Área do associado

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Clipping do dia 09 de dezembro

9.12.2011

 

CLIPPING

09 de dezembro 2011

 

MÍDIAS DE SANTA CATARINA

 

Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Visor

Assunto: Operação padrão dos policiais

 

 

PÉ ESQUERDO

Ofício enviado ontem à tarde aos delegados titulares caiu como uma bomba entre os policiais. Assinado pelo recém-empossado diretor de Polícia Metropolitana da Grande Florianópolis, delegado Ilson da Silva, determina o envio do nome, cargo e matrícula dos agentes que participaram da operação padrão na manhã de ontem.

O efeito imediato pode ser a radicalização do movimento, que, até agora, era pacífico e ordeiro.

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Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Geral

Assunto: Gerais – Acidentes –

 

Motorista se apresenta à polícia e chora

O motorista que atropelou uma jovem às margens da SC- 401 no domingo, se apresentou à polícia na manhã de ontem, em Canasvieiras, em Florianópolis. Acompanhado de seu advogado, o suspeito, de 55 anos, afirmou que pretende somente se manifestar em juízo.

De acordo com a polícia, o homem estava bastante abalado e teria chorado durante toda a conversa. Ele não teria se apresentado antes por conta da sedação que vem tomando desde o acidente no domingo.

A família da vítima, Kamila de Lima Poyer, de 19 anos, também foi ouvida ontem. Após o depoimento de outras duas testemunhas, o inquérito deve ser instaurado.

 

Operário morre ao levar choque

Um homem morreu na manhã de ontem depois de levar um choque no teto do Colégio Dom Jaime Câmara, no bairro Kobrasol, em São José.

Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foi acionada e chegou a prestar socorro ao operário Aurélio Segala, mas ele sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu.

Segundo a direção do colégio, o homem trabalhava na empresa Multi Art contratada pela instituição para colocar um painel publicitário no lado de fora do prédio.

No fim da manhã, a direção ainda apurava as circunstâncias do choque que matou o operário.

 

Fogo destrói parte de uma escola

Os estudantes do Centro de Educação Profissional (Cedup) Caetano Costa, em São José do Cerrito, na Serra Catarinense, levaram um susto no início da manhã de ontem.

Parte do prédio, de aproximadamente 180 metros quadrados, foi destruído por um incêndio por volta das 7h. Não houve feridos. Os bombeiros de Lages foram chamados para atender a ocorrência. Eles apagaram o incêndio com auxílio dos estudantes, cerca de uma hora depois das chamas consumirem a construção.

– A ajuda dos alunos, com mangueiras e resposta rápida, foi importante para apagar o fogo bem rápido – conta o cabo Flávio Oliveira, do Corpo de Bombeiros de Lages.

No local, onde funcionava um alojamento, havia armários e mesas, recentemente doados pelo governo do Estado e que ainda não haviam sido retirados das embalagens, de acordo com relatos dos estudantes.

– Tinha umas 200 pessoas no Cedup, mas ninguém se machucou. Ficamos só assustados com o que aconteceu – contou Marcos Outemane, que estuda no local.

Uma perícia do Corpo de Bombeiros começou a investigar a origem do incêndio ainda ontem.

 

Acidente mata mãe e filho no Meio-Oeste

Adiles Aparecida Simões Pires, de 43 anos, e o filho Ícaro Demitri Pires Antunes, de sete anos, morreram em um acidente na BR-282 em Vargem Bonita, no Meio-Oeste catarinense, por volta das 15h15min de ontem. Os dois estavam em um veículo com placas de Coronel Martins, no Extremo-Oeste catarinense, que rodou na pista e bateu de frente em um caminhão carregado de farelo de soja, no quilometro 417 da rodovia. Além das vítimas, o pai e outra filha de seis anos também estavam no veículo.

 

 

___________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Geral

Assunto: Novo elevado no centro

 

Novo elevado no Centro é esperança de mobilidade

Estrutura que custou R$ 8,1 milhões deve facilitar entrada dos veículos na Ilha e circulação nas ruas

Com direito a fogos de artifício, bolo de aniversário, caminhada oficial e até manifestação da Polícia Civil, a liberação do Elevado Carl Franz Albert Hoepcke, em frente à Rodoviária Rita Maria, parou a região central na manhã de ontem.

O tráfego de veículos foi liberado às 11h25min (era para ser às 10h) e, a partir daí, o trânsito fluiu normalmente. A inauguração, que previa basicamente a liberação do tráfego, se transformou em um evento à parte na cidade. Subiram no palanque para pronunciamento mais de 30 políticos representando o município e o Estado. Anita Hoepcke, bisneta do homenageado, foi a primeira a falar a respeito da obra.

– É um orgulho termos o nome de Carl Hoepcke neste monumento. Foi aqui, nessa região, que ele iniciou sua trajetória, contribuindo para o desenvolvimento de Santa Catarina – disse.

Ao custo de R$ 8,1 milhões, a obra começou no dia 2 de fevereiro deste ano e para o prefeito de Florianópolis, Dário Berger, que comemorou aniversário ontem com bolo e minicarrinhos comestíveis, o elevado foi entregue em tempo recorde. Ele reconhece que a obra não resolverá os problemas de mobilidade na entrada da Ilha, mas irá melhorar o fluxo.

– Não estamos acabando com todas as filas na região central da cidade, mas, certamente, o elevado irá contribuir e muito com o fluxo de veículos na ponte Pedro Ivo Campos – afirmou o prefeito.

A obra foi concluída pela prefeitura de Florianópolis com ajuda de um empréstimo feito no Programa Badesc Cidades, do governo do Estado. Os valores serão pagos pelo munícipio, mas Dário Berger diz não se sentir o único “pai” da obra.

– Este é mais um resultado da parceria entre governo estadual e municipal – disse.

O elevado tem oito metros de largura, milimetricamente calculados com um fita métrica durante a inauguração, 390 metros de extensão e duas pistas com direção à avenida Beira-mar Norte. A velocidade máxima permitida é de 60km/h.

 

Filas antes da liberação

Os motoristas que passaram pelo entorno do novo elevado na manhã de ontem enfrentaram longas filas até a liberação das pistas. De acordo com o comandante da Guarda Municipal, Ivan Couto, depois das 11h25min, quando os veículos foram liberados para trafegar pela estrutura, o trânsito fluiu normalmente.

O único acidente registrado ontem na região ocorreu às 13h30min. Um motociclista caiu na pista a poucos metros da subida para o elevado. Para atender a vítima, a Guarda Municipal precisou manter o fluxo de veículos em apenas uma faixa, provocando filas em quase toda a Via Expressa.

– Logo após o atendimento, tudo voltou ao normal e o trânsito fluiu muito bem – afirma.

Ontem, os primeiros motoristas que trafegaram pelo elevado se mostraram esperançosos quanto à diminuição das filas.

– Não acreditava que esta obra acabasse antes do Natal. Fiquei muito surpreso e adorei o resultado. Já percebi a melhora – diz o morador de Palhoça Luis Carlos Didomenico.

Luis conta que permanece no trânsito da Grande Florianópolis ao menos seis horas por dia. Para atender aos clientes do Norte da Ilha, diz que são necessárias duas horas de percurso, e que por conta do trânsito, o preço dos produtos na Ilha são mais caros.

 

– Com estas obras (elevado e duplicação da SC-401), acredito que o trabalho irá melhorar muito – prevê.

De hoje até domingo, quem trafega no sentido Beira-Mar Norte para o Centro ainda terá que contornar pelo Bairro Prainha.

Segundo o secretário de Obras da Capital, Luis Américo Medeiros, a expectativa é de que na segunda-feira o tráfego já possa estar liberado para passar por baixo do elevado.

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Geral

Assunto: Barulho mobiliza moradores do Kobrasol

 

Barulho mobiliza moradores do Kobrasol

A Associação dos Moradores e Amigos do Kobrasol (AmaKobrasol), em São José, realiza uma reunião civil pública na próxima segunda-feira, para tratar do tema Perturbação do Sossego Alheio é Crime (Artigo 42 da L.C.P. -Lei das Contravenções Penais).

O encontro com a comunidade será a partir das 19h30min, no Conselho Comunitário Loteamento Campinas (CCLC), à Rua José Aurino de Mattos, 230 (Fundos do “NAS” Unimed). Na ocasião, serão discutidos os resultados de várias reuniões.

____________________________________________________________________________Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Geral

Assunto: Apreensão de produtos no camelódromo de Joinville

 

Apreensão de produtos no camelódromo

O camelódromo de Joinville, no Centro, foi alvo de mais uma operação da Receita Federal contra produtos falsificados na manhã de ontem. Apoiada pelas polícias Federal e Militar, a ação terminou com a apreensão de cerca de 30 mil CDs e DVDs de filmes e jogos de videogame pirateados. Os fiscais da Receita Federal ainda vistoriaram outras três lojas voltadas ao comércio de eletrônicos na região central de Joinville. A mercadoria foi levada para um depósito. Se comprovarem que os produtos têm procedência legal – o que, segundo os fiscais, é improvável – os comerciantes terão o direito de pegar o material de volta até terça-feira.

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Diário do Leitor

Assuntos: Moradores da Barra da Lagoa

                   Penitenciária

                   Guarda-municipal

 

Com as próprias mãos

Não foi o correto, mas os moradores nativos da Barra da Lagoa, em Florianópolis, fizerem justiça com as próprias mãos. É sinal de que a violência está ficando insuportável, onde as pessoas de boa índole estão sofrendo. Que lei é essa onde os marginais, principalmente os menores infratores, roubam, sequestram e matam sem serem punidos pela Justiça? Senhores políticos e juristas, está na hora de mudança no Código Penal brasileiro e de mais rigor.

Odair da Costa

Florianópolis

 

Com as próprias mãos

Parabéns à comunidade da Barra da Lagoa, que em uma ação conjunta reuniu-se e encapuzou-se para pegar a unha e meter o pau, até quase matar vários, traficantes, vagabundos e ladrões que agiam sem serem importunados pela polícia na região. Bela atitude que deveria ser copiada por todos os bairros da cidade, em uma ação conjunta, no mesmo dia, hora. Foge daqui, apanha ali. Já que o Estado não garante nosso direito constitucional à segurança, nós resolvemos com as próprias mãos. Aí a polícia se mantém inoperante, o Estado omisso, Têmis vendada e tudo certo.

Dênnis Carmezini

Florianópolis

 

Guarda municipal

A guarda municipal de São José é uma vergonha. Não se vê um guarda. A Rua Adhemar da Silva é o exemplo de desrespeito ao pedestre. Carros estacionados em mão proibida ou correndo a 60/80 quilômetros por hora. Já chamei quatro vezes a guarda municipal. Respondem que não têm pessoal para fiscalizar! Então para que serve? Na Avenida Central não tem nenhum guarda para coibir os abusos dos veículos mal estacionados!

Geraldo Wichrowski

Por e-mail

 

Penitenciária

Com tanta rejeição pela comunidade na aprovação de um complexo penitenciário em seu município (Paçhoça), o que de fato gera insegurança, seria mais seguro construir um ou mais navios-penitenciária e instalar em alto-mar. Assim, como o mundo constrói navio porta-aviões para a guerra, vamos construir um para a paz.

Maria Medeiros Paz

São José

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Cacau Menezes

Assunto: Imaurí – penitenciária

 

Presídios bem-vindos

Se Imaruí também é contra a instalação de uma penitenciária em sua área rural é porque os hoteleiros, comerciantes e locadores não leram a matéria no Valor, o mais importante jornal econômico do país.

Eis o que disse o jornal em sua edição de quarta feira, na primeira página:

“Ter um presídio no município não é, necessariamente, um mau negócio. O Valor visitou quatro das nove cidades da região da Nova Alta Paulista, onde, num raio de 90 quilômetros, foram instaladas 11 unidades prisionais a partir de 1998. Pracinha, que tinha 1.431 habitantes antes do presídio, em 2000, ganhou mais 1,4 mil novos moradores e alguns empregos de agente penitenciário com salário de R$ 2 mil, nada mal para a região. Uma pesquisa feita na Unicamp mostra que os presídios provocaram impactos demográfico, econômico e social na região. O movimento de visitas aos presos aumenta o faturamento de bares, restaurantes e hotéis.”

__________________________________________________________________________ Veículo: Diário do Catarinense

Editoria: Moacir Pereira

Assunto: Assembleia estadual dos médicos

 

Novos tempos

A decisão da assembleia estadual dos médicos, de rejeitar a proposta do governo estadual sobre a tabela de honorários para credenciamento no SC Saúde, revelou, mais uma vez, que a política e a administração vivem novos tempos. Foi mais um caso concreto de acordo bem encaminhado, fechado ou até assinado pelo comando de uma categoria e depois rejeitado pela base. Os anteriores ocorreram com os professores e os policiais civis.

O Conselho das Entidades Médicas, composto pelos presidentes da Associação Catarinense de Medicina, Sindicato dos Médicos e Conselho Regional de Medicina, realizou várias reuniões com os técnicos do SC Saúde, negociando os termos da tabela a ser aplicada na assistência médico-hospitalar dos servidores públicos estaduais e seus dependentes. A última reunião aconteceu na véspera da assembleia estadual, e lá compareceu o secretário Milton Martini, que concordou em fazer alguns ajustes, como o aumento dos valores atribuídos à radiologia. E deu resposta positiva ao pedido de formalização de uma proposta. Ficou implícito que se os entendimentos ali definidos fossem levados em proposta haveria aprovação dos médicos.

Martini disse que tonteou quando viu a manchete do DC sobre a rejeição da proposta. Mais ainda quando viu no texto que a decisão era unânime. No Centro Administrativo, a perplexidade não foi menor, a partir do próprio governador Raimundo Colombo, que monitorava as negociações e estava mais do que esperançoso na celebração do acordo. A maior estranheza: se a decisão foi unânime, os 10 médicos, todos dirigentes das três instituições do Cosemesc, que aprovaram o acordo na reunião da noite anterior, votaram contra suas próprias posições.

O principal motivo da rejeição, segundo os médicos: a adoção pelo governo da quinta edição da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos, a famosa CBHPM. Os médicos entendem que se é para começar bem o SC Saúde, que seja com a aplicação da última tabela da Classificação. A penúltima é de 2010 e, além disso, está com redução de 20%.

 

 

IMPASSE

O secretário Martini diz que a vigência da CBHPM integral é impossível, pois inviabilizaria o orçamento do SC Saúde. Avançou nas negociações desta semana, convidando representantes dos médicos e da Federação dos Hospitais para integrarem o conselho do SC Saúde. Ali podem fiscalizar as finanças e identificar os limites dos honorários a serem pagos por todos os fornecedores.

 

A resposta do Cosemesc está sendo formalizada pelo presidente da ACM, Aguinel José Bastian Júnior. Ele afirma que a posição dos médicos não encerra as negociações e que a direção do Cosemesc tem procuração para continuar conversando com o governo.

O secretário Milton Martini assegura que a rejeição não inviabiliza a implantação do SC Saúde. Informa que estão inscritos mais de 30 hospitais, cem clínicas e 160 laboratórios de análises. Segundo sua projeção, se a posição dos médicos não for alterada, a assistência aos funcionários será prestada pelos médicos que atuam nas clínicas.

Foi incisivo, também, ao sustentar que nenhuma instituição pública ou privada de Santa Catarina aplica integralmente a última versão da Classificação e Procedimentos Médicos, informação que foi confirmada pelo presidente da ACM.

– Clima tenso na Polícia Civil. O delegado regional da Grande Florianópolis, Ilson da Silva, enviou determinação aos delegados para que indiquem os policiais que participaram da manifestação. Exigiu todos os detalhes. Em Chapecó, o delegado Bada coloca os policiais na Corregedoria.

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Política

Assunto: Novo teto em SC

 

Uma proposta para 714 servidores

Ideia de aumentar o salário máximo no Executivo estadual acabaria com bloqueios dos valores que ultrapassam R$ 15 mil

Se 2011 foi marcado por discussões envolvendo piso salarial, especialmente por causa dos 62 dias de greve dos professores estaduais, o próximo ano pode ser o do teto. Setores do governo e da Assembleia Legislativa iniciaram discussões para que o limite dos salários no serviço público estadual seja igualado aos R$ 24,1 mil que recebem os desembargadores do Tribunal de Justiça (TJSC).

A decisão beneficiaria 714 servidores do Poder Executivo, que hoje têm parte dos salários cortados para permanecerem abaixo do que recebe o governador Raimundo Colombo (PSD) – R$ 15 mil. Os descontos feitos nos salários desses funcionários para adequação ao teto resultam em uma economia de R$ 2,6 milhões mensais aos cofres públicos.

A informação foi antecipada na edição de ontem do Diário Catarinense pelo colunista Roberto Azevedo. A ideia ainda é embrionária e tem como base a pressão de categorias que recebem salários que se aproximam do atual teto. É o caso de delegados da Polícia Civil e oficiais da Polícia Militar e Bombeiro Militar, mobilizados por aumento salarial.

A brecha para a mudança é um dispositivo da Constituição Federal que permite aos estados estabelecerem o salário de desembargador como teto geral – excluindo apenas os deputados estaduais e vereadores, que têm o valor vinculado aos salários dos deputados federais. Para isso, seria necessária uma mudança na Constituição do Estado – o que exige o apoio de 27 dos 40 parlamentares.

Além desses votos, o governo teria que enfrentar pressões contrárias, especialmente dos sindicatos vinculados aos servidores que recebem salários menores. O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Estado de Santa Catarina (Sintespe), Antônio Battisti, ironiza a ideia.

 

– Não conhecemos ninguém que ganha o atual teto e que pense em pedir demissão por achar que ganha pouco. Na base, sim, tem muita gente estudando para concurso público para trocar de emprego – diz o sindicalista, vereador em São José pelo PT.

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (Sinte), Alvete Bedin, se mostrou surpresa. Segundo ela, nenhum professor tem salário superior a R$ 4 mil, o que deixa a categoria muito longe dos que podem ser beneficiados por um novo limite.

A defesa da proposta vem das associações que representam delegados e oficiais. Renato Hendges, presidente da Associação dos Delegados de Santa Catarina, diz preferir não comentar especificamente a proposta de teto único, mas critica a atual vinculação do limite salarial ao contracheque de um político, o governador, no caso. O coronel Fred Schauffert, presidente da Associação dos Oficiais da PM e Corpo de Bombeiros, é mais direto:

– Sempre fomos favoráveis. Até porque, mesmo que venhamos a receber um aumento salarial, vai sempre esbarrar no teto do governador.

No governo e na AL, o tema é tratado com cuidado. Oficialmente, não existem estudos ou projetos em gestação. O secretário de Administração, Milton Martini (PMDB), garante que “não tem nada disso sendo tratado”, mas não fecha as portas à ideia.

– Do ponto de vista constitucional, talvez resolvesse algumas questões que temos aqui. Mas não sabemos nem o impacto financeiro porque não está em discussão – afirma.

Na AL, a repercussão seria menor do que no Executivo, porque o teto para a maioria dos funcionários é o salário do deputado, de R$ 20.040. O presidente da AL, Gelson Merisio (PSD), acha oportuna a discussão.

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Política

Assunto: Viúva de vereador recebe escolta

 

Viúva de vereador recebe escolta

A viúva e o filho do vereador Marcelino Chiarello (PT), encontrado morto no dia 28 de novembro, estão recebendo escolta da Polícia Militar. Desde o crime, Dione deixou a casa em que morava com Marcelino.

Eles temem pela própria segurança. A viúva nem quer dar entrevista. Enquanto isso, a Polícia Civil segue ouvindo depoimentos. Ontem, um dos ouvidos foi o vereador Euclides da Silva, um dos suplentes do PT na Câmara. Euclides disse que Marcelino chegou a ligar para ele nos dias que antecederam o crime, dizendo que iria renunciar. Mas ele não levou Chiarello muito a sério, pois costumava fazer brincadeiras. Com a morte do vereador, quem assumiu foi o primeiro suplente Lizeu Mazzioni.

Também foram ouvidas outras pessoas ligadas a Chiarello. Há rumores de que as últimas ligações recebidas pelo vereador teriam sido apagadas e que as informações repassadas pela operadora estariam incompletas. O delegado Ronaldo Neckel Moretto, que conduz as investigações, disse que o celular está sendo periciado. Ele também aguarda a conclusão do laudo do Instituto Geral de Perícias para esclarecer alguns pontos. Moretto não divulga informações para não atrapalhar as investigações.

O coordenador do IGP em Chapecó, Jean Osnildo dos Santos, informou que os exames foram minuciosos. A cena do crime também foi periciada. Algumas amostras foram para o Instituto de Análises Forenses de Florianópolis, para análises toxicológicas e patológicas. Esse exame pode apontar se o vereador foi envenenado antes do suposto enforcamento. A tese de suicídio foi descartada.

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Informe Político

Assuntos: Civis e militares

                   Vale-alimentação

                   SC-Saúde

                   Líderes sindicais

 

 

Manifestação

Os representantes dos policiais civis (Sinpol, Sintrasp e Adepol) decidiram por uma paralisação, hoje, e pretendem estender todo o dia. Na Capital, a concentração será em frente à 1ª DP e inicia-se às 8h30min.

Como as negociações estagnaram, enquanto o projeto que prevê reajustes tramita na Assembleia, a pressão foi o caminho adotado pela categoria. Os oficiais da Polícia Militar e do Bombeiro Militar prosseguem na campanha pela igualdade na negociação.

 

 

A briga pelo vale-alimentação

Há desconfortantes relatos da pressão vinda do Tribunal de Contas sobre os deputados para que seja aprovado o projeto que reajusta o vale-alimentação dos funcionários da corte administrativa, de R$ 364 para R$ 1 mil, e que incorpora o adicional de insalubridade a 10 servidores que atuam na área de saúde da instituição. A suposta moeda de troca seria o número de processos de parlamentares, que foram prefeitos e secretários da Estado, têm em andamento no TCE.

A temperatura subiu depois que a Comissão de Constituição e Justiça barrou o reajuste. Na sequência, a Comissão de Finanças do Legislativo deu sobrevida ao assunto ao apresentar um substitutivo global ao projeto. Retirou a retroatividade do vale a junho deste ano, o que resultaria em uma bolada natalina de cerca de R$ 7 mil para cada servidor. Mas a comissão teria acrescido um novo penduricalho.

A bancada do PT alerta que a nova peça vincula o reajuste futuro do vale-alimentação ao aumento dos salários dos funcionários do tribunal, mais uma polêmica. A matéria retornará à CCJ na semana que vem. Não há garantias de que a unanimidade obtida na primeira votação se repita, tampouco que não ocorra uma reversão significativa.

Nos corredores da Assembleia, deputados que preferem não ter o nome revelado, informaram que mudarão de ideia. Têm pendências no TCE e temem pelas consequências. Um deles admite que tem 10 processos em análise e não votará contra.

Não se deve esquecer que, ao começar a relatoria do projeto, o deputado Dirceu Dresch (PT) recebeu ameaças via telefone. Do outro lado da linha, alguém que se identificava como servidor do tribunal, dizia que as prefeituras administradas por petistas sofreriam represálias, caso o voto do fosse contrário ao reajuste do vale. Dresch relatou o fato ao conselheiro José Roberto Herbst, presidente do TCE, que abominou o ocorrido. Resta saber quem diz falar em nome da instituição na hora de pressionar.

 

 

 

Escorregada

O secretário Milton Martini (Administração) tentou tranquilizar os servidores ao informar que as negociações sobre o SC Saúde não estão encerradas, mesmo depois que os médicos não aderiram ao novo plano.

O contrato com a Unimed vai até 31 de janeiro de 2012. O prazo é muito curto.

 

Representação?

Virou moda: os líderes sindicais fecham acordos com o Centro Administrativo e a base diz que não aceita.

Foi assim com o Sinte, na greve dos professores. Com os policiais civis, ao desautorizarem o Sintrasp e o Sinpol. E agora, com os médicos. Se passaram a retirar a legitimidade dos representantes, com quem o governo deve negociar?

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Polícia

Assunto: Justiça por conta própria

 

Justiça por conta própria manda quatro para hospital

Revoltado com falta de segurança, grupo da Barra da Lagoa, na Capital, lincha supostos traficantes

Revoltados com a falta de segurança provocada pela presença de traficantes de drogas na região, moradores da Barra da Lagoa, praia no leste da Ilha de Santa Catarina, se reuniram, numa tentativa de fazer justiça por conta própria, e agrediram um grupo que estaria ameaçando a população.

De acordo com a 3a Companhia de Polícia Militar, que atendeu a ocorrência, às 23h de quarta-feira, quatro pessoas foram hospitalizadas. Uma delas estava inconsciente. A Polícia Civil informou que, se identificados, os agressores serão responsabilizados criminalmente.

Os autores saíram movidos pela indignação de ver traficantes e usuários de drogas se apoderarem do centrinho, ocupando a praça, o parquinho e o posto fechado da Polícia Militar.

– A população se revoltou. Dizem que tinha umas 80 pessoas na hora para cercar os traficantes, e que até velho com mais de 70 anos participou. Violência gera violência, mas, se a polícia não der jeito, vai ser assim daqui pra frente – assegura um pescador nativo da Barra da Lagoa.

O dono de uma peixaria conta que a comunidade se reuniu depois que moradores começaram a ser intimidados diretamente pelos traficantes, em casos de furto, agressões e ameaças à mão armada. Ele diz que a polícia foi alertada diversas vezes, mas não tomou atitude.

– Foi muito rápido. Os traficantes estavam armados, mas o pessoal cercou e eles foram pegos. Agora, outros vão pensar duas vezes antes de aparecer aqui – revolta-se.

 

De acordo com a polícia civil da Lagoa da Conceição, os jovens espancados durante a revolta são todos menores de 18 anos e já foram detidos diversas vezes por tráfico de drogas. Embora nenhum boletim de ocorrência tenha sido registrado, o caso será investigado.

 

Associação de moradores é contra

Os acontecimentos preocupam a Associação de Moradores da Barra da Lagoa, que percebe a formação de um grupo disposto a agir por conta própria, alegando fazer justiça.

– Essa não é a solução. A comunidade precisa de segurança, mas não dessa maneira. Daqui a pouco os traficantes decidem revidar, chegam atirando e matam uma família. A Barra da Lagoa precisa é de presença policial – defende o diretor da associação, Ivonildo Florindo.

Para o presidente do Sindicato dos Pescadores de SC, Osvani Gonçalves, a reação foi um alerta, já que a região é tratada “com completo descaso”.

– A Lagoa tem uma delegacia e um posto da PM. Nossa delegacia está fechada desde 1985, e o posto da PM é só para enfeite na temporada – diz.

 

 

Caso mostra insatisfação, diz a polícia

A Polícia Militar divulgou, na tarde de ontem, uma nota lamentando o ocorrido e reconhecendo que o episódio demonstra a insatisfação da comunidade em relação à impunidade de criminosos.

O comandante do 4o Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Araújo Gomes, informa que a mobilização da comunidade motivou modificações no esquema tático para a região.

– Nós já aumentamos o policiamento na área e novas operações começarão em breve. Vamos antecipar para o início da semana a abertura do posto da Barra da Lagoa, que começaria a funcionar no início da temporada, pois foi construído com esse intuito – afirma o coronel.

O comandante aconselha a população a chamar a polícia para as reuniões comunitárias e discutir segurança pública. Araújo Gomes ressaltou que a atitude correta sempre é ligar para o 190 ou procurar o posto policial mais próximo.

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Polícia

Assunto: Crimes e ocorrências

 

 

Câmera gravou a explosão

As imagens do circuito interno de segurança da agência Via Credi, de Massaranduba, Norte do Estado, servirão para a polícia buscar pistas sobre a quadrilha que roubou o banco na madrugada de terça-feira. Os ladrões estão foragidos.

A ação dos bandidos foi gravada por uma câmera de segurança. O momento da chegada de três criminosos até a explosão de um dos dois caixas eletrônicos dura cerca de dois minutos. A ação será analisada pelo setor de inteligência da Polícia Militar e pela equipe de investigação da Polícia Civil de Guaramirim, que responde pela segurança da cidade.

As imagens mostram três homens invadindo a agência. Dois deles estão com barras de ferro, que usam para arrombar o caixa. A abertura é danificada e, pelo buraco feito na ação, são colocados os explosivos entregues por um terceiro comparsa.

 

Foram colocados nos caixas dois explosivos. De acordo com o major da PM Jofrey Santos da Silva, cada um tinha 400 gramas e seria feito do mesmo produto usado em empresas de detonação de pedras.

– É feito de espoleta e estopim – explicou o militar.

Serão verificados casos de furtos nesses estabelecimentos para tentar identificar a origem do material.

Depois de acionados os estopins, os ladrões saem da agência apressados. Apenas um é detonado, mas a força da explosão destrói o caixa eletrônico e parte da vitrina da agência.

– Ao ar livre, este explosivo causa pouco impacto. Em um lugar fechado, o estrago é grande devido ao aumento da pressão – disse o major.

Foram encontrados pedaços de vidros a 40 metros da agência, e peças de metal a 70 metros. As imagens dos ladrões voltando para recolher o dinheiro, logo após a explosão, não foram liberadas pela polícia.

 

Quatro presos após assalto em Biguaçu

Quatro adolescentes foram pegos, após perseguição e troca de tiros com a Polícia Militar, na noite de ontem. Segundo a polícia, por volta das 20h, cinco jovens armados assaltaram um supermercado, no Jardim Carandaí, em Biguaçu.

A PM foi acionada e começou uma perseguição aos assaltantes que fugiam em um Fiesta prata, pela BR-101, sentido São José. Uma das viaturas foi atingida pelos tiros, mas os agentes não ficaram feridos. Próximo à Fazenda Santo Antônio, os adolescentes foram pegos, um deles, que poderia estar baleado, conseguiu fugir pelo mato. Os demais foram conduzidos à delegacia. Com os assaltantes foi apreendido dinheiro e cigarros. Até o fechamento desta edição, o quinto adolescente ainda não havia sido capturado.

 

Ossada humana é achada em saco

A Polícia Militar de São José, na Grande Florianópolis, encontrou ontem ossos dentro de um saco preto, em um galpão em construção na Avenida das Torres, no Bairro Areias. Segundo o Instituto Médico Legal (IML) de Florianópolis, os ossos são parte de um corpo humano. O material agora será analisado por um perito médico.

Somente após esta análise, o IML poderá determinar se os ossos são todos de uma mesma pessoa e, ainda, se são de um homem ou de uma mulher e, aproximadamente, a idade. Pelas partes que foram encaminhadas para o Instituto, não foi possível fazer esta identificação.

O caso foi encaminhado para a 2ª Delegacia de Polícia de São José. A polícia deve cruzar os dados com lista de desaparecidos.

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Polícia

Assunto: Crimes e ocorrências

 

 

Moradores que espancaram traficantes na Barra da Lagoa, em SC, culpam poder público

PM diz que vai antecipar Operação Veraneio na praia em virtude do fato ocorrido

 

Tentativa de linchamento aconteceu a poucos metros do posto da PM

 A justificativa dos moradores da Barra da Lagoa sobre o espancamento de cinco jovens suspeitos de tráfico de drogas e pequenos furtos é uma só: A falta de ação do poder público. Os adolescentes apanharam até ficarem inconscientes, na noite de quarta(9), por moradores encapuzados.

Com a garantia do anonimato, um comerciante apóia a atitude das mais de 80 pessoas que participaram da agressão. “Eu me sinto mais seguro agora, já estava na hora de se fazer uma limpeza na Barra. Se a polícia não faz nada, nós fazemos”, declarou. Perguntado se ele estava entre os moradores encapuzados que praticaram  a agressão, ele ironiza. “Se eu tivesse participado, não diria. E não foi esse ou aquele morador, foi toda a comunidade que bateu”, diz.

O plano dos moradores era surpreender o grupo no local onde eles se reuniam todas as noites, sob a cobertura de um dos restaurantes da praia, para um linchamento coletivo. “A ideia era pegá-los na beira da praia, onde vendiam as drogas, e jogá-los mortos no mar. Mas como choveu e mudaram de local, não teve jeito de recuar o plano”, comentou outro morador do bairro. A pancadaria aconteceu a poucos metros do posto da Polícia Militar, desativado desde a última temporada.

Comerciantes, donos de pousadas e pescadores lideraram a tentativa de linchamento. Em seguida, quase todos que estavam nas proximidades participaram das agressões. Nem mesmo os moradores sabiam quantas pessoas participaram, a maioria usava camisetas na cabeça para esconder os rostos, como capuzes.

 As vítimas apanharam até ficarem inconscientes. Cinco foram atendidos nos hospitais Governador Celso Ramos e Universitário. Três estão internados, um deles ainda em estado grave. Os demais foram liberados, sem serem identificados.

 

Atitude foi para garantir a temporada

Os primeiros dias de dezembro anunciam à comunidade que a temporada mais quente e agitada do ano se aproxima. É no verão que quase os moradores da Barra da Lagoa conseguem um incremento no orçamento, desde o pescador ao dono do restaurante. Passando pelo guardador de carros, o vendedor de milho, o tatuador e o guia turístico. “Os moradores só tomaram essa iniciativa porque o Estado não se faz presente aqui”, declara um comerciante. “A cada ano, mais turistas procuram a Barra. Mas o esquema da polícia continua o mesmo”, conta outro comerciante que veio do Rio de Janeiro há cinco anos. “Está claro que se, nada for feito, daqui a alguns anos isso vai estar dominado pelos marginais”, alerta.

Há algumas semanas, um pescador da região chegou a enfrentar os jovens enquanto eles ofereciam crack e cocaína para os que passavam pelo local. Depois de inúmeras tentativas de alertar a polícia sobre a situação, moradores se reuniram e decidiram que iriam acabar com o tráfico por conta própria. A comunidade alerta, ainda, que os adolescentes envolvidos com a venda de drogas na praia são aliciados e abastecimentos por traficantes adultos.

A tentativa de linchamento soou como um aviso, mas a comunidade faz novas ameaças. “Se ninguém tomar uma atitude sobre essa desordem, vem coisa pior pela frente”, anuncia mais uma comerciante.

A comunidade já batizou o episódio de “operação bambu nas costas”, ironizando as dezenas de operações policiais que, segundo eles, não surtiram efeitos, pelo menos, no distrito da Barra da Lagoa.

Ontem à tarde, um dia após o espancamento coletivo, o movimento de viaturas policiais pelo bairro era intenso. Diferentemente do que os moradores viam nos dias anteriores.

Turistas que conhecem a praia chegaram a estranhar o policiamento ostensivo no fim da tarde. “Casos como este são ruins. Tanto para nós, comerciantes, como para os turistas, que acabam ficando com medo. Mas acho que o recado foi bem dado, para os traficantes e para o governo”, desabafa o dono de um dos restaurantes que fica na beira da praia, a poucos metros do local onde houve a pancadaria.

Segundo um dos médicos do Hospital Celso Ramos que atendeu três vítimas eles chegaram com ferimentos graves em todas as partes do corpo. Um deles ficou na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo).

 

PM só apareceu no dia seguinte

A gravidade da reação popular contra a presença de supostos traficantes junto aos molhes do canal mudou os planos do comando do 40 BPM (Batalhão da Polícia Militar), que antecipou desde ontem a presença ostensiva da polícia na comunidade. “Já estava previsto para a próxima semana o reforço com a Operação Veraneio. Mas, diante da demanda da comunidade, já estamos presentes hoje (ontem), e vamos continuar lá”, garante o comandante do batalhão, tenente-coronel Araújo Gomes.

A presença ostensiva da PM, no entanto, é considerada insuficiente pelo comandante Araújo Gomes para resolver a questão da insegurança naquela área da Barra da Lagoa. “Falta iluminação pública às margens do canal. Também não há políticas públicas na área de saúde para atendimento a dependentes químicos, em especial aos uuários de crack”, argumenta o oficial.

Segundo Araújo Gomes, a presença de viciados e do “tráfico formiguinha” aumenta, também, os casos de furtos no comércio e arrombamentos de residências naquele região da cidade.

Os rapazes espancados não foram identificados pela polícia, mas, de acordo com o serviço de inteligência do 4o BPM, integram quadrilha de traficantes de Palhoça que pretendiam garantir o ponto de tráfico para o verão. “Eles tentaram se estabelecer na praia. Folgados, desrespeitaram os mais velhos entraram em conflito com moradores, que se organizaram para fazer justiça com as próprias mãos”, diz Gomes. E ressalta que a comunidade da Barra da Lagoa tem histórico de resistência a situações que desafiem o modo tradicional de viver, quase sempre com violência.

 

Polícia trabalha com efetivo reduzido

Mesmo diante da repercussão negativa da reação comunitária pela falta de policiamento, o secretário de Segurança Pública, César Grubba, se resumiu a dizer que a Polícia Militar recebeu reforço de 440 soldados, sendo 41 deslocados para o 4o BPM. Por intermédio da assessoria, disse, também,  que recente “choque de ordem” imposto pela PM na Lagoa da Conceição ajudou a reduzir os índices de criminalidade naquela região da cidade.

Segundo o tenente-coronel Araújo Gomes, o fechamento do posto policial não é nenhuma novidade. “Historicamente, aquela base funciona somente no verão. Sempre a fechamos na baixa temporada, porque a Barra é uma comunidade relativamente pequena e está a dez minutos da Lagoa, onde fazemos blitzen e rondas de rotina”, argumenta.

Ao mesmo tempo que diz entender a reação da comunidade diante das ameaças e da ação ostensiva dos traficantes, Gomes cobra outro tipo de mobilização dos moradores, “que sempre foram arredios a forasteiros”. Segundo ele, há pelo menos seis meses vem participando das tentativas de reativar o Conseg (Conselho Comunitário de Segurança). “Ainda não conseguimos por falta de participação”, critica.

 

Estrutura é precária

O único posto policial da Barra da Lagoa, localizado entre a praia, os molhes e a área gastronômica do balneário, está fechado desde o encerramento da Operação Veraneio do ano passado. A estrutura, segundo moradores e comerciantes, era usada por usuários de drogas e traficantes.

A quantidade de lixo no local denuncia o abandono. A poucos metros do posto fechado, uma câmera de monitoramento eletrônico está desativada, deixando criminosos e desocupados à vontade para agir.

Na área da Polícia Civil, a situação não é diferente. A subdelegacia da Barra, no acesso Norte do balneário, está desativada há pelo menos cinco anos. Todos os casos são encaminhados para a 10a DP, na Lagoa da Conceição, onde o delegado titular, Anselmo Cruz, está em férias. A substituta, Salete Teixeira, fez cirurgia no olho e está licenciada.

 

 

 

 

 

 

 

BLOGS

 

Moacir Pereira

 

Policiais civis param outra vez nesta sexta

Após reunião entre as lideranças do SINPOL, ADEPOL-SC e SINTRASP foi anunciada uma nova Operação Padrão para esta sexta-feira. A mobilização da Polícia Civil será a partir das 8horas e 30min, com concentração em frente a 1º Delegacia de Polícia da Capital, no centro da cidade. A paralisação deve seguir até final do dia. Durante a paralisação serão repassadas as orientações para os próximos passos do movimento pela reposição salarial da Polícia Civil. A mobilização ocorre em todo o estado de Santa Catarina. A Diretoria da Adepol lançou nota confirmando a mobilização.

 

Tensão na Policia Civil

Delegados e policiais civis estão reagindo contra arrocho dentro da Policia Civil do Estado. O delegado regional de Florianópolis, Ilson

Silva, emitiu comunicado determinando a todos os delegados que indicassem os nomes, funções e atividades de todos os policiais civis que participaram da manifestação desta tarde e realizaram operação padrão. Deu prazo para as informações até a manhã de sexta-feira.

De Chapecó vem a noticia de que o delegado regional Bada estaria denunciando os policiais participantes da operação padrão na Corregedoria Geral de Policia. Clima tenso na corporação.

 

Comandante da PM é homenageado

Oficiais superiores, praças e autoridades da segurança pública fizeram uma surpresa ao comandante geral da PM, coronel Nazareno Marcineiro, que está aniversariando. Reuniram-se todos no comando para levar o abraço de agradecimento pelos esforços em pacificação da corporação e conquista de benefícios a todos seus membros.

O secretário Cesar Grubba e o presidente da Aprasc, Amauri Soares, foram as presenças mais destacadas.

 

 

Ponticelli: relator da incorporação dos abonos dos policiais

Presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia, deputado Romildo Titon(PMDB) designou o deputado Joares Ponticelli(PP) para relatar o projeto de incorporação dos abonos dos policiais civis e militares.

Ponticelli foi, também, o relator do projeto de lei complementar do piso do magistério estadual.

 

Informe Político

 

Policiais civis programam “operação padrão” para sexta

Programada para esta sexta-feira, às 8h30min, em frente a 1ª Delegacia de Polícia da Capital, uma nova operação padrão dos policiais civis de Santa Catarina que estão em campanha salarial. A decisão foi tomada em reunião entre Sinpol, Adepol e Sintrasp.

Os representantes da categoria informam que a manifestação deve se estender até o final do dia. A mobilização deverá ocorrer em todo o Estado, de acordo com os sindicalistas.

 

Paulo Alceu

 

#Insatisfeitos e distantes do que almejavam junto ao governo a Polícia Civil realiza uma nova Operação Padrão nesta sexta-feira. Dura todo o dia. A concentração será em frente à 1ª Delegacia de Capital. A mobilização está marcada em todo o Estado.

 

 

Cláudio Prisco

 

Diálogo

O deputado Maurício Eskudlark (PSD), ex-diretor geral da Policia Civil, vem atuando como bombeiro para evitar a radicalização do movimento pela melhoria salarial da categoria. “As reivindicações são justas, mas os excessos serão prejudiciais tanto para o governo como para classe policial e a população”, assinalou.

O líder do governo na Assembleia, deputado Eliseu Mattos (PMDB), foi no mesmo diapasão: “Esse assunto não pode ser debatido com base no medo e na pressão, tem que ser na base da responsabilidade e do estudo técnico detalhado para que não acarrete problemas financeiros para o futuro”.