Área do associado

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Clipping do dia 09 de setembro

9.9.2011
CLIPPING
08 de setembro 2011
 
MÍDIAS DE SANTA CATARINA
 
Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Visor
Assunto: César Grubba recebe Adepol
 
CANAL ABERTO
Secretário da Segurança Pública, César Grubba, recebeu ontem representantes da Associação dos Delegados de Polícia de Santa Catarina (Adepol). Em pauta, a abertura de um canal de negociação para tratar de melhoria salarial para a classe e outros setores da SSP. Garantiu a criação de um grupo com técnicos da Fazenda e da Administração para buscar uma solução. Ouviu dos delegados que não haverá fixação de outdoors pelo Estado criticando a falência da segurança. Resta saber se eles têm representatividade para falar pela categoria. A conferir.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Geral
Assunto: Resgate da baleia
 
Livre!
Após 34 horas preso na Praia do Pântano do Sul, na Capital, mamífero foi resgatado por voluntários e um barco da Marinha
No mundo escuro e submerso dos oceanos, as baleias sentem o ambiente através do som. Se nos clarões e superfícies tivessem a mesma capacidade, certamente o filhote de baleia-franca juvenil resgatado com vida, ontem, na Praia do Pântano do Sul, em Florianópolis, teria processado no cérebro a vibração dos que, sob chuva, acompanharam a operação de sucesso. Foram 34 horas de encalhe.
Neste caso – raro pelo fato do animal ter saído vivo e sem ferimentos –, ajudaram fatores como quantidade de profissionais, cabos e barco adequados e o acesso. Até a natureza conspirou, pois o vento jogando água sobre o animal evitou que ele se desidratasse.
Desde a manhã de quarta-feira, a baleia de nove metros e 10 a 15 toneladas foi protagonista em um cenário de expectativa, angústia e alegrias.
Já na quarta-feira, barcos artesanais tentaram o resgate. Ontem, por volta das 13h, mais um esforço. A equipe tentou amarrar uma cinta larga no animal, para minimizar o risco de lesões. Porém, devido à agitação do mar e do animal, o procedimento não foi bem-sucedido. No meio da tarde, enfim, a baleia foi resgatada.
 
– Passamos um cabo de fácil manuseio por volta da baleia. Na primeira, ele arrebentou. Emendamos o equipamento e fizemos a segunda tentativa, com sucesso – explicou a bióloga Karina Groch, diretora de Pesquisa do Projeto Baleia Franca.
Em cada temporada, é comum o encalhe de animais no litoral de SC por motivos diversos. Em todos os casos, as equipes do Projeto Baleia Franca e da Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia Franca/ICMBio são acionadas, realizando prontamente o protocolo de encalhe, uma série de normas para os procedimentos de resgate. A ajuda de pescadores, Corpo de Bombeiros, Polícia Ambiental e Marinha é imprescindível.
A operação teve a participação da equipe do Projeto Baleia Franca, APA e Associação R3 Animal, e apoio dos Bombeiros, Polícia Militar, pescadores, Capitania dos Portos e Delegacia Especial de Polícia Marítima.
– As pessoas acham que tem que ser rápido, mas para uma operação a gente precisa levar em conta vários fatores: o estado de saúde do animal, onde encalhou, as condições de navegação e até o tipo de equipamento a usar – observa a bióloga.
Para Karina, salvar baleias não está ligado a uma questão de tecnologia.
– A gente não sabe onde o encalhe vai ocorrer. No ano passado foi em Itapirubá; agora, aqui. Claro que ter uma embarcação específica para este fim poderia ajudar, mas temos uma rede que atua conjuntamente e que dispõe de suas embarcações – conta.
Para Karina, a operação só teve sucesso porque contou com o esforço e ajuda de diversos profissionais.
O feriado de 7 de Setembro levou centenas de pessoas ao local. Todos queriam registrar imagens. Em 2010, também no 7 de Setembro, uma baleia encalhou na Praia de Itapirubá, em Imbituba, Sul do Estado. O resgate fracassou e o animal foi sacrificado.
 
A praia urrou de alegria
Primeiro, a gente vê um bicho daquele tamanho agitado, se debatendo, enterrado na areia. Depois, livre, nadando e com as nadadeiras jogando água para os lados. Não tem como não se emocionar. Eu estava de olho na baleia, mas ouvia as pessoas. Um menino, embaixo de um cobertor, dizia: Mãe, só saio daqui quando a baleia sair. Apreensivas, as pessoas perguntavam por que tanta reunião dos técnicos. A torcida assistia ao trabalho de resgate, mas tinha medo que o animal morresse. Quando o barco conseguiu puxar a baleia, a praia urrou de alegria. Parecia um jogo do Brasil, uma final. Pelo jeito, contra a Argentina.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Geral
Assunto: Acidente
 
Três pessoas ficam gravemente feridas
Três pessoas ficaram gravemente feridas em um acidente ocorrido no início da noite de ontem na Serra Catarinense. A colisão ocorreu no km 218 da BR-116, em Correia Pinto, e envolveu dois caminhões e um carro. Segundo a PRF, um caminhão com placas de Videira, que seguia no sentido sul–norte, bateu em um Uno de Correia Pinto, que trafegava no sentido contrário. O caminhão fez um L na pista e bateu em outro caminhão, de Lages. Os três ocupantes do carro foram levados para o Hospital Nossa Senhora dos Prazeres.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Geral
Assunto: Governo Lula contratou três vezes mais do que FHC
 
 
Governo Lula contratou três vezes mais do que FHC
O número de servidores contratados para a administração pública durante os dois mandatos do governo Lula (2003 a 2010) foi cerca de três vezes maior do que nos oito anos de Fernando Henrique Cardoso (1995 a 2002).
O número foi apontado por um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado ontem. Segundo o levantamento, foram admitidos 155.534 servidores por meio de concurso público na Era Lula, enquanto um total de 51.613 servidores foram admitidos durante o tempo em que governou Fernando Henrique Cardoso.
O levantamento faz parte do comunicado Ocupação no Setor Público Brasileiro: tendências recentes e questões em aberto, do Ipea, que é ligado à Presidência da República. A análise leva em conta a evolução no número de funcionários públicos na última década, e comparam a evolução nos governos de Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso e Luíz Inácio Lula da Silva.
O Ipea avalia que ao longo do período em estudo houve uma preocupação em conferir maior capacidade burocrática ao país, com o reforço de carreiras em áreas estratégicas, como advocacia pública, arrecadação e finanças, controle administrativo, planejamento e regulação.
O objetivo do levantamento é analisar a política para os servidores e sua remuneração, procurando apontar os principais desafios para avançar no processo de reestruturação do Estado e de sua capacidade de operar políticas na sociedade.
O estudo também leva em consideração diretrizes recentes em termos tanto de salários e vencimentos quanto da ocupação em cargos comissionados no poder público federal; fenômenos sociais e demográficos importantes em curso dentro do Brasil.
Os dados utilizados como base para análise foram os Censos Demográficos, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, Relação Anual de Informações Sociais e o Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Política
Assunto: Mais quatro câmaras do Estado podem criar vagas
 
 
Mais quatro câmaras do Estado podem criar vagas
Com a nova estimativa divulgada pelo IBGE para 2011, municípios passaram dos 15 mil habitantes
A estimativa populacional do IBGE para 2011 trouxe mais quatro municípios para o clube das que têm direito a aumentar as vagas nas câmaras de vereadores e tirou uma da discussão. As cidades de Garuva, Itapoá, Pouso Redondo, Presidente Getúlio e Dionísio Cerqueira, que perdeu a chance, têm em comum o fato de terem beirado os 15 mil habitantes no Censo do ano passado – número que, ultrapassado, permite a criação de duas vagas de vereador.
 
Com a divulgação da estimativa populacional, a discussão pode ser iniciada. Por enquanto, nenhuma delas têm projeto em andamento sobre a possibilidade de acrescentar cadeiras em seus plenários. O que não significa que não estivessem acompanhando o tema atentamente.
– A última informação que a gente tinha era de estava em 14,8 mil. Estávamos acompanhando e imaginávamos que se tivesse alguma atualização, o número acabaria passando – diz o presidente da Câmara de Pouso Redondo, Cleison Fronza (PPS).
Nos números do Censo 2010, a cidade do Alto Vale do Itajaí ficou a 201 habitantes da criação de novas vagas. Com a nova estimativa, passaria para 15.010. Mesmo com a possibilidade de abrir o debate, Fronza diz que fica tudo como está.
– Está bem representado, com vereadores em todas as regiões. Não vamos levantar esse assunto, pelo menos não enquanto eu estiver na presidência – garante.
Em Presidente Getúlio, também no Alto Vale, os vereadores chegaram a perguntar ao IBGE se era possível estimar a população em 2012, ano da eleição. O Censo apontou 14.861 habitantes no município. A nova estimativa do instituto pegou de surpresa a presidente da Câmara, Oriana Fillagranna (PP).
– Vai ficar assim, pelo menos é o que temos discutido na Câmara. Na segunda-feira, se algum vereador levantar o tema, podemos abrir a questão – adianta Oriana.
Outras duas cidades estão em situação semelhante. Garuva e Itapoá, ambas no Norte, ultrapassaram os 15 mil habitantes na estimativa de 2011, mas ainda não têm projetos para criar mais vagas.
Curioso é o caso de Dionísio Cerqueira, no Extremo-Oeste. A estimativa de 2009 colocou a cidade pela primeira vez acima do patamar de 15 mil habitantes, com 15.399. No no seguinte, o Censo detectou redução para 15.141, ainda dentro dos limites para que a Câmara passasse de nove para 11 vereadores.
A nova estimativa cravou outra reducação populacional e, com 14.854, Dionísio Cerqueira não teria mais direito a aumentar as vagas. O presidente Norberto Hart (DEM), por meio de assessoria, disse que não tomou conhecimento dos novos número e que vai consultar o departamento jurídico. Ainda não havia sido apresentado projeto para novas vagas.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Moacir Pereira
Assunto: Chuva
 
 
MOACIR PEREIRA
Apoio e prevenção
Santa Catarina volta a conviver com o dramático problema das enchentes. Blumenau está amanhecendo hoje com o mesmo fantasma que se repete desde a chegada dos fundadores. Rio do Sul já sofre os efeitos das inundações. Itajaí poderá pagar um preço maior pelas intensas chuvas que caem em todo o Vale. Outros municípios também registram vítimas, perdas materiais e prejuízos incalculáveis. Milhões e milhões de reais que serão canalizados mais uma vez para a reconstrução, quando deveriam ser aplicados em saúde, educação e segurança.
Neste momento, todas as ações devem se concentrar no apoio e atendimento às famílias desabrigadas, aos que tiveram suas casas alagadas ou que registraram prejuízos em suas organizações. Além do conforto espiritual de uma palavra de solidariedade, que coloque energia boa nesta fase difícil do enfrentamento com as águas e da reconstrução, é fundamental que todos os atingidos se sintam acolhidos, protegidos, incentivados. Que nenhum dos desabrigados venha a sofrer a dor da solidão, da ausência da solidariedade e do esquecimento.
Completada esta fase, que exige presença física e atenção pessoal, espera-se que o poder público não falte. Que não transforme a adversidade em espaço de disputa ou exploração política. E, sobretudo, que as autoridades, nos três níveis do poder, estejam mais sensíveis, sejam mais ágeis nas providências e unam todas as forças e recursos para abreviar o sofrimento de milhares de catarinenses. Nosso povo tem sido magnânimo nestes momentos de dor. Provas inequívocas de solidariedade foram dadas em situações muito mais trágicas. A enchente que hoje atinge o Vale do Itajaí prenuncia-se como grave, mas até agora os deslizamentos trágicos de 2008, ceifadores de vidas humanas, não se repetiram. Ainda assim, as populações do Vale do Itajaí estarão no direito de indagar por que os anos passam, décadas são transcorridas e não há um sistema seguro de proteção contra as enchentes.
 
 
AS FALHAS
A hora é, pois, de solidariedade, de apoio, de agilidade e eficácia no atendimento às vítimas. Mas é impossível calar diante de fatos que só contribuem para agravar situações como estas.
O prefeito João Paulo Kleinübing (DEM) acionou o “gabinete da crise”, convocando todos os segmentos, para o enfrentamento a mais esta adversidade climática. Sem discursos demagógicos e com medidas objetivas, ouvindo as autoridades de segurança, adotou as providências mais urgentes. Os 15 abrigos instalados, funcionando com adequada infraestrutura , revelam avanços. A pronta mobilização das forças policiais, militares e comunitárias também resulta sempre em balanço positivo.
Mas não é possível que o “alerta” geral em Blumenau tenha sido acionado com tanto atraso, como informa o deputado Décio Lima (PT). Diz que saiu de casa para trabalhar como milhares de pessoas. A Defesa Civil tranquilizava a todos, pela manhã, de que não havia risco de enchentes. E, a partir do meio-dia, Blumenau viveu uma explosiva correria, com o alarme soando sobre o rápido aumento do nível das águas. É inadmissível que, depois de tantas experiências amargas e com tanta tecnologia, a população se defronte com tamanha improvisação.
Impactante, também, a revelação do deputado Jean Kuhlmann (DEM), de que a medição do Rio Itajaí-Açu foi feita com “régua”, porque o sistema de telemetria do Vale do Itajaí não funcionou. Os dados são repassados pelo celular das 13 estações e a operadora não garantiu o sinal. O sistema não tem confiabilidade nenhuma. Na visita do governador, sugeriu a contratação do sinal de satélite, absolutamente seguro. Que a natureza se manifeste com tanta força é explicável. Mas que se repitam falhas tão gritantes na Defesa Civil e na prevenção das enchentes é inaceitável.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Reportagem Especial
Assunto: Chuvas em SC
 
Uma história que você já viu
O Estado em alerta. O Vale do Itajaí, onde uma pessoa morreu, foi o mais prejudicado, novamente. Ontem à noite, soldados do Exército foram deslocados para a região. A Defesa Civil do Estado foi enfática: trabalha com o pior cenário possível.
O Rio Itajaí-Açu, em Blumenau, ameaçava chegar aos 13 metros nesta madrugada, podendo ocasionar a pior enchente desde 1984. Em Itajaí, a Defesa Civil pedia para que toda a população procurasse abrigos indicados. A previsão era de que 80% da cidade ficasse embaixo de água.
Diante das notícias, a presidente Dilma Rousseff ligou para o governador Raimundo Colombo, por volta das 21h, de ontem Ela ofereceu liberação de recursos para o Estado.
O avanço das águas do Rio Itajaí-Açu, em Blumenau, que ameaçava chegar aos 13 metros até as 6h de hoje, reflete os últimos três dias de chuva no Estado. As consequências já são conhecidas da população do Vale do Itajaí, a mais prejudicada. Se o alerta for confirmado, esta pode ser a maior inundação, na cidade, desde 1984 (veja ao lado). Em Itajaí, a a previsão da Defesa Civil era alarmante ontem à noite: 80% da cidade deveria amanhecer inundada, como aconteceu em 2008. A população foi orientada a deixar suas casas.
Um homem morreu, em Guabiruba, no Vale do Itajaí, ao ser atingido pelo telhado de um galpão que despencou sobre ele. De acordo com os bombeiros, Valdemiro Carminati, 66 anos, tentava consertar um pilar do galpão que se soltou, possivelmente por causa do solo encharcado.
Moradores do Norte do Estado e da Grande Florianópolis também sofreram com alagamentos e deslizamentos. Pelo menos 499,9 mil pessoas em 60 municípios foram atingidas. Esta é a quarta vez, em menos de 40 dias, que SC está em alerta devido às chuvas. De acordo com o boletim da Defesa Civil estadual das 0h30min, 14 cidades decretaram situação de emergência e 37 emitiram notificações preliminares de desastre. Pelo menos seis rodovias estaduais e quatro federais tiveram o trânsito interrompido.
O major Márcio Luiz Alves considerou a situação crítica, apesar de dizer que não há um comparativo com o que ocorreu em 2008. O nível do rio Itajaí-Açu foi monitorado durante todo o dia. Às 22h30min ele estava com 11,26 metros em Blumenau, onde o rio começa a transbordar com oito metros. Nas enchentes de 1984, o nível chegou a 15,46 metros. O governador Raimundo Colombo esteve na cidade:
– A situação realmente é negativa e o Estado vai dispor toda a sua estrutura para ajudar tanto Blumenau como as outras cidades – informou.
Ele ainda visitou Rio do Sul, no Alto Vale, onde o rio poderia chegar a 12 metros durante a madrugada. A prefeitura decretou estado de calamidade.
O alto volume de chuva, nas últimas 72 horas, supera a média esperada para todo mês, em pelo menos cinco cidades: Campos Novos, Joinville, Blumenau, Florianópolis e Indaial. De acordo com o meteorologista Leandro Puchalski, da Central RBS de Meteorologia, em nenhum outro Estado do país choveu tanto quanto em Santa Catarina.
O alerta de que os volumes de chuva poderiam chegar a 200 milímetros, entre ontem e hoje – superando a média de 130 a 180 milímetros – foi dado na quarta-feira, pela Defesa Civil. Algumas famílias de regiões ribeirinhas e encostas foram removidas já na quarta-feira. Deslizamentos e alagamentos foram as principais ocorrências.
A população também ajudou a evitar tragédia ainda maior. O gerente de prevenção da Defesa Civil do Estado, Emerson Emerim, disse que as pessoas têm uma percepção maior das áreas de risco:
– A enchente de 2008 fez SC aprender com a dor. A população está menos resistente em sair de casa.
 
 
A pior cheia em 27 anos
Rio do Sul enfrenta a terceira cheia em 30 dias. Ontem, a pior delas este ano. Famílias inteiras tiveram que sair de casa em busca de abrigos. Segundo a Defesa Civil, há 27 anos não ocorria uma situação como esta na cidade do Alto Vale do Itajaí.
As mãos trêmulas, os lábios roxos e os olhos vermelhos e úmidos de Gedson Silva Martiano dos Santos denunciam o drama que vive o morador de Rio do Sul. Pela terceira vez, teve que abandonar a casa, já inundada. E ele não estava sozinho. Enchente é, provavelmente, a palavra mais temida e usada pelos rio-sulenses no último mês. Em 30 dias foram três cheias.
Santos tentou, mas da casa em que mora com a família – quatro adultos e duas crianças – conseguiu salvar só um saco com roupas e um computador. A água subiu rápido demais. Ao meio-dia, o rio já estava em 8,93 metros. Encarando o frio e a chuva de setembro apenas com bermuda e camiseta, ele lembrou saudoso do calor e das praias de Alagoas:
– Chegamos aqui há um mês. Já pegamos três enchentes. Viemos do Nordeste, do calor, da praia. Viemos tentar a vida, mas assim está difícil. Não sei o que vamos fazer agora.
Um dos primeiros bairros a alagar em Rio do Sul é o Bela Aliança. Às 9h de ontem, bombeiros e voluntários com caminhões tiravam os últimos pertences da empregada doméstica Silvia Meireles e dos vizinhos. Ela mora na localidade há um ano. Suada e exausta, depois de tirar o que conseguiu de dentro de casa e colocar em uma caçamba, contou que boa parte dos móveis já foi perdida na cheia da semana passada.
Sobre o futuro, ela e o marido ainda não sabem o que fazer:
– Ainda estamos pagando a casa. É simples, mas é nossa.
Ao meio-dia, o comércio baixou as portas e os moradores começaram a se preparar para enfrentar a água barrenta que começava a alagar as primeiras ruas do Centro. O trânsito, nas ruas em que ainda era possível passar, era intenso, mas as calçadas já estavam vazias. Os pátios dos supermercados estavam cheios de quem se preparava para as horas difíceis que mal tinham começado.
Prefeitura decretou calamidade pública
Há 27 anos Rio do Sul não via tanta água. Por volta das 20h, 90% das ruas estavam alagadas, e o Rio Itajaí-Açu estava em 10,29 metros. Subiu 19 centímetros entre 19h e 20h.
– Só sobraram os morros – desabafou um agente da Defesa Civil.
À tarde, o prefeito Milton Hobus decretou estado de calamidade pública, mas até as 22h não havia repassado à Defesa Civil. A previsão era de que, durante a madrugada, o rio chegasse a 13 metros. Em 1984, o nível ficou próximo de 15 metros.
As cidades vizinhas também enfrentaram problemas. Desde o início da manhã, a rodovia SC-382 que liga Rio do Sul a Ituporanga estava com dois pontos de alagamento que impediam a passagem. José Boiteux, Witmarsun e Pouso Redondo decretaram situação de emergência.
 
Recorde no nível do Itajaí-Mirim
O dia ontem foi de muita apreensão e medo entre moradores, autoridades e a defesa civil de Brusque, com o Rio Itajaí Mirim alcançando a marca histórica de 8m76cm. Em 2008, o nível chegou a 8m75cm. A previsão desta vez é ainda pior: o rio pode bater a marca recorde de 9m, com consequências desastrosas.
O dia ontem foi de muita apreensão e medo para os moradores de Brusque e região. Pouco a pouco, foi possível acompanhar o efeito da forte chuva sobre do Rio Itajaí-Mirim.
O nível foi subindo com o passar das horas e o que se temia aconteceu: às 22h40min o rio chegou a 8m76cm, a maior marca da história (na enchente de 2008, chegou a 8m75cm). A expectativa é que pudesse chegar a 9m ao longo da madrugada.
– A população deve ficar atenta e não esperar para deixar a casa na última hora – alertou o diretor da Defesa Civil, Eliseu Muller Júnior.
Às 19h30min, estava em 8m54cm e não havia transbordado na área central. Dezenas de pessoas olhavam a força da água nas margens da ponte Irineu Bornhausen, no Centro.
Várias ruas ficaram alagadas e famílias foram retiradas de casas por precaução. As seis famílias que foram orientadas a sair moram no Parque das Esculturas, localidade que fica na entrada de Brusque.
Há abrigos montados pelo município à disposição da população no pavilhão da Fenarreco.
De dia, houve ruas interditadas nos Bairros Dom Joaquim e Rio Branco com a subida do rio.
No Dom Joaquim, quatro cavalos ficaram encurralados pela água numa parte alta. O dono Osmar Mafra, 82 anos, preferiu não cortar a cerca que faria com que os animais tivessem acesso à rua e pretendia mantê-los no local até a sexta-feira pela manhã.
Até as 20h, haviam sido registradas 22 ocorrências de pequenos deslizamentos, mas sem vítima ou casa atingida. Como o solo está frágil, há riscos de quedas de barreiras nas estradas da região e desmoronamentos sobre casas nas encostas.
 
Caçador fica sem aulas
Pelo menos 200 famílias tiveram perdas com as chuvas fortes dos últimos dias em Caçador, no Meio-Oeste catarinense. Cerca de 50 estão desalojadas e foram transferidas provisoriamente para casas de parentes. Pelo menos 15 equipes da Defesa Civil estão nas ruas, auxiliando no socorro às vítimas. Os rios do Peixe e Caçador transbordaram e invadiram as partes baixas da cidade.
No centro, há vários pontos de alagamento. As aulas na rede municipal e estadual estão suspensas hoje, diante da situação de alerta. Conforme o chefe municipal da Defesa Civil, Sérgio Bisotto, a situação é bastante preocupante, porque havia previsão de mais chuva durante a noite desta quinta-feira.
 
Comunidades alagadas
Na Grande Florianópolis, os principais registros de enchentes e deslizamentos foram na Capital e São José. Houve prejuízos também nos municípios de Palhoça e Biguaçu. A alternativa para muitas famílias foi procurar a casa de amigos e parentes. Quem não tinha para onde ir, teve que se contentar com os abrigos improvisados oferecidos pelas prefeituras
 
Florianópolis e São José foram os municípios que mais registraram prejuízos com as chuvas na Grande Florianópolis. Na Capital, houve pequenos deslizamentos e alagamentos especialmente nos bairros do Norte da Ilha.
Moradores de várias ruas dos bairros Rio Vermelho, Ingleses e Vargem do Bom Jesus tiveram suas casas invadida pela água. Até a tarde, 106 famílias estavam abrigadas na casa de amigos e parentes.
Em Biguaçu houve vários alagamentos, mas a água começou a escoar durante a tarde e ninguém precisou sair de casa. Em Palhoça os bairros alagados foram Ponte do Imaruí, Frei Damião e Pacheco.
Em São José houve alagamentos nos bairros Flor de Nápoles, Colônia Santana e no loteamento Benjamin, em Forquilhinhas. O ginásio do colégio Forquilhão foi disponibilizado como abrigo, e até a tarde, 10 pessoas ocupavam o local.
Com apenas 12 anos, Leandro Duarte já passou pela mesma situação por pelo menos três vezes. Na manhã de ontem ele, os pais e os dois irmãos eram uma das primeiras famílias a buscar abrigo no ginásio de São José.
Por volta das 3h de ontem, Elizabete Laurentino, 29 anos, e Paulo Duarte, 39, pais de Leandro, começaram a levantar os móveis. Sofás foram parar sobre mesas e camas sobre cômodas. A filha caçula, Ana Paula, dois anos, ficou dormindo no chão enquanto os pais e dois irmãos observavam a água aos poucos invadir o quintal da casa no loteamento Benjamin, em Forquilhinhas, São José.
Perto das 10h, os pertences mais valiosos, a televisão e o botijão de gás, já estavam no carro da família. O Voyage com lataria enferrujada foi levado para o estacionamento do ginásio do colégio Forquilhão, ali perto. As mochilas com mudas de roupas secas para todos também já estavam arrumadas.
– Só não podemos deixar nenhum para trás. O resto depois nós vemos, já perdemos nossas coisas outras vezes também – conta Elizabete desanimada.
Duarte, que é catador de lixo, explica que nos seis anos em que vive no loteamento já teve de trocar geladeira e fogão diversas vezes. Sofá e colchão, então, nem se fala, são os itens que estragam mais facilmente com os alagamentos comuns na localidade.
Por sorte, a família conta com a solidariedade de quem compra móveis novos e acaba doando os antigos. Às 11h, a família era recebida por assistentes sociais do município no ginásio. Na entrada, Elizabete e o marido foram cumprimentados pelo nome e questionados se os vizinhos não iriam para o abrigo.
 
Quem fica em casa, acaba ilhado
Os moradores do loteamento Benjamin, assim como a família Duarte, são conhecidos dos assistentes sociais do município. Sempre que chove muito a localidade fica alagada e, quem não tem a casa invadida pela água, acaba ilhado.
Pensando no pouco que tem, a maior parte dos moradores espera até o último momento para sair de casa. Alguns dizem que não sairão. Têm medo que suas casas vazias sejam saqueadas, como dizem já ter ocorrido, e ficam sobre os móveis esperando que a água escoe.
Ao contrário do que quem nunca passou por isso pode pensar, não há desespero, choro ou lamentação entre os poucos que vão chegando ao abrigo. Acostumados, eles aceitam o sofrimento e a possibilidade de perder os bens quando voltarem para casa.
Torcem por dias melhores, mas não têm perspectiva de mudar dali. As casas são próprias e pagar aluguel seria impossível para a maioria daquelas famílias.
 
10 estradas interrompidas
Pelo menos seis rodovias estaduais e quatro federais tiveram o trânsito totalmente interrompido em 11 trechos, ontem, devido à queda de barreiras ou alagamentos. Não havia previsão para o tráfego ser liberado na maioria delas (ver mapa nesta página). A Polícia Militar Rodoviária e a Polícia Rodoviária Federal alertaram para os perigos de transitar pelas estradas, devido ao risco de mais deslizamentos.
Pela terceira vez esta semana, a BR-280, em Corupá, foi atingida por queda de barreiras. Por volta das 9h de ontem, um grande volume de terra caiu sobre o km 93, bloqueando a pista no sentido a São Bento do Sul. As imagens do momento em que um pedaço do morro desabou foram registradas pela RBSTV.
A barreira caiu quando funcionários de uma empresa contratada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) terminavam de retirar o barro que desmoronou na madrugada anterior. O trânsito só deverá ser liberado a partir de domingo no local.
A PRF alertou que o desvio pelo Rio Mandioca, no interior de Corupá, não é aconselhável, principalmente para caminhões, já que é uma estrada sinuosa e que acumulou muito barro. A melhor alternativa é utilizar a Serra Dona Francisca, em Joinville.
Mas o caminho é mais longo: somente de Jaraguá até a entrada da serra, no km 28 da BR-101, são cerca de 70 quilômetros. O risco também é maior por ser uma estrada cheia de curvas.
Na quarta-feira de manhã, o mesmo trecho ficou interditado por duas horas após um deslizamento de terra. Em janeiro, parte da pista no km 89 da BR-280, também em Corupá, cedeu por causa do excesso de chuvas. O intervalo ficou bloqueado por quase dois meses.
 
BR-116 também foi interditada
Outra rodovia federal interditada foi a 116, no início da tarde de ontem, devido à queda de barreira. Ela ficou interrompida na altura do km 108, que fica na Serra do Espigão, entre Santa Cecília e Monte Castelo.
Quem precisar seguir em direção ao Paraná, deve desviar pela BR-282, em Lages, e depois pela BR-101. Outro caminho é pela SC-457, passando por Lebon Régis e seguindo em direção à região de Porto União. A previsão da PRF é de que o trecho seja liberado apenas no fim da manhã de hoje.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Polícia
Assunto: Crimes e ocorrências
 
É tudo pirata
Cerca de 2 mil DVDs e 175 CDs falsificados foram apreendidos ontem em Criciúma. Dois homens foram presos quando vendiam o material no Centro da cidade. Segundo a dupla, o material foi comprado em São Paulo. Eles foram levados à delegacia e vão responder em liberdade pelo crime de violação de direitos autorais. Os CDs e DVDs serão encaminhados à Receita Federal para serem inutilizados.
 
Mais cinco anos para o detento
A família do aposentado Leandro de Oliveira, morto em 2006 dentro do Presídio Regional de Joinville, saiu decepcionada do Fórum na tarde de ontem.
Dois dos três acusados foram absolvidos. Principal agressor, Leanderson Zaine da Silva, foi condenado a 5 anos e seis meses de prisão, por lesão corporal seguida de morte.
– É como se não tivesse acontecido nada. Só a família, que viu o estado em que meu pai ficou. Eu queria que os três pagassem pelo crime – lamentou a filha de Leandro, Gislaine Regional de Oliveira dos Santos, 29.
O Ministério Público e os jurados entenderam que os presos não tiveram intenção de matar.
No depoimento durante o júri, Leanderson assumiu sozinho a agressão. Ele afirmou que os outros dois envolvidos, Adriano dos Santos Siebre e Adriano Rodolfo de Oliveira, apenas o ajudaram a amarrar o aposentado com uma teresa – lençóis e roupas amarradas em forma de corda.
O fato ocorreu em novembro de 2006, quando a Lei Maria da Penha entrou em vigor. O casal Leandro e Marlene Maria de Oliveira brigou por conta de um calçado que ela comprou. Houve agressão, e a mulher denunciou o companheiro para a polícia. Leandro passou a ser o primeiro preso em Joinville pela nova lei.
Dois dias após a prisão, aconteceu a agressão a Leandro.
 
Mais dois caixas são arrombados
Em apenas um dia, mais dois caixas eletrônicos foram arrombados em Santa Catarina. Desde o início da semana, são pelo menos quatro casos. Os dois primeiros casos foram registrados em Apiúna, no Vale do Itajaí, na madrugada de terça-feira.
Ontem, o primeiro assalto aconteceu em uma agência do Banco do Brasil em Barra Velha, no Litoral Norte. O grupo arrombou um dos caixas eletrônicos com maçarico e levou uma quantia ainda não confirmada em dinheiro. Também na madrugada, bandidos tentaram arrombar um caixa eletrônico da Caixa Econômica Federal, que fica perto do BB. Segundo a Polícia Militar, a agência foi invadida, mas nenhum valor foi levado. A PM ainda investiga se as ações criminosas foram executadas pelo mesmo grupo ou se ocorreram ao mesmo tempo.
A segunda ação aconteceu em São José, na Grande Florianópolis. Um caixa-eletrônico do banco Santander foi arrombado na madrugada desta quinta-feira no bairro Kobrasol. Segundo a Polícia Militar, os bandidos usaram um maçarico para arrombar o equipamento. A quantia furtada ainda não foi divulgada pelo banco.
 
Jovem morre após reagir a um assalto
Um assalto terminou em morte, ontem à tarde, em Chapecó. Uma das vítimas, que reagiu à abordagem, acabou baleada e morta pelos bandidos.
Por voltas das 16h30min, quatro homens encapuzados invadiram a casa de uma família, no interior da cidade. Eles foram ao porão e, com uma faca, renderam o dono, pedindo dinheiro. Ele foi até o andar superior onde estava a mulher e dois filhos. Pegou uma quantia em dinheiro e entregou aos assaltantes.
Ao ver a cena, Ana Leia Munarini, 20 anos, pegou uma espingarda calibre 28, que era da família, e fez um disparo em direção aos assaltantes. Eles revidaram e balearam Ana Leia. Parentes levaram a jovem para o hospital mas ela já chegou sem vida. Até o fechamento desta edição, ainda não havia detalhes de quantos tiros atingiram a vítima.
Os assaltantes fugiram em direção a um matagal levando o dinheiro. As Polícias Militar e Civil não haviam encontrado os ladrões até as 22h30min de ontem.
 
 
BLOGS
 
 
Paulo Alceu
 
Salários
Durante encontro ontem com o secretário da Segurança, César Grubba, os representantes da Associação dos Delegados de Polícia de Santa Catarina, que vieram tratar de melhoria salarial para a categoria, souberam que será criado um grupo de trabalho para discutir o assunto. Os integrantes virão da Fazenda, Procuradoria, Casa Civil, Administração e a Segurança. Em pauta o impacto que causará na folha de pagamento. O Sindicato dos Policiais Civis conversa hoje com o secretário.
 
Moacir Pereira
 
Kuhlmann: “Sistema de telemetria não funcionou”
Terminou a reunião do governador Raimundo Colombo com o prefeito e lideranças de Blumenau. A cidade já tem 59 ruas totalmente interditadas. Se o nível do rio Itajaí Açú atingir os 14 metros previstos para a madrugada, as águas cobrirão 820 ruas que também serão interditadas.
O deputado Jean Kuhlmann, que deu as informações, disse ter falado com o governador sobre o problema da previsão metereológica e do funcionamento do sistema de telemetria do Ceops- Centro de Operações do Sistema de Alerta, cuja central fica na Furb. São 13 estações instaladas na bacia do Itajaí. Não funcionou de acordo, porque as informações dependem da telefonia celular. A operadora não garantiu o sinal. Falta confiabilidade.
Resultado: a medição sobre o nível das águas foi feita com régua.
Em ternos de altíssima tecnologia e comunicação instantânea, parece mentira. Mas é o retrato da realidade dramática do Vale do Itajaí.
 
 
Décio: “Sistema de alerta falhou de novo”
Deputado federal Décio Lima (PT) também dá plantão em Blumenau, atendendo emergências e acompanhando providências de socorro às vítimas. Falou com o professor catarinense Gelson Albuquerque, Chefe de Gabinete do ministro Fernando Bezerra, dando um relato da situação. Já prepara ações de apoio financeiro federal. Está preocupado com a hipótese de 12,50 metros no nível do rio Itajaí Açu.
Décio lamenta que o sistema de previsão e alerta geral continue falho. E diz que hoje pela manhã as autoridades informavam à população pelos meios de comunicação que não havia riscos de enchentes. Horas depois vinha a notícia de cheias do rio.
 
 
MÍDIAS DO BRASIL
 
 
Veículo: Último Segundo
Editoria: Brasil
Assunto: Chuvas causam primeira morte em SC
 
Chuvas causam primeira morte em Santa Catarina
Homem morreu ao cair do telhado, diz a Defesa Civil do Estado
As chuvas que atingem Santa Catarina causaram a primeira morte. Segundo o boletim da Defesa Civil, um homem de 66 anos morreu ao cair do telhado de sua casa em Guabiruba, quando a estrutura desabou.
Duas pessoas ficaram feridas em Ascura e uma em Ilhota. O número de pessoas que estão desalojadas chega a 18.409, enquanto 1.064 perderam suas casas, aponta o boletim da Defesa Civil.
O vale do rio Itajaí-Açu pode viver uma das maiores enchentes dos últimos 19 anos. As cidades do alto vale estão em alerta. Os departamentos da Defesa Civil dos municípios apelam para que as famílias abandonem as casas. Em Itajaí, no litoral catarinense, a Defesa Civil alertou a população para os estragos com a enchente, que poderão ser maiores que os registrados na catástrofe de 2008, quando mais de 130 pessoas morreram, a maioria atingida por deslizamentos de terra.
Conforme boletim da Defesa Civil do Estado, 499.903 mil pessoas já foram afetadas pelas chuvas, mais de mil residências foram atingidas, 10 cidades decretaram situação de emergência e uma de calamidade pública. A primeira cidade a decretar estado de calamidade pública foi Rio do Sul. Inundações no centro e na maioria dos bairros da cidade, com o nível do rio acima dos 12 metros e deslizamentos de terra em diversos pontos, obrigaram o prefeito Milton Hobus a assinar o decreto.
A maior preocupação das autoridades das 46 cidades atingidas pelas fortes chuvas que predominam em Santa Catarina nos últimos três dias, conforme registro da Defesa Civil Estadual, é quanto a possibilidade de transbordo e risco de danos nas barragens instaladas, principalmente na região do vale. Algumas tiveram suas comportas abertas, o que aumenta significativamente o volume de água nos rios que cortam várias cidades, entre elas Blumenau.
 
Emergência
Blumenau já decretou situação de emergência, afetando 280 mil pessoas. De helicóptero, o governador Raimundo Colombo sobrevoou a cidade para verificar a situação das pessoas. “Viemos levantar as informações e ver como está a cidade. A situação realmente é negativa e o Estado vai dispor toda a sua estrutura para ajudar tanto Blumenau como as outras cidades.” O governador também esteve em Rio do Sul.
O nível do rio Itajaí-Açu obrigou 15 mil moradores a se deslocar para a casa de familiares ou amigos e 41 pessoas estão desabrigadas. A previsão é de que o rio chegue a 14 metros nesta sexta-feira (9). Entre as cidades com volumes de chuva acima do normal se destacam Florianópolis (180mm), Joinville (172mm), no litoral, e Indaial (168mm), no Vale do Itajaí.
Outras seis cidades catarinenses acumularam, volumes de chuva superiores ao normal para o mês inteiro de setembro. O maior registro foi na cidade de Campos Novos, no meio-oeste, onde a precipitação alcançou 195mm e os valores médios mensais variam de 150 a 160mm.
A previsão do tempo indica que a chuva vai continuar. Pelo menos outros 13 municípios já se aproximam de valores acumulados superiores às médias mensais. A situação de maior atenção é na região do Vale do Itajaí. A partir de hoje (9), a expectativa é de que a intensidade da chuva diminua. No final de semana há possibilidade de abertura de sol, mas ainda com muitas nuvens, principalmente no litoral do Estado.
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Veículo: Último Segundo
Editoria: Brasil
Assunto: Morro da Mangueira recebe nos próximos dias a sua UPP
 
Morro da Mangueira recebe nos próximos dias a sua UPP
Implantação de UPPs nos complexos do Alemão e da Penha terá início em março de 2012
O Morro da Mangueira será a próxima favela da capital fluminense a receber uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Ela vai ser instalada dentro de alguns dias, disse nesta quinta-feira (8) o secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, que se reuniu com os comandantes das 17 UPPs existentes.
O encontro foi para fazer um balanço do trabalho feito pelas unidades, experiência que começou com a ocupação do Morro Dona Marta, em Botafogo, zona sul do Rio. Beltrame afirmou que até 2014, ano da Copa do Mundo, a capital fluminense terá 40 UPPs.
Os complexos de favelas do Alemão e da Penha, atualmente ocupados por soldados da Força de Pacificação, terão até março de 2012 as suas UPPs, conforme anunciou o governador Sérgio Cabral. As duas regiões foram pacificadas em novembro de 2010 com tropas do Exército, mas vêm enfrentando reações dos traficantes nos últimos dias.
A permanência dos soldados do Exército nas duas comunidades está prevista até junho de 2012, com efetivo que chegará a 2.200 homens, para garantir a paz à população. As informações foram divulgadas em nota pelo Governo do Estado.
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Veículo: Último Segundo
Editoria: Brasil
Assunto: MP pede prisão de 28 policiais militares do batalhão de São Gonçalo
 
 
 
MP pede prisão de 28 policiais militares do batalhão de São Gonçalo
Agentes eram réus de processos que seriam julgados pela juíza Patrícia Acioli
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) solicitou à Justiça nesta quinta-feira (8) o afastamento de 34 policiais militares que atuaram ou ainda são lotados no 7º BPM (São Gonçalo). Desse total, 28 agentes também tiveram a prisão preventiva solicitada. As medida foram anunciadas pelo procurador-geral de Justiça Cláudio Lopes.
Segundo ele, os pedidos foram feitos após a análise de 60% dos processos que eram comandados pela juíza Patrícia Lourival Acioli. A maior parte dos PMs responde por autos de resistência (morte de criminosos em confronto com a polícia), mas também há casos de homicídios e formação de quadrilha.
Para Lopes, mais prisões devem ser solicitadas à Justiça depois que o restante dos processos for analisado. De acordo com o procurador, não há certeza de que todos os policiais investigados façam parte da mesma quadrilha ou de que tenham envolvimento com milícias. “O batalhão de São Gonçalo é um dos com maiores problemas no Estado”, disse.
A juíza Patrícia Acioli foi morta em 11 de agosto deste ano com 21 tiros na porta de sua casa, no município de Niterói, na Região Metropolitana do Rio. Ela atuava na 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, cidade vizinha.
No dia 23 de agosto, a Polícia Militar informou que 91 agentes eram réus em ações que seriam julgadas por Patrícia. Dois dias depois, cinco PMs de Niterói foram afastados do patrulhamento de rua, por determinação do comando do batalhão da cidade.
A ação foi feita com base em uma decisão tomada pela juíza Patrícia Acioli. A magistrada determinou o afastamento dos policiais por causa de irregularidades cometidas pelos agentes quando eles ainda trabalhavam no batalhão de São Gonçalo, município vizinho.