Área do associado

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Clipping do dia 18 de fevereiro

18.2.2011
CLIPPING
18 Fev 2011
 
MÍDIAS DE SANTA CATARINA
 
Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Visor
Assuntos: Terreno da Secretaria de Segurança Pública
                    Acidente com faxineira em um banco
                    Presídio de Joinville
 
COMPROMISSO
Após anos de imbróglio jurídico, ontem foi transferido à Secretaria de Segurança Pública um terreno de 100 mil metros quadrados, às margens da rodovia SC-401, quase em frente ao Floripa Shopping, onde o governo pretende concentrar todos os órgãos estaduais de segurança. A liberação pela Justiça ocorreu somente depois do compromisso assumido pela Secretaria de Administração, até então responsável pela área, de que o terreno será destinado ao complexo de segurança pública. Se não construir o complexo, corre o risco de perder a área.
 
DESPREPARO?
O acidente que resultou na morte de uma faxineira em um banco, vítima do disparo acidental do revólver de um vigilante em Joinville, reacende uma velha discussão: afinal, estes profissionais estão habilitados a portar arma de fogo? Santa Catarina possui 64 mil vigilantes cadastrados na Polícia Federal.
Deste total, somente 14 mil fazem cursos regulares. Ou seja, existe um contingente de 50 mil pessoas – quase cinco vezes o efetivo da PM – com porte de arma circulando pelo Estado sem o devido treinamento.
 
APOIO DA CLASSE
Tem repercutido a decisão do juiz João Marcos Buch, que relaxou a prisão de um homem acusado de roubo, em razão da falta de vagas no Presídio Regional de Joinville, e por entender que a Central de Polícia da cidade não possui as mínimas condições para deter as pessoas.
“Poucos são os juízes que conseguem sair da visão de senso comum de criminalidade e pensar no contexto de garantias de direitos – gerais e indistintos”, destacou em seu blog a advogada catarinense Daniela Félix. A Associação de Juízes para a Democracia também enalteceu a decisão do magistrado.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Geral
Assunto: Incêndio em Florianópolis
 
Incêndio atinge loja de enxovais no Centro
Um incêndio atingiu uma loja de enxovais para bebês do Centro de Florianópolis, na manhã de ontem. O fogo começou por volta das 6h45min na Loja Cegonha, localizada na Rua Deodoro. O fogo foi rapidamente contido pelos Bombeiros e ninguém ficou ferido. As causas do incêndio serão investigadas.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Geral
Assunto: Casas condenadas pelas chuvas são demolidas
 
Casas condenadas são demolidas
Moradias da comunidade Papaquara, do Norte da Ilha, foram afetadas por enchentes e o local foi considerado inabitável
A demolição de 43 casas da comunidade Papaquara, no Norte da Ilha, em Florianópolis, começou a ser feita por volta das 9h de ontem. As residências haviam sido atingidas por enchentes no dia 21 de janeiro e o local foi considerado inabitável pela Defesa Civil.
De acordo com o diretor de Habitação da Secretaria de Habitação e Saneamento Social, Américo Pescador, as 43 famílias que viviam próximas ao Rio Papaquara receberam um auxílio de R$ 10 mil da prefeitura, além de um aluguel social no valor de R$ 400 durante seis meses. Outras 11 famílias que, segundo o diretor, não estavam no cadastro da prefeitura por terem chegado à comunidade depois da ocorrência das enchentes, terão direito apenas ao aluguel social por seis meses.
Até o fim do dia de hoje, as equipes da prefeitura devem retirar cerca de cem toneladas de entulho do local, distribuídos em 60 caminhões. Após a limpeza da região, funcionários da Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram) farão a recuperação da área ambiental degradada.
Durante a operação da manhã de ontem, foi encontrado um colete à prova de balas, que foi entregue à polícia. Há suspeitas de que o objeto pertenceria a um foragido da polícia do Paraná, que estava na comunidade até o final de janeiro.
Após as enchentes, as famílias do Papaquara foram alojadas no ginásio da Escola Estadual Jacó Anderle, em Canasvieiras, onde permaneceram até o dia 7 de fevereiro, quando começaram as aulas na rede estadual de ensino. O casal Jandira Menezes, 62 anos, e Luiz Alberto Pereira, 64 anos, morava havia cinco anos na comunidade do Papaquara. Desde que saíram da escola, eles alugam uma casa no Bairro Vargem Grande.
– Quando comprei o terreno em Papaquara tive de vender uma carroça e vários animais. Achei certa a destruição das casas, mas não tiveram muita consideração com a gente, tem pessoas que até agora estão na rua, vivendo em condições precárias – disse Pereira.
Ele afirmou ainda que cerca de metade das famílias ainda não recebeu a indenização da prefeitura.
De acordo com o diretor Américo Pescador, apenas duas das 43 famílias ainda não receberam o valor de R$ 10 mil por não apresentarem os documentos necessários para a abertura de conta em banco.
Sobre as condições em que vivem as famílias atualmente, o diretor afirmou que não tem conhecimento, pois não houve acompanhamento após a saída dos moradores do ginásio da escola.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Reportagem Especial
Assunto: Tragédias e chuvas
 
Contra as tragédias, informação precisa
A pedido da União, a Universidade Federal de Santa Catarina realiza, em todo o país, um estudo para identificar áreas mais afetadas pelos fenômenos climáticos. O objetivo é ter dados que possam embasar ações de prevenção a desastres como enchentes
São imagens que demoram a sair da memória e que, de tempos em tempos, voltam à tona: quedas de barreiras, água invadindo casas, desabrigados e a dor daqueles que choram os parentes mortos. Se evitar os fenômenos naturais é impossível, o que fazer para minimizar seus efeitos e evitar tragédias?
Seguindo exemplos de países que foram afetados por desastres naturais e aprenderam como reduzir os danos, o Brasil desenvolve um projeto para mapear áreas de risco, oferecer ferramentas de ação e, mais que tudo, salvar vidas.
O projeto foi solicitado pelo Ministério da Integração Nacional para o Centro Universitário de Estudos e Pesquisas sobre Desastres (Ceped), da Universidade Federal de SC (UFSC). Foi assim que, em outubro de 2010, surgiu o Planejamento Nacional para Gerenciamento de Riscos (PNGR), que foi dividido em três etapas a serem concluídas em 2012.
Equipes multidisciplinares visitaram 17 estados e agora realizam trabalhos nos estados restantes: Alagoas, Amazonas, Distrito Federal, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. A primeira etapa é criar um atlas para definir as áreas que, historicamente, apresentam maior incidência de tragédias. Esse levantamento está sendo feito em parceria com prefeituras e instituições acadêmicas dos próprios estados.
Para a finalização dessa etapa, faltam análises no Rio de Janeiro e no Distrito Federal. O Amazonas foi o único que não autorizou a pesquisa em seu território.
 
Brasil terá banco de dados atualizado
A partir das informações da primeira fase do mapeamento, será construído um banco de dados informatizado com os desastres naturais ocorridos no país. Enquanto 15 pesquisadores estão em trabalho de campo nas capitais brasileiras, uma equipe de dez especialistas faz o tratamento de dados no escritório do Ceped. Essa etapa deve ser concluída em junho.
A segunda fase, que começou paralelamente à primeira, inclui cadastro de novos desastres no banco de dados, formando um arquivo atualizado com dados pluviométricos, históricos e sócioeconômicos.
– Essas ações não garantem que não ocorrerão mais desastres, mas reduzem significativamente os danos, como os que aconteceram em novembro de 2008 em Santa Catarina. A redução de risco está relacionada à diminuição das vulnerabilidades as quais as pessoas estão sujeitas e esse estudo vai atuar para minimizar danos – explica Rafael Schadeck, coordenador de projetos do Ceped.
A terceira e última etapa é a que vai contar diretamente com a ação e colaboração das prefeituras, dos órgãos de Defesa Civil municipais e de organizações não-governamentais. Será a vez de treinar e capacitar profissionais para aplicar o material desenvolvido na atuação direta à prevenção, no ensino para jovens em escolas públicas e privadas e nas ações municipais para controlar a ocupação em áreas de perigo.
– Trata-se de minimizar efeitos, diminuir danos materiais e humanos. O problema é a falta de política habitacional e a conscientização dos municípios, que devem agir na realocação de famílias atingidas e, principalmente, no controle de novas ocupações. Mas os municípios estão sobrecarregados e a divisão de responsabilidades entre prefeitura, governo estadual e federal é inversamente proporcional ao orçamento distribuído. É um problema – argumenta o Major Márcio Luiz Alves, diretor da Defesa Civil Estadual.
Barco ajudará na coleta de dados
Por ser um dos Estados com maior número de ocorrências de desastres naturais, Santa Catarina tem várias iniciativas na área de prevenção. Uma delas é a da embarcação Roaz 1. O protótipo, que entrou na água pela primeira vez ontem, em Florianópolis, foi desenvolvido para coletar dados.
Estudos comprovaram que os fenômenos ocorridos nos últimos anos em Santa Catarina têm relações estreitas com o ambiente marinho, como o aumento da temperatura do oceano. Apesar de saber as razões, não há um banco de dados para ser analisado. Com o Roaz – nome inspirado no Golfinho Roaz-Corvineiro, mesma espécie da série de TV Flipper – será possível armazenar informações e conflitá-las, para monitorar as alterações.
A embarcação, feita de fibra e não tripulada, ainda não apresenta a autonomia ideal. É guiada por controle remoto e só captura imagens e sons. Para criar o modelo, foram gastos R$ 30 mil. Com a instalação de todas as funções, o custo pode chegar a R$ 1 milhão. Além do apoio financeiro, é necessário um suporte tecnológico. Hardwares e softwares são importantes para realizar a captura de dados com precisão e criar autonomia.
Na manhã de ontem, ocorreu o primeiro teste oficial. A embarcação criada pelo engenheiro civil Roberto Böell Vaz foi colocada nas águas da Avenida Beira-Mar Norte, na Capital.
– A navegação foi um sucesso.
Este ano, uma bateria de provas para testar as outras funções já foi planejada. A próxima será em março. Ontem, ainda na água, a equipe composta por seis pessoas se deu ao direito de brindar o sucesso do teste com champanha e até fazer o batismo da embarcação.
O barco também poderá executar outras atividades como monitoramento ambiental, relatório de balneabilidade de praias e rios, vigilância de áreas de preservação e apoio às ações de busca e salvamento.
 
 
Mão-de-obra especializada em SC
Colocar em prática projetos para prevenção a desastres vai depender também da existência de mão-de-obra especializada. Ou seja, profissionais que tenham conhecimento e capacidade de aplicação. Em Santa Catarina, pelo menos três universidades públicas oferecem cursos na área.
Uma delas é a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), que criou este mês o curso de pós-graduação de Gestão de Riscos de Desastres. A grade curricular aborda gestão ambiental, cartografia na prevenção de desastre e trabalho comunitário. Além da parte teórica, é feito o trabalho de campo no Bairro Saco Grande, no Norte da Ilha, normalmente atingido por deslizamentos.
O grupo de 32 alunos é formado por profissionais da Defesa Civil, Polícia Militar, bombeiros e pesquisadores. O curso é de 18 meses, com aulas nas sextas-feiras e sábados. Existe a expectativa de abertura de novas turmas. De acordo com a coordenadora do curso, Maria Paula Marimon, o conhecimento científico sobre os desastres é fundamental para criar uma cultura de prevenção e diminuir os prejuízos. Foi com essa ideia que o biólogo da Fundação de Meio Ambiente (Fatma) Daniel de Araújo Costa optou por participar.
– Minha expectativa é adquirir conhecimento para pôr em prática nas unidades de conservação, pois entendo que é importante preservar essas áreas para evitar desastres .
A Universidade de São José (USJ) tem pós-graduação Gestão em Defesa Civil. E o Centro Universitário de Estudos e Pesquisas sobre Desastres (Ceped) da UFSC oferece cursos à distância como Gestão de Riscos e Desastres para psicólogos.
 
“É preciso preparar os cidadãos”
Rafael Schadeck pesquisador do Planejamento Nacional para Gerenciamento de Riscos (PNGR)
O engenheiro e pesquisador da UFSC, Rafael Schadeck é um dos responsáveis pelo Planejamento Nacional para Gerenciamento de Riscos (PNGR). Atualmente, ele está no Japão, participando de um curso de Gerenciamento de Riscos de Desastres. Para o pesquisador, temos muito a aprender com o país oriental que, mesmo geograficamente feito para dar errado, minimizou os desastres naturais para se tornar uma das principais economias do mundo.
 
Diário Catarinense – Em janeiro, 840 mil pessoas (13,45% da população de SC) foram afetadas pelas chuvas. O que pode ser feito para que isso não se repita?
Rafael Schadeck – Eventos severos irão eventualmente ocorrer sem que possam ser evitados. Cabe a nós, desenvolver ações para a redução de riscos. Desde o desastre de novembro de 2008, a Defesa Civil do Estado realiza avaliações das áreas com suscetibilidade a deslizamentos. Identificadas, os técnicos do Ceped fazem o trabalho em campo e elaboram os relatórios. Agora, o projeto foi renovado e está sendo ampliado para todo o Brasil.
 
DC – Qual a maior carência hoje do Estado para evitar que tanta gente seja afetada pelas chuvas?
Schadeck – A necessidade maior é uma integração dos diversos setores que têm ações relacionadas à redução de risco (órgãos governamentais, universidades, institutos, corpo militar, ONGs etc), para que os esforços sejam direcionados de forma correta e eficiente. Não só no que diz respeito a tecnologias, mas principalmente nas ações de sensibilização, educação e preparação das comunidades. A redução dos danos está relacionada ao grau de preparação dos cidadãos frente ao desastre.
 
DC – O que outros países fizeram que o Brasil ainda não fez?
Schadeck – No Japão, 16 anos atrás, a cidade de Hyogo foi atingida por um terremoto, onde morreram 6.434 pessoas, quase 250 mil edificações foram destruídas, com um prejuízo de U$ 10 bilhões. Só que hoje, a cidade é referência mundial em redução de risco e preparação para situações de desastres. É importante preparar a população. No caso do Rio de Janeiro, nos chamou a atenção a dificuldade de acesso aos locais pelas equipes de resgate. Fica evidente a necessidade de preparo da população para as ações de primeira resposta, pois são estas que podem salvar muitas vidas.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Polícia
Assunto: Grupo de choque
 
 
A única mulher na elite
Andreza Barbosa está em uma equipe de 30 pessoas da PM, apresentada oficlamente ontem
“Ela vale por 13 homens”. A afirmação do tenente-coronel do Grupamento de Choque, Newton Ramlow, define a soldado Andreza Barbosa, 32 anos, única mulher da equipe de 30 da Polícia Militar.
Na apresentação oficial da equipe, ontem de manhã, o olhar sério e a posição rígida demonstravam o orgulho em estar num grupo que, para participar, é preciso ter vocação e amor pela farda.
Ela sabe do desafio e sua proposta é total dedicação.
– É uma evolução. Principalmente na minha carreira – admite a policial.
O pai, pioneiro em Santa Catarina no grupo de Choque é um dos que mais incentivou a soldado. Hoje, o subtenente Barboza está na reserva.
A escolha pelo Grupamento de Choque foi por sempre atuar na área operacional. Ela ingressou em 2004. Estava lotada no 4o Batalhão, em Florianópolis. Esteve em conflitos sérios e trocou tiros com traficantes, principalmente nos morros da Capital.
– Medo todos devem ter. Apenas temos que ter a dosagem certa para não ultrapassar os nossos limites. Esta conquista é uma realização pessoal e irei abraçar de corpo e alma. Estou devidamente preparada.
Um dos atendimentos marcantes na carreira de Andreza foi fazer um parto dentro da viatura.
– Fomos acionados por estarmos mais perto do local. Quando a mulher chegou na viatura não deu tempo. A criança nasceu e, como mãe e mulher, fiquei marcada.
Para ela, a premissa do sexo frágil foi extinta. No batalhão, todo policial é igual. Não existe a diferença entre homem e mulher nos exercícios físicos e no treinamento tático.
– Temos apenas o respeito pelo limite de cada ser humano – disse.
No braço direito, a tatuagem em inglês believe (acreditar) demonstra a determinação da mãe de uma menina de 12 anos.
– Ela trabalhou cinco anos comigo no 4o BPM. Dá inveja para qualquer policial. Altamente treinada e preparara para assumir a bronca – admitiu o tenente-coronel Newton Ramlow.
 
 
Equipe vai agir em situações extremas
Atuar em grandes manifestações, patrulhamento de áreas de risco, estabelecimentos prisionais, distúrbio civil, manifestação e reintegração de posse são algumas das atribuições dos 30 homens do grupamento. Nesta semana, eles já atuaram no protesto feito por moradores do Morro do Mocotó, no Centro da Capital. O grupo vai atuar, especialmente, na Grande Florianópolis.
Na tarde de ontem foram entregues pelo comandante-geral da Polícia Militar, Nazareno Marcineiro, coletes à prova de bala, pistolas, espingardas e munição química. Todos estão preparados para atuar. Fazem um curso de 240 horas para policiamento especializado em controle de distúrbio civis
–Já possuem o conhecimento acadêmico. Agora vamos nivelar o que eles sabem para criar um padrão. O policial do choque deve ter disciplina, técnica e educação. Toda a abordagem iremos ganhar um amigo ou um criminoso – explica o capitão Maurício Silveira.
Proposta de base no Morro da Cruz
Por enquanto, eles ficarão no centro de ensino da academia militar. A intenção do comando é se instalarem no Maciço do Morro da Cruz, local estratégico para as operações.
 
 
 
BLOGS
 
Cacau Menezes
 
Insegurança nas praias
E a insegurança pública, e pricipalmente com turistas, continua forte no norte da Ilha. Agora foi a vez de um policial gaúcho, em férias com a família, na ex-pacata Praia da Daniela, ter a casa depenada por assaltantes enquanto estavam tomando banho de mar, e ficando sem dinheiro até para comer, a 150 mts do Posto Policial.
 Como a praia só tem uma saída, e ainda possui câmeras de monitoramento, demonstra cada vez mais o que a nossa polícia perdeu o respeito.
E ai SSP, vamos deixar a imagem da Ilha ir pelo ralo?