações.
Estas divergências têm pelo menos 10 anos. Em 2001, surgiu a ideia de a Polícia Militar lavrar o chamado termo circunstanciado, um relatório das ocorrências. O então secretário de Segurança, Antenor Chinatto Ribeiro, também do Ministério Público Estadual, não aceitou a inovação. Seis anos mais tarde, o comando da Polícia Militar decidiu implantar o termo circunstanciado. Definiu-o como “irreversível”. O fato ocorreu depois que os delegados denunciaram que os presos estavam sendo conduzidos ao quartel da PM quando o destino legal é a delegacia. O registro deu-se em São Miguel do Oeste e teve ampla repercussão. A Associação dos Delegados de Polícia culpa o governo Luiz Henrique pela situação. Em 26 de novembro de 2007 foi assinado o Decreto 660, oficializando o termo circunstanciado na área da Polícia Militar. O presidente da associação, delegado Renato Hendges, tem reiterado que há decisão do Supremo Tribunal Federal, julgando caso do Paraná, proibindo a PM de lavrar o termo circunstanciado.
 
 
INVESTIGAÇÃO
Sobre a mesa de Hendges, na sede da associação, três pilhas de fotocópias de documentos que, segundo acusa, comprovam atos abusivos praticados pela Polícia Militar, conduzindo presos aos quartéis, fazendo investigação e até emitindo pedidos de buscas e de interceptação telefônica, “que são prerrogativas exclusivas da Polícia Civil”. O delegado Renato Hendges informa que já entregou a documentação ao Ministério Público, à Justiça, ao vice-governador e ao secretário. “Só falta comunicar à OEA”, diz.
O comandante Nazareno Marcineiro contesta o líder da Polícia Civil, dizendo que a Polícia Militar age dentro da lei e está autorizada a realizar sua missão de proteger a sociedade, lavrando termo circunstanciado e realizando as investigações necessárias.
– Elaborar termo circunstanciado da ocorrência é matéria superada. A Polícia Militar não vai abrir mão de proteger o cidadão. É responsável pela ordem pública e vai mantê-la. O TC já está institucionalizado – afirmou, ao proclamar que os militares querem é convergências e parcerias com os policiais civis.
Na reunião da cúpula, ficou decidido que os presos pela Polícia Militar não serão mais conduzidos aos quartéis, mas às delegacias. Todas as outras diretrizes operacionais permaneceram inalteradas.
Há setores na PM e na secretaria que atribuem a Renato Hendges ser o pivô desses conflitos de jurisdição e competência. O presidente da associação diz que fala em nome de todos os delegados do Estado e adverte que novos conflitos podem ocorrer.
– A Grande Florianópolis vive, há anos, uma grave crise na assistência médico-hospitalar. Hospitais públicos lotados, emergências em estado lamentável e obras intermináveis. Há outra situação mais grave. No Hospital Celso Ramos há 90 leitos desativados. Por falta de pessoal, segundo o secretário Dalmo de Oliveira. No Infantil, outros 60 leitos parados, informaram as entidades médicas na primeira reunião, ontem, com o secretário.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Informe Político
Assunto: Mudança no PSB
 
Mudança no PSB
O presidente nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB), o governador Eduardo Campos (Pernambuco), telefonou, ontem, para o secretário estadual de Defesa Civil, Geraldo Althoff, para oficializar a ele o convite para ingressar no partido. A manifestação de Campos ocorreu menos de 24 horas depois de um contato dele com o governador Raimundo Colombo, enquanto este cumpria agenda oficial em Brasília. Na prática, começa a mudança no PSB catarinense para selar o acordo com o futuro PSD.
Os socialistas de Campos serão os fiéis escudeiros para dar o que o partido de Colombo e o prefeito Gilberto Kassab, de São Paulo, precisa: tempo de rádio e TV nas eleições de 2012. A lista de acertos incluiria a alteração de lideranças no comando do PSB catarinense, hoje comandado pelo prefeito Djalma Berger, de São José.
Enquanto Althoff afirma que irá pensar sobre a formalização do convite, Djalma fala em avaliar a sua situação no partido. Sem querer bater de frente na articulação entre Campos e Colombo, vice-presidente nacional do futuro PSD, o prefeito josefense aguardará os novos movimentos para saber como será o tratamento dispensado ao seu grupo político “pela turma do DEM”.
Althoff, um médico por formação, de malas prontas para as hostes pessedistas, estaria no centro de uma estratégia maior. Oxigenar o PSB e mudar o perfil da direção da sigla. Assumiria um homem de confiança de Colombo e um ex-senador que ficou relacionado à imagem de moralizador pela atuação na CPI da CBF no Congresso – que tratou das mazelas do futebol brasileiro. O sonho de Eduardo Campos, saibam, é no futuro incorporar o PSD, que nasce mais forte no Sul e no Sudeste do que o PSB, que tem zona de influência maior no Norte e Nordeste. Algo que precisa das bênçãos de muitos caciques que seguem, agora, para o PSD.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Política
Assunto: Deputadômetro
 
Ranking polêmico sai do ar
A Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc) decidiu, ontem, tirar do ar o polêmico ranking do Deputadômetro.
A iniciativa, que se propõe a avaliar o desempenho dos parlamentares, causou revolta entre os deputados estaduais. Segundo nota oficial da Facisc, a suspensão do ranking será temporária e, durante este período, o site (www.deputadometro.com.br) continua no ar.
O presidente da Federação, Alaor Tissot, diz que a entidade optou pela retirada por alguns dias para avaliar alguns pontos levantados pelos deputados. Inicialmente, o ranking levava em conta itens como presença dos parlamentares em plenário, participação nas comissões, apresentação de projetos e projetos aprovados.
Os critérios foram criticados pelos deputados, que destacaram, entre outros pontos, que nem todos participam de comissões e do excessivo peso dado ao número de projetos apresentados, sem a avaliação do mérito das propostas.
– Se eles (deputados) acham que alguns critérios são injustos nos cabe reavaliar, pois nosso objetivo é ajudar os parlamentares e não criticá-los sem motivo – diz Tissot.
 
Intenção de entidade é acompanhar desempenho
De acordo com o presidente, a intenção da Facisc com o site é acompanhar os trabalhos da Assembleia Legislativa. Mas a reação dos deputados estaduais foi imediata. Depois de se revezarem na tribuna, na quarta-feira, durante a apresentação do projeto, os deputados voltaram ao tema na sessão de ontem.
Um dos mais exaltados era o líder de governo, Elizeu Mattos (PMDB), que classificou o Deputadômetro como “desinformado e pejorativo”.
– (A Facisc) quer colocar os deputados na parede para aprovar projetos de interesse do segmento A, B ou C. Entrarei na Justiça, vou questionar o amparo jurídico desta iniciativa – destacou Mattos.
Na quarta-feira, Tissot foi à AL apresentar a iniciativa aos deputados. Além do ranking de desempenho e de informações sobre presença e projetos protocolados, o site da Facisc apresenta dados como as declaração de bens, trajetória política de cada um, e o tempo de filiação
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Reportagem Especial
Assunto: Crise entre polícias
 
Apertos de mão e as promessas de sempre
O encontro de mais de três horas que reuniu a cúpula da Segurança no Estado, ontem de manhã, terminou quase como começou: discurso de atender bem a população e busca por soluções conjuntas para resolver os problemas “pontuais” de relacionamento entre as polícias Civil e Militar. O documento que, na teoria, vai definir o papel de cada corporação, na prática, parece ter pouco efeito. A PM diz que suas funções estão bem claras. E os policiais Civis dizem que basta seguir o que diz a Constituição.
Mais de três horas de conversa e nenhuma ação nova. Esse é o balanço da reunião da cúpula da Segurança Pública catarinense, realizada na manhã de ontem e solicitada pelo governador Raimundo Colombo, depois que o clima entre as polícias Militar e Civil pegou fogo nesta semana.
O encontro terminou com sorrisos, apertos de mão e um discurso repetido: não há conflito entre as instituições. É o que repetem o secretário de Segurança, César Grubba, e o comandante-geral da PM, coronel Nazareno Marcineiro. Mesmo em situações como as duras críticas à Polícia Civil feitas pelo tenente-coronel Luiz Rogério Kumlehn ex-comandante de Jaraguá do Sul.
Os dois se reuniram com o delegado-geral, Aldo Pinheiro D’Ávila, para colocar fim à relação tumultuada das corporações. Uma novidade que não deve interferir de imediato no trabalho das corporações, é que devem ocorrer novos encontros para colocar no papel as divergências, já levantadas, entre as polícias.
Além da formulação desse documento, a reunião não trouxe qualquer novidade, porque o governador Raimundo Colombo já havia adotado o discurso em entrevista. O único a não negar que há conflito foi o delegado Aldo D’Ávila. Ele destaca que o foco da reunião foi a “harmonização dos procedimentos”.
–A PC sempre teve e sempre terá um objetivo comum: proporcionar a melhor segurança para a população catarinense. Não temos outro foco dentro da nossa administração.
Questionado sobre a carta publicada no Diário Catarinense em que a Polícia MIlitar também critica alguns procedimentos adotados pela Civil , D’Ávila se esquivou. Segundo ele, não foram analisados “pleitos de classe”, a integração entre as polícias foi o objetivo principal do encontro.
Não há data para a formalização escrita dessas normas, tampouco para as próximas reuniões. Conforme a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança, os três líderes costumam se reunir sempre, pessoalmente ou pela internet, e o documento pode começar a ser confeccionado nessas ocasiões.
 
Para a PM, regras já estão claras
O comandante-geral da PM, por outro lado, entende que esse documento formulado a partir das reuniões não será propriamente como um regulamento, pois já existem normas que são do conhecimento dos oficiais e devem ser seguidas.
– Toda a nossa atuação é regulamentada desde a Constituição. Até os regulamentos internos de cada uma das organizações. Mas existem alguns pontos de interesse comum das polícias. Aí é que precisamos definir até onde vai a competência e responsabilidade de um e de outro.
A política de integração das polícias não foi o foco do encontro, mas ela continuará ocorrendo da mesma maneira, com implantação de novos softwares e acesso da PM ao Sistema Integrado de Segurança Pública (Sisp). Ao fim da reunião, o secretário, o comandante-geral da PM e o delegado-geral almoçaram um lanche na secretaria e seguiram para um evento em Blumenau.
Mesmo sem mudanças, a reunião não foi vista com bons olhos na Polícia Civil. Em uma das principais delegacias da Capital, o clima era hostil ontem. Delegados afirmando que as falhas da PM não são pontuais e que os oficiais sequer são qualificados.
O presidente da Associação dos Delegados (Adepol), Renato Hendges, não desmerece o papel dos militares, mas afirma ser contra a criação de uma comissão. Segundo ele, os fatos apontados não são pontuais. Para o delegado, o simples cumprimento da lei resolveria a questão.
O presidente da Associação de Oficiais Militares de SC (Acors), coronel Fred Schauffert, não comenta a reunião. Conforme ele, o que tinha para ser dito já foi falado em carta.
 
“Os problemas serão corrigidos”
César Grubba, Secretário de Segurança Pública
Satisfeito com a reunião de ontem, o secretário de Segurança Pública, César Grubba, salientou o que já vinha dizendo. Os procedimentos adotados não mudarão e falhas serão apuradas individualmente.
 
Diário Catarinense – Como o senhor avalia o conflito?
César Grubba – Não há conflito entre as instituições. O eventual conflito está fora das instituições, que continuam unidas trabalhando em prol da sociedade. Eventuais divergências estão sendo analisadas, pontuadas, e a Secretaria de Segurança Pública, o comando da Polícia Militar e o comando da Polícia Civil vão colocá-las no papel para que a gente estabeleça os regramentos próprios para essas instituições.
 
DC – Além dessas análises, haverá alguma medida mais drástica?
Grubba – Qualquer fato que ocorra dentro da Polícia Civil ou Militar que extrapole será apurado individualmente.
 
DC – O que dizer para a sociedade?
Grubba – Estamos aqui com os dois chefes das duas equipes e volto a repetir que não há conflito. Ambas continuam fazendo o seu trabalho na ostensividade, na investigação. A PM continua trabalhando no patrulhamento. A Polícia Civil, da mesma forma, vai se empenhar nos inquéritos. Vamos trazer crimes mais graves que estejam ocorrendo para uma investigação mais apurada para dar uma resposta mais rápida à sociedade. Mas ela (a sociedade) pode ficar tranquila.
 
DC – A que o senhor atribui, então, os tumultos “pontuais”?
Grubba – Às vezes, acontece uma divergência de atuação. Uma atuação indevida de um policial civil ou militar que, por parte de outra corporação, é vista como por exemplo uma evasão de atribuição. Essas questões pontuais serão trazidas à negociação na mesa com os dois, delegado-geral e comandante da PM, para que essas questões sejam resolvidas e sanadas de uma vez por todas.
 
DC – Então, por enquanto, não há uma grande medida que possa sanar o problema de imediato?
Grubba – Conversamos a manhã toda, levantamos problemas de atuação que já foram detectados e serão corrigidos.
 
DC – Que pontos são esses?
Grubba – Algumas questões de atuação. Por exemplo: a Civil, às vezes, reclama que a PM, ao fazer o atendimento de uma ocorrência, leva as pessoas para dentro do quartel. Essa é uma reclamação que se coloca, isso aí o próprio comandante-geral já colocou hoje na mesa que não deve acontecer. As pessoas devem ser encaminhadas à delegacia de polícia. Então será dada essa determinação, e quando não cumprida será apurado cada caso pontualmente.
 
Perde o cidadão
Uma briga que tem como pano de fundo equiparação salarial, disputa por repercussão na mídia, por espaços de comando e falta de efetivo. É como os especialistas definem os conflitos entre policiais civis e militares. Ao ignorar quais as funções de cada um, para os estudiosos, há um prejuízo nos serviços de segurança.
– Enquanto a PM está investigando, por exemplo, não está fazendo a atuação ofensiva e está fora de função, não está como deveria – avalia o professor de Direito Alceu de Oliveira Pinto Junior.
Ele explica que a disputa entre as polícias não é de hoje e nem restrita ao Estado. Para ele, as brigas ficaram mais evidentes porque, no momento, a Polícia Civil está mais atuante, buscando espaços. Por outro lado, a Polícia Militar também está bem treinada, conquistando notoriedade. Como as partes estariam mais representativas, as brigas seriam maiores.
Os prejuízos à população poderiam chegar também no atacado. Em tese, as disputas entre as polícias poderiam prejudicar ações conjuntas, como o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). A equipe, criada em 1995, integra Ministério Público e polícias Civil e Militar.
O professor da Univali e presidente da Comissão de Segurança da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Juliano Keller do Valle, considera que o desentendimento entre os comandos pode levar ao “não cumprimento” de parte dos serviços policiais, além de desqualificar o trabalho dos policiais.
Já o especialista em segurança Eugênio Moretzsohn destaca ainda a sensação de insegurança gerada pelos conflitos.
– É como filho pequeno que vê pai e mãe brigando. Mesmo que eles não briguem para se acertar, os filhos ficam assustados – compara Moretzsohn.
Uma das saídas apontadas seria a criação de uma nova polícia, unindo as duas já existentes. Nesse caso, teria que ser estabelecida uma nova hierarquia. Mas a solução mais rápida sugerida é a intervenção do Estado, complementando o efetivo existente e dando prioridade para quem tem intenção de fazer um trabalho conjunto entre as instituições.
– Qualquer tipo de policiamento tem que ter integração para uma ação mais efetiva – resume o professor de Direito Alceu de Oliveira Pinto Junior.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Polícia
Assunto: Serjão do cachorro quente
 
Crime sem solução à vista
Polícia ainda não descobriu quem matou o empresário Sérgio Schmidt, dia 1º de julho, em Palhoça
Quase dois meses depois da morte de Sérgio Schmidt, 50 anos, a Polícia Civil de Palhoça ainda não esclareceu o crime. Serjão, como era chamado por amigos, familiares e clientes do ponto de cachorro-quente no Kobrasol, em São José, foi morto na madrugada do dia 1º de julho, durante um assalto em Palhoça, na Grande Florianópolis.
Ele foi baleado ao tentar defender o filho dos assaltantes que os abordaram quando chegavam em casa, por volta de 1h. Uma semana depois do assassinato, três homens foram presos e um jovem apreendido, mas o envolvimento deles não foi comprovado e todos foram liberados.
– A falta de provas é a principal dificuldade. Por isso o trabalho será lento. Fizemos algumas solicitações judiciais para o inquérito e estamos ouvindo os suspeitos. Não vamos parar com as investigações sem prender os autores do crime – garante o investigador Flávio Rangel.
O ponto onde Serjão trabalhou durante 22 anos permanece fechado depois de sua morte. Cartazes com pedidos de justiça e flores são frequentes homenagens na porta do estabelecimento. A reportagem conversou com a família da vítima, que preferiu não se manifestar sobre o assunto, mas afirma que nada foi decidido sobre o futuro do ponto.
Em 2007 quando contou sua história, o empresário destacou que começou trabalhando em um supermercado e, depois do carrinho de cachorro-quente, trabalhava das 16h até as 4h, sem domingo nem feriado. A vizinhança do ponto Sérgio Hot Dog sente saudades do movimento no estabelecimento e da forma educada que ele sempre conversava.
Um amigo do empresário, que não quis se identificar, conta que até hoje pessoas procuram o lanche, sem saber do ocorrido. Outro conhecido garante que Serjão “era uma pessoa de bom coração”. Ao olhar para a porta fechada do estabelecimento do amigo, ele se emociona:
– Peço por justiça para que outras vidas sejam salvas. Aconteceu com ele, pode acontecer com qualquer um. A polícia precisa dar um basta nisso – diz o amigo.
Na site de relacionamentos Orkut, uma comunidade foi criada em homenagem ao empresário. Nos dizeres, estão pedidos de justiça e declarações de saudades. A página já tem quase 850 membros.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Polícia
Assunto: Crimes e ocorrências
 
Documentos falsos
A Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic) apresentou ontem parte do material apreendido na casa onde três suspeitos de estelionato foram presos em flagrante. Eram contratos sociais, CPFs, identidades e comprovantes de residência falsificados e em branco. A quadrilha – comandada por uma mulher de 42 anos – foi flagrada quando falsificava um comprovante de renda em uma casa no Bairro Roçado, em São José, por volta das 14h de quarta-feira. Conforme a delegada Aline Zandonai, o bando usava os documentos para pegar empréstimos e dar outros golpes.
 
Taxista é amarrado no porta-malas do carro
Um taxista de 23 anos foi amarrado no porta-malas do carro num assalto na madrugada de ontem em Içara, no Sul de SC. Os dois entraram no táxi e pediram uma corrida até Içara, município vizinho. No caminho, anunciaram o assalto e mandaram seguir até Balneário Rincão. Os bandidos arrancaram as placas, o taxímetro e pegaram R$ 150.
 
 
PM persegue e prende trio na Capital
Três rapazes, sendo dois adolescentes, foram detidos, ontem, pela Polícia Militar (PM), dirigindo um automóvel I30 roubado, no Bairro Abraão, região continental de Florianópolis. Por coincidência, a perseguição ao trio, que começou na Vila Aparecida, terminou na rua onde mora a dona do I30 roubado.
A perseguição começou quando a polícia fazia a ronda na região da Vila Aparecida, e avistou o I30. De acordo com os policiais, eles desconfiaram que seria roubado e começaram a busca. O carro pertencia a uma mulher, assaltada no sábado, no Bairro Capoeiras, que não quis se identificar. Foi na rua onde ela mora que a perseguição terminou, quando o I30 bateu em um caminhão.
– Avisaram para mim que se tratava de um carro roubado e eu fui checar se era o meu. E era mesmo – conta a proprietária.
O carro estava com placas de outro veículo semelhante. De acordo com a PM, eles roubavam placas de um carro para colocar em outro, roubado, de mesmo modelo e cor.
Ontem, os policiais recuperaram outros dois veículos roubados pelos três – um Crossfox e um Honda Fit – que também estavam com as placas alteradas. A polícia chegou aos automóveis após receber denúncias. Os carros estavam no Bairro Abraão, perto de uma escola.
Os adolescentes foram encaminhados à 6ª Delegacia de Polícia da Capital. O maior foi conduzido à 4ª DP.
No final do dia de quarta-feira, uma mulher também teve um I30 roubado no Bairro Coqueiros. Ela colocava os filhos no veículo, quando foi abordada por ladrões, que a mandaram entregar o carro. A Polícia Civil não confirmou se os roubos foram praticados pelos mesmos rapazes.
 
Quadrilha é presa com 300 itens roubados
Quatro homens foram presos e um adolescente apreendido às 16h de ontem no Monte Verde, no Norte da Ilha, na Capital, por receptação, formação de quadrilha e porte ilegal de arma. Eles são suspeitos de assaltos em bairros da Capital, inclusive na casa do vice-prefeito João Batista, no último dia 15.
De acordo com a Polícia Civil, Everton Lima, 23 anos, Anderson Fernandes João, 20, Fabrício de Campos, 23, e Jonatas Pereira Bezerra, 18, alugaram uma casa que serviu de esconderijo, no Bairro Monte Verde. A Polícia Civil ficou em campana por uma semana e conseguiu filmar a ação dos bandidos. Uma operação conjunta prendeu os criminosos.
Segundo o delegado Luiz Felipe Rosado, foram apreendidos mais de 300 itens dos assaltos. Bolsas, celulares, objetos pessoais e eletrodomésticos, entre outros, estavam na residência, em malas e sacos plásticos. Um revólver calibre 38 com numeração raspada também foi encontrado. O vice-prefeito foi à delegacia e reconheceu os detidos. Pelo menos outras cinco vítimas teriam feito o mesmo.
– Ainda estamos atrás de um membro da quadrilha que não foi preso porque não estava no local. Ele é foragido da Penitenciária de Florianópolis – disse o delegado.
Os suspeitos devem ser levados hoje ao Presídio Masculino da Capital. Segundo o delegado, as possíveis vítimas que quiserem reconhecer os membros ou objetos podem procurar a 5ª DP, na Agronômica.
Uma das vítimas do bando, um homem de 26 anos que preferiu não se identificar, foi à delegacia assim que soube da prisão. No domingo, ele e quatro amigos foram amarrados e ameaçados em casa, na Praia da Daniela, Norte da Ilha. Os bandidos levaram quatro computadores, dinheiro e outros objetos.
– Eles me chutaram. Quebrei o nariz, cortei a boca, mas nada foi tão terrível como ficar ouvindo que iria morrer. Nunca passei por isso e não quero mais passar – disse.
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Veículo: Notícias do Dia
Editoria: Segurança
Assunto: “Panos quentes” na segurança pública de SC
 
 
“Panos quentes” na segurança pública de SC
SSP anuncia ações para superar conflito entre policias Civil e Militar
 
Governador pediu que secretário fizesse reunião com comando das polícias Civil e Militar
 Em meio a onda de violência que aterroriza moradores e comerciantes, na Capital e municípios vizinhos, a cúpula da segurança pública catarinense se reuniu a portas fechadas por mais três horas, na manhã desta quinta-feira (18), e elaborou documento que visa resgatar a integração entre as Polícias Civil e Militar. A reunião convocada pelo secretário César Grubba foi determinada pelo governador Raimundo Colombo, que desaprovou a conduta do comandante do 14º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Rogério Kumlehn, que atacou a dignidade de delegados da Polícia Civil, promotor de Justiça e juíza, durante instrução militar na sede do 14º BPM, em Jaraguá do Sul. Colombo condenou, especialmente, os reflexos do conflito entre as duas instituições junto à população.
Por determinação do governador, a SSP formou um grupo de trabalho para definir as atribuições de cada polícia. A reunião coordenada pelo secretário César Grubba teve participação do delegado geral da Polícia Civil, Aldo Pinheiro D’Ávila, e do comandante-geral da Polícia Miltiar, coronel Nazareno Marcineiro.
Durante o encontrou, Marcineiro e Ávila anotaram sugestões para, mais tarde, serem transformadas em normatização a ser seguida pelas forças estaduais. Antes de falar sobre o que foi definido, o secretário da SSP fez questão de comentar que não existe crise na segurança pública e pediu tranquilidade à população, prometendo ações policiais integrando as duas polícias contra o crime organizado. “Vamos botar a polícia nas ruas, principalmente no Norte da Ilha. Estamos planejando ações conjuntas”, afirmou Grubba.
 
PM tem atribuições restringidas
O secretário César Grubba ressaltou que a reunião serviu para aparar algumas arestas e divergências entre as duas instituições. “A PM está proibida de levar pessoas presas aos batalhões. Os detidos devem ser conduzidos às delegacias da Polícia Civil, para o delegado prosseguir as investigações”, determinou.
Outra determinação ao comandante da PM é sobre a preservação de locais de crimes. Segundo Grubba, Marcineiro deve orientar a tropa a isolar a área e esperar a chegada da Polícia Técnica e Científica para início das investigações.
 
DP para investigar só assaltos é prioridade
Sobre a série de roubos registrada nos últimos dias em Florianópolis e cidades vizinhas, o secretário César Grubba disse que a prioridade é criar uma delegacia especializada. Durante o primeiro semestre deste ano, foram registrados nas delegacias da Capital quase 900 assaltos a mão armada. “A nova estrutura funcionará nos mesmos moldes da DP de Homicídios”, emendou o delegado geral Aldo Pinheiro D’Avila. Ele garantiu que até dezembro a nova unidade já estará funcionando.
O comandante da PM, coronel Nazareno Marcineiro também falou do planejamento que vem elaborando na corporação para aumentar o efetivo. Até 2014 nosso efetivo vai passar de 11 mil para 15 homens. O coronel não revelou, mas tudo indica que um dos objetivos em aumentar o efetivo para os próximos três anos estaria relacionada com a segurança na Copa do Mundo, já que Florianópolis é candidata a sede campo da competição mundial de futebol.
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Veículo: Notícias do Dia
Editoria: Segurança
Assunto: Governador de SC busca apoio em Brasília para sistema penal
 
Governador de SC busca apoio em Brasília para sistema penal
A situação do sistema penal catarinense, em especial da Grande Florianópolis, foi a principal pauta da audiência do governador Raimundo Colombo (DEM) com o diretor do Depen (Departamento Penitenciário Nacional), Augusto Rossini, quarta-feira, em Brasília. Mais que buscar formas de ampliar as vagas prisionais em Santa Catarina, o governador e o diretor falaram sobre o novo conceito do sistema no Brasil. A compra do terreno para o novo cmplexo penal, em Palhoça, no entanto, ainda está indefinida.
O objetivo foi conhecer as diretrizes do Ministério para adequar o projeto da nova penitenciária da Grande Florianópolis. Com o esboço atual, a nova unidade que deve ser construída em Palhoça, tem um investimento estimado em R$ 80 milhões. “Queremos não só resolver o problema da penitência, tirando da região central da Capital, como também dar condições de ressocialização e profissionalização aos detentos, assim como é feito na penitenciária de Joinville”, afirmou o governador.
Rossini mostrou a Colombo as alternativas para diminuir a quantidade de detentos, presos por crimes considerados leves. “Os estados devem proporcionar mais acesso à Justiça, com convênios entre o governo e a OAB (Ordens dos Advogados do Brasil) para resolver questões como pequenos furtos, que ao invés da prisão, podem ser pagos por meio de penas alternativas, como trabalhos comunitários”, afirmou o diretor.
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Veículo: Notícias do Dia
Editoria: Hélio Costa
Assunto: O mal estar entre a PM e a PC, que ocorre nos bastidores, veio a público
 
 
O mal estar entre a PM e a PC, que ocorre nos bastidores, veio a público
As vaidades pessoais não levam a nada. As duas Forças Estaduais devem deixar as picuinhas de lado e focar apenas na segurança da população
 
Integração?
O mal estar entre as duas forças estaduais provocados por certas vaidades individuais que ocorriam nos bastidores, infelizmente, veio a público nesta semana com um repertório de insultos proferido por um oficial aos delegados, acirrando ainda mais crise entre as Polícias Civil e Militar. Estas alfinetadas não levam a nada. Mas por outro lado devem agilizar uma profunda reflexão nos comandos das duas Instituições para tapar logo este princípio de incêndio. Nos meus 30 anos de reportagem policial já presenciei em ocorrências policiais de grande vulto PM e PC trabalhando lado a lado e resolvendo casos complicados. As duas instituições tem prerrogativas distintas, regidas pelas Constituições Federal e Estadual. E quando as duas forças se unem numa grande cruzada, com o objetivo de restabelecer a ordem, encurtar o caminho dos criminosos e resgatar a sensação de segurança, quem sai ganhando é a população. Então eu acho que está na hora de deixar as picuinhas e as vaidades de lado para cuidar da segurança do Estado. Afinal, as Polícias foram criadas para esta finalidade
 
Aconteceu na ALESC
 
Eskudlark defende “grupo de trabalho” para repensar a segurança pública
“Estamos vivendo momentos de tensão quando o momento deveria ser de união e de reflexão”, comentou o deputado e ex-diretor geral da Policia Civil no estado, Mauricio Eskudlark (PSDB), nesta quarta-feira (17), no plenário da Assembleia, ao se referir à crise na integração entre as polícias e propor a criação de um ?grupo de trabalho? para repensar o setor de segurança pública no Estado.
Eskudlark, que foi delegado por mais de 30 anos, acredita que o grupo, que acabou sendo anunciado, na sequência, pelo governador Raimundo Colombo, pode ser uma alternativa e deve ser constituído por pessoas com experiência no setor como ex-comandantes da Policia Militar e da Policia Civil, atuando sob a coordenação da secretaria de Segurança Pública. Em sua opinião, seria uma saída para evitar o crescimento da “briga de vaidades” que admite existir no setor. “Ou encontramos uma solução ou quem vai acabar sofrendo cada vez mais é a população”, disse.
O deputado disse ainda que acredita no trabalho integrado das polícias, mas que cada uma deve atuar no seu foco original de atribuição legal e constitucional. No caso da Policia Militar, observou que o foco deve ser o policiamento ostensivo e preventivo, “mais próximo da população e dos bairros, não o trabalho burocrático ligado a boletins de ocorrência e que pode engessar a atuação desta polícia”.
Mauricio Eskudlark opinou ainda que o foco geral de atuação da segurança pública deve estar voltado mais para o trabalho de campo, para as ocorrências policiais, do que no “foco institucional”, que acredita estar acontecendo hoje. “O atendimento à população deve ser a prioridade. Na maioria das vezes, o cidadão reclama muito mais do mau atendimento da polícia do que da falta de resolução do problema”, afirmou o deputado.
 
Mortes no trânsito
Eskudlark também chamou a atenção para o aumento das mortes por acidentes de trânsito no estado. Lamentou que “as vítimas de trânsito estejam virando estatísticas” e que o número de mortes, em certos casos, como na região de Joinville, supere em 30% o número de assassinatos no município. Para o deputado, a solução para amenizar o problema é de médio a longo prazo, com a educação preventiva a partir das novas gerações, mas também com a implantação de penas mais rigorosas para os crimes de trânsito. “Educação, orientação e punição rigorosa deve ser o tripé para atacar o problema”, resumiu.
 
 
Deputado Jean Kuhlmann defende Furb federal e segurança para Blumenau       
O deputado Jean Kuhlmann (DEM) ocupou a tribuna hoje (18) durante a sessão ordinária, na Assembleia Legislativa, após reunião na Secretaria de Estado de Segurança Pública. O parlamentar anunciou que o Delegado Geral da Polícia Civil, Aldo Pinheiro D\’Ávila, garantiu a descentralização de R$ 800 mil para a Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR) de Blumenau a fim de licitar as obras de conclusão da Delegacia Regional de Blumenau.
Na opinião de Kuhlmann, os recursos serão suficientes para que a delegacia seja uma das melhores de Santa Catarina. Kuhlmann também falou sobre a possibilidade de instalação de até 150 câmeras de vigilância em lugares estratégicos do município, somadas às 36 já existentes. Mas, alertou para a necessidade do uso correto da tecnologia para alcançar soluções concretas. Ele espera debater novamente este assunto hoje à tarde, em Blumenau, durante a visita do secretário de Estado de Segurança Pública, César Grubba, ao município.
 
 
Darci de Matos alerta que divisão entre as polícias favorece a ação dos bandidos
As acusações feitas pelo tenente-coronel Rogério Luiz Kumlehn, ex-comandante do 14º Batalhão da Polícia Militar de Jaraguá do Sul, contra delegados da Polícia Civil, promotores de Justiça e juízes teve repercussão nacional. Na tentativa de reduzir a tensão entre as corporações, o deputado Darci de Matos (DEM), em discurso no plenário da Assembleia Legislativa, na manhã desta quinta-feira (dia 18), propôs um entendimento entre a Polícia Civil e a Polícia Militar. “As atribuições de cada polícia estão explícitas na Constituição e não há necessidade desta briga”, frisou. Darci de Matos acrescentou que só os bandidos e os mal intencionados estão contentes com esta crise. Ele propôs que as polícias Civil e Militar desenvolvam um trabalho conjunto, como está sendo feito em Joinville, capitaneado pelo Ministério Público. “Nós precisamos articular estas instituições para que possamos baixar os índices de criminalidade em nosso Estado e no País”, finalizou.
 
 
Nilson Gonçalves envia requerimentos ao Plenário 
O deputado Nilson Gonçalves (PSDB) encaminha nesta última terça (16) e quarta-feira (17), ao Plenário da Assembléia Legislativa, requerimento ao Coronel Edivar Antônio Bedin, do Comando do 8º Batalhão de Polícia Militar, no município de Joinville, cumprimentando-o pela homenagem recebida no encerramento de sua trajetória no comando daquele Batalhão, após quatro anos de atividade como comandante. Enaltecendo, ainda, sua meritória promoção ao posto de Coronel Comandante da 4ª Região PM. Lembrando que é fruto de trabalho diuturno, relevante e responsável ao longo de sua carreira militar.
Requerimento de cumprimentos ao Tenente-Coronel Eduardo Luiz do Valle, do 8º Batalhão de Polícia Militar, no município de Joinville, cumprimentando-o pela posse naquele comando de polícia militar. Enaltecendo sua conduta exemplar desejando êxito em sua missão.
 
 
PM x PC
Darci de Matos fez um apelo aos comandantes da Policia Militar e da Polícia Civil para que busquem o entendimento, porque as atribuições da PM e da PC estão explícitas na Constituição. “Um dos problemas é a falta de integração entre a PM, a Polícia Civil, a Polícia Federal, o Ministério Público e o Poder Judiciário”, declarou.
 
BLOGS
 
Paulo Alceu
 
# Para o deputado Darci de Mattos Joinville é um exemplo de trabalho conjunto das Polícias Civil e Militar capitaneados pelo Ministério Público. Para o parlamentar quem está contente com essa crise são os bandidos e mal intencionados. “Não há necessidade de briga as atribuições estão na Constituição”
 
 
Moacir Pereira
 
Delegados contra TC
Sobre a mesa do presidente Renato Hendges, na sede da Associação, três pilhas de fotocópias de documentos que, segundo acusa, comprovam atos abusivos praticados pela Policia Militar, conduzindo presos aos quartéis, fazendo investigação e até emitindo pedidos de buscas e de interceptação telefônica “que são prerrogativas exclusivas da Policia Civil, segundo o Código de Processo”.
O delegado Renato Hendges informa que já entregou a documentação ao Ministério Público, à Justiça, ao vice-governador e ao Secretário. “Só falta comunicar à OEA”, diz.
O comandante Nazareno Marcineiro contesta o líder da Policia Civil, dizendo que a Policia age dentro da lei e está autorizada a realizar sua missão de proteger a sociedade, lavrando Termo Circunstanciado e realizando as investigações necessárias.
– Elaborar Termo Circunstanciado da ocorrência é matéria superada. A Policia Militar não vai abrir mão de proteger o cidadão. É responsável pela ordem pública e vai mantê-la. O TC já está institucionalizado – afirmou, ao proclamar que os militares querem é convergências e parcerias com os policiais civis.
Na reunião da cúpula, ficou decidido que os presos pela Policia Militar não serão mais conduzidos aos quartéis, mas às Delegacias. Todas as outras diretrizes operacionais permaneceram inalteradas.
Há setores na Policia Militar e na Secretaria que atribuem ao delegado Renato Hendges o pivô destes conflitos de jurisdição e competência. O presidente da Associação diz que fala em nome de todos os delegados do Estado e adverte que novos conflitos podem ocorrer.