Área do associado

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Clipping do dia 10 de agosto

10.8.2011
CLIPPING
10 de agosto 2011
 
MÍDIAS DE SANTA CATARINA
 
Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Visor
Assunto: Terreno em Biguaçu
 
DEPÓSITO SEM FUNDO
Lembram do terreno anunciado pela Secretaria de Segurança, em Biguaçu, como solução para os problemas do depósito de carros apreendidos por decisão judicial e que se acumulavam nas delegacias? Dá só uma olhada como ficou parte dos veículos transferidos para a área de 40 hectares, ontem à tarde. Bastou dois dias de chuvarada forte para o Rio Biguaçu subir e praticamente engolir a frota. A propósito: em caso de perda total do veículo pelo alagamento do terreno, quem paga o prejuízo ao proprietário?
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Geral
Assunto: Tempo fechado
 
Chuva e vendaval atingem mais de 130 mil no Estado
Alagamentos, deslizamentos e destalhamentos foram registrados em 28 municípios e quatro estão em situação de emergência
Mais de 130 mil pessoas foram afetadas pelas chuvas e ventos dos últimos três dias no Estado. Segundo dados da Defesa Civil, até a noite de ontem, 28 municípios catarinenses tinham sofrido os impactos dos grandes volumes de água e das rajadas de vento. Quatro cidades decretaram situação de emergência – Alfredo Wagner, Cordilheira Alta, Lages e Três Barras.
De acordo com a Defesa Civil, outras duas cidades – Rio do Sul e Xanxerê – providenciavam ontem à noite a documentação necessária para entrar nesta lista. Os registros apontam que, desde 2005, não chovia tanto no mês de agosto em Santa Catarina. Só as cidades de São Joaquim, Urubici e São José superaram a média de chuvas de todo o mês em 24 horas, alcançando e até ultrapassando os 100 milímetros de água.
Os impactos mais sentidos em Santa Catarina nos últimos dias foram as enxurradas, afetando 17 cidades. Mas houve também vendaval e granizo, como em Rio do Sul e Xaxim. Em Piratuba, o vendaval fechou acessos na cidade e as aulas tiveram que ser interrompidas.
Em seis cidades do Meio-Oeste, em decorrência dos ventos, ontem de manhã, três torres de alta tensão tombaram e outras três foram danificadas, prejudicando os sistemas de transmissão e distribuição de energia elétrica da Celesc.
Cerca de 24 mil pessoas chegaram a ficar sem luz na região. Segundo a Celesc, os problemas ocasionados pelos ventos e pelas descargas elétricas estão resolvidos e, no final da tarde de ontem, menos de 2% das unidades consumidoras do Estado estavam sem energia elétrica.
A instabilidade que atingiu o Estado deve se deslocar para o mar e para o centro do país. Mas a Defesa Civil mantém o alerta no litoral e no Vale do Itajaí, onde ainda pode haver chuva fraca entre hoje e amanhã. Mas a previsão aponta a predominância de tempo seco em todo o Estado.
No litoral, o sol deve intercalar com nuvens e chuva fraca até a manhã de quinta-feira. As temperaturas em todas as regiões devem ficar amenas. Em Florianópolis, a máxima prevista é de 20 graus e, no Oeste, a temperatura pode chegar a 23 graus no período da tarde.
 
Água na janela em Lages
Lages foi uma das cidades mais afetadas pelo temporal dos últimos dias. Dos 68 bairros, pelo menos 30 tiveram problemas com deslizamentos, alagamentos e vento forte. O prefeito Renato Nunes de Oliveira decidiu decretar situação de emergência. A Defesa Civil monitorou pelo menos seis bairros atingidos pelo vendaval.
Mais de 40 famílias tiveram prejuízos e receberam lonas dos bombeiros para cobrir as casas. Os alagamentos atingiram 24 bairros. A Defesa Civil não tem um levantamento do número de pessoas atingidas, mas pelo menos uma família do Bairro Habitação ficou desabrigada por conta de alagamento e precisou ir para um dos seis abrigos públicos disponibilizados pela prefeitura. Várias outras famílias ficaram desalojadas e precisaram ir para as casas de parentes e amigos.
O Rio Carahá, que corta a cidade, transbordou em alguns pontos na região central, o que provocou a interdição do trânsito em determinados trechos. A água, porém, voltou ao leito do rio e o nível já estava normalizado no meio da tarde de ontem.
 
Risco continua mesmo com o sol
A volta do sol às cidades nos próximos dias não elimina o risco dos impactos ocasionados pelas chuvas. Se a infiltração de água já tiver feito o solo se deslocar, qualquer chuva, até mesmo fraca, pode causar movimentos ou até deslizamentos maiores.
– O solo que foi movimentado nas chuvas de 2008, em Blumenau, por exemplo, pode escorregar de vez em uma chuva agora. O risco é permanente – explica o geólogo Rodrigo Del Olmo Sato, integrante do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Santa Catarina.
O geólogo explica que essas áreas exigem constantemente monitoramento e que qualquer construção nesses locais, deveria ser proibida. O especialista urbano da Universidade Federal, Elson Manoel Pereira, explica que a ocupação desordenada trata de problemas sociais, já que quem não tem onde morar vai para essas áreas.
Mas, além disso, há cidades inteiras, como do Vale Itajaí, que foram fundadas em regiões naturalmente inundáveis, por serem baixas e à margem dos rios. Por isso, o combate aos prejuízos da chuva é praticamente impossível.
Ele defende medidas para amenizar os impactos, como o investimento em estruturas de água pluvial e em sistemas de escoamento, além de projetos para a maior absorção do solo. Outra medida apontada pelos estudiosos é o mapeamento das áreas de risco, para se poder investir em políticas de prevenção mais individualmente. Ações que são apontadas pelo Estado como atribuições das defesas civis municipais.
– O município está na ponta, na base. Legalmente, ele tem a legislação e o controle do solo urbano – afirma o secretário da Defesa Civil Estadual, Geraldo Althoff.
O secretário explica que os trabalhos são para apoiar iniciativas de prevenção das cidades e atender a qualquer pedido de emergência. Pela falta de mapeamento estadual, não há como estimar quantos vivem em áreas de risco em SC. Mas já há alguns levantamentos municipais, como o da Defesa Civil de Blumenau, concluído em 2008, que aponta 120 pessoas vivendo em áreas de risco, sujeitas a desmoronamentos.
 
Estradas acumulam fila de problemas
As estradas estaduais e federais também sofreram impactos pelas chuvas em Santa Catarina.
A Polícia Rodoviária Federal registrou problemas de alagamentos em pontos da BR-101, como na área do distrito industrial de São José. Houve também a formação de buracos na rodovia e o grande acúmulo de água exigiu a limpeza da BR-101 na região do Morro dos Cavalos.
Na SC-401, uma pista precisou ser interditada, na noite de ontem, pelo Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra), para se fechar um buraco com cerca de um metro de diâmetro, no quilômetro 11, nas imediações do Corporate Park.
Outros trechos pelo Estado, de rodovias federais e estaduais, chegaram a ser totalmente ou parcialmente interditados por queda de barreiras, ocasionadas pelo excesso de chuvas.
A recomendação das polícias rodoviárias é que, em caso de chuva intensa, o motorista reduza a velocidade, aumente a distância entre os veículos, trafegue com os faróis baixos acesos e redobre a atenção na direção.
Veja no quadro ao lado alguns dos principais problemas registrados nas rodovias de Santa Catarina na tarde de ontem.
 
Mais de 8 mil afetados
Em todo o Alto Vale, cerca de 8,8 mil pessoas foram afetadas pelas cheias, segundo a Defesa Civil. Com o nível do rio ultrapassando a barreira dos oito metros, 55 ruas de seis bairros de Rio do Sul ficaram alagadas, invadindo inúmeras casas e afetando cerca de duas mil pessoas.
Com as cheias, as aulas na rede municipal de ensino foram canceladas ontem à tarde. Hoje, conforme a prefeitura, não haverá aula nas redes municipal e estadual. Foram ativados quatro abrigos para atender às 50 famílias desabrigadas, número que poderia aumentar no decorrer da madrugada de hoje. A estimativa das autoridades era de que o nível do rio chegasse aos 9 metros. Com essa marca, outras 50 ruas da cidade poderiam ficar debaixo d’água.
Em Brusque, ontem à tarde, a Defesa Civil e os bombeiros já haviam atendido 14 ocorrências de desmoronamentos. O mais grave foi na casa da família de Maria Aparecida Giacomelli, 46 anos. O morro nos fundos da residência deslizou e atingiu o quarto do filho. Cinco famílias foram orientadas a deixarem as casas, mas não houve registro de desabrigados.
No Centro, a Avenida Beira Rio, que serve como canal extravasor quando o Rio Itajaí-mirim está com o volume além do normal, foi ocupada pelas águas. Até a tarde de ontem, o rio estava 3,6 metros acima do normal. A expectativa era que mais água descesse das nascentes. Segundo os bombeiros, a previsão era que parasse de chover nas duas cidades.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Geral
Assunto: Servidores de São José param hoje
 
Servidores param hoje
Funcionários públicos querem hora-atividade para professores e plano de cargos e salários
Uma assembleia geral, hoje, deve aprovar o início da greve dos servidores municipais de São José, na Grande Florianópolis. Eles reivindicam um plano de cargos e salários e mudanças na carreira do magistério, como criação da hora-atividade.
O indicativo de greve foi aprovado na última assembleia geral, em 3 de agosto. Um dia antes, a prefeitura protocolou na Câmara de Vereadores um plano de cargos e salários, que não chegou a ser analisado pela categoria. Ele abrange funcionários da saúde, administração e Universidade de São José.
Os trabalhadores dizem que não tiveram acesso ao plano antes da assembleia de 3 de agosto e que vão analisar a proposta ainda hoje.
– De qualquer maneira, amanhã (hoje) começa a greve – garante o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de São José (Sintram), Jumeri Zanetti.
Os professores pedem que um terço da carga horária seja para a hora-atividade. Na pauta, também está o pagamento do piso nacional do magistério – R$ 1.187 por 40 horas semanais – para os auxiliares pedagógicos. De acordo com Jumeri, eles deveriam receber R$ 890 por 30 horas, mas ganham R$ 790.
A prefeitura de São José entregou ontem uma contraproposta. O secretário de Administração, Érico Koening, diz que 90% das exigências foram atendidas. E que só o magistério não foi incluído no plano de cargos e salários por já ter um desde 2006, ao contrário dos demais servidores. Mesmo assim, ele garante que atendeu outros pedidos dos professores.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Reportagem Especial
Assunto: Turismo
 
 
PF estoura esquema de desvio e prende 35
Operação Voucher descobre fraude de R$ 3 milhões em convênios para capacitação profissional no Amapá
Depois de crises que atingiram nas últimas semanas os ministérios dos Transportes, Cidades, Defesa e Agricultura, agora é a vez de o Turismo entrar no corda bamba da Esplanada: a Operação Voucher, da Polícia Federal, prendeu 35 pessoas – entre elas, Frederico Costa, secretário executivo da pasta e apreendeu R$ 610 mil. A Polícia Federal cumpriu 38 mandados de prisão e de apreensão expedidos pela Justiça. A operação ocorreu em Brasília, São Paulo e Macapá. A base aliada do governo reage com indignação aos escândalos, o que pode encorpar a ideia de uma CPI, defendida pelos adversários.
A Operação Voucher apura supostos desvios relacionados a convênios de capacitação profissional no Amapá, em um esquema com potencial prejuízo aos cofres públicos de R$ 3 milhões sobre a liberação de emenda de R$ 4,45 milhões. O valor foi incluído no Orçamento de 2009 para que a ONG Ibrasi executasse um projeto de capacitação profissional no Amapá.
A pasta do Turismo está sob comando de Pedro Novais (PMDB), mas a paternidade da indicação de Costa foi atribuída pelo partido ao PT. Novais mandou abrir processo disciplinar para apurar as denúncias. Apesar de não contar com grande prestígio junto à presidente Dilma Rousseff, Novais não deve sair chamuscado do episódio – até porque os convênios sob suspeita foram assinados em 2009, quando o ministro era Luiz Barretto, que foi secretário-executivo de Marta Suplicy (PT) na pasta. Aliados do Planalto se reuniram ontem à tarde e criticaram a sequência de escândalos que, até agora, não atingiram qualquer pasta comandada por petistas.
– As três meninas superpoderosas ficam achando que estão fazendo faxina e bonito para a sociedade. Estão achando lindo! Mas não entenderam que não podem liquidar com o espectro político nacional em troca de ficar bem com a sociedade – disse um integrante da base aliada.
O parlamentar se referia às ministras da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, de Relações Internacionais, Ideli Salvatti, e à própria presidente Dilma Rousseff. O governo alega que desconhecia a operação da Polícia Federal.
– O ministro Pedro Novais não teria tido participação nesse convênio. Eu espero que as investigações que estão em curso pela Polícia Federal apontem única e exclusivamente quem tem a responsabilidade ou culpa – afirmou Ideli.
Ideli disse que os responsáveis devem ser punidos independentemente de sua filiação partidária.
– Quem cometeu qualquer ato ilegal deverá ser punido, por isso a gente acompanha a investigação – afirmou a ministra.
Líderes do PMDB admitem esta possibilidade, o que não impede que floresça na base a ideia de auxiliar a oposição e desengavetar uma possível CPI da Corrupção. O líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN) acredita que houve excessos na forma de agir da PF.
– Está caracterizado abuso de poder. Ninguém tem conhecimento de dolo, de irregularidades. Todos estão surpreendidos pela virulência da operação – afirmou Alves.
Presente à reunião como vice-líder do governo, o deputado Luciano de Castro (PR-RR) protestou contra o tratamento dispensado ao PR em comparação aos demais aliados.
– A diferença é que amanhã o PT e o PMDB continuam com cargos no governo. O PR, não – reclamou ele, numa menção ao processo de demissão no Ministério dos Transportes.
O PR ainda está ressentido com a decisão do Planalto e ontem anunciou que não participará mais dos almoços da base aliada para discutir a pauta de votação de projetos de interesse do governo.
 
Oposição sonha com a CPI
Diante de mais um escândalo de corrupção no governo Dilma Rousseff, desta vez no ministério do Turismo, a oposição iniciou, ontem, um movimento para coletar assinaturas em favor de uma CPI da corrupção para investigar as denúncias em diversos órgãos. A intenção é ampliar o foco para além dos Transportes, que era o objetivo inicial.
Segundo o líder do DEM na Câmara, ACM Neto (DEM-BA), a nova tentativa poderá ser de uma investigação mista ou apenas no Senado.
– Esses fatos não são isolados. Existe uma corrupção endêmica no governo e para esclarecer isso só existe um caminho que é realizar uma CPI da Corrupção, que pode ser mista ou só no Senado Federal – disse o deputado baiano.
A intenção da oposição é constranger parlamentares do PMDB, PR, PTB, PP e outros citados nas denúncias a assinar apoio para a CPI.
– A forma de estes partidos saírem da acusação é assinar a CPI. Todo mundo que não apoiar está fugindo da responsabilidade, inclusive a presidente, se realmente está interessada em fazer uma limpeza – disse.
A oposição admite ter dificuldade numérica para conseguir instalar a investigação, mas acredita que a “fragilidade” do PMDB com dois ministros na berlinda, Wagner Rossi (Agricultura) e Pedro Novais (Turismo), pode ajudar na empreitada.
Além da CPI, a Procuradoria-Geral da República será acionada para investigar o caso do ministério do Turismo. O líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Duarte Nogueira (SP), anunciou que fará uma representação pedindo a investigação. Os tucanos tentarão ainda convocar Pedro Novais e o ministro da Controladoria Geral da União, Jorge Hage.
Para Nogueira, o cotidiano de denúncias de corrupção no governo não pode fazer com que um caso se sobreponha ao outro.
– Todo o dia tem uma nova denúncia. A exceção não existe mais, a regra é a irregularidade e tudo tem que ser investigado.
O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), afirmou que houve exagero nas prisão de pessoas na Operação Voucher da Polícia Federa. A bancada no Senado se reuniu com a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti (PT-SC), e manifestou sua preocupação.
– O PMDB colocou que considerou exagerado uma operação com 35 prisões relativas a um convênio de 2009, mas entendemos a legitimidade da operação – disse Calheiros.
– O ministro não está sendo investigado – disse o líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR).
Calheiros afirmou que não se pode “partidarizar” a operação e lembrou que pessoas ligadas ao PT também estão entre os presos.
 
Delegado afirma ter provas
O diretor executivo da Polícia Federal, delegado Paulo de Tarso Teixeira, afirmou que são robustas as provas contra o secretário executivo Frederico Silva da Costa; o ex-deputado Colbert Martins da Silva Filho, secretário nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo, e o ex-presidente da Empresa Brasileira do Turismo (Embratur), Mário Moysés.
Teixeira disse que eles ficarão à disposição da Justiça na carceragem da PF no Amapá, onde o inquérito corre em segredo de justiça. Embora eles sejam membros dos dois maiores partidos da base aliada – PMDB e PT – o delegado disse que a filiação de pessoas investigadas não interessa ao inquérito.
– A PF é apartidária e investiga fatos, não pessoas ou suas ligações políticas – disse Teixeira.
O delegado afirmou que a presidente Dilma Rousseff não foi informada previamente da operação e só ficou sabendo de que membros do seu governo seriam presos ontem, depois que os policiais já ocupavam os endereços dos alvos.
– Não houve aviso prévio. Ela só soube hoje (ontem) quando a operação estava na rua – disse o delegado.
O ministro Pedro Novais não foi investigado nesta primeira fase, mas a PF não descarta que ele possa ser chamado.
– Nessa primeira fase, ele não foi alvo, nem foi ouvido – disse Teixeira.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Polícia
Assunto: Duas fugas e tiro no portão em unidades prisionais de Fpolis
 
 
Duas fugas e tiro no portão
A madrugada de ontem foi tumultuada em unidades prisionais de Florianópolis. Por volta da 1h30min, a Central de Triagem, o cadeião do Bairro Estreito ,foi alvo de pelo menos 15 disparos. Mais tarde, por volta das 4h, primos que dividiam o mesmo cubículo fugiram do Complexo Prisional da Agronômica.
No Estreito, agentes prisionais perceberam o momento em que um carro se aproximou do portão do cadeião e em seguida os ocupantes começaram a disparar contra a fachada. Os tiros, possivelmente de pistola, atingiram a parede e os dois portões da unidade. Cápsulas foram recolhidas e encaminhadas ao Instituto Geral de Perícias.
Ninguém se feriu e para o diretor da central, Everton Luiz de Oliveira, a ação foi um ato de vandalismo. Ele descarta a possibilidade de tentativa de resgate de um dos 81 detentos da unidade ou mesmo atentado.
– Isso não caracteriza atentado até porque eles sabem que os agentes não vão deixar de fazer seu trabalho.
Em abril deste ano o prédio já havia sido alvo de dois tiros. Uma bomba caseira foi jogada no pátio, mas o artefato não explodiu.
Segundo o diretor do Departamento de Administração Prisional (Deap), Adércio Velter, a polícia está investigando os disparo. O Deap acredita ser um ato isolado, mas não descarta a hipótese de atentado.
 
Primos escapam da Penitenciária
Horas mais tarde, um barulho chamou a atenção do agente que estava na primeira galeria da penitenciária de Florianópolis ontem por volta das 4h. Ao verificar, ele percebeu a grade de um dos cubículos serrada. O alarme foi disparado e na contagem os agentes perceberam que dois detentos haviam fugido.
Leandro Lucas da Silva, 20 anos, e Victor Hugo Estradet Vazques, 21 anos, usaram uma serra para cortar as grades e escapar. Como o local está em obras, a dupla não teve grandes dificuldades para deixar o pátio. Até a tarde de ontem eles ainda não haviam sido recapturados.
Ainda durante a madrugada, os agentes iniciaram uma operação pente-fino para tentar encontrar a serra usada, mas nada foi achado. O diretor da unidade, Leandro Lima, acredita que a serra tenha sido levada por uma visita de um dos presos. Ele diz que com a conclusão do muro que está sendo construído ao redor de todo o complexo dentro de 30 dias, essas ocorrências vão diminuir.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Polícia
Assunto: Tráfico de drogas
 
 
Negada a liberdade a empresário
O empresário joinvilense apontado como investidor de um esquema de tráfico internacional de drogas vai continuar atrás das grades, por decisão da Justiça Federal.
Jideon Pereira Simas e outros 10 suspeitos de integrarem uma quadrilha foram presos em junho na Operação Catimbó. Além de considerá-lo financiador do grupo, a polícia acusa Jideon de ser responsável pela venda de parte da droga encomendada da Bolívia e levada até uma fazenda no Mato Grosso. Segundo o inquérito, os negócios que ele teria com a escolinha oficial do São Paulo Futebol Clube em Joinville eram fachada.
O juiz federal Tiago do Carmo Martins negou o pedido com a justificativa de que a investigação revelou contatos frequentes entre Jideon e os suspeitos apontados como chefes do grupo: Robson Ribeiro e Lourival Pires Ribeiro.
– Vale ressaltar o diálogo entre Lourival e Jideon, no qual ele afirma que conseguirá a quantia solicitada (R$ 30 mil) para o transporte do entorpecente – escreveu ele na decisão.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Polícia
Assunto: Crimes e ocorrências
 
Três testemunhas falam em audiência
A primeira audiência do Caso Rafael Sant’Ana ocorreu ontem em Jaraguá do Sul. Foram ouvidas três testemunhas de acusação: dois seguranças da boate e uma adolescente de 17 anos, que era a suposta namorada de um rapaz que golpeou Rafael. O conteúdo dos depoimentos não foi informado. Uma segunda audiência deve acontecer em breve para ouvir as testemunhas de defesa e os acusados Alex Maia de Oliveira, 18, e Felipe Florentino, 19. Rafael foi espancado e esfaqueado quando saía de uma boate, em maio deste ano.
 
Rapaz bate em carro e casa durante fuga
Um adolescente de 17 anos furtou um Gol em Chapecó, na tarde de ontema. O dono do veículo informou que o suspeito teria seguido em direção ao Bairro Universitário. Lá, o bjovem acabou batendo num Fiat Uno, mas mesmo assim seguiu em fuga.Pouco depois, o dolescente perdeu o controle do carro e invadiu uma casa. A batida destruiu o muro e parte da varanda do imóvel. Após o acidente, suspeito fugiu e se escondeu num matagal. A Polícia Militar cercou a área e apreendeu o jovem.
 
Ladrão acaba morto após assaltar mulher com filha
Dupla é suspeita de integrar quadrilha que pratica roubos conhecidos como saidinhas de banco
O roubo a uma comerciante de 42 anos, que nunca havia sido assaltada, terminou com a morte de um assaltante, ontem à tarde, em frente a um shopping no Centro de Joinville. Um dos ladrões, que abordou a vítima e a filha dela, não resistiu aos tiros dados por policiais. O outro acabou preso.
A mulher sacou dinheiro na agência bancária do Itaú, na rua do Príncipe, e seguiu em direção a outro banco, no shopping Cidade das Flores, onde pagaria algumas contas. Mas, ela estava sendo monitorada por uma dupla de assaltantes.
A vítima e a filha de 12 anos seguiam a pé pelo centro com o malote com R$ 3,2 mil em mãos. Elas foram abordadas por um homem na rua Princesa Isabel, em frente à agência do Banrisul. Ele estava armado e exigiu a bolsa, o malote e um relógio.
– Só dei o malote, agarrei a minha filha e entrei numa loja que tinha para me proteger – contou a vítima.
Populares tentaram render o bandido, que disparou dois tiros em direção ao chão para afastar as pessoas. Ele correu até uma motocicleta vermelha onde o comparsa já o esperava.
A equipe de três policiais da bike-patrulha, que passavam pelo local, flagraram o assalto. Eles seguiram a dupla, e quando o caroneiro da moto mencionou atirar, os policias conseguiram ser mais rápidos: três tiros foram disparados e um atingiu o piloto nas costas. O motociclista conseguiu andar ainda por 100 metros, mas bateu atrás de uma caminhonete que estava estacionada.
O caroneiro também caiu no chão com a queda da motocicleta e conseguiu fugir a pé. Ele tentou entrar em um táxi que estava em frente ao shopping Cidade das Flores, o taxista chegou a negar a corrida, achando que se tratava de um cliente.
Depois de tentar entrar num táxi, o assaltante fugiu para o estacionamento do shopping. Um dos policiais da bike-patrulha cortou caminho por dentro do shopping, e conseguiu encontrar o suspeito na rua dos Ginásticos. Juliano Ferreira, 32 anos, foi detido e algemado na hora.
O motociclista, identificado como Diego Bonvecchio, 25 anos, não resistiu ao ferimento.
 
Quem viu, se assustou
– Eles caíram de moto no meu lado. O caroneiro deixou a arma cair, pegou de novo e fugiu. O motociclista ficou agonizando ainda um tempo. Mas morreu logo em seguida. Foi uma cena terrível – revelou o motorista Edivaldo de Souza, 45, que passava de moto e presenciou a correria. Ele ficou com medo ao escutar os disparos.
A esteticista Jéssica Muraro da Costa, 23, viu a ação da clínica onde trabalha, em frente ao shopping. Pela janela, ela flagrou o exato momento em que Juliano Ferreira tentava fugir.
– Houve correria e pânico – contou.
Assim que a motocicleta caiu, um grupo de pessoas se reuniu ao redor do corpo de Diego. A polícia precisou fechar o acesso da Rua Mário Lobo para evitar um tumulto maior.
 
Um velho conhecido da Polícia Militar
Juliano Ferreira é um velho conhecido da Polícia Militar. Ele já foi preso por assalto e inclusive confessou na delegacia que, no ano de 2008, ele e um adolescente assaltaram uma pessoa em frente a uma agência bancária. O menor foi baleado e ele fugiu. O assaltante deve ser encaminhado ainda na manhã de hoje ao Presídio Regional de Joinville.
Mas Diego Bonvecchio não tinha passagem pela polícia, apesar da suspeita de participar em outros assaltos em Joinville. De acordo com a PM, a dupla é suspeita de integrar uma quadrilha que atua com roubos conhecidos como “saidinha de banco”.
– Os assaltantes monitoram as pessoas que vão até as agências sacar dinheiro. Quando eles flagram que alguém retirou uma quantia alta, a vítima é seguida e assaltada – explicou o capitão da PM Ricardo Ribeiro.
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Veículo: Notícias do Dia
Editoria: Segurança
Assunto: Cadeião em Fpolis é alvo de ataque
 
 
Cadeião em Florianópolis é alvo de ataque
Ocupantes de uma caminhonete, cuja imagem do veículo foi captada por câmeras de vigilância, metralharam o Cadeião Estreito, por volta das 1h30 desta terça-feira (9). Os tiros acertaram o portão e o muro. Não ouve feridos. Esta foi a segunda vez que a unidade prisional é alvo de atentados. A primeira foi em abril, quando jogaram uma bomba caseira no pátio do cadeião, além de tiros no portão. As imagens da camionete suspeita já estão com a Polícia Civil.
O diretor do Deap (Departamento Estadual de Admistração Penal), Adércio José Velter, não acredita em atentado, como ocorreu em abril e muito menos que a ordem teria partido da facção criminosa PGC (Primeiro Grupo Catarinense). “Foi um ato de irresponsabilidade”, resumiu.
Apesar de descartar a ação criminosa como um atentado, Adércio afirmou que as normativas no sistema carcerário, com a transferência de presos e a substituição de diretores de unidades prisionais vão continuar ocorrendo. Ele citou, por exemplo, o pente fino no Presídio Regional de Blumenau, na semana passada, onde foram recolhidos nove quilos de maconha que resultou na remoção de 120 detentos para outras unidades prisionais, além de outras estatégias que vem sendo executada no sistema prisional.
No Cadeião do Estreito estão confinados 81 presos provisórios. A maioria autuada em flagrante por furto. “Os de alta periculosidade, que vem das delegacias, encamihamos para outras unidades prisionais mais segura”, informou o coordenador do cadeião, Everton Luiz de Oliveira. O caso foi repassado à Diretoria Estadual de Investigações Criminais, que investiga a sucessão de atentados a prédios públicos em Florianópolis.
Os atentados em Bases da PM e delegacias iniciaram em abril, mas nem a polícia e sequer a justiça prendeu e denunciou os responsáveis diretos pelas ações criminosas. Dois suspeitos detidos há mais de um mês, mas negam.
A única iformação dos atentados de abril recolhida pelo serviço de inteligência do Deap insinua que as ações eram comandadas a partir do Raio 4 da Penitenciária de São Pedro de Alcântra, onde na época estaria o comando do PGC. Os alvos seriam delegacias, postos da Polícia Militar, cadeias e ataques contra agentes prisionais.
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Veículo: Notícias do Dia
Editoria: Defesa Civil
Assunto: Chuva afeta quase 40 mil catarinenses
 
 
Chuva afeta quase 40 mil catarinenses, segundo Defesa Civil
Um total de 20 municípios registraram ocorrências, e dois decretaram situação de emergência
Urubici, que não consta do relatório da Defesa Civil, teve alto volume de chuva
A Defesa Civil de Santa Catarina atualizou o relatório dos danos causados pelos temporais de 8 e 9 de agosto. Um total de 20 municípios registraram ocorrências devido à chuva. Segundo esses municípios, os números são os seguintes: pessoas desalojados: 2.532, Desabrigados: 292, afetados: 38.389 e residências danificadas: 1.465. Nenhuma morte foi registrada até o momento.
Cordilheira Alta e Três Barras foram os dois únicos municípios a decretarem situação de emergência. As ocorrências registradas pelos municípios foram enxurrada, enchente e vendaval.
 
“O pior já passou”, segundo Epagri
O sistema de baixa pressão, responsável pela chuva intensa e os temporais em SC, se intensificou dando origem a uma frente fria. Ainda ocorre chuva no Litoral e Vale do Itajaí, mas o sistema está se deslocando rapidamente para o oceano, favorecendo a melhora no tempo com presença de sol na maioria das regiões. Isso significa que o pior já passou, mas o Litoral e parte do Vale do Itajaí ainda continuam em atenção.
 
 
BLOGS
 
Paulo Alceu
 
#Pois é, o deputado Maurício Eskudlark pediu desligamento ontem do cargo de tesoureiro do PSDB, já que está de malas prontas para o PSD. Expressou que o futuro a Deus pertence sublinhando que continua trabalhando por uma SC melhor e mais justa.
 
Moacir Pereira
 
Denúncia de corrupção no Ibama em SC
Onda de corrupção e denúncias de práticas ilícitas em Brasilia também chega a Santa Catarina. Na edição de hoje, o Diário Catarinense revela a existência de esquema de corrupção na superintendência estadual do Ibama.
O empresário David Correa de Souza acusa funcionários do órgão federal ambiental teria exigido propina para que empreendimentos de sua empresa não fossem embargados e multados. O valor citado é de 500 mil reais.
O fato, considerado gravíssimo, foi comunicado a Policia Estadual e a Justiça Federal Ambiental.   Está sendo sustentado pelos advogados Rafael Horn e Italo Mosimann, procuradores do empresário que se declara vítima dos ilícitos penais.
O delegado Renato Hendges acompanha o caso e afirma no DC que as provas contra os servidores do Ibama são inquestionáveis. Conversas com os servidores corruptos foram gravadas.
A atuação dos órgãos ambientais em Santa Catarina continua na berlinda.   Não é de hoje que os empresários denunciam nos bastidores exigências de propinas por parte de técnicos e servidores.
A matéria do DC informa, também, que assessores de políticos também estariam envolvidos nas denúncias.
 
 
 
ACONTECEU NA ALESC
 
Para melhorar segurança, Corupá quer mais agentes, câmeras e Lei Seca           
Moradores e autoridades de Corupá se reuniram na noite de segunda-feira, 8 de agosto, para discutir os problemas enfrentados com a insegurança pública na cidade. Com uma população de 13.852 habitantes, o município está sofrendo com a migração da criminalidade de cidades maiores próximas, como Jaraguá do Sul, importante polo industrial do Vale do Itapocu. A segurança pública estadual também é afligida com a falta de um orçamento constitucional mínimo, como a saúde a educação.
Esse é o diagnóstico apresentado pelo deputado Sargento Amauri Soares (PDT), presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa, na audiência pública da Câmara de Vereadores. “A segurança pública esteve esquecida por muito tempo. Não existe porcentual orçamentário nos governos municipais, estaduais e federal. Defendo a criação de um orçamento constitucional obrigatório”, declarou o parlamentar.
A instalação de câmeras de monitoramento, a aprovação da Lei Seca e a contratação de mais agentes foram algumas das principais sugestões apresentadas na audiência pública. A população reclamou ainda que paga muitos impostos, mas não recebe os investimentos necessários. Propostas como o policiamento rural e implantação da Guarda Municipal foram levantadas, mas ficaram sem discussão.
Sargento Soares informou que as prefeituras têm investido cada vez mais em segurança pública, através da compra de viaturas, combustível, material de expediente e até construção de quartéis e delegacias. A Prefeitura de Corupá, por exemplo, cede quatro funcionários para a delegacia, informou o vice-prefeito Carlos Dieter Werner (PSDB). Nesse sentido, a vereadora Margot Hauffe impeliu o deputado defender melhor distribuição dos impostos para os municípios, já que estão assumindo mais responsabilidades.
 
Pessoal
A redução do efetivo é um problema que afeta todos municípios de Santa Catarina. O 14º Batalhão (Jaraguá do Sul) teve o número de PMs reduzido de 189 para 153 agentes em menos de 10 anos. Segundo o comandante, tenente-coronel Rogério Kuhmelehn, seria preciso dobrar o efetivo para se ter uma ?situação aceitável?. O delegado Regional da Polícia Civil, Adriano Spolaor, também insistiu na contratação de mais agentes. Corupá tem um efetivo de 14 policiais militares e uma média de três a quatro PMs por dia.
O vice-presidente da Aprasc (Regional Norte), soldado Elisandro Lotin de Souza, lamentou a ausência de representantes do Executivo estadual. Apesar de confirmar presença, o secretário de Estado da Segurança Pública, César Grubba, não compareceu. Representante dos praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros da região, Lotin afirmou que o debate sobre segurança pública deve levar em conta o ser humano. “O profissional está desmotivado, sem promoção, sem reajuste salarial e com o soldo empenhado em empréstimos. Só viatura, pistola e câmera não vai resolver. Esqueceram a base”, reclamou.
O soldado apresentou uma sugestão para minimizar a falta de efetivo: ampliar de 40 para 80 horas o período de trabalho em hora extra. Hoje em dia, boa parte dos militares trabalham além do limite das 40 horas, mas não recebem, ou seja, trabalha de graça.
Também participaram da audiência o sargento Maurício Macarini, comandante do destacamento, Clóbio Maurício Francisco, representante da delegacia, e Rene Afonso Mahnke, presidente da Associação Comercial e Empresarial. Com a ausência do governo, muitas perguntas ficaram sem resposta, entre elas, quanto é investido mensalmente na área de segurança pública em Corupá.
 
 
 
Indenização de licença prêmio para servidores da saúde    
A venda da licença prêmio, um benefício exclusivo dos servidores da Secretaria da Educação, poderá ser estendida aos servidores da Saúde, conforme sugere indicação do deputado Jorge Teixeira (DEM), feita ao governador do Estado, Raimundo Colombo (DEM). A solicitação foi elaborada e aprovada pela Assembleia Legislativa nesta terça-feira (09).
Para o deputado Jorge Teixeira a extensão deste benefício aos servidores da saúde é de extrema importância, pois irá ser uma alternativa viável, justa e meritória, além de contribuir para um incremento na renda familiar da categoria.
O Decreto 2.438, de 6 de julho de 2009, que garante a indenização de licença prêmio aos membros do magistério é de origem governamental e só o Executivo pode interferir sobre a matéria. Jorge Teixeira, que é médico e conhece as necessidades dos servidores da saúde, acredita que o Executivo vai se manifestar positivamente e garantir o benefício, também, aos funcionários da saúde.
A licença prêmio de três meses é um benefício concedido após cinco anos de efetivo exercício no cargo ou função e pode, no caso dos servidores da educação, ser revertida por salários integrais aos servidores.
 
 
Segurança vai deflagrar operação na BR-153 em Água Doce        
 
A Secretaria de Segurança Pública vai deflagrar uma operação imediata, com apoio dos serviços de inteligência das polícias Civil e Militar e a colaboração da Polícia Rodoviária Federal para coibir a onda de roubos a veículos que trafegam na BR-153 e em propriedades rurais da região meio-oeste. A sensação de impunidade na região ampliou o número de ocorrências. O quadro é agravado pela baixa densidade habitacional e o conhecimento de rotas de fugas das quadrilhas por estradas vicinais. Para piorar, a área não conta com cobertura de sinal de telefonia móvel, o que impede vítimas de comunicar ocorrências rapidamente.
A garantia de uma ação forte parte do secretário de Segurança César Grubba em audiência com a cúpula da área que contou com participações do deputado Moacir Sopelsa (PMDB), o secretário da Administração Milton Martini, a prefeita de Água Doce, Nelci Bortolini e representativa comitiva local. As presenças do subcomandante da Polícia Militar Valdemir Cabral, do delegado geral da Polícia Civil Aldo Pinheiro D?Ávila, delegado Mauro Rodrigues, da diretoria de inteligência e informações, e delegado Alexandre Kale, da diretoria do interior, além de outros oficiais da área de inteligência da PM deram dimensão das atenções que deverão ser dispensadas.
A rodovia tem um trecho considerado crítico com mais de 100 quilômetros, desde o trevo com a BR-282, em Irani, até o Paraná, já no município de General Carneiro, passando por Campina da Alegria, Água Doce, Passos Maia e Vargem Bonita. Ali são constantes os assaltos praticados indistintamente contra ônibus, caminhões e veículos leves, e também cresce o roubo a propriedades rurais. Em vários casos as vítimas ficam reféns de quadrilhas. A suspeita é que criminosos do sudoeste paranaense estejam agindo na região.
O deputado Sopelsa e o secretário Martini pretendem acionar também a Anatel para exigir que as empresas de telefonia celular da região garantam sinal em todo o trecho, por obrigação contratual como permissionárias dos serviços, para o cumprimento de uma função social. Outro reforço será a ativação do posto local da Cidasc, para controle da sanidade animal, associado com contingentes policiais. “Tem que ter bala na agulha para fazer frente à situação, fazer o enfrentamento com esses quadrilheiros”, diz Sopelsa.
 
 
Projetos
O deputado Darci de Matos (DEM) esclareceu projeto de sua autoria, aprovado pela Assembleia Legislativa, que retirou a exigência de vigilantes nas lotéricas que operam com até quatro máquinas financeiras, mantendo a exigência para as que operam com mais de quatro máquinas. O parlamentar defende que a vigilância é necessária, mas o custo deveria ser bancado pela Caixa Econômica e não pelos empresários. Em aparte, o deputado Maurício Eskudlark manifestou posição contrária à segurança armada nas casas lotéricas, pois a medida “criaria um clima de confronto”. Ele é favorável aos sistemas de vigilância eletrônica.
O deputado Dado Cherem (PSDB) falou sobre projeto de sua autoria que disciplina o consumo de bebida alcoólica por adolescentes. Ele tomou como exemplo uma lei criada no estado de São Paulo para punir com mais rigor estabelecimentos que vendam bebidas alcoólicas para menores.
 
 
MÍDIAS DO BRASIL
 
Veículo: Último Segundo
Editoria: Brasil
Assunto: Sequestro de ônibus
 
Passageiros dizem que só polícia atirou em sequestro de ônibus com cinco feridos
Reféns que estavam no coletivo dizem que tiros foram de fora para dentro e que assaltantes não revidaram
Passageiros que estavam no ônibus da Viação Jurema sequestrado na noite desta terça-feira na avenida Presidente Vargas, uma das ruas mais movimentadas do centro do Rio de Janeiro, disseram que os bandidos não atiraram e que os tiros foram dados pelos policiais. Cinco pessoas ficaram feridas.
Segundo a delegada Gisele Rosemberg, ouvida pelo iG, todos os passageiros foram categóricos ao afirmar que nenhum tiro foi dado de dentro do ônibus. Ela ressaltou que as vítimas informaram que os disparos tinham os pneus do ônibus como alvo e disse que a perícia é quem vai determinar quais as circunstâncias do tiroteio.
 “Os assaltantes não atiraram de jeito nenhum, minha filha. Os tiros vieram todos do lado de fora. Foi aterrorizante”, afirmou a camelô Mara dos Santos, que trabalha no camelódromo da Uruguaiana e estava no ônibus, que faz o trajeto do centro da cidade a Duque de Caxias, na baixada fluminense. Ela deixou a delegacia amparada pelo marido e pelo filho e dizendo que estava passando muito mal.
A informação de que os tiros foram dados por policiais foi corroborada por outros passageiros.
Josuel Messias, que foi ferido e ficou com uma bala alojada na perna esquerda, confirmou a versão ao deixar o hospital Souza Aguiar.
“Eu estava meio desligado, mas ouvi quando os caras anunciaram o assalto. Houve uma negociação rápida com a polícia e aí começaram os tiros de fora para dentro. Não vi nenhuma reação dos bandidos”, disse Josuel antes de entrar na viatura que o levou para prestar depoimento na 6ª DP.
Outra passageira do ônibus, Cátia Andrade, também afirmou que nenhum bandido revidou os tiros da polícia. Ela salientou que teve a impressão de que a PM atirou na intenção de parar o veículo, sem mirar o interior do ônibus. Ela conta que quando os tiros começaram, os passageiros se abaixaram no chão.
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Veículo: Último Segundo
Editoria: Brasil
Assunto: CNJ: País tem unidades de internação de menores com estrutura de cadeia
 
 
CNJ: País tem unidades de internação de menores com estrutura de cadeia
Conselho Nacional de Justiça visita as unidades de internação para adolescentes no Brasil e avalia o que precisa ser melhorado
Algumas unidades de internação para adolescentes infratores que existem no Brasil ainda se parecem com penitenciárias e o País precisa investir em um sistema socioeducativo e não só punitivo. Essa foi a constatação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) depois de visitar unidades de internação em todo o País (semana que vem terminam as vistorias no Estado de São Paulo).
 “Essas unidades foram construídas na época em que se via a medida socioeducativa como uma medida próxima ao sistema penitenciário. Elas possuem uma estrutura de cadeia, de presídio, sem a preocupação com uma área de lazer, com uma área para profissionalização e de convivência entre os jovens”, afirma o juiz Reinaldo Cintra Torres de Carvalho, coordenador do Programa Justiça ao Jovem, do CNJ, que consiste na avaliação da estrutura e do tratamento oferecido nas unidades por meio de entrevistas com os internos. Um relatório será apresentado no final do ano pelo CNJ e medidas de melhoria serão propostas para cada Estado.
Cintra cita outro fator que precisa ser melhorado nas unidades para infratores do Brasil: o trabalho posterior à internação do adolescente. “Não adianta você pegar um adolescente que cometeu um ato infracional e colocar em um sistema maravilhoso se quando ele sair não tiver uma família que o apoie, alguém que o oriente”. Cintra explica que a medida de contenção do jovem cabe ao Estado, enquanto o trabalho de apoio cabe aos municípios, por meio de programas com a família, por exemplo. “É preciso orientação para a família do jovem. A saída do jovem da unidade merece um acompanhamento especializado”, afirma.
Ter uma profissão ajuda na inserção dos jovens à sociedade e é uma forma de reduzir a porcentagem de adolescentes que precisam ser internados novamente. “É preciso que profissionalize [o jovem] para que ele possa ter uma opção quando sair da unidade. E esse tipo de ensino não está presente na maior parte das unidades do Brasil”, explica Cintra. Ele ressalta, no entanto, que os Estados do Rio Grande do Sul e de Minas Gerais já possuem unidades de internação com um ensino profissionalizante adequado, assim como as oito unidades já vistoriadas em São Paulo que ficam na região do Brás, bairro central da cidade.
 
Violência e tortura
Em algumas unidades, as equipes do CNJ se depararam com violência e despreparo por parte dos funcionários. “Foi constatada a ocorrência de agressões, de contenções desnecessárias, casos até que você pode dizer que eram práticas de torturas com alguns jovens”, afirma Cintra. Os casos citados de tortura foram verificados em Santa Catarina e no Espírito Santo, mas, de acordo com o juiz, as corregedorias estão tomando as providências cabíveis e a polícia abriu inquérito. Quando um caso de tortura é constatado, ocorre a abertura de um processo criminal contra os agentes e responsáveis pela unidade.
 
Modelo
Uma unidade de internação citada pelo juiz Cintra como modelo é a unidade feminina de Natal, no Rio Grande do Norte. “A unidade propicia que elas [internas] tenham a sensação da contenção, que é importante para o jovem, mas existe uma política pedagógica que torna um lugar indesejado em um lugar suportável para que haja a absorção de valores que melhorem a vida dessas meninas”, diz Cintra.
O juiz explica que a estrutura da unidade é parecida com um hotel com diversos chalés, o que melhora a convivência no local, e que o ensino é bem estruturado. “Cada chalé é um quarto para as meninas, tem uma área de lazer interessante, um ensino formal bem regulamentado e cursos profissionalizantes.”
 
Impressões
No Brasil, entre 16 mil e 17 mil jovens estão internados, sendo que o País tem uma média de 390 unidades de internação. O juiz Cintra aponta que nas unidades em pior condição encontrou locais sujos, uma estrutura física inadequada, falta de projetos pedagógicos adequados e os adolescentes sofriam maus tratos e castigos físicos. Alguns Estados que apresentaram esses problemas foram Pará, Pernambuco e Santa Catarina, com duas unidades fechadas depois da visita feita pelo CNJ.
No outro extremo, estão as unidades com um bom estado de conservação e higiene, com projetos pedagógicos e práticas de lazer e esporte. Foram citados como Estados que deixam uma boa impressão, de acordo com Cintra, o Rio Grande do Norte e o Rio Grande do Sul. O juiz diz que também encontrou boas condições nas unidades já visitadas em São Paulo.
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Veículo: Agência Estado
Editoria: Brasil
Assunto: Chuva em Florianópolis supera recorde de 2005
 
Chuva em Florianópolis supera recorde de 2005
Volume total de chuvas este mês também superou a média local de 95,2mm no mês de agosto
A cidade de Florianópolis registrou recorde de chuva nas últimas 24 horas com 90,3mm, superando os 90,1mm verificados no dia 10 de agosto de 2005. O volume total de chuvas este mês também superou a média local de 95,2mm no mês de agosto, com 139,9 mm registrados até hoje.
Segundo o Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia (Ciram), a chuva que atingiu neste mês de agosto algumas cidades do Planalto Sul, Grande Florianópolis, Litoral Sul e Alto Vale do Itajaí já ultrapassam a média de chuva para o mês. Em São Joaquim, Urubici e São José, a chuva das últimas 24 horas já ultrapassou a média climatológica.
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Veículo: Agência Câmara
Editoria: Segurança
Assunto:  Policiais e bombeiros acampam em auditório da Câmara em defesa da PEC 300
 
Policiais e bombeiros acampam em auditório da Câmara em defesa da PEC 300
Os bombeiros e policiais esperam uma solução para a aprovação do piso salarial da categoria.
A manifestação desta terça-feira de policiais e bombeiros, na Câmara, em favor da aprovação de um piso salarial para a categoria, virou vigília. Os agentes de segurança decidiram elevar o tom das ações e permanecer no Auditório Nereu Ramos até que seja definida a votação, em segundo turno, do piso salarial de policiais e bombeiros (PECs 300/08 e 446/09). “Esse já é um espaço ocupado. Só saímos daqui com a votação”, enfatizou um dos líderes do movimento, o cabo Benevenuto Daciolo, bombeiro do Rio de Janeiro.
A reunião chegou a ter momentos tensos, com ameaças de invasão ao Plenário e ao Salão Verde, mas essas iniciativas foram desfeitas com a intervenção do presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, Mendonça Prado (DEM-SE), e dos demais deputados, que conseguiram uma reunião entre os manifestantes e o presidente da Câmara, Marco Maia, para a manhã desta quarta-feira.
Daciolo anunciou ainda que os bombeiros cariocas vão iniciar um regime de aquartelamento, manifestação em que a categoria ficará recolhida nos quartéis. Segundo ele, outros estados também aderiram à manobra, que ele espera se tornar um movimento nacional.
 
Estratégias
Ao invés de apenas pressionar os líderes partidários para a inclusão da proposta em pauta, como faziam nas últimas reuniões, os bombeiros do Rio de Janeiro pediram a renúncia dos deputados que compõem a comissão especial de segurança publica, criada para analisar todas as propostas do setor, inclusive a PEC 300.
Seis deputados decidiram abrir mão da vaga da comissão, composta de 26 titulares e 26 suplentes: Otoniel Lima (PRB-SP), Lincoln Portela (PR-MG), Delegado Protógenes (PCdoB-SP), Andre Moura (PSC-SE) , Lourival Mendes (PTdoB-MA) e João Campos (PSDB-GO). “Essa é uma comissão que obstrui a PEC 300 e nós vamos fazer que cada parlamentar renuncie hoje a sua cadeira no colegiado”, disse o cabo Daciolo.
 
Beto Oliveira
Os policiais e bombeiros ameaçam paralisar obras da Copa, caso não tenham reivindicações atendidas.
Por outro lado, os policiais civis ameaçam paralisar as obras de um dos estádios da Copa do Mundo de 2014, proposta recebida pelos manifestantes aos gritos de “sem PEC, sem Copa”. “Vou mandar um recado aos governantes, de que vamos paralisar as obras da Copa com carros de som e com o apoio de sindicatos da construção civil. E a capital de manifestação já foi escolhida”, avisou o presidente da Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol), Jânio Bosco Gandra.
O líder do PR, Lincoln Portela, avaliou que o clima de enfrentamento de policiais e bombeiros é apenas uma reação à inércia da Câmara sobre a proposta. “A PEC já foi aprovada e nada impede que ela seja votada”, disse o líder.
 
Oposição do PT
Já o deputado Mendonça Prado disse que está “frustrado” com a oposição feita pela liderança do PT, único partido que não assinou o documento pedindo a inclusão da proposta em pauta. “Não é possível que, numa democracia, a maioria de deputados representados por todos os líderes que assinaram o documento fiquem reféns de um único partido. Se o governo não queria votar, não votasse o texto em primeiro turno antes da eleição para, depois, engavetá-lo”, disse o deputado.
Segundo ele, assinaram o documento os líderes Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN); Ana Arraes (Bloco PSB/PCdoB/PTB); Lincoln Portela (Bloco PR, PTdoB, PRTB, PRP, PHS, PTC, PSL; Ratinho Júnior (PSC-PR); Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA); Nelson Meurer (PP-PR); Giovanni Queiroz (PDT-PA); Sarney Filho (PV e PPS); Chico Alencar (PSOL-RJ); Lourival Mendes (PTdoB); e Duarte Nogueira (PSDB-SP).
O líder do PT, deputado Paulo Teixeira (SP), disse que precisa conversar com os governadores antes de tomar qualquer decisão. A maior oposição ao texto é dos governos estaduais, preocupados com o impacto financeiro da proposta, apesar de o texto aprovado não mencionar valores. Enquanto os estados com os maiores salários pagam R$ 4 e R$ 3 mil para policiais em início de carreira, muitos estados remuneram o setor com pouco mais de R$ 1 mil e não gostariam de ver o valor nivelado por cima.
Para tentar atacar esse setor, Mendonça Prado, com o apoio da Comissão de Segurança Pública, apresentou uma proposta que cria o Fundo Nacional de Valorização do Profissional de Segurança Pública (PEC 63/11), que será composto por 5% do Imposto de Renda e 5% do Imposto sobre Produtos Industrializados. “São R$ 40 bilhões para financiar um salário digno”, defendeu.