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Clipping do dia 13 de julho

13.7.2011
CLIPPING
13 de Julho 2011
 
MÍDIAS DE SANTA CATARINA
 
Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Visor
Assunto: Caso Beatriz
 
REVIRAVOLTA NO CASO BEATRIZ
Vem aí uma reviravolta no caso Beatriz (foto), a menina de seis anos morta com um tiro no peito, na Tapera, em Florianópolis. Quem afirma é o criminalista Gastão da Rosa Filho, um dos mais requisitados no Estado, que vai atuar como assistente da acusação, a convite da família da vítima. A empregada doméstica do advogado é tia de Beatriz, irmã da mãe da criança. Ele não acredita que o jovem apresentado seja o autor. O adolescente apresentado pela Homicídios tem 17 anos, trabalha, estuda, mora com a família e não tem antecedentes. O perfil não se enquadra no de um criminoso. Aliás, este mesmo questionamento tem sido feito por outros policias que atuam no caso. Resta descobrir por que ele assumiu o crime. A rápida solução, até então um trunfo da polícia, pode virar uma grande dor de cabeça.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Geral
Assunto: Greve no magistério
 
 
Futuro de projeto de lei será decidido hoje
CCJ da Assembleia pode analisar ou enviar proposta direto ao plenário
Deputados estaduais decidem hoje, na Assembleia Legislativa, o que fazer com o projeto de lei complementar (PLC) que altera o salário e o plano de carreira dos professores. Ele pode até mesmo ser encaminhado para a votação em plenário sem passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Na reunião de ontem, a comissão decidiu adiar a análise do projeto.
Com o argumento de que espera acordo entre categoria e governo, o relator do projeto, deputado Joares Ponticelli (PP), não apresentou parecer na reunião, que foi bastante tumultuada. Alguns professores puderam entrar para acompanhar a votação. Os que ficaram de fora, gritaram e protestaram para que o PLC não passasse pela CCJ.
Os oposicionistas Sargento Amauri Soares (PDT) e Dirceu Dresch (PT) questionaram o PLC. Para Dresch, o projeto é muito polêmico, além de retirar conquistas históricas da categoria. Por isso, não pode ser votado “a toque de caixa”. Soares disse que, se preciso, pedirá vista para o projeto não ser aprovado “nem hoje, nem amanhã, nem no futuro”.
 
Base aliada considera caminhos alternativos
Se a situação não for resolvida na comissão, os deputados da base governista têm outros caminhos para o projeto ser votado antes do recesso, de 15 de julho até agosto. Um deles é encaminhar o PLC direto ao plenário, onde precisa de 21 votos para ser aprovado. O presidente da Casa, Gelson Merisio, pode fazer isso, desde que a maioria dos 40 deputados aprove. Ele não descarta a ideia.
– Essa é uma das alternativas, mas depende da aprovação da maioria. Outras saídas são votar o PLC depois do recesso ou suspender o recesso para votá-lo. Amanhã (hoje) vamos ter uma posição – explicou Merisio.
Os docentes vão continuar pressionando os deputados para o projeto não ser aprovado, e, para isso, retornam hoje à Assembleia. Quem veio do interior está acampado em frente, na Praça Tancredo Neves. Eles rejeitam o PLC porque ele altera o plano de carreira. Se não for aprovado, os salários dos professores voltam aos valores que tinham antes da greve.
– Voltando ao que era, o governo vai ter que encontrar uma maneira de nos pagar o piso nacional do magistério na carreira e cumprir a lei. Pode ser parcelado, mas é na mesa de negociação que se discute em quantas vezes ele vai parcelar – ressaltou o diretor estadual do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte), Luiz Carlos Vieira.
Professor há 13 anos do Estado, José Luiz Vicente era um dos mais indignados na porta da reunião da comissão. Ele disse que está cansado e que não pode concordar com o fim do plano de carreira.
– Eu tenho quatro filhos, recebi só R$ 246 para passar o mês, estou com cheques voltando e querem que eu me cale? Tenho pós-graduação e vou receber o mesmo que quem não tem. É uma falta de respeito! – desabafou.
 
Sem desconto para quem voltar às aulas
Depois de ganhar na Justiça o direito de continuar descontando os dias parados do salário dos grevistas e não precisar devolver o que não foi pago, o governo do Estado afirmou, ontem, que os professores que voltarem ao trabalho – e apresentarem o plano de recuperação de aulas até sexta-feira – receberão os 23 dias descontados na última folha.
Já os trabalhadores em greve, além de não receberem as devoluções, terão os 30 dias descontados deste mês. A decisão do secretário da Educação, Marco Tebaldi, aprovada pelo governador Raimundo Colombo, se baseia no dado de que 80% dos professores retornaram às escolas. O secretário também assinou a portaria, que permite a contratação de professores Admitidos em Caráter Temporário (ACTs) para substituir os grevistas.
O Sinte não tinha os números de adesão, porque a reunião do comando de greve foi adiada para hoje. Uma das diretoras da entidade, Tânia Fogaça, não acredita que a medida do governo causará retorno dos docentes às salas de aula. Ela ainda questiona a contratação de ACTs, já que não há professores disponíveis.
 
Divisão preocupa o Sinte
O projeto de lei complementar que altera o salário do magistério não é a única preocupação do Sinte. Um racha no movimento, evidenciado na realização das assembleias regionais e na assembleia estadual da semana passada, começa a mostrar contornos político-partidários.
 
As divergências dentro do movimento começaram a se tornar públicas depois da reunião entre o comando de greve e o governador Raimundo Colombo, no último dia 3. A ala do Sinte ligada à Central Sindical e Popular (Conlutas) criticou a direção do sindicato por tentar desmobilizar a categoria.
– Houve uma grande crítica porque a coordenação saiu da reunião dizendo que havia avanços na proposta do governo. A categoria recebeu esta informação de forma muito ruim, porque houve avanços financeiros, mas não avanços na pauta de reivindicação – diz o coordenador regional de São José, Marcelo Silva, ligado à Conlutas.
A secretária de Políticas Sociais do sindicato, Joaninha de Oliveira, diz que a divisão interna não se formou por causa da greve, mas que faz parte da própria estrutura interna do Sinte. Segundo ela, na eleição para a coordenação da entidade, a chapa vencedora indica 70% das vagas, enquanto que a chapa derrotada ocupa o restante dos postos. Por isso, 70% da direção seria ligada à CUT, enquanto que 30% estaria alinhado à Conlutas e setores independentes.
Mas, na última segunda-feira, começou a ser distribuído um boletim da Conlutas propondo nova direção para o sindicato, uma “direção independente dos governos, autônoma frente aos partidos”.
 
Coordenadora nega racha e fala em correntes divergentes
O texto diz que a maioria da direção do Sinte, ligada à Central Única dos Trabalhadores (CUT), não encaminha a continuidade da greve. Neste contexto, uma leitura é que a divergência pode ter como pano de fundo a disputa entre a corrente vinculada à CUT e ao PT, e a ligada à Conlutas, controlada por PSTU, PCdoB e dissidentes do PT e da CUT.
A coordenadora estadual do Sinte, Alvete Bedin, diz que não há um racha interno, mas “correntes divergentes”. Segundo ela, o próprio grupo da chapa derrotada criticou a proposta de formar nova direção. Para Alvete, a radicalização seria de uma minoria e pode trazer desgaste ao movimento.
– O que estamos encaminhando é para que se mantenha esta postura de lutar, com toda a pressão necessária para ter negociação. Mas, mantendo a mesma prática que adotamos desde o início, sem o componente político-partidário – afirma Alvete.
O líder do PT na Assembleia, Dirceu Dresch, discorda de que haja um componente partidário na greve que, para ele, talvez seja a de menor conteúdo político-partidário que já viu.
– Esta não é uma greve contra o governo ou para enfraquecer o governo. O que temos é a defesa do piso e da carreira do magistério – avalia.
 
 “Minoria radical”
A questão político-partidária do movimento grevista também já foi levantada pelo governo. Na sexta-feira passada, o governador Raimundo Colombo se irritou com a indicação pela continuidade da greve e afirmou que o resultado era ação de uma minoria radical, ligada ao PSTU.
Ontem, o deputado Darci de Matos, da base aliada do governo, voltou à carga e afirmou na tribuna da Assembleia que não sabia se o magistério deveria negociar com o governo ou com o PSTU. Ao falar da divisão do movimento, foi vaiado pelos professores presentes.
Para Joaninha de Oliveira, que é presidente estadual do PSTU, esta é uma estratégia do governo para tentar desmontar a greve e colocar a população contra o movimento.
– O PSTU apoia as lutas, mas respeita a autonomia do sindicato. Todas as deliberações são tomadas em assembleia. O governo está tentando desmoralizar o PSTU, mas não temos vergonha do partido – destaca Joaninha.
 
Estudantes exigem o fim da greve
Na manhã de ontem, cerca de 40 alunos da Escola de Educação Básica de Lages, uma das maiores da Serra Catarinense, protestaram contra a greve. Eles usaram nariz de palhaço e gritaram “queremos aula” em frente ao prédio. Os alunos dizem entender a situação dos professores, cobram providências do governo, mas acham que a greve já passou dos limites.
– Os professores têm todo o direito de fazer greve, mas que seja por duas ou três semanas, e não dois meses. Eles vão enfrentar revolta quando voltarem para a sala de aula – disse Jair da Costa Teixeira Júnior, 16 anos, do 3º ano do ensino médio.
Outra questão é que muitos já pagaram pela formatura, e temem o prejuízo financeiro e a frustração.
– Tem gente pagando desde março. Cada um vai gastar cerca de R$ 500. Se não conseguirmos ter a nossa formatura, vai ser uma decepção muito grande – afirmou Cleber Luis Borges da Silva, 17 anos.
 
Decisão judicial reacende paralisação em Chapecó
Em Chapecó, a suspensão da liminar que impedia o desconto dos dias parados fez com que a categoria voltasse para a greve. Na escola básica Coronel Lara Ribas, os professores voltariam hoje às salas de aula, mas, com a decisão, todos continuam em greve e os alunos retornaram para suas casas.
A escola, que atende os ensinos fundamental e médio, ficou ontem apenas com as crianças que os pais não conseguiram buscar. Maria Eduarda, da 1ª série, estava triste por ter que ir embora.
– Eu queria ficar na escola – lamentou a menina.
Alguns pais estão indignados com a situação.
– Essa indecisão é um absurdo, os alunos já perderam todo o ano – protestou Luiz Carlos Gelain, que teve que sair do trabalho para buscar a filha na escola.
As escolas Zélia Scharf e Marechal Bormann também voltaram com 100% de adesão à greve.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Geral
Assunto: Acidente/afogamento
 
Testemunha depõe sobre acidente na Via Expressa
Fotógrafo que chegou junto com os bombeiros ao local viu o carro em chamas e o jogador “nervoso”
Um novo depoimento foi incluído ao inquérito que apura o acidente envolvendo o atacante Eduardo Francisco da Silva Neto, o Dudu, do Figueirense. A testemunha foi encaminhada à delegacia pelo advogado de defesa do atleta, André Mello Filho, e contou que o jogador não apresentava sinais de embriaguez após o acidente.
O fotógrafo Edson Fernando de Lara, de 32 anos, disse que chegou ao local da batida praticamente junto com os bombeiros, e o veículo já estava em chamas. Questionado sobre as condições do atleta após o acidente que matou três pessoas, Lara descreveu como um “comportamento bastante nervoso”, mas disse não ter visto sinais de embriaguez.
 
Para o delegado Jaime Martins, o depoimento não acrescenta novidade ao inquérito, já que o jogador confirmou que bebeu antes do acidente e estava sem habilitação. Por isso, a Justiça pode entender que ele assumiu o risco pelo acidente.
O delegado já encaminhou o inquérito ao Ministério Público, mas deve complementar com o novo depoimento e os laudos do Instituto Geral de Perícias (IGP), que ficarão prontos na próxima semana.
Exames cadavéricos definirão a causa da morte das vítimas e se elas também ingeriram álcool. Outro laudo aguardado é o localístico que terá uma análise do local do acidente, mas o delegado acredita que não deve apontar nada diferente do que disseram as testemunhas.
Dudu dirigia um Hyundai na madrugada do dia 19 de junho quando perdeu o controle do veículo e bateu em um poste na Via Expressa Sul. Dois amigos do atacante morreram no local e um terceiro no hospital.
 
Menino morre no Rio Tigre
O corpo de um adolescente de 12 anos foi encontrado no Rio do Tigre em Joaçaba, no Meio-Oeste, na tarde de ontem. O menino teria se afogado enquanto brincava nas águas.
A mãe contou à polícia que sentiu falta do filho na noite de segunda-feira, quando chegou em casa do trabalho. Ela disse ter procurado o garoto em uma mata próxima à residência da família e também próximo do rio, no Bairro João Paulo II. Mas, como ele costumava passear na casa de amigos, acabou registrando o desaparecimento somente por volta das 8h de ontem.
O adolescente costumava tomar banho no rio e sabia nadar. Antes de desaparecer, ele teria ido ao local com amigos e com o irmão de nove anos. Os bombeiros foram acionados por populares e o corpo da vítima foi conduzido ao Instituto Médico Legal (IML) de Joaçaba.
 
 
Denúncia do MP é aceita pela Justiça
A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público contra o motorista de uma caminhonete que invadiu a pista contrária da BR-101, em Balneário Piçarras, no dia 18 de abril do ano passado. O acidente provocou a morte de três estudantes que estavam em um Honda Fit.
Segundo o promotor de Justiça Luis Felipe de Oliveira Czesnat, Carlos Roberto Lienstadt responderá por homicídio culposo pelas três mortes, crime cuja pena varia de dois a quatro anos de prisão.
A decisão, do juiz Alexandre Schramm, foi publicada na segunda-feira no portal do Tribunal de Justiça, e o réu, Lienstadt, tem dez dias para apresentar a defesa prévia. O advogado dele, Wilson Pereira Junior, diz que só se pronunciará quando receber a intimação. Mas em entrevista em abril deste ano, Lienstadt disse que o que vale é o que consta em seu depoimento à polícia, quando relatou que teria desviado de um sedan preto. Segundo o motorista, o veículo trafegava logo a frente e ele teria feito uma manobra para não bater em dois cavalos que estavam na rodovia e invadiu a pista contrária.
Mas, na época, os policiais rodoviários que atenderam a ocorrência não encontraram os animais e algumas testemunhas do acidente negaram esta versão e afirmaram que teriam sido ultrapassados por uma caminhonete Hilux, em alta velocidade, minutos antes do acidente. Lienstadt atribuiu o acidente, ainda, a falta de segurança naquele trecho da BR-101. O processo na Justiça reacende a esperança das famílias das vítimas do acidente, que há mais de um ano esperam por Justiça.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Cacau Menezes
Assunto: Pagamento de fiança em crimes
 
A coisa tá preta!
A juíza Ana Luíza Schmidt Ramos, do Juizado da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, expediu ofício à Corregedoria da Polícia Civil pedindo apoio aos delegados de polícia para que evitem receber cheques quando do pagamento de fiança em crimes previstos na Lei Maria da Penha e com pena de detenção prevista. O motivo é simples: os cheques estão voltando por insuficiência de fundos. De acordo com a juíza, essa situação gerou, inclusive, a cassação da liberdade provisória de um homem que que bateu na mulher, foi solto, pagou a fiança com cheque sem fundo e depois teve que retornar à cadeia.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Moacir Pereira
Assunto: Greve no magistério
 
Morde e assopra
O governo do Estado decidiu partir para medidas mais rigorosas visando ao esvaziamento e ao fim da greve dos professores e o retorno à normalidade nas escolas. Manteve os descontos, com a disposição de repetir o corte nos salários de julho, passou a exigir maior controle nas escolas e salas de aula sobre os ausentes e executou a política de substituição dos ACTs pela contratação de novos professores.
Ao mesmo tempo, anunciou que fará a devolução dos descontos salariais de todos os grevistas que retornarem às atividades, com o compromisso de reposição das aulas. Tem o respaldo do Judiciário para continuar descontando, mas decidiu cancelar a punição em nome da normalidade escolar. Quer dizer, morde e assopra.
A estratégia governamental para estas ações, aparentemente contraditória, é fácil de explicar. O governo procura criar um clima político favorável para ver aprovado seu projeto salarial na Assembleia Legislativa com o menor desgaste político possível. A meta principal, neste fim de primeiro semestre parlamentar, é aprovar a proposta salarial. Há o convencimento na Secretaria da Educação de que a greve acabaria sem deixar resistências maiores.
Quem testemunhou a mobilização na Assembleia Legislativa não teve tanta certeza. O clima estava tão tenso que o deputado Joares Ponticelli (PP) decidiu adiar a apresentação de seu relatório, que é favorável à aprovação do projeto na Comissão de Constituição e Justiça. Condicionava o voto a uma saída no impasse entre governo e professores ou, no mínimo, a um acordo das lideranças.
Ele constatou a dramaticidade da situação. Grevistas exaltados, com palavras de ordem, disparos contra o governador, e jovens professoras em lágrimas dentro da sala das comissões, numa espécie de catarse pelo longo e penoso impasse e a perspectiva de derrota política. O gesto do governo, de mandar repor os descontos depois da vitória judicial, procurou desarmar espíritos, segundo o líder Elizeu Mattos, que defende a aprovação.
 
A SOLUÇÃO
O impasse político da greve foi transferido do Executivo para o Legislativo. Os 40 deputados terão que queimar neurônios e exercitar toda criatividade para buscar uma alternativa. A rigor, saída não há, admitiu o deputado Dirceu Dresch, líder petista. Se aprovarem o projeto oficial, o PT e seus aliados frustram os professores, que pedem a rejeição. Se rejeitarem, ficam mal com os professores que optaram pela volta à sala de aula e terão melhorias salariais com a proposta governamental. O comando de greve reúne-se hoje para os encaminhamentos. O Sinte quer a rejeição do projeto para forçar a reabertura de negociações. A hipótese de não votar o projeto esta semana e transferir para agosto está descartada. O Parlamento ficaria péssimo na sociedade e entre os professores. Uma autoconvocação da Assembleia para ganhar tempo e buscar uma outra negociação é defendida pelo PT.
O regimento interno da Assembleia está sendo lido e interpretado pelos líderes. Nos bastidores, surgiu uma via que poderá resultar na aprovação do projeto. Respaldado pela maioria dos líderes, o presidente Gelson Merisio consultaria os 40 deputados sobre a remessa direta do projeto salarial da Comissão de Justiça para o plenário. Com 21 votos, o projeto estaria em condições de ser votado diretamente em plenário. E, ali, a base governista tem maioria tranquila.
Um caminho regimental que teria o poder de anular na comissão o pedido de vistas, anunciado por Dirceu Dresch, ou o voto contra, manifestado pelo Sargento Soares. A principal matéria do período, a Lei de Diretrizes Orçamentárias, foi aprovada pelo Legislativo. A rigor, pendente mesmo só o projeto do magistério. E ninguém quer prorrogar esta sangria.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Política
Assunto: Vereadores em SC
 
Itajaí aprova mais 9 vagas
Primeira votação teve placar de 9 votos a 3 pelo aumento do número de cadeiras no Legislativo
Itajaí caminha para ter mais nove vereadores. Foi aprovado na noite de ontem, em primeira votação, o projeto de emenda à lei orgânica que aumenta o número de vereadores de 12 para 21. O placar de votação foi nove a três. A proposta ainda precisa passar pela segunda votação.
A sessão, que começou às 18h, estendeu-se por mais de quatro horas. O aumento no número de vagas na Câmara só entrou em discussão após as 22h. A demora teve reflexo na plateia: se no início cerca de 50 pessoas acompanhavam os trabalhos, menos da metade esperou para ver o resultado da votação mais polêmica da noite.
O projeto tem a assinatura de oito vereadores – número mínimo de para a proposição de alterações na lei orgânica do município.
Dos 12 parlamentares, apenas Elói Camilo da Costa (PMDB), Luiz Carlos Pissetti (DEM) e Laudelino Lamin (PMDB) foram contrários à proposta.
A segunda votação deve ocorrer em agosto, já que a Câmara entra em recesso de 15 dias a partir de 19 de julho. Horas antes da sessão, seis entidades de classe encaminharam à Câmara um manifesto em que se posicionaram contrárias à alteração no número de parlamentares. O documento é assinado pela Associação Empresarial de Itajaí (ACII), Câmara De Dirigentes Lojistas (CDL), Sindicato dos Armadores e da Indústria da Pesca (Sindipi), Intersindical Patronal e Associação dos Distribuidores e Atacadistas (Acad).
– Acreditamos que os 12 vereadores que temos hoje são suficientes para Itajaí. Entendemos que outras prioridades devem ser levadas em conta, como saúde, segurança e educação – diz a diretora executiva da ACII, Olga Zanella.
 
Estado poderá ter mais 292 vereadores em 2013
Na edição de domingo, o DC tratou do assunto. Em um cálculo, demonstrou que nos últimos meses 30 câmaras aprovaram projetos que criaram 114 novas vagas de vereador em Santa Catarina. Em outros nove municípios, projetos estão sendo discutidos e, se aprovados, significarão mais 32 vagas. Apenas um projeto foi rejeitado. O Estado poderá ter mais 292 vereadores a partir de 2013. Atualmente, nos 293 muncípios catarinenses, são 2.697 vereadores.
 
Número ideal é discutido em Blumenau
Os partidos políticos de Blumenau pretendem anunciar, no início de agosto, um posição de consenso sobre o número ideal de vereadores a partir da próxima legislatura.
Representantes de 18 siglas se reuniram segunda-feira à noite para discutir o assunto. A tendência, extraoficial, é que 90% destas siglas já tenham posição favorável pela defesa do aumento de cadeiras na Câmara.
O grupo só não teria anunciado oficialmente a decisão porque não houve acordo sobre o número: se iria dos atuais 15 para 21 ou 23 parlamentares. Na segunda reunião, marcada para 1º de agosto, os partidos devem bater o martelo.
– Nossa intenção é que as forças políticas do município chegam a um consenso, porque este é um assunto que interessa diretamente os partidos políticos – disse um dos organizadores do movimento, Célio Dias.
Ex-presidente da Câmara, Dias é atual diretor administrativo da Secretaria de Governo e Articulação Política. Ele tomou à frente da discussão por ser o único representante de Blumenau no Movimento de Defesa dos Vereadores (Modeve), entidade criada em janeiro de 2005, logo após a emissão da resolução do TSE que reduziu o número de parlamentares.
Um dos argumentos apresentados por entidades empresariais para impedir o aumento foi rebatido no encontro. Dias apresentou dados que comprovariam que o aumento de parlamentares não representaria aumento de gastos da Câmara.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Polícia
Assunto: Apreensão de armas
 
Arsenal estava em galpão
Um miniarsenal foi apreendido pela polícia, ontem, em Campos Novos, no Meio-Oeste catarinense. Armas, munições, facas e equipamentos para recarga de cartuchos estavam em um galpão, na Linha Espinilho. O dono das armas, Nelson Néri Valter, 49 anos, foi preso em flagrante. Entre o material apreendido, estão quatro espingardas e quatro revólveres, sendo dois de uso restrito.
A polícia chegou até o local após a enteada do suspeito, que tem 14 anos, procurar a delegacia, segunda-feira, para denunciar ameaças e violência doméstica. Ela contou ao delegado Kleberson Parmezão que o padrasto utilizava as armas para amedrontar a família. Valter também teria efetuado disparos para evitar que o crime fosse denunciado.
– As armas estavam escondidas em um galpão, em uma propriedade vizinha à do suspeito. Todas estavam escondidas dentro de uma geladeira velha – contou o delegado.
Segundo Parmezão, após a denuncia de violência doméstica, a polícia conseguiu um mandado de busca e apreensão na propriedade do suspeito. O delegado informou que o dono do terreno onde fica o galpão permitiu a entrada dos agentes.
Valter deve ser encaminhado à Unidade Prisional Avançada de Campos Novos. Ele vai responder por posse ilegal de arma de fogo e munições, tanto de uso permitido quanto de uso restrito. O advogado de defesa do suspeito, Antônio Eléo Fonseca, disse que Valter nega a posse das armas. A justificativa é de que todo o arsenal teria sido encontrado na residência de outra pessoa.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Polícia
Assunto: Caso Beatriz
 
Versão ainda está “mal contada”
Delegado admite que há dúvidas sobre a participação do adolescente que assumiu a autoria da morte de garota na Capital
O clima de revolta tomou conta da comunidade do Bairro Tapera, em Florianópolis, onde foi morta, na madrugada de sábado, com um tiro no peito enquanto dormia, a menina Beatriz, de seis anos. A apreensão do adolescente de 17 anos que assumiu a autoria do crime não amenizou o sofrimento da mãe da menina, que clama por Justiça. Para Lucinéia Paula Pereira, o jovem não agiu sozinho.
A mãe de Beatriz questiona o fato de a arma do crime não ter sido encontrada. Ela acredita que a polícia deveria investigar quem deu a arma ao jovem e quem o ajudou a escapar do local após os disparos.
– Cadê a arma? Quem deu fuga para ele? Teve gente que viu carro saindo – explica.
A investigação do homicídio é de responsabilidade do delegado Ênio Mattos e, segundo ele, pode ser reaberta a qualquer momento se surgirem fatos novos. Ênio explica que o adolescente de 17 anos deve responder por homicídio culposo, sem a intenção de matar, porque ao atirar contra a casa, o jovem não pretendia matar Beatriz. O delegado Alexei Rolemberg, da Delegacia de Proteção ao Menor, explica que a atuação do jovem ficará sob sua responsabilidade. A suspeita de participação de outra pessoa no crime e a autoria serão investigadas por Rolemberg:
– Estamos tentando apurar a participação ou não dele e se foi só ele que agiu – diz o delegado, que também analisa a versão apresentada pelo jovem como “mal contada”.
O rapaz, que não tem passagem pela polícia, está apreendido na 6ª DP e aguarda ordem judicial para ser encaminhado para uma unidade de internamento provisório.
Comovidos com a morte de Beatriz, os moradores questionam a falta de segurança e reclamam que o posto policial está sempre vazio.
– A polícia só aparece depois que acontece alguma desgraça. Faltam rondas e o tráfico de drogas está tomando conta de tudo – reclama a dona de casa Adriana Medeiros, 39 anos.
Para o vigia Claudenir Sedenir Silveira, 42 anos, a insegurança tem aumentado nos últimos 10 anos:
– Falta policiamento. O maior problema são os adolescentes que trabalham para o tráfico. Eles estão em todas as esquinas.
O comandante do 4º Batalhão da PM, tenente-coronel Araújo Gomes, explica que um policial fica no posto das 13h às 19h e nos demais horários há policiais em rondas de motocicleta pela região:
– Antes, policiais trabalhavam no posto em regime de escala, agora o mesmo policial fica lá de segunda a sexta-feira. Isso favorece para que ele crie um vínculo com a comunidade.
Gomes adverte que o posto policial é um espaço para a comunidade fazer queixas e, muitas vezes, obter informações. Segundo ele, para garantir a segurança estão sendo realizadas operações diversas.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Polícia
Assunto: Crimes e ocorrências
 
Maconha escondida em ônibus de linha
Vinte e cinco quilos de maconha foram apreendidos na madrugada desta terça-feira no km 10 da BR-153 em Água Doce, no Meio-Oeste.
A droga estava sendo transportada por um rapaz de 19 anos em um ônibus que fazia a linha de Francisco Beltrão (PR) para Lages. Ele foi preso e contou que levaria o entorpecente para Videira. A droga foi apreendida durante a Operação Pérola Negra, da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Além da maconha, também foram apreendidos 75 itens de informática, eletrônicos e perfumes.
 
Corpo encontrado na praia é identificado
O corpo da idosa encontrada na Praia Central de Barra Velha, na segunda-feira, foi identificado. A família de Waltrudes da Luz Coppi, de 82 anos, reconheceu a vítima no Instituto Médico Legal (IML) de Itajaí. Waltrudes morava sozinha em Barra Velha, em um prédio na praia Central. Moradores avistaram o corpo boiando próximo à Colônia de Pescadores. Os bombeiros retiraram a vítima do mar, e não encontraram sinais de agressão. Segundo o IML de Itajaí, a provável causa da morte foi asfixia, por afogamento.
 
 
Peritos afirmam que homem levou tiro
Os peritos do Instituto Médico Legal (IML) de São Bento do Sul confirmaram, ontem, que o homem encontrado no último domingo carbonizado dentro de um Gol, em Rio Negrinho, foi morto com um tiro na cabeça. Foram encontrados vestígios de chumbo durante a necropsia.
A Polícia Civil acredita que somente depois, os envolvidos colocaram fogo no veículo dele.
A polícia ainda não tinha a confirmação do nome da vítima até ontem à noite. Supostos familiares do homem realizaram a coleta de amostras de DNA, ontem, no IML. O material foi encaminhado para o Instituto Geral de Perícias (IGP), em Florianópolis, e o laudo deve ser finalizado em 20 dias.
 
 
BLOGS
 
Paulo Alceu
 
Realidade
Ao receber ontem no gabinete os integrantes da Comissão do Conselho Nacional de Justiça, onde foi apresentado o resultado do mutirão carcerário em Santa Catarina, o governador Raimundo Colombo destacou a necessidade de um intenso trabalho na recuperação e qualificação dos presos. E argumentou que pesquisas revelam que a cada 10 presos libertados no país, pelo menos nove voltam às penitenciárias. Mas vejamos, o nosso Estado é o décimo nono a receber o processo que serve para rever a pena de presos dos regimes fechado e semi-aberto. Pois então, nesse mutirão que começou no dia 13 de junho 700 presos tiveram a liberdade concedida. De repente, diante da falta de uma política de recuperação a imensa maioria vai retornar ao crime. Tomara que não.
 
 
MÍDIAS DO BRASIL
 
 
Veículo: Agência Câmara
Editoria: Segurança
Assunto: Bombeiros anunciam greve de fome pela aprovação de PEC
 
 
Bombeiros anunciam greve de fome pela aprovação de PEC
Entre 250 e 300 bombeiros estiveram na Câmara para cobrar a aprovação das PECs.
O líder do movimento dos bombeiros em defesa da aprovação das PECs 300/08 e 446/06, cabo Daciolo, fará greve de fome, na Esplanada dos Ministérios, enquanto as propostas não forem aprovadas. O anúncio foi feito nesta terça-feira, durante reunião entre militares e deputados na Comissão de Segurança Nacional e Combate ao Crime Organizado. Vários outros bombeiros disseram que vão acompanhar o cabo no protesto.
Durante a reunião, o presidente da comissão, deputado Mendonça Prado (DEM-SE), disse aos manifestantes que, para avançar, a votação em segundo turno da PEC precisa da assinatura dos líderes do PT, Paulo Teixeira (SP); do PSDB, Duarte Nogueira (SP); do PSC, Ratinho Junior (PR); e do PMDB, Henrique Eduardo Alves (PMDB).
O deputado Francisco Escórcio (PMDB-MA), que também participou da reunião, anunciou apoio às propostas e foi tratado como “enviado por Deus” por Daciolo, que usou forte teor religioso em seus pronunciamentos. Cobrado para assinar a proposta em nome do partido – Escórcio é vice-líder do PMDB –, o deputado levou uma comitiva de militares a uma reunião com o presidente da Câmara, Marco Maia. Segundo relato dos bombeiros, Maia se comprometeu a colocar o assunto na pauta do Plenário na última semana de agosto.
A Polícia Legislativa da Câmara estima que entre 250 e 300 bombeiros estiveram na Casa para cobrar a aprovação das PECs.
A maioria dos militares que participavam da reunião disseram que não conheciam o teor das PECs. Diante do quadro, foi feita uma leitura coletiva da proposta. Durante o debate, diversos bombeiros apresentaram depoimentos emocionados ao relatarem a situação em que vivem, e vários choraram ao descrever seus dramas pessoais.
 
Recesso
O presidente da comissão especial que debate o piso salarial depoliciais e bombeiros, deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), participou de uma parte da reunião e afirmou que não será possível concluir a votação das propostas antes do recesso parlamentar.
 
Pedro França
Ao centro, Mendonça Prado (terno claro) e Arnaldo Faria de Sá particpam da reunião com os militares.
Faria de Sá disse que “não quer vender ilusão a ninguém” e lembrou que o Plenário da Câmara não tem pauta deliberativa nesta semana. Ele destacou a necessidade de articulação dos bombeiros para garantir que as PECs sejam votadas no início de agosto, após o recesso.
Apesar do alerta do deputado Faria de Sá, o cabo Daciolo, cobrou a mobilização dos militares para que a votação ocorra nos próximos dias. “Respeitamos a colocação do deputado Arnaldo Faria de Sá, mas quero dizer que nosso Deus é o Deus da causa impossível. Ele gosta das coisas impossíveis. Estamos aqui pela fé, em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo. E vamos sair daqui com a PEC votada.”