Área do associado

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Clipping do dia 12 de abril

12.4.2011
CLIPPING
12 Abril 2011
 
MÍDIAS DE SANTA CATARINA
 
Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Geral
Assunto: Novo cronograma da duplicação da BR-101 Sul
 
Dnit apresenta hoje novo cronograma da duplicação
Audiência em Brasília terá a presença de políticos e dirigentes de entidades de SC, que vão pressionar pela aceleração da obra
Após uma série de atrasos na duplicação da BR-101 Sul, que teve a primeira previsão de conclusão em 2008 e a última em 2014, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) vai apresentar, hoje, às 14h30min, o cronograma final da obra, em Brasília. É a primeira vez que será realizada uma audiência com todos os envolvidos no processo, e uma grande comitiva catarinense estará presente para pressionar pelo fim da morosidade.
A reunião será na Câmara dos Deputados, em Brasília, com previsão de participação do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, do diretor geral do Dnit, Luiz Antônio Pagot, e das empresas responsáveis pelos lotes da obra.
Lideranças de diversos segmentos no Estado participarão do encontro, junto com o Fórum Parlamentar Catarinense, para questionar e cobrar agilidade na conclusão da duplicação no trecho.
Os gargalos não são poucos: há quatro lotes com problemas de atraso (veja ao lado). Os mais complicados são os prolongamentos na licitação de projetos como o do Túnel do Morro do Formigão, em Tubarão (que teve as duas concorrentes desclassificadas) e do Túnel do Morro dos Cavalos, que ainda nem iniciou a disputa. Tudo indica que os prazos irão além de 2014.
O presidente da Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, Valmir Comin (PP), quer saber o porquê de a obra estar atravancada, se o governo federal insiste em garantir que tem verba para finalizar a execução.
– O problema só pode ser de gestão. Sou obrigado a concordar com o relatório da Fiesc (Federação das Indústrias de SC), pois está acontecendo tudo aquilo o que a entidade previu – observa Comin.
O último estudo da Fiesc, produzido em dezembro de 2010, apontava que a duplicação não ficaria pronta antes de 2014, como prometido em campanha pela presidente Dilma Rousseff (PT), mas somente em 2015. Se contar somente a duplicação, sem os túneis e a ponte de Laguna, a previsão do Dnit era até o final deste ano. Segundo a Fiesc, essa fase só acaba em 2014.
– A ponte sobre o Rio Araçatuba e o viaduto de acesso a Capivari de Baixo são obras demoradas, mas nada foi feito. Não sei como podem ficar prontos até o final do ano. O Dnit apresentou cronogramas muito otimistas até agora – diz o engenheiro responsável pelo relatório da Fiesc, Ricardo Saporiti, que também estará na audiência, em Brasília, hoje.
De acordo com o presidente do Fórum Parlamentar, Edinho Bez (PMDB), é a primeira vez que se realiza um encontro com todos os envolvidos na duplicação da BR-101 Sul para dar as justificativas dos atrasos e apresentação oficial do prazo.
– Assim que terminar a reunião, vou declarar que a decisão do Dnit será de governo. Se o prazo não for cumprido, iremos cobrar diretamente da presidente Dilma Rousseff.
 
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Geral
Assunto: Incêndio destrói casa de madeira
 
Incêndio destrói casa de madeira
Dez minutos foram suficientes para uma casa de madeira próxima à ponte Pedro Ivo, em Florianópolis, ficar totalmente destruída por um incêndio. O fogo começou por volta das 15h de ontem, e atingiu o único cômodo da residência.
Nada foi salvo. As chamas atingiram a rede de energia. As quatro pessoas que residiam no local não estavam no momento do incêndio. Vizinhos informaram que a família teria rixa com moradores de rua, que vinham ameaçando colocar fogo na casa. De acordo com a tenente Priscila Casagrande, o relatório tem duas hipóteses sobre causa do incêndio:
– Trabalhamos primeiramente com curto-circuito, mas vamos apurar a denúncia para ver se há possibilidades de ter sido incêndio criminoso.
O laudo deve ficar pronto em 30 dias e será entregue à Delegacia de Polícia da região para investigar o caso. A família foi encaminhada à Secretaria de Assistência Social para receber acolhimento.
Casa foi cenário de espancamento pela PM
Em março de 2010, na mesma casa, um morador foi espancado por dois policiais militares. O fotógrafo Guto Kuerten, do DC, flagrou o momento em que os homens agrediram o morador, que recebeu tapas no rosto e golpes pelo corpo com cassetete e um pedaço de pau. Após a sessão de violência, que durou 10 minutos, eles foram embora. O caso foi investigado pela polícia e pelo Ministério Público. Os PMs foram denunciados e serão ouvidos pela Justiça no dia 20 de abril.
 
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Geral
Assunto: Dez homens e uma missão
 
Dez homens e uma missão
No alto de uma chaminé de 20 metros de altura, um gato desafia os bombeiros num resgate perigoso que teve final feliz
Com olhos fixos para o alto, bombeiros, repórteres e curiosos aguardavam com ansiedade o desfecho de um salvamento difícil. O cenário parecia ter sido escolhido sob medida para aumentar a emoção: uma chaminé desativada com 20 metros de altura e com risco de desabar.
Lá em cima, o resgatado não tem nome nem dono. Mas tem tudo o que precisa para sobreviver, caso acontecesse o pior: fôlego, quatro patas e sete vidas. E, também, neste caso em particular, folhas de bananeira.
– O gato acabou caindo. Ao menos o visual lá do alto era lindo – brincou o soldado do Corpo de Bombeiros Fábio Machado dos Santos, que escalou a chaminé para resgatar o felino.
Como o gato foi parar lá e o que foi fazer, não se sabe. Há quem ache que ele subiu por dentro da chaminé, atrás de algo que o atraiu. O fato é que o animal estava ali desde quinta-feira, sem conseguir descer. Nas primeiras horas de ontem, o soldado Fábio e o sargento Ricardo Nildo da Silva deram início à escalada da chaminé.
Na metade do caminho, os problemas começaram: com a estrutura comprometida, os tijolos começaram a cair. Foi preciso uma corda, interligada da boca da chaminé até o chão, para ajudar na segurança dos agentes. Dez deles envolveram-se na retirada do animal.
No meio desta confusão, vez ou outra, o animal aparecia. Espiava, observando a movimentação, curiso como todo felino – e assustado. Com as orelhas em riste, mais parecia dizer: “Me tirem logo daqui!”. E a movimentação lá embaixo continuava e chamava a atenção de quem chegava para trabalhar ao prédio do lado, onde funciona o almoxarifado da prefeitura.
– É qual deles? O cinza? – perguntou Odete Carminatti, dos serviços gerais.
Não era. O gato no alto da chaminé era preto e branco, amigo dele. Ele, o tal cinza, e ainda um terceiro, bege, seriam gatos de rua que, juntos, viviam pela redondeza. Passavam boa parte do tempo no pátio do prédio.
Quase uma hora e meia depois, o bombeiro alcançou o topo. Começava uma verdadeira corrida de gato e rato. Primeiro, ele tentou alcançar o felino com um laço. Não funcionou. Aí apelou para uma rede. Também não deu certo. O corre-corre continuou até que o gato se atrapalhou na rede e ficou pendurado pelas patas dianteiras. Mas já não tinha mais forças. Acabou despencando e caindo em cima das folhas de bananeira, que amorteceram a queda. Com pressa para escapar dali, ele mal havia alcançado o chão, pulou um muro e correu, cheio de agilidade, entre as casas da vizinhança.
E a história do gatinho que um dia se refugiou no alto de uma chaminé acabou em final feliz.
 
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Geral
Assunto: Governo antecipa campanha após massacre no Rio
 
Governo antecipa campanha
Menos de uma semana depois do massacre em uma escola no Rio de Janeiro que deixou 12 alunos mortos, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, anunciou ontem que vai antecipar a campanha de desarmamento, que começaria em junho, para 6 de maio deste ano.
Para a campanha, um novo conselho gestor será criado e a primeira reunião já está marcada para a próxima segunda-feira (18), no Ministério da Justiça. Para formar o grupo, o ministério irá convidar integrantes do Ministério da Defesa, da Secretaria Especial de Direitos Humanos e também da Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal. Também representantes de secretarias estaduais e municipais de segurança pública, OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), CNJ (Conselho Nacional de Justiça), Senado e Câmara, além de representantes da sociedade civil, serão chamados.
– A ideia preliminar é que a campanha possa durar até o fim do ano, mas que seja permanente enquanto política – afirmou Cardozo.
 
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Geral
Assunto: Pais e professores debatem segurança
 
Pais e professores debatem segurança
Cerca de cem pessoas participaram de uma reunião ontem para discutir a reativação do projeto Patrulha Escolar, do 4º Batalhão de Polícia Militar da Capital. O encontro reuniu pais, professores e diretores de escolas do entorno da Bacia do Itacorubi na Associação de Moradores do Parque São Jorge. O projeto pretende desenvolver ações sociais.
 
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Política
Assunto: Investigação sobre Temer deve ser arquivada no STF
 
Investigação sobre Temer deve ser arquivada no STF
Para procurador-geral, novos indícios apontados pela PF não justificam a reabertura do caso
Em parecer encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pediu o arquivamento do inquérito que investiga o vice-presidente Michel Temer por suspeita de participação em um esquema de cobrança de propina de empresas detentoras de contratos no Porto de Santos (SP).
Segundo Gurgel, o Ministério Público Federal, em 2002, já havia se posicionado sobre o caso e determinado o arquivamento do processo por considerar que não havia indícios de participação de Temer. O vice seria investigado por crimes de corrupção ativa e corrupção passiva.
Temer é alvo de inquérito no STF por suspeita de corrupção. Em 2006, a Polícia Federal instaurou um inquérito para investigar se Temer teria recebido propina de empresas detentoras de contratos da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), que administra o porto.
Os pagamentos, segundo o inquérito, ocorreram na gestão de Marcelo de Azeredo (1995-1998), investigado conjuntamente com o vice, e indicado para o cargo pelo PMDB paulista.
Para Gurgel, os novos indícios apontados pela PF não justificam a reabertura do caso.
– As provas colhidas no curso da investigação não trouxeram elementos novos que autorizem a reabertura da investigação, já arquivada, contra Michel Temer.
Para o procurador-geral, todas as diligências realizadas tiveram por objeto fatos relacionados a Azeredo, seja por suposto acréscimo patrimonial, seja por eventuais atos praticados na condição de presidente da companhia.
Relator do caso no STF, o ministro Marco Aurélio disse que vai avaliar o parecer, mas que a tendência é que o inquérito seja arquivado.
– O que ocorre é que o Ministério Público é o titular da ação. Se ele [Gurgel] diz que não há indícios, não podemos ser mais realistas do que o Ministério Público.
Gurgel analisou o caso em 10 dias. O processo chegou ao STF em 28 de fevereiro, mas foi encaminhado ao Ministério Público em 1º de abril.
O caso começou em 2000, quando a ex-mulher de Azeredo entrou com ação de dissolução de união estável na Vara da Família em Santos. Nesse processo cível, ela juntou planilhas e documentos que indicavam, segundo o inquérito, o pagamento de propina.
O caso chegou ao Supremo em 28 de fevereiro e, na semana passada, seguiu para a Procuradoria-Geral da República, que poderia determinar a realização de novas diligências.
 
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Polícia
Assunto: Diretor de Presídio atira para o alto
 
Diretor atira para o alto
O diretor do Presídio de Caçador, no Meio-Oeste, encontrou uma maneira perigosa de ver se os vigias noturnos da instituição estavam atentos.
Mas, ao chegar sem avisar, na madrugada de domingo, Jair Boaventura levou um susto e deu um tiro de pistola – que não atingiu ninguém – no teto da recepção. Ele alega ter encontrado as luzes apagadas e se assustado com o vigia, que estaria dormindo, por volta da 1h.
– Levei um susto ao ver o vigilante na escuridão. Pensei que alguém tinha invadido e atirei – afirma.
Além do vigia, que já foi afastado e aparece nas imagens do circuito interno usando pijama e carregando um colchão, três agentes e dois policiais militares – que teriam demorado para aparecer – estavam no local.
Ele diz que queria testar a segurança da unidade, que teve uma fuga no regime semiaberto no sábado.
 
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Polícia
Assunto: Médico deve deixar hospital
 
Médico deve deixar hospital
O médico ortopedista Fernando César Buchen deverá receber alta esta semana do Hospital Santa Isabel, em Blumenau, segundo a assessoria de imprensa da entidade hospitalar.
Ontem, o juiz da 3ª Vara da Área Criminal de Gaspar, Sérgio Agenor de Aragão negou o pedido da defesa, para que a esposa de Buchen o acompanhasse 24 horas por dia. O magistrado negou a solicitação, alegando “que o acusado já vem sendo tratado, não somente de suas moléstias físicas, bem como das emocionais”.
A titular da Delegacia de Proteção à Mulher, Criança e Adolescente de Blumenau, Rosi Serafim, disse ontem que oito vítimas já se manifestaram, mas que, por ser um caso de atentado ao pudor, não dará informações.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Polícia
Assunto: Um plano para matar dois chefes da segurança em SC
 
Um plano para matar dois chefes da segurança em SC
Revelação está em uma das cartas apreendidas pela Polícia Civil, com quadrilha ligada à organização criminosa Primeiro Grupo Catarinense. Os alvos eram os diretores da Penitenciária de São Pedro de Alcântara, Carlos Antônio Gonçalves, e do Departamento de Administração Penal (Deap), Adércio Velter
Assaltos, tráfico de drogas e agora ordens para assassinato de autoridade do sistema prisional. São “obras” do Primeiro Grupo Catarinense (PGC). A mais recente descoberta da polícia seria um atentado contra o diretor da Penitenciária de São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis, a cadeia de segurança máxima do Estado e onde está o comando da facção criminosa.
O plano do PGC era executar o diretor da Penitenciária de São Pedro de Alcântara, Carlos Antônio Gonçalves Alves. A revelação está em cartas apreendidas pela Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic) no fim de semana em poder de um dos presos da operação Al Capone.
A polícia acredita ter frustrado o plano de morte com a prisão da quadrilha e principalmente de Davi Schroeder, o Gângster, apontado como um dos líderes do PGC fora da cadeia. Ontem à tarde, o diretor do Departamento de Administração Prisional (Deap), Adércio José Velter, disse ao Diário Catarinense que, além do diretor de São Pedro de Alcântara, ele próprio seria um dos alvos.
– Sabíamos (dos planos de mortes). Contra ele, contra mim e outras autoridades do sistema. É do nosso cotidiano. Estamos sendo vítimas de diversas ações dessa facção já há algum tempo – afirmou o diretor.
Para Adércio, o PGC pretende desestabilizar o sistema prisional e assim o fez recentemente ao divulgar pela imprensa carta denúncia em que os detentos reclamavam de tortura, ameaças e fome em São Pedro de Alcântara – a prisão abriga 1,3 mil homens. O diretor da Deic, delegado Cláudio Monteiro, evitou falar sobre o plano.
Mais transferências de presos do grupo
O Deap anunciou que, para desarticular a facção, intensificará as transferências das suas lideranças. Desde o ano passado, 19 presos do grupo foram transferidos para presídios federais de outros estados. O Deap aguarda resposta da Justiça sobre pedido de mais 21 remoções.
Outra medida que o Deap pretende para evitar a expansão e atuação da organização é a aplicação no Estado do regime disciplinar diferenciado (RDD). A iniciativa ficou em evidência no Brasil para isolar e conter ações de presos líderes de facções como Marcos Camacho, o Marcola, em São Paulo (Primeiro Comando da Capital), e Fernandinho Beira-Mar (Comando Vermelho).
Os bilhetes do PGC em poder da polícia têm sido dobrados em pequenos pedaços. Policiais acreditam que eles saem das prisões nas visitas, pois seriam colocados em partes íntimas de mulheres para não serem percebidos nas revistas.
As cartas mostram ordens que vão desde a prática de crimes como assaltos ao comércio, até a cobrança de dízimos entre os “irmãos” (como são chamados os integrantes).
O Deap está intensificando o controle das visitas nas prisões e informando as polícias por seu setor de inteligência quando ameaças são constatadas. Nas cartas e cadernos apreendidos com Gângster, a Deic descobriu que a facção fez até uma rifa para angariar dinheiro.
Foram confeccionados dois mil bilhetes. A premiação incluía moto, TV LCD e um DVD. O grupo usaria parte da arrecadação para pagar advogado e tentar livrar da cadeia um preso. O restante serviria para comprar drogas e armas.
 
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Polícia
Assunto: Primeiro Grupo Catarinense – PGC
 
O homem responsável por cobranças e castigos
Davi Schroeder, 27 anos, o Gângster, tem histórico no crime mas não era sequer procurado pela polícia antes da Operação Al Capone. Ele havia sido solto ano passado. Em 2005, foi sido denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por tráfico de drogas de dentro do Presídio da Capital.
Ele foi o único entre os seis presos apresentados no auditório da Deic, na manhã de ontem, a não esconder o rosto aos jornalistas. Manteve olhar sério na direção de fotógrafos, repórteres e policiais.
Segundo a polícia, era ele quem recebia as ordens vindas da Penitenciária de São Pedro de Alcântara. Era o primeiro contato dos líderes do PGC, fora do presídio. É a função que o grupo chama de disciplina. Se alguém ligado ao PGC faz alguma coisa sem que os cabeças saibam ou descumpre uma ordem, é submetido a uma punição. E cabia a Gângster encontrar um jeito de cumprir a ordem.
Na mesa do diretor da Deic, ao lado das drogas, havia uma jaqueta em que estava escrito Gângster nas costas. Davi vestia a roupa ao ser preso, segundo o delegado Cláudio Monteiro. No auditório, Gângster vestia uma camisa do Milan com o número 70. “Setenta” é, também, o apelido de Nelson de Lima, um dos líderes e fundadores do PGC, preso pela Deic em 2010, em Florianópolis.
A mulher de Gângster, Thaise Danielle da Conceição, 23, manteve uma toalha sobre a cabeça durante todo o tempo. Grávida de oito meses, dizia aos gritos ser inocente, trabalhadora, dona de restaurante e rejeitava a exposição no local pela polícia. Os outros presos ficaram a maior parte do tempo em silêncio e demonstravam irritação com a imprensa e a polícia.
Advogado nega existência de provas
O advogado Cleoberson Cachambu Pain, um dos defensores de Davi Schroeder, disse que não há provas para a prisão por tráfico de drogas e que nas cartas apreendidas com ele não constava nenhum plano de morte de autoridade ou algo que o associe ao PGC. O advogado afirmou ainda que Davi foi absolvido este ano no Tribunal do Júri de uma acusação de homicídio no Bairro Monte Cristo.
Davi deverá ser julgado em outro júri, em Palhoça, por tentativa de homicídio contra policiais militares na fuga de um assalto. O advogado alega inocência.
 
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Polícia
Assunto: Entrevista com a Polícia sobre o caso PGC
 
“A polícia não tem como agir sozinha”
ENTREVISTA Cláudio Monteiro, diretor da DeicO diretor da Deic, delegado Cláudio Monteiro, pediu 25 prisões de integrantes do PGC à Justiça. Ontem de manhã, relatou que a polícia não consegue mais agir sozinha para conter a organização. Veja os principais trechos da entrevista.
 
Diário Catarinense – Como surgiu as suspeitas contra a quadrilha?
 
Cláudio Monteiro – Através de investigações, mas não vou abrir muita coisa. Esse pessoal já era para estar preso há muito tempo. Temos um inquérito de 2010 com pedido de 25 prisões. Alguns (indiciados) já morreram, outros já foram presos. Todos são relacionados ao PGC.
 
DC – Esses pedidos de prisão foram deferidos?
 
Monteiro – Já estão com a Justiça. Não sei o resultado ainda.
 
DC – E o combate a essa facção, como pretende agir?
 
Monteiro – Uma coisa não dá para descartar: a polícia não tem como agir sozinha. O meu limite como policial tem um ponto x. Um ponto x depende de uma atuação do Judiciário e do MP. Sozinhos não temos como agir.
 
DC – Qual era a atuação do Davi Schroeder, o Gângster?
 
Monteiro – Segundo relatos na carta, além dessa coisa de disciplina, também havia a incumbência de arrecadar o dízimo e distribuir a mercadoria. É uma imposição que essa facção criminosa faz. Tem que repassar 10%. Há registros da facção em Florianópolis, Palhoça, Penitenciária Centro, COT (ala de contêiner), presídios da Capital e Biguaçu, máxima (ala), Chapecó, Itajaí, Joinville, Curitibanos, Ituporanga.
 
DC – Que função ele tinha?
 
Monteiro – Disciplina geral do Estado, que é o contato fora da cadeia. Segundo informações, o PGC é gerido por um conselho. São 20 (presos) que estão em São Pedro de Alcântara. Toda pessoa que está no grupo tem apelido. Quando uma carta sai de São Pedro de Alcântara, sai vistada pelos integrantes.
 
DC – Alguns policiais comentam sobre a suspeita da participação de advogados…
 
Monteiro – Prefiro não comentar.
 
DC – Entre os 25 indiciados nesse inquérito há advogados?
 
Monteiro – (fica em silêncio).
 
DC – Alguns investigadores suspeitam que mais de mil presos sejam integrantes do PGC.
 
Monteiro – Não acredito que tenha mais de mil. Uma pessoa que foi presa dusse que há “um bando de casqueiros” (bandidos pouco perigosos).
 
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Veículo: A Notícia
Editoria: AN. Joinville
Assunto: Inauguração de três delegacias fica para maio
 
Vai demorar mais um pouco
Apesar do anúncio do governador, as três delegacias devem abrir apenas em maio
A inauguração criou expectativa, que causou espera e que virou promessas não cumpridas. Este é o resumo da novela envolvendo as três novas delegacias de Joinville. Os prédios já estão prontos desde que foram reformados e alugados pelo governo, em abril do ano passado.
Como os contratos de locação são anuais, cada unidade tem custado R$ 5 mil por mês aos cofres públicos estaduais. Mas nenhum policial pisou nessas delegacias, que estão sem funcionar. A explicação, desde o ano passado, é de que falta efetivo para os trabalhos começarem.
O último capítulo de espera parecia estar chegando ao fim quando o governador Raimundo Colombo (DEM) afirmou que as três unidades abririam as portas ontem. Colombo fez a promessa ao lado do secretário do Estado de Segurança Pública, César Grubba, durante visita a Joinville no dia 8 de fevereiro.
O delegado regional Dirceu Silveira Júnior ainda espera o reforço da última turma em formação da Polícia Civil para tentar ativar as unidades.
Os novos policiais vão se formar na segunda-feira da semana que vem e, para atrasar ainda mais o início dos trabalhos, terão mais duas semanas de prazo para se apresentarem em Joinville. Ou seja: as três delegacias ainda não terão reforço e vão seguir fechadas em abril.
A assessoria do governador Raimundo Colombo explicou, na semana passada, que ele acreditava na inauguração na data combinada porque a formatura da turma de policiais civis estava prevista para o começo deste mês. A data inicial havia sido definida pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa do Cidadão.
O prazo teria sido adiado desta vez por causa de questões burocráticas, segundo o governo do Estado. Os formandos da polícia ainda precisam concluir os procedimentos de porte de arma e outras obrigações administrativas para só depois poderem iniciarem o trabalho nas delegacias de Joinville.
A previsão das autoridades, agora, é de que a nova turma de policiais esteja pronta para o trabalho no começo do mês que vem, quando o efetivo será distribuído entre as cidades de Santa Catarina.
 
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Veículo: A Notícia
Editoria: AN. Joinville
Assunto: Número de policiais é incerto
 
Número de policiais é incerto
A distribuição dos novos policiais deve acrescentar mais um capítulo na história das três delegacias. Na última visita a Joinville, Raimundo Colombo garantiu um escrivão e seis policiais, além de um delegado por unidade.
O delegado regional Dirceu Silveira Júnior considera necessário ao menos um delegado, dois escrivães e nove policiais para que cada unidade possa funcionar. “É uma conta mínima”, defende.
Apesar do número prometido por Colombo, a quantidade de policiais que serão enviados para Joinville é incerta. A certeza é de que os primeiros colocados no concurso terão prioridade na hora de escolher a cidade de atuação.
O restante será distribuído conforme as necessidades. “Trabalhamos com a expectativa de abrir as três, mas não há números no papel”, diz Dirceu. O remanejamento de policiais nas delegacias é descartado pela falta de efetivo.
Um exemplo foi mostrado em reportagem no começo do ano feita pelo “Jornal do Almoço”, da RBS TV, que registrou a delegacia do Costa e Silva fechada por mais de uma hora em duas noites. A justificativa foi de que o único funcionário de plantão precisou interromper o atendimento para jantar.
 
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Veículo: A Notícia
Editoria: AN. Joinville
Assunto: Cliente furtava de madrugada
 
Cliente furtava de madrugada
A desconfiança de que o material de sua empresa, localizada em um parque industrial no bairro Itinga, em Joinville, estava sendo furtado há alguns meses foi confirmada na madrugada deste sábado. O dono Silvestre Carvalho, 43 anos, foi avisado por um funcionário de uma empresa vizinha de que uma caminhonete Ford Ranger azul havia entrado no pátio da fábrica com os faróis desligados e teria saído carregada.
Pela descrição do veículo, Carvalho chegou ao nome de Lourival de Souza, 41 anos, cliente há cerca de um ano. Ele acionou a polícia, que foi até a residência de Lourival, no bairro Paranaguamirim, e localizou o material em uma fábrica improvisada anexa à residência. Segundo o policial civil Charles Rogério Goulart, que atendeu à ocorrência, o material encontrado era idêntico ao descrito pelo dono da empresa. “Ele (Lourival) confirmou que havia pego o material de madrugada e que já tinha repetido a ação em outras três vezes. Disse que pagou R$ 700 pelo material e que não recebeu nota fiscal, mas o valor é irrisório diante do que foi encontrado”, diz o policial.
Na casa, foram apreendidos cerca de 300 metros quadrados em chapas de isolamento termo-acústico, avaliadas entre R$ 30 mil e R$ 40 mil. O material está retido na Central de Polícia. As chapas eram utilizadas para a fabricação de carrinhos de lanches. “Um carro destes custa entre R$ 10 mil e R$ 15 mil, mas ele vendia por R$ 3 mil ou R$ 4 mil”, relata Charles.
Ainda segundo o policial, Lourival afirmou que um funcionário da empresa o ajudava. “Ele disse que havia alguém que separava o material para ele buscar”, conta. O funcionário acusado já foi localizado e também irá depor. Lourival foi autuado em flagrante por receptação e encaminhado ao Presídio Regional de Joinville.
 
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Polícia
Assunto: Crimes e ocorrências
 
Empresário morto na saída do banco
Aldo Ern levava malote com dinheiro quando foi abordado pelos bandidosO empresário Aldo Ern, 64 anos, foi assassinado ontem, na saída de um banco, em Camboriú, Litoral Norte do Estado, após reagir a um assalto. Ern levou dois tiros e duas facadas.
Ele carregava um malote com dinheiro e estava com a mulher quando foi abordado por dois homens, próximo à agência, a poucos metros da delegacia da cidade.
Segundo a Polícia Militar, a mulher de Ern não foi baleada devido à atitude de um policial de folga. O soldado João Flaviano Harnisch estava em uma lanchonete próxima ao banco, quando viu o assalto e interveio:
– Eu fiquei na frente da mulher, disparei contra os assaltantes. Mas eles fugiram – conta.
Na fuga, a dupla usou um Corsa Sedan verde, segundo a polícia, sem registro de furto. Pouco depois, o veículo foi encontrado com manchas de sangue. Testemunhas contaram aos policiais que os homens teria continuado a fuga em um Ford Ka branco. O valor levado não foi divulgado.
O empresário assassinado era dono de três postos de combustíveis na vizinha Balneário Camboriú, onde morava com a família, mas era nascido em Vidal Ramos, para onde o corpo foi levado ontem para ser enterrado.
A polícia fez buscas, mas, até o fim da tarde, ninguém havia sido preso.
 
 
Em briga, homem mata ex-cunhado
Uma briga de família resultou na morte de Valmir Carlos Correa, 35 anos, na noite de domingo, no Distrito de Pirabeiraba, em Joinville. Inconformado com a separação, Gilmar Kuelhkamp, 41 anos, conhecido como Mário, matou o irmão da ex-mulher com cinco tiros, em frente a um bar, no Bairro Rio Bonito.
A discussão entre a vítima e o ex-cunhado começou no sábado, segundo vizinhos.
– Eles se quebraram a pau. O Mário dizia que ia matar a ex-mulher e o Valmir foi defender – diz um morador, que preferiu não se identificar.
No domingo, segundo familiares, Valmir estava em uma festa nos fundos do bar com a irmã. O sobrinho deles, Edinei Maçaneiro Zinke, 19 anos, conta que Gilmar chegou quase no fim da festa e Valmir decidiu levar a irmã embora para evitar confusão.
– Meu tio levou ela embora e voltou para saber se o Mário queria conversar com ele. O cara respondeu que sim e saiu atirando – conta Edinei.
Gilmar, o suspeito de ter matado Valmir, foi detido na mesma noite. Ele foi encontrado escondido embaixo de um caminhão.
 
 
 
BLOGS
 
Moacir Pereira
 
Skudlark: “Proteção ao transporte de cargas”
Deputado Maurício Eskudlark (PSDB) pediu providências da Polícia Federal e sugeriu uma ação integrada entre as polícias civis dos estados para coibir e investigar os roubos que acontecem nos veículos que transportam cargas no Estado. Só no primeiro trimestre deste ano, as empresas já contabilizaram um prejuízo ao redor de R$ 800 milhões ao setor em todo o país.
Documento sobre o grave problema foi encaminhado ao governador Raimundo Colombo alertando para o problema e solicitando empenho para mobilização do setor policial. De acordo com levantamento das entidades representantes do setor, o Sul do país é a segunda região com maior numero de ocorrências, só perdendo para a região Sudeste. Santa Catarina, por sua vez, é o segundo estado que mais paga prêmio de seguro para estes casos, ficando atrás apenas de São Paulo.
 
 
Aconteceu na Alesc
 
Assembléia Legislativa, 12 de abril de 2011 (terça-feira)
 
*Reunião da Comissão de Justiça
Local: Sala das Comissões
Horário: 9 horas
Em pauta: A Comissão de Finanças e Tributação vai usar o primeiro horário para votar o projeto de minirreforma administrativa, que voltará à CCJ
 
* Reunião da Comissão de Trabalho e Serviço Público
Local: Sala das Comissões
Horário: 11 horas
 
* Sessão ordinária
Local: Plenário
Horário: 14 horas
 
* Missão parlamentar se reúne com Ministro dos Transportes para tratar da conclusão das obras da BR -101 Sul
Local: Plenário 12, Anexo 2, Câmara dos Deputados
Horário: 14h30min
 
* Lançamento do livro ?A ferrovia no Vale do Itajaí ? Estrada de Ferro Santa Catarina?, de Angelina Wittmann
Local: Hall
Horário: 19 horas
 
 
 
MÍDIAS DO BRASIL
 
 
Veículo: Portal Último Segundo
Editoria: Brasil
Assunto: PMs que evitaram mais mortes em escola serão promovidos
 
 
PMs que evitaram mais mortes em escola serão promovidos
Um dos promovidos será o terceiro-sargento Márcio Alves, que atirou em Wellington
Os três policiais militares que entraram na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, e conseguiram evitar que mais crianças fossem mortas pelo atirador Wellington Menezes de Oliveira, serão promovidos nesta terça-feira (12).
O terceiro-sargento Márcio Alexandre Alves, que atirou em Wellington, será promovido a segundo-sargento. Já os cabos Denílson Francisco de Paula e Ednei Feliciano da Silva passarão a terceiro-sargento.
A condecoração será feita às 9h30 de amanhã no salão nobre do quartel-general da PM. A cerimônia contará com as presenças do vice-presidente da República, Michel Temer, do governador Sérgio Cabral, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame e o comandante-geral da PM, coronel Mário Sérgio de Brito Duarte.
Ocorrido na última quinta-feira (7), o massacre na Tasso da Silveira deixou 12 estudantes mortos. Wellington Menezesse matou com um tiro na cabeça após ser baleado.
 
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Veículo: Portal G1
Editoria: Brasil
Assunto: 34 são presos em duas operações policiais em Pernambuco
 
 
34 são presos em duas operações policiais em Pernambuco
Presos são suspeitos de envolvimento em tráfico, homicídios e roubos.
Operações Mulher Rendeira e Faixa Amarela ocorrem em cinco cidades.
Sete são presos em operação contra tráfico de drogas em Pernambuco Duas operações que ocorrem simultaneamente, nesta terça-feira (12), no interior de Pernambuco, resultaram na prisão de 34 pessoas, segundo a assessoria de imprensa da Polícia Civil. Dos presos, 33 possuíam mandados de prisão expedidos e um foi preso em flagrante. Dois Mandados de prisão permanecem em aberto.
As operações Mulher Rendeira e Faixa Amarela ocorrem em ação conjunta entre as polícias Civil e Militar. As prisões foram efetuadas nas cidades de Caruaru, Agrestina, Altinho, Brejo da Madre de Deus e Santa Cruz do Capibaribe.
Segundo a polícia, os presos, investigados desde dezembro de 2010, são suspeitos de envolvimento em tráfico de drogas, homicídios, formação de quadrilha, receptação e roubos. Mais de 300 policiais participam das operações nesta terça-feira.
 
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Veículo: Portal G1
Editoria: Brasil
Assunto: PM atira em pneus de carro de motorista em BH
 
 
Após multa e discussão, PM atira em pneus de carro de motorista em BH
PM diz que atirou nos pneus para evitar fuga do suposto infrator.
Motorista nega que tenha tentado fugir ou agredir policial.
Um policial militar e o motorista de um carro se desentenderam durante a aplicação de uma multa de trânsito no bairro Savassi, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, nesta segunda-feira (11). Durante a discussão, o militar teria atirado em dois pneus do carro do motorista.
De acordo com o PM, o carro do homem de 71 anos estava estacionado em local proibido, perto de um ponto de ônibus, na Avenida Getúlio Vargas, na Região Centro-Sul da capital. Ainda segundo o policial, ele teria sido desrespeitado quando redigia a multa e atirou nos pneus do carro para evitar que o suposto infrator fugisse. “Foi consciente para evitar um mal maior. Foi efetuado um disparo no pneu traseiro porque ele jogou o carro em cima da minha pessoa. Em seguida, ele não obedeceu a voz de parar e ele tentou contra um agente da BHTrans, no momento em que eu efetuei um disparo no outro pneu”, diz o policial.
O motorista do carro disse que não agrediu o policial e os agentes de trânsito que estavam no local. Ele disse ainda que não tentou fugir e deu marcha ré no carro para sair da frente de uma garagem. “Eu liguei o carro para dar uma ré. Ele pega a arma e não sei o que aconteceu na cabeça dele, não”, completa.
O motorista e o policial militar foram levados para a delegacia de trânsito do Departamento Nacional de Trânsito (Detran), na capital, para prestar depoimento. De acordo com a polícia, o homem foi multado por estacionar em local proibido e pode responder a processo por desacato à autoridade. O policial pode responder pelo crime de dano a patrimônio particular.