Área do associado

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Clipping do dia 17 de novembro

17.11.2011
CLIPPING
17 de novembro 2011
 
MÍDIAS DE SANTA CATARINA
221 418 639 53
 
Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Visor
Assunto: Vale-alimentação
 
VALE-COXÃO
Raimundo Colombo até queria aumentar mais o valor do vale-alimentação dos R$ 6 para R$ 10 por dia, que acabou sendo anunciado. Foi convencido por assessores próximos a ser mais comedido. A intenção é dar novos reajustes em 2012 e 2013. Quer chegar ao final do mandato com a marca do governo que triplicou o valor pago aos servidores.
 
 
COLUNA DO MEIO
Este Visor antecipou, ainda na edição de sábado, o plano de unificação da data-base dos servidores estaduais, anunciada com pompa e circunstância, ontem à tarde, pelo governo do Estado, além do índice do aumento que será concedido. A coluna falou entre 7% e 9% de reajuste. Raimundo Colombo cravou em 8%.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Geral
Assunto: Greve na Comcap
 
Prefeitura faz três propostas a servidores
Na tarde de ontem, representantes do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal (Sintrasem) estiveram na prefeitura de Florianópolis para negociar as mais de 80 reivindicações dos servidores da Companhia de Melhoramentos da Capital (Comcap).
No encontro, foram apresentadas três propostas, que serão analisadas pela categoria. Caso sejam aceitas, a greve pode terminar. A paralisação teve início na manhã de ontem.
A empresa ofereceu auxílio-alimentação no valor de R$ 13,50 – a categoria pede R$ 14,50; estabilidade de mais um ano aos funcionários; e folga aos domingos para os que trabalham na rua. Segundo o diretor administrativo e financeiro do Sintrasem, Márcio Nascimento, esta última proposta já havia sido acordada e não era cumprida há três anos.
Hoje, às 7h30min, uma assembleia geral, no pátio da Comcap, define se as propostas serão aceitas ou não.
De acordo com Márcio, ficou definido que outras propostas serão negociadas em março, e que mais da metade das 82 reivindicações exige a manutenção de acordos já cumpridos entre a empresa e os funcionários.
____________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Diário do Leitor
Assunto: Efetivo da polícia
 
Insegurança
Na TV, o secretário de Segurança Pública, André Luiz Silveira, afirmou que os postos policiais de Florianópolis estão fechados por falta de efetivo. E o efetivo de quase mil policiais que abarrota o Executivo, Legislativo e Judiciário? Com a palavra, Raimundo Colombo, que prometeu acabar com essa descabida mordomia, mas até agora nada fez.
Altamiro Bortolotto Preis
Florianópolis
____________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Geraç
Assunto: Censo 2010
 
Números finais revelam o perfil do catarinense
Mulher, entre 25 e 29, branca, alfabetizada, que vive na cidade dividindo a casa com alguém é a maioria da população do Estado
Por enquanto, Vânia Fernandes de Moraes não bateu um recorde mundial ou se tornou uma estrela de cinema ou de TV. Ela estampa uma página neste jornal por representar boa parte da população de SC. Gente que dá ao Estado as características específicas que ele tem hoje. Como a maior parte dos catarinenses, Vânia tem 26 anos, é branca, foi alfabetizada – terminou o ensino médio –, é casada e tem um filho. Tem casa própria, trabalha como vendedora e, somando os salários dela e do marido, a família tem uma renda total de cerca de três salários mínimos.
A blumenauense e outras tantas mulheres que moram na região do Vale do Itajaí poderiam representar a população de SC. A constatação veio dos dados levantados pelo Censo 2010 realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa revela essas e outras características sobre as populações brasileira e catarinense.
Segundo os números finais, liberados ontem, o catarinense médio tem entre 25 e 29 anos, é uma mulher, branca, alfabetizada, que vive na cidade. Divide a residência – que é própria – com pelo menos outras duas pessoas, que são possivelmente um cônjuge do sexo oposto e um filho ou enteado, e não é responsável pelo sustento da família – os homens ainda representam a maior fatia da população responsável pela manutenção das residências. A renda per capita dos integrantes da família fica entre um e dois salários mínimos (foi levado em consideração o rendimento da época da pesquisa, R$ 510) e mora no Vale do Itajaí, região mais populosa do Estado.
O perfil de Janaína Kling Schmitz, 25, também se encaixa nessa descrição. A supervisora de uma empresa têxtil que já vive com um filho de sete anos e com o marido, está grávida. Ele, gerente em um transportadora, ganha mais do que ela e é o principal responsável pelo sustento da casa. A renda da família soma pouco mais de dois salários. Na casa cedida pela sogra, Janaína tem como rotina cuidar das tarefas domésticas e levar o filho à escola. Como um dos planos futuros, pensa em voltar a estudar. Ela tem o segundo grau completo.
Hoje, somos mais de seis milhões no Estado. Desses, mais de 80% vive na área urbana e a maior parte é composta por mulheres – são cerca de 500 mil representantes a mais do sexo feminino. Mais de 5 milhões de catarinenses são brancos, seguidos por quase 800 mil pardos,183 mil pretos, apenas 26 mil amarelos e cerca de 16 mil indígenas.
 
Média de idade do catarinense é maior do que a nacional
Nossa população está mais madura. A sugestiva idade de 33 anos é a média atual dos catarinenses. Quando considerada toda a população brasileira essa média cai para 32,1 anos – 31,3 anos para homens e 32,9 para mulheres. As idades médias mais altas estão nas regiões Sul (33,7 anos) e Sudeste (33,6).
Sete estados possuem idade média acima da nacional: Rio Grande do Sul (34,9 anos), Rio de Janeiro (34,5), São Paulo (33,6), Minas Gerais (33,3), Santa Catarina (33), Paraná (32,9) e Espírito Santo (32,4).
A menor encontrava-se no Amapá, com apenas 25,9 anos, uma diferença de nove anos para a melhor média..
 
SC tem mais crianças na escola
Embora SC tenha apresentado a situação mais favorável do país em relação ao acesso de crianças de até cinco anos de idade à rede pública de ensino, quando comparado a outros níveis escolares, essa fatia da população ainda tem baixa demanda atendida. No Estado, a cada 100 crianças nessa faixa etária, 44,1 ingressaram na educação infantil. A média nacional é de apenas 29,3 matrículas em escola ou creche da rede municipal e estadual para cada 100 crianças de zero a cinco anos. A equipe do IBGE utilizou o número de matriculas registradas no Ministério da Educação (MEC).
Depois de SC, Espírito Santo (42,9), São Paulo (36,8), Maranhão (34,9), Piauí (35,9), Ceará (35,1) e Rio Grande do Norte (34,8) apresentaram os melhores índices. O Rio Grande do Sul, destaque positivo em outros aspectos da pesquisa, tem um dos piores índices – apenas 23 a cada cem crianças conseguiram ingresso à educação infantil. A demanda atendida com mais deficiência está no Distrito Federal (16,3).
De acordo com a Secretaria de Educação da Capital, no último ano 1,9 mil crianças ficaram na lista de espera por vagas no ensino infantil. A filha do técnico de instalações Hudson Fernando de Sousa, passou dois anos aguardando por uma vaga na creche que fica a 600 metros de sua casa, no Bairro de Capoeiras.
– Minha esposa não podia trabalhar por que tinha que ficar em casa para cuidar da menina. Até que conseguimos uma vaga no Bairro da Coloninha, que é totalmente fora de mão – conta.
 
Capital com maior renda per capita
Entre as capitais, Florwianópolis registrou o maior valor de rendimento per capita do país, R$ 1.573. O IBGE verificou, também, que metade da população da cidade recebe mais do que R$ 900. Vitória (ES) ficou com o segundo lugar na pesquisa, com rendimento de R$ 1.499.
 
Em 17 das 26 capitais, a renda de 50% da população não atingiu um salário mínimo. Já a Capital catarinense tem apenas 0,3% da população com rendimento per capita de até R$ 70 e 1,4% recebendo até R$ 127,5.
Para o professor da UFSC e especialista em teoria econômica João Rogério Sanson, o bom resultado da Capital catarinense se deu principalmente devido à expansão do setor de serviços – segmento mais forte da economia local – e do turismo e da migração de pessoas de alta renda.
– Florianópolis está virando uma espécie de Brasília, concentrando muitas pessoas que têm uma renda muito alta– explica.
 
Famílias dividem a responsabilidade financeira
Florianópolis tem também a maior proporção de domicílios com mais de um responsável pelo sustento da família: 40,1% das unidades domésticas da Capital apresenta essa condição. No Rio foi verificada a menor proporção, 27,3%. A média nacional foi de 29,3% compartilhamentos em um universo de 57,3 milhões de unidades domésticas. A ideia da agente de viagens Sharon Elizabeth Conceição, 30 anos, quando alugou um amplo apartamento no Centro da Capital, era que a mãe viesse morar com ela.
– Ela acabou atrasando a vinda e morar sozinha em Florianópolis é muito caro. Como eu tinha o quarto vazio e aqui tem muito estudantes de outras cidades, pensei que seria uma boa saída – conta.
De acordo com a coordenadora do curso de Economia da Unisul, Joseane Borges de Miranda, um dos fatores que influência nessa questão, é o alto custo de vida na Capital:
– Se a renda de apenas uma pessoa não dá para cobrir os custos e é preciso pulverizar os gastos entre vários membros é por que o nosso custo com o consumo é alto.
 
____________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Moacir Pereira
Assunto: Política Salarial
 
Salários: nova polêmica
O governador Raimundo Colombo decidiu implodir os dois pilares da política salarial vigente nos dois governos de Luiz Henrique: reajustes isolados por categorias e concessão de abonos salariais. A partir de janeiro, o funcionalismo público vai ter direito a data-base. Receberá, ainda, reposição de 8%, incidente sobre todos os níveis e profissões. Ninguém terá direito a aumento menor ou maior.
O novo ano começa, também, com a incorporação dos abonos concedidos a várias categorias funcionais, velha aspiração de todos.
Também na virada do ano, todos servidores públicos passam a contar com vale-alimentação mais generoso. Acaba o vale-coxinha (R$ 6) e entra em vigor o benefício de R$ 10, que vai logo para R$ 12.
São três medidas que contemplam todos os funcionários. Portanto, com repercussão positiva, certo? Nem tanto!
Raimundo Colombo está diante de mais esta pesada herança. Na política salarial vigente, foram conferidos reajustes isolados. Estabeleceu-se, a partir dos primeiros beneficiários, o efeito comparativo, inevitável nesta sistemática. Os agentes públicos recebem uma reposição melhor, os delegados passam a lutar por equiparação. Sai um aumento melhor para a área da saúde, a educação se mobiliza pela isonomia. E assim por diante. Ficou pendente a área da segurança pública, em especial os agentes policiais e os praças da Polícia Militar. Prometeram melhorias para todos eles lá atrás. E agora, quando realizavam mobilização inédita, pacífica e unificada, novas frustrações, com o aumento único para todos.
Queixam-se igualmente os servidores da Secretaria da Administração, do Iprev e da Procuradoria do Estado. Tiveram alguma equiparação em 2010, perderam o benefício na Justiça e tinham garantia de que agora seriam contemplados. Desiludidos, declaram-se em greve.
 
 
REPERCUSSÕES
Raimundo Colombo revelou-se convincente no almoço com os deputados da base aliada. Mostrou a realidade orçamentária do Estado, os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal, as cautelas indispensáveis diante de uma conjuntura mundial desfavorável e o risco de perda de receita com a hipótese de agravamento da crise financeira. Só não falou da herança e de algumas dificuldades intransponíveis para o equacionamento do delicado impasse no funcionalismo.
A reação dos parlamentares representa uma sinalização de que o governador não terá problemas de aprovação do projeto de lei que vai remeter à Assembleia Legislativa. Encurralado, o governo indica que não há outra saída. A rigor, se tivesse concedido alguma melhoria específica para policiais civis e militares, reduziria o impacto no caldeirão da segurança. Por isso, os efeitos da nova política sem contemplar os profissionais da segurança são imprevisíveis.
Há outro componente no cenário logo adiante que não pode ser desprezado. Os professores da rede estadual também estão agora abrangidos pela data-base. Isto significa que não haverá negociação específica e muito menos reajuste diferenciado no próximo ano. Acontece que eles terão direito ao novo piso salarial definido em lei federal. O clima que vem se formando é conflituoso.
O governador decretou anistia aos grevistas, o que contribui para a distensão política no magistério. Mas a aplicação do piso na carreira, principal reivindicação dos professores, fica, agora, fora da pauta.
Virar o ano com o magistério desiludido e os policiais civis frustrados coloca em horizonte próximo perspectivas sombrias em duas áreas vitais para a cidadania.
____________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Reportagem Especial
Assunto: Nova Política Salarial
 
 
Um pacote para o servidor
O governo anunciou ontem medidas que mudam as regras salariais para os servidores públicos estaduais. São quatro novidades, que incluem a unificação da data-base e reajuste de 8% para todas as categorias. Confira os pontos do projeto, que será enviado à Assembleia Legislativa na semana que vem, e as opiniões dos principais sindicatos que representam o funcionalismo.
Acabar com a pressão constante e diminuir os “penduricalhos” na folha de pagamento. Com essas palavras, o governador Raimundo Colombo (PSD) anunciou ontem a nova política salarial dos servidores do Estado. Colombo fez um discurso convicto e enfatizou que, com essa proposta, o Executivo chegou ao limite orçamentário.
As medidas apresentadas são resultado de um trabalho iniciado em agosto. O objetivo é unificar a política salarial de todas as categorias, concedendo reajustes lineares. Com a definição da data-base – mês de referência para negociações com os servidores –, o governo espera diminuir a pressão mês a mês feita por diferentes setores. Para 2012, o primeiro reajuste foi anunciado: 8% em duas parcelas, uma em janeiro e outra em maio. Esse percentual deve superar a inflação de 2011.
– Temos absoluta convicção de que estamos dando um passo consciente para fazer um bom governo, um governo próximo do cidadão – disse.
Para acabar com os chamados penduricalhos, Colombo anunciou a incorporação dos abonos na Segurança Pública (confira matéria sobre a mobilização dos policiais civis na página 37) e na Justiça e Cidadania. Segundo o governador, esses benefícios geram confusão e instabilidade porque não são considerados na aposentadoria dos servidores.
– Considero essencial essa segurança jurídica.
O quarto anúncio foi o reajuste do vale-alimentação dos servidores, que passa de R$ 6 por dia para R$ 10 em janeiro e para R$ 12 em julho. O governo conta com o aumento da arrecadação do Estado, previsto em 14% em 2012, para suportar o acréscimo das medidas na folha de pagamento.
Santa Catarina gasta com folha 41,2% da receita corrente líquida (somatório de todas as receitas, sem as obrigações com a União e os municípios). O secretário da Fazenda, Nelson Serpa, garantiu que, considerando o aumento da arrecadação, esse percentual não será ultrapassado em 2012. O limite máximo de gastos com folha é de 46,55%.
A nova política salarial traz mudanças em relação à gestão de Luiz Henrique da Silveira (PMDB), que adotou os abonos como forma de aumentar a remuneração dos servidores e não praticava reajustes lineares. Apesar disso, Colombo não considera que as medidas representam uma ruptura em relação ao governador que apoiou sua candidatura na campanha eleitoral de 2010.
– Você tem momentos e momentos. Isso que nós estamos tratando aqui é um problema que está acontecendo no Brasil todo. O governador Luiz Henrique teve grandes avanços, fez um grande trabalho e cabe a nós continuar.
As medidas ainda precisam passar por aprovação na Assembleia Legislativa. O Executivo pretende encaminhar o projeto na próxima semana.
 
Ontem, Colombo almoçou com os parlamentares da base aliada para apresentar a proposta e avaliou como “positiva” a receptividade das bancadas à nova política salarial.
 
mayara.rinaldi@diario.com.br
 
MAYARA RINALDI
O que dizem os sindicatos
SINDSAÚDE
O presidente do SindSaúde, Pedro Paulo das Chagas, diz que o sindicato vem mantendo um diálogo com o governador Raimundo Colombo e com o secretário da Saúde, Dalmo Claro de Oliveira, e que ainda aguarda a apresentação de um proposta “oficial”.
Sobre o anúncio do governador, Chagas afirma que não tinha condições de fazer uma avaliação mais completa, pois ainda não tinha tido contato com a proposta. O presidente afirma que a categoria mantém as suas principais reivindicações: abertura de concurso público, reajuste de 8,33% e aumento do vale-alimentação.
– Recentemente, tivemos uma reunião com o governador, acreditamos nele e esperamos até sexta-feira ter uma posição oficial do governo – destaca Chagas.
ASSOCIAÇÃO DOS OFICIAIS DA PM E CORPO DE BOMBEIROS
O presidente da Associação, coronel Fred Schauffert, afirma que recebeu informações sobre alguns pontos da proposta, que será analisada em uma reunião conjunta com a Associação de Praças de SC. O coronel diz entender que o governador quer construir uma “política de governo”, mas destaca que ainda não é possível saber qual será o impacto real da medida.
– Estamos monitorando e ainda precisamos fazer uma análise dos números reais. Saber o que isso vai representar em termos salariais do coronel ao soldado. Porque para os homens que estão nas ruas, principalmente os soldados, os salários estão extremamente defasados. Mas acreditamos que o governador está bem intencionado e vai fazer justiça, aplicando as medidas igualmente para todos da segurança pública – assinala Schauffert.
ASSOCIAÇÃO DOS PRAÇAS
O presidente da Aprasc, sargento Amauri Soares, diz que ainda não teve acesso à proposta integral do governo, mas acredita que 8% de reajuste e vale-alimentação de R$ 10 são muito pouco para a categoria dos praças, que acumula perdas históricas. Ele afirma que a categoria vê com “bons olhos” a reposição anual das perdas da inflação, o que, na realidade, já é uma obrigação do governo.
– Mas só isso não resolve o problema dos praças que têm perdas históricas de mais de 20 anos. É preciso ter primeiro uma política de recuperação destes salários para que a gente possa então avançar – destaca Soares.
SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS
As propostas do governador serão discutidas pelo Sintespe em uma assembleia marcada para o próximo dia 23, às 14h, na Assembleia Legislativa. O presidente do sindicato, Antônio Battisti, avalia como positiva a iniciativa do governo de fixar uma data base unificada para os servidores do Estado. Mas acredita que janeiro não é o mês mais favorável.
– Primeiro porque em janeiro ainda não se tem uma visão consolidada dos dados de inflação do ano anterior. Depois porque isso vai acabar criando um problema de quatro em quatro anos, quando um governador assumir no dia 1º e já tiver a obrigação de definir uma política de reajuste dos servidores. É preciso tempo para isso, o próprio governador Colombo determinou um período de 120 dias de contenção de despesas para conhecer a máquina – aponta Battisti.
SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO
A coordenadora estadual do Sinte, Alvete Bedin, diz que os professores já têm uma legislação salarial específica, a lei do piso, que estabelece como data-base o mês de janeiro e garante que o piso seja reajustado anualmente conforme a Lei do Piso Nacional. Por isso, Alvete acredita que não haverá grandes mudanças para a categoria. Com relação ao aumento do vale-alimentação, a coordenadora destaca que é uma das principais reivindicações dos professores, mas avalia o reajuste como tímido:
– Passar de R$ 6 para R$ 10 ainda é muito pouco, porque hoje por menos de R$ 15 não se consegue almoçar.
____________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Informe Político
Assunto: Anúncio da política salarial
 
Anúncio e reações
Os deputados estaduais da bancada governista foram os primeiros a saber do anúncio da nova política salarial que o governador Raimundo Colombo faria logo depois, durante de um almoço na Casa dAgronômica. Como será do Legislativo a missão de aprovar o projeto do Executivo, o gesto teve recado certo ao parlamento.
O próprio Colombo relatou, após fazer o comunicado, que o trabalho iniciado em agosto passado por técnicos do governo, um grupo de oito pessoas, foi angustiante. A todo o momento, cálculos eram refeitos, em uma construção considerada difícil pelo governador.
A proposta de unificação da data-base dos servidores em janeiro, a mudança dos valores do vale-alimentação (de R$ 6 para R$ 10 por dia, em janeiro; e de R$ 10 para R$ 12, em julho) e a incorporação de abonos para os trabalhadores da segurança pública – Polícia Civil, Polícia Militar e Bombeiro Militar, em quatro vezes –vieram acompanhadas de um reajuste linear de 8% dos salários de todas as categorias. O governo afirma que fez o máximo esforço, chegou ao seu limite.
As medidas nem saíram do forno e um grupo de policiais civis já se manifestava em frente ao portão da Rui Barbosa, que dá acesso à Casa d’Agronômica. Mais de 70 servidores, que vestiam camisetas pretas com dizeres “Descaso do governo com a Polícia Civil”, e utilizavam um carro de som. No interior da residência oficial, o governador mudou o tom do discurso ao saber da concentração e reclamou de algumas posturas adotadas por outras categorias de servidores nas andanças pelo Estado.
As críticas às medidas não demoraram a chegar por parte de representantes de segmentos do servidores. Enquanto o secretário César Grubba (Segurança Pública) e o diretor Luiz Antonio Dacol, de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas, conversavam com os representantes do Sintrasp, Sinpol e Adepol, no Centro Administrativo, multiplicavam-se reclamações. Algumas sobre a data-base em janeiro e outras que relacionavam uma série de índices dos mais variados para contrapor aos 8% concedidos. Não resta dúvida de que o anúncio superou as expectativas, o que não parece ter sido sentido pelos líderes do funcionalismo.
 
 
Nos bastidores
 
Raimundo Colombo foi quem mais provocou os comandados a atualizarem os índices. Fez um movimento audacioso para acabar com alguns discursos que preponderavam no meio sindical.
Até admite que depois de nove anos de governo se põe fim aos abonos. E foi aparteado pelo secretário Derly de Anunciação (Comunicação Social), que completou: “Eles (os abonos) existem há 23 anos”. Na prática, foi alterada a política salarial consagrada por Luiz Henrique.
 
Não gostou
A primeira reação de Renato Hendges, presidente da Associação dos Delegados, foi de sequer comparecer à reunião com o secretário César Grubba e o delegado-geral de Polícia, Aldo Pinheiro D’Ávila, para tratar da proposta do governo. Queria a presença do governador e do vice. Chamou o anúncio de “ridículo”.
Hendges mudou de ideia e foi ao encontro. Os sindicalistas ouviram um não sobre solicitações  a mais do que havia na proposta do governo. As negociações prosseguem.
 
Até dá
Líder do PT na Assembleia, o deputado Dirceu Dresch considera positiva em geral a nova política salarial do governo.
A dúvida que levanta é sobre quando será implantado um novo plano de carreira aos servidores ou serão diminuídos as diferenças salariais entre as categorias.
____________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Polícia
Assunto: Polícia Civil mantém paralisação
 
Polícia Civil mantém a paralisação
Mesmo com o reajuste de 8% anunciado pelo governo, os policiais civis decidiram manter a paralisação nas delegacias até amanhã. O atendimento e as investigações estão comprometidos, e a internet é a saída para quem precisa fazer boletim de ocorrência (www.pc.sc.gov.br).
Hoje, no segundo dia do movimento, os policiais marcaram manifestação para as 9h, na frente do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), no Bairro Estreito, na Capital. A categoria quer aumentar a adesão de servidores do órgão, que ontem teve atendimento normal.
O presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), Pedro Cardoso, estima em 90% a adesão dos agentes no Estado. De acordo com o sindicato, na Grande Florianópolis, a participação de delegados, escrivães e investigadores também é significativa. Um grupo protestou em frente à 5a DP, na Trindade, e na Casa d’Agronômica, mas nenhum incidente foi registrado.
Nas delegacias, só casos graves, como homicídios, assaltos e flagrantes, são atendidos. Na Central de Polícia da Capital e de São José, nenhum boletim de ocorrência foi registrado. A assembleia dos policiais será amanhã, às 14h, no Golden Hotel, em São José. O indicativo é de greve geral, boicote à Operação Veraneio e entrega de cargos comissionados.
 
– Isso não é aumento (8%), é só inflação. O agente arrisca a vida, dá plantão e recebe R$ 781 de salário – diz o delegado Renato Hendges, presidente da Associação dos Delegados de Polícia (Adepol).
Correção – O movimento iniciado ontem pelos policiais civis do Estado é uma paralisação, e não uma greve, ao contrário do publicado na edição de quarta-feira. ____________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Polícia
Assunto: Morte da aposentada
 
Caso de mistério e duas versões
Polícia ainda não achou o corpo de Nezitta Schaeffer, e investiga as diferenças entre o que dizem o genro suspeito e a filha
O mistério sobre a morte de Nezitta Schaeffer, 58 anos, continua. O paradeiro do corpo da aposentada – que teria sido assassinada pelo namorado da filha, em junho passado – é mais uma das perguntas ainda sem respostas. As contradições entre os depoimentos do principal suspeito e da filha da suposta vítima formam a base das diferentes linhas de investigação.
Ontem, as buscas pelo corpo foram suspensas. Um detector de metal do Instituto Geral de Perícias (IGP) foi usado, para tentar rastrear as próteses dentárias de Nezitta, mas nada foi encontrado. A polícia, agora, tentar organizar novas estratégias. A opção é usar um detector mais potente, do Exército, nos próximos dias.
Moradores da região – o Morro da Forquilha, em Alto Biguaçu, na região rural da Grande Florianópolis, limite com o município de Antônio Carlos – com conhecimento da área onde o corpo poderia estar, serão chamados pela Polícia Civil para colaborar nas buscas. O agendamento com as pessoas deverá ocorrer em breve.
O suspeito, Valmor João da Costa, 46 anos, e sua namorada e filha da aposentada, Danielle Schaeffer, 32 anos, estiveram com a polícia no local, no fim de semana, em dias separados. Eles falaram que foi ali que jogaram o corpo, na noite de 24 de junho, um dia após sua morte.
 
Discussão teria começado na casa da sogra, em Palhoça
Tudo teria começado com uma discussão na casa onde a aposentada morava com Danielle, em Palhoça. Era dia 23 de junho, feriado de Corpus Christi. Naquela noite, depois da discussão, as duas teriam sido levadas por Valmor até a casa onde ele morava, em Alto Biguaçu.
A perícia esteve ontem nas casas de Nezitta e de Valmor. O laudo pericial deverá ajudar a apontar o que aconteceu e se houve crime ou não. Caso o corpo ou os ossos da aposentada sejam encontrados, um exame cadavérico poderá esclarecer como Nezitta morreu.
Valmor foi transferido na segunda-feira da DP de Antônio Carlos para o Presídio de Biguaçu. De acordo com o delegado Coelho, a Justiça decretou sua prisão preventiva. Segundo o próprio Valmor, ele está em liberdade condicional por tentativa de homicídio contra o amante de sua ex-mulher. A polícia divulgou que Valmor tem quatro passagens policiais por violência doméstica e já foi preso por suspeita de cárcere privado.
 
As contradições
Os depoimentos de Danielle Schaeffer, filha de Nezitta, e de Valmor João da Costa se contradizem em diversos pontos. Estas diferenças entre as duas versões estão sendo analisadas e apuradas pela polícia.
MOTIVO DA DISCUSSÃO
– Danielle diz que não se lembra porque começou a briga.
– Valmor fala que foi por ciúme do ex-namorado de Danielle, relação que ele só ficou sabendo naquela noite, por Nezitta.
A MORTE
– Danielle acusa Valmor de empurrar e depois estrangular a sogra.
– Valmor diz que foi uma fatalidade, que ele empurrou Nezitta, ela caiu na escada, bateu a cabeça e morreu.
CÁRCERE PRIVADO
– Danielle afirma que Valmor a mantinha amarrada dentro de casa e só saía para trabalhar em um salão de Palhoça na companhia dele. E que se Danielle avisasse a família ou a polícia, ela e o filho morreriam.
– Valmor nega estas ameaças e garante que Danielle tinha total liberdade para sair sozinha. Ele falou que ela ia na padaria, no trabalho e até foi fazer a carteira de identidade na delegacia para viajar para São Paulo.
NOTÍCIAS À FAMÍLIA
– Danielle conta que foi obrigada por Valmor a contar diferentes versões para os familiares sobre a situação de Nezitta. Dizia que a mãe estava deprimida, que havia passado por cirurgia e por isso não receberia visitas.
– Valmor diz que foi ideia de Danielle enganar sua família para ficarem juntos, sem incomodação de parentes ou da polícia.
TORTURA E AGRESSÕES
– Danielle conta que, na noite de 23 de junho, quase foi estrangulada por Valmor e que ele quebrou seu nariz. E que durante meses, ele a amordaçava, ameaçava e agredia com tapas e socos. Ela acusa o namorado de ter batido e quebrado um dente do filho dela, de 13 anos.
– Valmor reconhece que bateu em Danielle, mas garante que foi apenas uma vez, durante a discussão, no dia 23 de junho. Ele afirmou que nunca agrediu o menino.
DINHEIRO
– Danielle diz que Valmor a obrigou tirar dinheiro da conta da mãe
– Valmor fala que Danielle tirou o dinheiro porque quis, para pagar o aluguel atrasado..
________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Polícia
Assunto: Crimes e ocorrências
 
Outra família é feita refém por ladrões
Em menos de uma semana, mais uma família fica refém de assaltantes, em sua própria casa, na Capital. Seis pessoas ficaram sob a mira de armas e quatro foram amarradas. O assalto foi numa casa no Parque São Jorge, Bairro Itacorubi, ontem à noite. – O que a gente acumulou em 20 anos, eles (bandidos) levaram em 40 minutos – diz o dono da casa, um engenheiro agrônomo de 52 anos.
 
Às 22h15min de terça-feira, dois assaltantes sem máscaras e armados com uma pistola e um revólver 38 entraram pela porta principal, que estava aberta. Na hora, um dos filhos do casal e mais três amigos faziam um trabalho da faculdade na sala. A mãe, uma artesã de 48 anos, estava em seu ateliê. Um sobrinho estava no quarto. Todos foram obrigados a deitar no chão e, com exceção da mãe e da amiga do filho, foram amarrados com fios de telefone. Um dos bandidos subiu até a sala de TV.
– Ele colocou o revólver no meu rosto e empurrou. Fui amarrado com o cadarço do tênis – contou o engenheiro, que tentou acalmar o ladrão.
– Leve o que quiser, mas não machuca ninguém – pediu.
Um dos bandidos disse que eles eram menores de idade e por isso nada aconteceria. O casal acha que a dupla não aparenta ser adolescente.
Toda a ação durou 40 minutos
Em 40 minutos, eles levaram duas TVs, três notebooks, um desktop, R$ 2 mil em dinheiro, joias e bijuterias, vários pares de óculos, relógios, cinco celulares, hometheater, HD externo e diversas câmeras. Um faqueiro completo foi elogiado pelos ladrões, mas eles preferiram não levar.
– Irado, dá para fazer uma janta bonita! – disse.
Pelo celular, um dos ladrões conversou com alguém sobre o andamento do assalto. Depois, colocaram tudo dentro do carro da família, uma Parati prata, placas MCQ 2295, de Florianópolis, e fugiram.
A viatura da PM que faz a ronda estava passando na hora e chegou a perseguir os ladrões. Até o fechamento desta edição, a Parati e os assaltantes não haviam sido localizados.
A família conta que têm ocorrido muitos assaltos e furtos a residências no Parque São Jorge. Eles disseram que as rondas serão reduzidas porque parte do efetivo será relocado para as praias. Este foi o segundo assalto a residência com reféns em apenas seis dias na Capital. O anterior foi na quinta-feira passada, no Bairro Campeche, no Sul da Ilha.
 
 
Mãe é presa suspeita de aliciar os dois filhos
Uma mãe foi presa ontem, em flagrante, suspeita de aliciar os filhos de 16 e 17 anos no tráfico de drogas. A mulher, de 31 anos, usava os adolescentes para vender drogas na própria casa da família, em Araranguá, Sul do Estado. Além dos dois filhos, outros dois adolescentes também foram apreendidos na casa da mulher, onde os agentes encontraram cinco gramas de cocaína, 84 gramas de maconha e 49 gramas de crack. A droga estava fracionada e pronta para ser comercializada. A polícia também recolheu R$ 358 em dinheiro. A mãe foi autuada por tráfico e associação ao tráfico com o agravante de envolver adolescentes no crime. A mulher já cumpria pena por tráfico e estava em liberdade condicional.
 
Munições de fuzil são apreendidas na Capital
Soldados do 4o Batalhão da Polícia Militar (BPM) encontraram 64 munições de fuzil calibre 762 no Maciço do Morro da Cruz, Centro de Florianópolis. O flagrante aconteceu em uma operação de combate ao tráfico de drogas no Morro do 25, que integra o maciço. Durante os trabalhos na região no fim de semana, os policiais também localizaram cerca de 30 papelotes de cocaína. Fuzil 762 e munições do mesmo calibre são de uso restrito das Forças Armadas. Normalmente, são utilizados em operações de guerra. Na operação, os soldados não encontraram armas. O comandante do 4o BPM, coronel Araújo Gomes, disse que a apreensão é sinal de que a Capital pode estar na rota de contrabando de armas.
________________________________________________________________________ Veículo: Notícias do Dia
Editoria: Hélio Costa
Assunto: Mudança na Delegacia Metropolitana
 
Mudança na Delegacia Metropolitana: Ilson Silva é o nome mais cotado
Ele já já ocupou o cargo mais alto da Polícia Civil na gestão do governador Luiz Henrique da Silveira e agora estuda uma nova proposta
Segurança
Pela rede interna de comunicação da Polícia Civil, o diretor da Polícia Metropolitana Nivaldo Claudino informou os colegas que está deixando o cargo. Falou que sai de cabeça erguida, ciente de que fez um bom trabalho no período em que coordenou as delegacias da Grande Florianópolis. Depois de um descanso merecido, ele retorna à 3ª DP do Kobrasol (São José) onde está lotado. Uma das últimas missões foi preparar a Delegacia de Furtos e Roubos com a requisição à Delegacia Geral de viaturas, armas, colete balístico, computadores, máquina fotográfica, filmadora, enfim, tudo o que uma especializada necessita. O nome mais cotado para substituir Nivaldo é Ilson Silva, que já foi chefe da Polícia Civil, diretor da Deic, além de ocupar outros cargos de confiança na Instituição. Ambos têm o mesmo perfil. Ilson tem tudo para dar certo. Ele vem sendo sondado desde julho e os entendimentos com o Delegado Geral estão na reta final. Vamos aguardar.
 
 
 
BLOGS
 
 
Paulo Alceu
 
Coragem e atitude
Pode-se afirmar que o governo do Estado teve um ato de coragem ao implantar uma política salarial para o servidor público numa época em que a economia mundial está em crise com reflexos negativos diretos e indiretos. Não foi uma aventura. Não foi uma improvisação. Foi um trabalho minucioso visando corrigir distorções antigas que nunca eram atacadas diretamente. Administrações passadas buscavam resolver ou maquiar a folha produzindo penduricalhos e abonos para driblar insatisfações e atender reivindicações. A meta na maioria das vezes era eleitoral. Vão acabar. Até porque não produziam um aumento real. Em menos de um ano o governo Raimundo Colombo colocou na mesa uma nova filosofia salarial. Não podia esperar mais. E com humildade se manteve aberto ao diálogo na busca de correções se necessárias, mas convicto de que está oferecendo uma nova realidade com a implantação da data base em janeiro, incorporação de abonos em quatro anos, reajuste do vale-alimentação e um aumento de 8% superando a inflação que deverá chegar aos 6,2%. É pouco? Não se trata de percentual, mas de atitude. Nenhum estado e muito menos prefeituras apresentaram um projeto desse porte. Além disso, houve um esforço que pode não agradar a todos, e certamente provocará manifestações contrárias e contundentes. Mas não se pode negar que o governo que está aí não ficou inerte. Dentro dos limites, que não são exclusivamente de atendimento a reivindicações salariais, até porque a função maior é a de proteger e atender o cidadão, criou uma fórmula vencendo barreiras e acreditando no futuro. Voltou a afirmar, teve atitude.
 
 Desabafo
No final da coletiva, ontem na Agronômica, o governador Raimundo Colombo manifestou a importância do projeto que estava lançando de política remuneratória. E pediu a atenção da imprensa. Demonstrou desconforto com falsas informações de categorias do funcionalismo público visando confrontar com o governo em detrimento do desempenho na busca de soluções. Mostrou-se aberto ao diálogo, mas condenou atitudes desrespeitosas e distanciadas da verdade. “Não tenho medo, nem vergonha do que estamos fazendo. Tenho que proteger o cidadão. Não é só reivindicação salarial, por mais justa. Fomos ao limite. Aceitamos críticas. Visamos evoluir e proteger o Estado,” sublinhou o governador que desde que assumiu vem apagando incêndios localizados..
 
No limite
A tabela que foi apresentada sobre gastos com pessoal envolvendo todos os Poderes, durante a apresentação da nova política salarial do governo ficou bem destacado que o Judiciário e o Tribunal de Contas estão no limite de alerta, com a folha próximo do limite legal. O governo está numa situação controlável e confortável, que o secretário da Fazenda, Nelson Serpa, quer manter com a nova política remuneratória.
 
Cláudio Prisco
 
Salários
Ao anunciar ontem a nova política salarial do Estado, Raimundo Colombo ofereceu três boas notícias aos servidores: o funcionalismo passa a ter uma única data-base para os aumentos, haverá incorporação dos abonos concedidos nos últimos dois governos e o vale alimentação passará de R$ 6,00 para R$ 10,00 em janeiro e será de R$ 12,00 a partir de junho, atendendo a todos os servidores.
“Essa é uma política nova e que estabelece a igualdade entre todos os funcionários públicos. Vamos eliminar as demandas judiciais com um único critério de reajuste para todas as categorias”, afirmou o governador.
O problema é que os policiais civis e militares aguardavam algo mais do Centro Administrativo, que no primeiro semestre atendeu à reivindicação dos professores, quando da greve de dois meses.
Desde ontem a PC realiza paralisação parcial das atividades, como forma de pressionar o governo a dispensar tratamento diferenciado à categoria.
 
Moacir Pereira
 
 
Salários: a justificativa do governador
Raimundo Colombo revelou-se convincente no almoço com os deputados da base aliada. Mostrou a realidade orçamentária do Estado, os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal, as cautelas indispensáveis diante de uma conjuntura mundial desfavorável e o risco de perda de receita com a hipótese de agravamento da crise financeira. Só não falou da herança e de algumas dificuldades intransponíveis para equacionamento do delicado impasse no funcionalismo.
A reação dos parlamentares representa uma sinalização de que o governador não terá problemas de aprovação do projeto de lei que vai remeter à Assembleia Legislativa. Encurralado, o governo indica que não outra saída. A rigor, se tivesse concedido alguma melhoria específica para policiais civis e militares, reduziria o impacto no caldeirão da segurança. Por isso, os efeitos da nova politica sem contemplar os profissionais da segurança são imprevisíveis.
Há outro componente no cenário logo adiante que não pode ser desprezado. Os professores da rede estadual também estão agora abrangidos pela data base. Isto significa que não haverá negociação específica e muito menos reajuste diferenciado no próximo ano. Acontece que eles terão direito ao novo piso salarial definido em lei federal. O clima que vem se formando é conflituoso.
O governador decretou anistia aos grevistas, o que contribui para a distensão politica no magistério. Mas a aplicação do piso na carreira, principal reivindicação dos professores, fica agora fora da pauta.
Virar o ano com o magistério desiludido e os policiais civis frustrados coloca em horizonte próximo perspectivas sombrias em duas áreas vitais para a cidadania.
 
Salários: a nova polêmica governamental
O governador Raimundo Colombo decidiu implodir os dois pilares da política salarial vigente nos dois governos Luiz Henrique: reajustes isolados por categorias e concessão de abonos salariais. A partir de janeiro o funcionalismo público vai ter direito à data base. Receberá, ainda, reposição de 8%, incidente sobre todos os níveis e profissões. Ninguém terá direito a aumento menor ou maior.
O novo ano começa, também, com a incorporação dos abonos concedidos a várias categorias funcionais, velha aspiração de todos.
Também na virada do ano todos servidores públicos passam a contar com vale-alimentação mais generoso. Acaba o vale-coxinha(R$ 6,00) e entra em vigor o benefício de R$ 10,00, que vai logo para R$ 12,00.
São três medidas que contemplam todos os funcionários. Portanto, com repercussão positiva, certo? Nem tanto!
Raimundo Colombo está diante de mais esta pesada herança. Na politica salarial vigente, foram conferidos reajustes isolados. Estabeleceu-se, a partir dos primeiros beneficiários, o efeito comparativo, inevitável nesta sistemática. Os agentes públicos recebem uma reposição melhor, os delegados passam a lutar por equiparação. Sai um aumento melhor para a área da saúde, a educação se mobiliza pela isonomia. E assim por diante. Ficou pendente a área da segurança pública, em especial os agentes policiais e os praças da Policia Militar. Prometeram melhorias para todos eles lá atrás. E agora, quando realizavam mobilização inédita, pacífica e unificada, novas frustrações com o aumento único para todos.
Queixam-se igualmente os servidores da Secretaria da Administração, do Iprev e da Procuradoria do Estado. Tiveram alguma equiparação em 2010, perderam o benefício na Justiça e tinham garantia de que agora seriam contemplados. Desiludidos, declaram-se em greve.
 
 
Salários: a justificativa do governador
17 de novembro de 2011
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Raimundo Colombo revelou-se convincente no almoço com os deputados da base aliada. Mostrou a realidade orçamentária do Estado, os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal, as cautelas indispensáveis diante de uma conjuntura mundial desfavorável e o risco de perda de receita com a hipótese de agravamento da crise financeira. Só não falou da herança e de algumas dificuldades intransponíveis para equacionamento do delicado impasse no funcionalismo.
A reação dos parlamentares representa uma sinalização de que o governador não terá problemas de aprovação do projeto de lei que vai remeter à Assembleia Legislativa. Encurralado, o governo indica que não outra saída. A rigor, se tivesse concedido alguma melhoria específica para policiais civis e militares, reduziria o impacto no caldeirão da segurança. Por isso, os efeitos da nova politica sem contemplar os profissionais da segurança são imprevisíveis.
Há outro componente no cenário logo adiante que não pode ser desprezado. Os professores da rede estadual também estão agora abrangidos pela data base. Isto significa que não haverá negociação específica e muito menos reajuste diferenciado no próximo ano. Acontece que eles terão direito ao novo piso salarial definido em lei federal. O clima que vem se formando é conflituoso.
O governador decretou anistia aos grevistas, o que contribui para a distensão politica no magistério. Mas a aplicação do piso na carreira, principal reivindicação dos professores, fica agora fora da pauta.
Virar o ano com o magistério desiludido e os policiais civis frustrados coloca em horizonte próximo perspectivas sombrias em duas áreas vitais para a cidadania.
 
 
Derly cobra piso do magistério dos petistas
17 de novembro de 2011
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Secretário da Comunicação, Derly Anunciação, considerou positiva a avaliação da nova politica salarial dos servidores feita aqui neste blog pelo líder do PT, deputado Dirceu Dresch. Mas cobrou no twitter a situação pendente em governos petistas sobre o pagamento do piso salarial dos professores.
O deputado Edison Andrino, do PMDB, já havia feito o mesmo registro na reunião do governador Colombo com os deputados da base aliada para anunciar a nova politica salarial.
Lembrou que em 13 Estados não há ainda o pagamento do piso, aí incluindo o governo petista de Tarso Genro, no Rio Grande do Sul.
 
 
Salários: a nova polêmica governamental
17 de novembro de 2011
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O governador Raimundo Colombo decidiu implodir os dois pilares da política salarial vigente nos dois governos Luiz Henrique: reajustes isolados por categorias e concessão de abonos salariais. A partir de janeiro o funcionalismo público vai ter direito à data base. Receberá, ainda, reposição de 8%, incidente sobre todos os níveis e profissões. Ninguém terá direito a aumento menor ou maior.
O novo ano começa, também, com a incorporação dos abonos concedidos a várias categorias funcionais, velha aspiração de todos.
Também na virada do ano todos servidores públicos passam a contar com vale-alimentação mais generoso. Acaba o vale-coxinha(R$ 6,00) e entra em vigor o benefício de R$ 10,00, que vai logo para R$ 12,00.
São três medidas que contemplam todos os funcionários. Portanto, com repercussão positiva, certo? Nem tanto!
Raimundo Colombo está diante de mais esta pesada herança. Na politica salarial vigente, foram conferidos reajustes isolados. Estabeleceu-se, a partir dos primeiros beneficiários, o efeito comparativo, inevitável nesta sistemática. Os agentes públicos recebem uma reposição melhor, os delegados passam a lutar por equiparação. Sai um aumento melhor para a área da saúde, a educação se mobiliza pela isonomia. E assim por diante. Ficou pendente a área da segurança pública, em especial os agentes policiais e os praças da Policia Militar. Prometeram melhorias para todos eles lá atrás. E agora, quando realizavam mobilização inédita, pacífica e unificada, novas frustrações com o aumento único para todos.
Queixam-se igualmente os servidores da Secretaria da Administração, do Iprev e da Procuradoria do Estado. Tiveram alguma equiparação em 2010, perderam o benefício na Justiça e tinham garantia de que agora seriam contemplados. Desiludidos, declaram-se em greve.
 
 
Policiais dizem que governo fechou os olhos para reivindicações
Do site do Sindicato dos Trabalhadores em Segurança Pública – Sintrasp: “Começou a todo vapor a paralisação dos policiais civis de Santa Catarina, programada para ocorrer até o próximo dia 18 em todas as regiões do estado. Nesse dia 16, os índices de adesão ao movimento foram bastante expressivos em, praticamente, todas as Delegacias Regionais, de Comarca e Ciretrans. As deliberações da assembleia e as orientações das três entidades que coordenam o movimento foram seguidas à risca, garantindo-se à população apenas os serviços essenciais e o registro de crimes graves.
No início da tarde, dezenas de policiais civis se concentraram em frente à residência do governador, no bairro Agronômica, na Capital, à espera do anúncio do pacote de medidas para todo o funcionalismo. As entidades tentavam uma audiência com o Chefe do Executivo para discutir as reivindicações específicas da Polícia Civil, mas o governador optou apenas por conceder entrevista coletiva à imprensa, para anunciar o que todos já sabiam, ou seja, que o governo não negociaria nenhum item da pauta específica dos policiais civis. Colombo reforçou apenas os pontos do projeto que estará enviando para a Assembleia nos próximos dias e que prevê as seguintes medidas para todos os servidores públicos de Santa Catarina:
•Reajuste linear de 8%, sendo 4% a partir de janeiro e 4% em maio de 2012.
•Vale alimentação de R$ 10,00 a partir de janeiro/2012 e de R$ 12,00 a partir de julho/2012.
•Incorporação dos abonos salariais, ao longo de quatro anos.
•Definição do mês de janeiro como data base para negociação com todas as categorias do funcionalismo público estadual.
A decisão do governo de anunciar medidas gerais para os servidores, em índices absolutamente distantes das reais necessidades das categorias ligadas ao Executivo, acabou desagradando a todos. Na prática, o Executivo ignorou as duas reuniões realizadas com as entidades dos policiais civis, fechou os olhos para as mobilizações que vem ocorrendo desde outubro em todo o estado e deu de ombro para a paralisação de 72 horas deliberada na assembleia do dia 27.”
Os policiais civis, no entanto, se mantém firmes e vão reforçar a paralisação nos próximos dois dias. Amanhã, quinta-feira, dia 17, a concentração será no Detran da Capital, a partir das 9h. Na sexta, dia 18, todos os caminhos levam à assembleia geral, a partir das 14h, no Golden Executive Hotel, no bairro Serraria, em São José, onde serão avaliadas as decisões do governo e decididos os rumos do movimento.