Área do associado

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Clipping do dia 03 de agosto

3.8.2011
CLIPPING
03 de agosto 2011
 
MÍDIAS DE SANTA CATARINA
 
Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Visor
Assunto: Promotora de Justiça Márcia Aguiar
 
CADA UM NA SUA
Promotora de Justiça Márcia Aguiar Arend justificou seu desligamento da Secretaria de Justiça e Cidadania, onde era a segunda da pasta, alegando que estaria acatando decisão do STF. O Supremo entendeu que integrantes do MP não podem ocupar cargos públicos com exceção do magistério. As divergências com a titular Ada de Luca e falhas nos processos não teriam influenciado na sua decisão.
 
***
 
Caso a tese de Márcia tenha validade, César Gruba, da Segurança Pública, também deveria sair imediatamente, já que é promotor. O curioso é que, em junho deste ano, o próprio Conselho Nacional do Ministério Público revogou tal proibição. Gruba também já se manifestou dizendo que a decisão do STF não se aplica aos secretários de Estado catarinenses.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Geral
Assunto: Ventos causam estragos
 
Ventos causam estragos na Grande Florianópolis
O dia ontem foi de susto, estragos e muitos prejuízos na Grande Florianópolis, onde rajadas de vento de até 100 km/h arrancaram árvores e telhas, derrubaram muros e até deslocaram casas do lugar. Ninguém ficou ferido.
As ocorrências mais graves foram em Palhoça, onde os ventos foram de 90 km/h. Segundo a Defesa Civil do município, 80 casas foram danificadas. A maioria perdeu o teto. Uma obra em construção teve a estrutura derrubada.
– Telha voava igual papel – relembra Terezinha da Silva Costa, que teve a cobertura da casa levada pelo vendaval.
O caso mais impressionante foi de uma casa na Rua 15, no Bairro Pontal, que foi deslocada de lugar com a força do vento.
 
Em Florianópolis, uma árvore foi derrubada e invadiu a Avenida Beira-Mar Norte, próximo à UFSC, que precisou ser interditada parcialmente. Nenhum veículo foi atingido.
Árvores, galhos, troncos e placas de sinalização foram parar no meio da pista em trechos da BR-282, entre Águas Mornas e Rancho Queimado. A PRF teve de interromper o tráfego várias vezes durante a tarde, ou manter o trânsito em meia pista, para fazer a limpeza. Na Grande Florianópolis, houve queda de placas e material transportados por caminhões na BR-101, mas sem necessidade de fechar a rodovia.
No município de Penha, duas casas foram interditadas. Houve ainda alagamentos, quedas de galhos de árvores. Em Canelinha, uma árvore atingiu uma pessoa. Em São José, o muro de uma residência desabou com a forte chuva da noite de segunda-feira.
A Celesc registrou problemas com a rede de energia em Alfredo Wagner, Angelina, Biguaçu, Canelinha, Florianópolis, Governador Celso Ramos, São José e Tijucas.
 
Dia de recuperação no Norte e no Vale
Mesmo com o dia ensolarado, ontem, ainda ocorreram alguns transtornos causados pelas chuvas dos últimos dias em Joinville. Houve mais deslizamentos e dois muros quebrarama. Três equipes da Defesa Civil se revezaram e atenderam 25 ocorrências, que incluíram até árvores caídas. O dia foi de recuperação dos estragos.
Em Blumenau, após o estado de alerta no Rio Itajaí-Açu na segunda-feira, o município passou para o estado de atenção. Foram registradas duas quedas de barreiras, no Bairro Garcia e na Ponta Aguda, que deixaram o trânsito em meia pista nas duas vias até o início da tarde de ontem. Máquinas trabalharam no local. No complexo portuário, as manobras foram suspensas e devem voltar hoje.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Geral
Assunto: Reforma da ponte Hercílio Luz vai atrasar de novo
 
Reforma da ponte vai atrasar de novo
Colocação dos pilares que ajudarão a sustentar a estrutura vai até dezembro
A sexta das 16 estacas que vão segurar a estrutura de sustentação da Ponte Hercílio Luz já aparece sobre as águas da Baía Norte, na Capital. Mas o prazo fixado em maio pelo Departamento de Infraestrutura (Deinfra) para a colocação dos pilares – o mês de setembro – agora vai ficar para o final do ano.
O atraso interferiu no prazo para concluir a base de ferro, uma espécie de ponte sobre a ponte, esperada para junho do ano que vem. O governo já fala em terminar a fase mais delicada da obra no final de 2012.
Conforme o engenheiro do Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra) Antônio Carlos Xavier, o estaqueamento está demorando porque a profundidade da água até a rocha era maior do que a esperada.
– Nossa previsão era 30 metros de profundidade, mas, na hora de colocar as duas últimas estacas, chegou a 50 metros – justifica Xavier.
As primeiras quatro estacas precisaram de cerca de 15 dias cada para estarem fincadas no fundo do mar. Mas o trabalho de instalação das duas últimas já dura 25 dias.
A estaca é uma camisa de aço oca, colocada com a ajuda de um guindaste, que fica sobre uma das duas balsas da obra. Depois é preenchida com concreto e ferragem. Cada grupo de quatro pilares receberá mais duas barras na diagonal para reforçar a estrutura. Sobre as bases de concreto, erguidos ao nível do mar, serão construídas as estruturas de aço, ligadas à ponte por macacos hidráulicos. Após essa fase, começa a troca das barras de olhal, rótulas e bases das torres.
– Paralelo ao estaqueamento, os operários estão montando as treliças metálicas. A estrutura de sustentação deve estar pronta até o final do próximo ano – afirma o presidente do Deinfra, Paulo Meller.
De acordo com o secretário de Infraestrutura, Valdir Cobalchini, o atraso não deve influenciar o prazo de entrega da restauração da ponte, previsto para dezembro de 2014, quando termina o mandato do governador Raimundo Colombo.
Para o engenheiro mecânico Honorato Tomelin, que presidiu a Comissão de Recuperação da ponte, é preciso agir rápido devido ao perigo de desabamento. Segundo ele, se a ponte cair, além de poder destruir as casas próximas às cabeceiras, há o risco de formar-se uma onda gigante.
– Não temos estudos comprobatórios, mas a ponte irmã da Hercílio Luz, a Silver Bridge, ruiu sobre o Rio Ohio, nos EUA. Foram achadas peças de 200 quilos a 700 metros de distância. Pode acontecer algo similar aqui – alerta Tomelin.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Cacau Menezes
Assunto: Generais viraram alto de investigação
 
Até tu, general?
A mídia noticiou, no final de semana, que oito generais viraram alvo de investigação da Procuradoria-Geral de Justiça Militar, sob suspeita de participação em fraudes em obras executadas pelo Exército. Há indícios de fraudes em 88 licitações, com desvios de R$ 11 milhões.
Vira pizza, “com azeitona e óleo de oliva”?
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Política
Assunto: Pesquisa avalia gestão Colombo
 
Pesquisa avalia gestão Colombo
Consulta contratada pela Fiesc revela opinião de empresários e da população economicamente ativa sobre início do governo
Indústria e a sociedade catarinense estão em sintonia nas avaliações sobre os primeiros meses da gestão Raimundo Colombo. Pesquisa encomendada pela Federação das Indústrias do Estado de SC (Fiesc) ao Instituto Mapa com empresários e com a população economicamente ativa traz resultados semelhantes: 54 e 56 em 100 pontos possíveis. Tranformada em média escolar de zero a 10, a pontuação daria nota 5,5.
Os números fazem parte de um questionário sobre o desenvolvimento de Santa Catarina e a avaliação do governo. É o segundo ano consecutivo em que a Fiesc contrata a pesquisa. A nota dada por empresários e a sociedade é a média das respostas das avaliações em 16 áreas.
As piores notas, segundo a indústria, ficaram com impostos e tributos, segurança pública, saúde, transporte e educação básica. Para a população, são os impostos, saúde, gastos públicos, educação e segurança pública.
– O que mais chamou atenção em relação à primeira pesquisa, realizada ano passado, é o desempenho pífio. Os números são mais ou menos os mesmos do ano passado, em torno da nota cinco. O governo passa raspando, mas o bom aluno tem que tirar mais de sete – analisa o presidente da Fiesc, Alcântaro Correa.
Este ano, a instituição incluiu perguntas sobre aprovação da gestão. Entre os empresários, 54% aprovam a gestão. Entre a população, 50%.
Os números mostram que os empresários confiam mais no governador e têm maior tolerância em relação ao início da gestão. Entre os empresários, 81% confiam em Colombo, contra 56% entre os demais entrevistados. O índice de pessoas que acreditam que o governador faz tudo ou mais do que pode é de 16% na sociedade e de 32% na indústria.
 
Para Alcântaro, o recado é claro.
– As pessoas acreditam nele. Como pessoa, todo mundo gosta, aceita, acredita. Mas também está na hora de começar a realizar. São sete meses. Já poderia ter sido feita alguma coisa para melhorar essa situação – diz.
A expectativa da entidade é de que o material sirva de referência para as políticas públicas do governo.
A pesquisa foi enviada ontem a Colombo. Ele foi procurado para comentar, mas, segundo a assessoria, não teve tempo de analisá-la antes de viajar a Brasília para agenda oficial.
O Mapa ouviu cem empresários de 30 de junho a 13 de julho, com 9,8 pontos de margem de erro. Entre 25 de junho e 11 de julho, entrevistou 624 pessoas, com margem de 3,9.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Informe Político
Assunto: PSDB quer um candidato na Capital
 
Na Capital
O PSDB quer ter um candidato na Capital. O nome natural é o do ex-governador Leonel Pavan, de acordo com Beto Martins. Pavan declarou que, no momento, o partido busca novas filiações em Florianópolis, como o vice-prefeito João Batista Nunes, que deixou o PR e deve definir seu futuro semana que vem.
Depois disso, o ex-governador poderá ser a opção ou o deputado estadual Marcos Vieira. Os tucanos querem a exposição do 45 na sucessão de Dário Berger.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Reportagem Especial
Assunto: Avião da FAB cai
 
Avião da FAB cai e mata oito pessoas
Aeronave C-98A Grand Caravan partiu de Canoas (RS), às 11h35min de ontem, com destino ao Rio de Janeiro, e caiu em Bom Jardim da Serra, com oito pessoas a bordo. Segundo a FAB, não há indícios de sobreviventes
Um avião de transporte da Força Aérea Brasileira (FAB) caiu em Bom Jardim da Serra, na região serrana de Santa Catarina, por volta das 13h30min de ontem, com sete militares a bordo e uma civil. Cinco corpos foram localizados até o anoitecer, mas o Comando da Aeronáutica lamentou informar que “não há indícios de sobreviventes”. As buscas aos outros três tripulantes continuam.
Se não fosse pela cauda, intacta, não daria para afirmar que naquela área isolada de cerca de 20 metros de diâmetro havia um avião caído. Alguns resto de fuselagem também denunciavam o que havia acontecido. No mais, eram as estruturas sem formas queimadas, a fumaça branca que saía sem cessar e o cheiro muito forte de combustível. Entre os destroços, dois corpos bem visíveis.
Até as 13h15min, o assunto mais comentado de Bom Jardim da Serra, cidade com cerca de 6 mil habitantes, era a previsão de neve. Depois, a notícia do avião caído correu as estradas de terra da Fazenda das Pelotas e chegou à cidade. Curiosos e testemunhas começaram a aparecer. Os primeiros a chegar foram o pecuarista Jerson Mendes e o filho, o biólogo Alex Mendes.
– O avião deu um rasante, chegou mais à frente e começou a ir de lado. Nessa hora, saiu uma fumaça da asa direita. A aeronave virou ao contrário e, então, desceu de bico em direção ao chão – conta o pecuarista.
– Quando a gente chegou, o avião já estava pegando fogo. Tinha muito barulho, estouros altos – lembra o biólogo Alex.
O dono da propriedade onde aconteceu o acidente, Adroaldo Márcio Ribeiro, chegou ao local quando o avião já estava no chão. Ribeiro estava na cidade e foi avisado por telefone sobre o que aconteceu na fazenda. Ao chegar no local, achou o cenário de tristeza.
Adroaldo e outros moradores comentaram que ventava muito forte no momento do acidente. Além disso, o céu estava encoberto. Apesar de ser o primeiro acidente aéreo que muitos presenciavam, há cerca de cinco décadas atrás uma avião teria caído ao bater no morro mais alto do município. O lugar ganhou o nome de Morro do Avião.
Policiais militares, da Força Área Brasileia da região e peritos do IML trabalhavam no local. Às 17h55min posou o helicóptero de resgate, vindo de Santa Maria, e que também teve dificuldade de aterrissar. Foram duas tentativas. O major Marcelo de Moura, que estava com essa equipe, disse que não havia muito o que fazer ao anoitecer. Equipes foram destacadas para acampar no local.
O comandante do destacamento do Morro da Igreja, Sérgio Paulo da Silva Rocha, o primeiro oficial da Aeronáutica a chegar no local lamentou o fato de não terem conseguido retirar outros corpos. Os quatro removidos foram encaminhados ao IML de Lages.
– Eles estavam mais preservados. Infelizmente, não identificamos os demais.
À noite, outras duas equipes da aeronáutica – de Florianópolis e Canoas – chegariam para ajudar no resgate dos corpos.
No momento da tragédia, a Central de Meteorologia registrava condições adversas na estação de Urubici, a mais próxima de Bom Jardim da Serra. Em terra, o vento soprava a 80 km/h – o que indica velocidade superior no ar – e o termômetro marcava 0ºC. O Comando da Aeronáutica não divulgou as possíveis causas do acidente, as quais serão investigadas por peritos.
Mas o frio congelante e o forte vento podem ter contribuído. Hipóteses como o congelamento do combustível e de suas mangueiras de transmissão, e até mesmo do motor, foram aventadas.
 
 
“Ficou com as rodas voltadas para cima”
Entrevista: Jérson Mendes e Alex Ribeiro Mendes, testemunhas
O pecuarista Jérson Mendes, 55 anos, trabalhava com o trator em um pomar de maçãs, na Fazenda Invernada Grande, quando viu o avião da Força Aérea Brasileira voando baixo e com um ronco diferente no motor.
Ventava forte, a sensação térmica parecia abaixo de 0°C e caía uma garoa. Desconfiando que o piloto estava em apuros, não mais desgrudou os olhos da aeronave, que começou a balançar e depois caiu de bico no solo, explodindo. Então, Jérson avisou o filho, o biólogo Alex Ribeiro Mendes, 28 anos, e um ajudante para tentar socorrer os tripulantes. Confira a entrevista concedida na noite de ontem por Jérson e Alex Ribeiro, ainda abalados com as cenas de horror.
 
Diário Catarinense – O senhor presenciou o momento do acidente?
Jérson Mendes – Vi quando o avião passou por cima da minha casa balançando bastante. No momento, ventava muito. Chamou a atenção o fato de ele começar a perder altitude. Em determinado momento, ele tentou manobrar para a esquerda, mas se inclinou e ficou quase de cabeça para baixo, com as rodas voltadas para cima. Aí, começou a cair de bico em direção ao chão.
 
DC – Quando o avião caiu, o que aconteceu?
Jérson – Foi distante cerca de dois quilômetros da minha casa, mas deu para ouvir a explosão. Uma grande nuvem de fumaça apareceu.
 
DC – O que o senhor fez, então?
Jérson – Corri para casa, chamei o meu filho e outro rapaz que trabalha conosco. Entramos numa camioneta e fomos até o local. Antes de sair de casa, ainda liguei para a cidade pedindo socorro. Entre a queda e a nossa chegada lá, demoraram uns 10 minutos, acredito.
 
DC – O que o senhor fez quando chegou ao local?
Jérson – Não pudemos nos aproximar muito, porque o combustível do avião em chamas se espalhou pela vegetação. Havia vários focos de incêndio na área, estava perigoso chegar perto.
 
DC – Havia alguém vivo?
Jérson – Começamos a gritar para saber se alguém respondia. Achávamos que alguém poderia ter sobrevivido, mas ninguém respondeu. Então, vimos três corpos carbonizando. Além dos corpos, foi possível ver pedaços humanos. A queda provocou uma cratera, de uns cinco metros de largura por um metro e meio de profundidade, mais ou menos.
 
DC – O que mais o impressionou no acidente?
Jérson – Acho que foi a hora em que o avião começou a cair. Fiquei muito apavorado, mesmo. Percebi que o piloto não teria como pousar.
 
DC – E para você, Alex, qual foi a cena mais impressionante?
Alex Mendes – Para mim, o pior momento foi quando cheguei ao local do acidente e vi a vegetação pegando fogo, os corpos carbonizando. Já tinha visto acidente de carro, mas não nesta gravidade.
 
 
Não foi a primeira vez
Em dois anos, este é o segundo acidente fatal com aeronaves militares na região da serra catarinense, somando nove vítimas. Em abril de 2010, Lages foi palco de uma tragédia envolvendo a Esquadrilha da Fumaça nas comemorações dos 68 anos do aeroclube da cidade. O público assistia à apresentação quando o avião pilotado pelo capitão Anderson Amaro Fernandes, do Ceará, chocou-se contra o chão. Em 18 de maio de 1997, milhares de pessoas testemunharam o choque entre dois aviões que matou 13 pessoas. Uma das aeronaves envolvidas realizava voos panorâmicos pela cidade e havia oito pessoas a bordo. Na outra, eram quatro ocupantes: o piloto, a esposa e dois paraquedistas que iriam se apresentar. A 13ª vítima do acidente foi a dona de casa Janete Fátima Souza Couto, atingida por um dos corpos que foi arremessado.
Em maio de 1995, embora com avião civil, outra tragédia marcou a região de Lages. Um táxi aéreo que ia da Capital para a cidade chocou-se contra um morro na região do Bairro Tributo, a cerca de cinco quilômetros da pista do aeroporto. Viajavam o engenheiro lageano, Paulo Bampi, seu filho Marcos Bampi, o piloto da aeronave Ariel Tadeu Lucas e o copiloto Guilherme Thullis. Todos morreram. As investigações apontaram que o clima ruim foi um dos fatores decisivos para a ocorrência deste acidente.
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Veículo: Jornal de Santa Catarina
Editoria: Segurança
Assunto: Diretor afastado do Presídio Regional de Blumenau diz que deixa o cargo de cabeça erguida
 
Diretor afastado do Presídio Regional de Blumenau diz que deixa o cargo de cabeça erguida
Em entrevista ao Santa, Jairo dos Santos fala o que teria motivado o afastamento
Jairo Vieira dos Santos foi escolhido para ser diretor do Presídio Regional de Blumenau, no final de 2010, depois de dois anos de trabalho como agente prisional. Ocupou o cargo por oito meses, mas foi afastado nesta terça-feira pelo Departamento de Administração Prisional (Deap). Em entrevista concedida ao Santa, Jairo explica o que, na opinião dele, teria motivado o afastamento.
 
Jornal de Santa Catarina – O que aconteceu para o senhor ser afastado da direção do presídio?
Jairo dos Santos – Sempre esperei que isso fosse acontecer. Desde que entrei lá, tomei decisões que não agradavam todos. Controlar um presídio com quase 1 mil presos e cinco agentes é complicado. Ontem, o presídio estava cheio de agentes do Deap. Quando pedia, não conseguia um. Agora as coisas vão acontecer. Todo mundo depois que sai vira vilão. Acredito que minha saída tenha motivos pessoais. Mostrar as mazelas do Estado desagrada muitos. Porém, posso afirmar que não fiz nenhum acordo com bandido ou advogado vagabundo enquanto estive na direção. Saio com a cabeça erguida. Sei o quanto me arrisquei lá dentro. Aliás, os agentes do presídio são heróis. Arriscam a vida a todo momento. Tem preso muito perigoso na unidade.
 
Santa – Com o afastamento da direção, o que fará daqui para frente?
Jairo – O Estado me concedeu férias. Vou dedicar todo o tempo à minha família. Eles foram os mais prejudicados, pois tive de me ausentar muitas vezes de casa. Foram muitos finais de semana longe deles. Quanto ao futuro, vou olhar para frente. Não sei o que Deus reserva, mas acredito que será algo bom.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Editorial
Assunto: Homicídios em SC
 
Homicídios em SC
Os dados que foram divulgados ontem pelo Núcleo de Geoprocessamento e Estatística da Secretaria de Segurança Pública (SSP) sobre os homicídios praticados no Estado, durante o primeiro semestre deste ano, confirmam a Capital na cabeça do ranking estadual desta assustadora “modalidade”. Não surpreende, eis que vários fatores convergem para explicar a disparada da criminalidade e da violência na Capital, sendo o principal deles o tráfico e o consumo de drogas em escala.
 
Em Santa Catarina, no total, foram 449 os assassinatos registrados no período, uma redução 2,8% em relação aos primeiros seis meses de 2010. Embora não expressiva, a redução regitrada representa um avanço, e isso é animador.
Conforme o documento da SSP, tanto os autores quanto as vítimas dos assassinatos têm perfil semelhantes: homens jovens, na faixa etária dos 18 e 24 anos, com antecedentes criminais. E, como pano de fundo, o envolvimento das vítimas e algozes com o tráfico e o consumo de drogas, causa maior dos homicídios. É a juventude engolfada pela maré do crime organizado, que controla o nefasto comércio nas áreas periféricas e com ramificações em todos os segmentos sociais.
Não é segredo que Florianópolis hoje integra a rota internacional do tráfico. Os jovens _ e não apenas eles como adolescentes e até mesmo crianças recrutados pelo tráfico _ são vítimas do abandono, do estudo precário ou inexistente, da dissolução familiar, da perversão dos costumes, do consumismo delirante.
A este respeito, há estudos suficientes. Mas de que adiantam tantos estudos e estatísticas sobre o problema, que é complexo e cruel se, depois de concluído o diagnóstico, pouco ou quase nada é feito para, ao menos, tentar resolvê-lo com ações efetivas, como se a identificação do mal bastasse para curá-lo?
Enquanto essas ações não se concretizam, nos becos e matagais, na escuridão da noite, jovens vidas continuam a ser exterminadas a granel.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Polícia
Assunto: R$ 7,5 milhões para segurança
 
R$ 7,5 milhões para segurança
Verba será usada, principalmente, para implantação de sistema como o reconhecimento digital de faces e placas de veículos
Mais equipamentos e sistemas de informação para ampliar a segurança. É o que anunciou, ontem, o governo do Estado, que irá investir R$ 7,5 milhões, por meio do Funturismo. O projeto Força Tur é uma parceria entre a Secretaria de Estado de Turismo e de Segurança Pública (SSP), com o apoio das polícias Civil e Militar.
A estimativa é que todo projeto esteja completamente implantado até o verão. A principal inovação é a aquisição de dois sistemas de captação e transmissão de imagens para reconhecimento facial e de placas. Em Florianópolis, onde os sistemas serão implantados primeiro, câmeras na rodoviária e no aeroporto registrarão rostos, enquanto câmeras nas duas pontes filmarão placas dos veículos. As imagens chegarão em tempo real a uma central de monitoramentos para serem confrontadas com um banco de dados. Em caso de pessoas e carros procurados pela Justiça, o sistema avisa e a polícia é acionada. A tecnologia é norteamericana e os sistemas, pioneiros no país, devem ser implantados em até 60 dias.
A verba do Força Tur deve ser aplicada também em bases móveis para o Estado que devem ter dois policiais e um servidor autorizado – que saiba inglês e espanhol – para ampliar a segurança e informar turistas sobre segurança e a cidade visitada. As bases se deslocarão conforme a demanda, como entre os locais de maior movimento na temporada do verão.
– O objetivo é que o turista se sinta assessorado, que tenha a quem pedir informações e reservar hotéis, até para não ser explorado com preços. E, principalmente, que aumente a sensação de segurança da população – afirma o secretário Cesar Souza Júnior.
O projeto prevê, inclusive, a compra de câmeras de monitoramento para nove cidades. Além disso, a verba disponibilizada deve ir para a estrutura de ônibus e vans (veja abaixo).
Para César Souza Júnior, só a SSP não daria conta dos investimentos que “vão ampliar a eficiência da polícia e contribuir para o setor turístico”. O secretário de Segurança Pública, César Grubba, confirmouque o trabalho em conjunto com a secretaria de Turismo foi fundamental.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Polícia
Assunto: MP denuncia sete policiais militares
 
MP denuncia sete policiais militares
Sete policiais militares de Chapecó foram denunciados ontem pelo Ministério Público à Justiça Militar em Florianópolis. por uma série de crimes que teriam sido cometidos enquanto eles estavam em serviço.
As denúncias são: abandono de posto; dormir em serviço; falsidade ideológica; violação de sigilo funcional; peculato (uso de bem ou patrimônio público em benefício particular);concussão (exigir vantagem); prevaricação (retardar ou deixar de praticar ato em função de interesse particular) e patrocínio indébito (defender interesse privado em órgão público).
Os crimes foram apurados em investigação que começou no início deste ano. A Polícia Militar recebeu as denúncias e encaminhou o caso para o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), que reúne PM, Polícia civil e MP.
Em 21 de junho, cinco policiais foram presos na Operação Carta Fora do Baralho. O nome foi dado porque que os cinco costumavam se reunir numa casa para jogar cartas, inclusive em horário de expediente. Eles são suspeitos de utilizar veículos da polícia para transporte de familiares, vender mercadoria ilegal, ter posse ilegal de munição em casa, rasurar multas para anulação e alertar terceiros sobre ocorrências de operações policiais.
Os cinco ficaram 30 dias presos e estão em licença médica. Outros dois incluídos na denúncia do Ministério Público, continuam trabalhando pois as acusações são consideradas de menor gravidade.
 
Corregedoria também vai analisar denúncia
O comandante do 2º Batalhão de Polícia Militar de Chapecó, tenente coronel Benevenuto Chaves Neto, que a partir da denúncia do Ministério Público a Corregedoria da PM vai instaurar um processo administrativo, que terá 60 dias para ouvir os envolvidos.
Esse processo é paralelo ao julgamento do Poder Judiciário, que pode resultar em reclusão de até oito anos. A Polícia Militar de Chapecó também instaurou um inquérito policial militar para apurar como a munição foi parar na casa dos denunciados.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Polícia
Assunto: Falha pode ter libertado um detento
 
Falha pode ter libertado um detento
Uma suposta falha de comunicação beneficiou com a liberdade um preso da Penitenciária de São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis. Júnior Manoel Ventura foi solto numa saída temporária num processo de tráfico de drogas, mas ele tem mais uma prisão preventiva por tentativa de homicídio, em outra ação penal.
A reclamação é do advogado criminalista de Florianópolis, Francisco Campos Ferreira. Ele defende o policial civil Jorge da Cunha Ocampo Moré Neto, 28 anos, ferido pelo preso com golpes de enxada durante uma fuga na Delegacia de Santo Amaro da Imperatriz, em agosto de 2010.
Segundo o advogado, mesmo com a saída temporária autorizada no processo de tráfico, o preso não poderia ter ganhado a liberdade. Ele lembra que há também prisão preventiva decretada por causa dos crimes que cometeu na fuga. Francisco acredita que houve falha de comunicação com o poder Judiciário e que a soltura gerou preocupação aos familiares de seu cliente. Para ele, caso não retorne à prisão, Ventura pode ser considerado foragido.
O policial era o plantonista da DP quando o preso, que estava em regime de regalia, o agrediu duas vezes com uma enxada pelas costas e libertou quatro detentos que estavam na cela. Os fugitivos levaram armas e um carro da polícia. O servidor foi hospitalizado. Ele continua afastado da polícia por problemas de saúde em razão da agressão. A audiência de interrogatório do preso está marcada para as 13h15min de amanhã.
Procurado pelo DC, o advogado Jeison José de Souza, defensor de Ventura, reconheceu que o seu cliente pode ter sido beneficiado com um erro. Segundo o advogado, a saída temporária foi autorizada por equipe que fazia o mutirão carcerário. O advogado não pôde informar o paradeiro de Ventura e disse que saberá apenas hoje se ele comparecerá à audiência.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Polícia
Assunto: Crimes e ocorrências
 
15 anos de prisão para filho
A tristeza era visível no rosto da aposentada Dinorá Wites Bolzan, 77 anos. Ela estava dividida entre duas emoções: o desejo de justiça pela morte da filha Mariluza Wites Bolzan; e a dor ao ver o neto no banco dos réus.
Giovanni Wites Bolzan Assunpção, 27 anos, foi condenado a 15 anos e seis meses em regime – inicialmente – fechado, por homicídio duplamente qualificado. Ele matou a mãe, Mariluza, que à época tinha 46 anos, a marteladas, em dezembro de 2009.
A vítima, que estava dormindo no momento do crime e que tinha problemas de locomoção, chegou a ser levada com vida ao Hospital São José, em Joinville, mas não resistiu.
O filho conseguiu fugir da casa da família, mas foi encontrado no dia seguinte. Desde então, ele estava detido no Presídio Regional de Joinville.
Durante o depoimento no júri, Giovanni confessou o crime. Mas disse que suas lembranças eram bastante “fragmentadas”.
– Eu lembro de ver meu braço levantando o martelo. Lembro ainda de sair de casa e bater o portão com força. Mas não consigo lembrar exatamente como foi – contou o rapaz.
Giovanni disse em juízo que fumou maconha minutos antes do assassinato e que a droga deveria estar misturada com crack.
A defesa do acusado tentou convencer os jurados com um atestado, que dizia que Giovanni estava alterado quando cometeu o crime. O promotor do caso, Wilson Paulo Mendonça Neto, defendeu que o acusado tinha noção do que estava fazendo.
– Foi um crime brutal. A mãe dele estava dormindo, era cadeirante e não tinha condições de defesa – enfatizou.
O crime foi presenciado pela avó do acusado, dona Dinorá, que também usa cadeira de rodas. Ela disse que tentou impedir a agressão, mas foi afastada pelo neto, que não a agrediu.
 
Doze da mesma quadrilha vão presos
Uma quadrilha de assaltantes de bancos foi desarticulada ontem em Passos de Torres, na divisa com o RS. Na operação, ontem de manhã, 12 pessoas foram presas temporariamente. Segundo a polícia gaúcha, a quadrilha cometeu pelo menos quatro assaltos a bancos com explosivos e uma tentativa entre agosto e novembro de 2010. Além dos 12 presos, outros cinco mandados de prisão foram cumpridos contra investigados que já estavam detidos. Entre eles, dois irmãos de Passo de Torres.
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Veículo: Notícias do Dia
Editoria: Segurança
Assunto:  Santa Catarina lança projeto Força Tur
 
Santa Catarina lança projeto Força Tur que envolve as secretarias de Turismo e Segurança Pública
Software de reconhecimento facial é uma das principais inovações tecnológicas do pacote de ações a ser implantado até o verão
O suspeito ou a vítima percorrem o saguão do aeroporto e são flagrados por câmeras. Mesmo se estiverem disfarçados, com corte de cabelo diferente, barba, óculos ou qualquer outro acessório, imediatamente o sistema reconhece os traços da pessoa, os policiais recebem um alerta e fazem a abordagem para confirmar a identidade. Tudo isso será possível em função de um software de reconhecimento facial, pioneiro no Brasil, que será implantado até o início do verão pelo governo do Estado.
O sistema inovador, desenvolvido nos Estados Unidos, faz parte de um plano que envolve Secretaria de Segurança Pública e de Turismo, Cultura e Esporte chamado Força Tur. O projeto foi lançado na tarde desta terça-feira (2) pelo governador Raimundo Colombo, secretário de Turismo Cesar Souza Junior e de Segurança Pública César Grubba. Além do software de reconhecimento facial, haverá um de identificação de placas para localizar veículos suspeitos ou que foram roubados.
O Força Tur terá investimento de R$ 7,5 milhões com recursos do Funturismo e contempla ainda ações como instalação de câmeras de monitoramento, bases e centros de operações móveis (ver quadro). De acordo com Cesar Souza Junior, o sistema de câmeras entra em operações em 60 dias e o projeto total até dezembro, quando começa o verão. “É um passo histórico”, diz.
O governador elogiou a integração entre as secretarias. “É uma visão moderna e inteligente. Não há como fazer serviço público de qualidade sem inovação tecnológica”, afirma Colombo. Segundo Grubba, o Força Tur reforça a presença do Estado na sociedade. “Vai contribuir para melhorar os índices de criminalidade em Santa Catarina, que já estão 2,38% menores que em 2010”, informa.
 
Tablets em viaturas
O Força Tur é baseado na prerrogativa de que para uma cidade ser boa para os turistas deve primeiro ser excelente para os moradores. E a segurança é o aspecto que mais precisa de reforço. O secretário de Segurança Pública, César Grubba, lembra que o projeto, assim como toda iniciativa do governo, precisa da “participação efetiva do agente policial”.
Para dar mais agilidade aos profissionais que cuidam da segurança da população, o comandante geral da Polícia Militar de Santa Catarina, tenente-coronel Nazareno Marcineiro, ressalta que serão adquiridos 300 tablets (computadores em forma de prancheta) que ficarão nas viaturas para facilitar a consulta on line da base de dados. “A tecnologia estará nas mãos do policial que faz a linha de frente”, avalia.
 
 Investimentos
Softwares de reconhecimento facial (aeroporto, rodoviária e vias públicas) e identificação de placas (oito câmeras nas cabeceiras das pontes Colombo Salles e Pedro Ivo e em duas unidades móveis)
 
R$ 1,5 milhão
 
100 câmeras de monitoramento interligadas ao sistema por fibra ótica (50 em Florianópolis e 50 em outros balneários*)
 
R$ 2 milhões
 
300 tablets para consulta on line em viaturas policiais
 
R$ 660 mil
 
7 veículos individuais elétricos
 
R$ 49 mil
 
12 bases móveis
 
R$ 2,04 milhões
 
10 quadriciclos
 
R$ 250 mil
 
2 camionetas
 
R$ 160 mil
 
3 centros de operações móveis
 
R$ 840 mil
 
TOTAL
 
R$ 7,5 milhões
 
* Balneário Camboriú, Palhoça, Bombinhas, Itapema, Navegantes, Penha, Piçarras e Laguna.
 
  
 
BLOGS
 
Cláudio Prisco
 
Empossada
Desde segunda-feira, a delegada Monica Coimbra Forceline é a nova secretária-adjunta de Ada de Luca.
 
Troca
Mudança na Secretaria de Justiça e Cidadania. Diante de recente dispositivo legal aprovado pelo STF, a promotora Marcia Arend retornou ao Ministério Público Estadual.
 
Postura
Casildo Maldaner subiu ontem à tribuna do Senado para esclarecer o caso envolvendo entidade presidida pelo catarinense Jorge Meira e o Ministério do Turismo. Como um dos quatro parlamentares do Estado que subscreveu a declaração atestando a regularidade da empresa, o senador peemedebista ressaltou que firmou apenas posicionamento sobre o funcionamento da referida entidade a partir de 2003.
Maldaner destacou, ainda, que os convênios realizados entre o Instituto Cia do Turismo e o Ministério se deram antes de assumir seu mandato. Em momento algum fez qualquer indicação ou recomendação e defende profunda e esclarecedora apuração.
 
 
Paulo Alceu
 
De repente
Pois é, o secretário César Souza Júnior vinha fazendo um trabalho silencioso de pouca repercussão para um postulante à prefeitura de Capital. Estratégia criticada até por companheiros. Mas parece que despontou. Só ontem lançou o ForçaTur liberando recursos para a Secretaria de Segurança. E ontem também, com o secretário de Infraestrutura, Valdir Cobalchini, deu a largada para desenvolver um programa inédito: “Caminhos do Turismo”. A Infraestrutura fará melhorias nos acessos rodoviários aos municípios turísticos e o Turismo investirá em paisagismo, iluminação e sinalização específica. Deve começar por São Joaquim.
 
 
ACONTECEU NA ALESC
 
Deputada Ana Paula cobra responsabilidades do estado em relação à segurança pública em Blumenau
 
A situação da segurança pública de Blumenau, especialmente o insuficiente efetivo policial e a falta de equipamentos, voltou a ser levantada pela deputada Ana Paula Lima (PT) na tribuna da Assembleia Legislativa, na tarde desta terça-feira. “Há cerca de 100 dias, ou seja, em 25 de abril, foi realizada uma audiência pública em Blumenau justamente para tratar sobre a falta de segurança naquele município, onde a população adormece apavorada e amanhece assustada”, disse a parlamentar em pronunciamento na tribuna da Alesc.
Ao cobrar uma ação mais contundente do Governo do Estado em relação à segurança em Blumenau, a deputada lembrou que houve o anúncio dos 49 novos policiais para a 7ª Região da Polícia Militar – da qual Blumenau faz parte junto com outros 43 municípios. Esse número, apontou Ana Paula, foi reduzido para 36 e, depois, para 35 com o falecimento de um dos policiais em acidente. Esses policiais, continuou a deputada, chegaram na segunda-feira a Blumenau, mas assumirão somente daqui a dois meses, depois de um treinamento. “Na polícia Civil há promessa de um novo concurso para contratar mais 600 policiais para o Estado. Porém, a destinação deles para Blumenau depende de um grupo gestor e que, por enquanto, não há uma definição sobre o assunto.” Preocupada, a parlamentar lamentou que, até o momento, apenas um delegado foi enviado para a delegacia do Bairro Itoupava Norte, em Blumenau.
 
Câmeras de monitoramento
Além do efetivo insuficiente, Ana Paula questionou o não cumprimento da promessa de instalação de 50 novos equipamentos de câmeras de monitoramento. “Essa promessa não foi cumprida e Blumenau permanece com apenas 36 câmeras de monitoramento”, disse ela.
As dificuldades de trabalho dos agentes de segurança também foram levantadas pela deputada petista. “Na última sexta-feira, um dos agentes prisionais – que já são poucos – foi espancado após ter encontrado uma sacola com drogas que foi jogada para dentro do presídio”, lamentou. Ana Paula chamou a atenção para a superlotação no presídio. “São cerca de 1 mil apenados para uma unidade prisional que tem capacidade para 472 pessoas.” Ainda apelando pela responsabilidade do Governo em relação à segurança em Blumenau, a deputada afirmou que “é preciso que o Estado assegure a proteção da população em geral, da população carcerária e dos agentes prisionais. Isto chama-se segurança pública. E o dever é do Estado”, encerrou.
 
 
 
Deputado Sargento Soares defende polícia única e fim do inquérito policial           
Uma única instituição policial de ciclo completo (policiamento ostensivo e investigação criminal), desmilitarizada, com supressão do inquérito policial e fortalecimento do Ministério Público. Para o deputado Sargento Amauri Soares (PDT), essa é a melhor maneira de reorganizar a segurança pública do país, já que em cada Estado existem duas polícias, Civil e Militar. “Se houvesse uma polícia única, os esforços se somariam e a sociedade teria um atendimento mais adequado”, afirmou o parlamentar, que é sargento da PM e presidente da Associação de Praças de Santa Catarina (Aprasc).
A opinião foi apresentada durante pronunciamento na Assembleia Legislativa, na tarde de terça-feira (02/08), sobre a recente polêmica envolvendo disputa de competência entre a Polícia Civil e Militar. Para ele, a briga envolve apenas os delegados e os oficiais. “É uma disputa de cúpula. Nenhum confronto nos últimos três anos envolveu praças e policiais civis da base, que trabalham em harmonia e tratamento cordial”, disse.
Na opinião do deputado, a produção de inquérito policial é um gasto de serviço desnecessário e economizaria em pelo menos um ano o processo judicial, já que outro inquérito é produzido pelo Ministério Público e Judiciário.
O parlamentar defendeu ainda o investimento em pessoal, através do pagamento de bons salários, da aplicação do plano de carreira e da promoção da dignidade profissional. Para isso, é preciso cumprir, em Santa Catarina, a Lei da Anistia aos praças que participaram de movimento reivindicatório, e reformar o regulamento disciplinar dos militares estaduais.
 
Debate
Na noite de terça (02/08), o deputado participa de debate no programa Conversas Cruzadas da TVCOM-SC, a partir das 22 horas. A discussão vai ser sobre as competências das Polícias Militar e Civil. Além do representante dos praças, participa o presidente da Associação dos Delegados de Polícia de Santa Catarina (Adepol-SC), delegado Renato Hendges.
 
 
MÍDIAS DO BRASIL
 
 
Veículo: Agência Câmara
Editoria: Segurança
Assunto: Comissão especial da PEC 300 se reúne nesta tarde
 
Comissão especial da PEC 300 se reúne nesta tarde
A comissão especial criada para analisar propostas de emendas à Constituição (PECs) relacionadas à segurança pública se reúne pela primeira vez nesta quarta-feira (3), às 15 horas, no Plenário 13. O grupo vai discutir, entre outras propostas, a chamada PEC 300, que cria um piso salarial nacional para policiais e bombeiros e já foi aprovada em primeiro turno na Câmara.
Na reunião, a comissão poderá votar dois requerimentos de debate. O deputado Dr. Carlos Alberto (PMN-RJ) propõe audiência com o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame; com a chefe de Polícia Civil, Martha Rocha; e com o comandante-geral da Polícia Militar do estado, coronel Mário Sérgio Duarte.
O segundo requerimento, do deputado Wandenkolk Gonçalves (PSDB-PA), prevê um seminário em Marabá (PA), para discutir a situação da segurança pública na região sudeste do Pará.
A comissão foi criada no dia 29 de junho e é presidida pelo deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP). De acordo com o presidente da Câmara, Marco Maia, o objetivo é tentar um acordo com governadores e com os profissionais da área sobre todas as propostas que tratem das carreiras de segurança pública, como a de criação da Polícia Penal (PEC 308/04) e a PEC dos Delegados (549/06).
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Veículo: Agência Estado
Editoria: Geral
Assunto: Armas de fóruns serão transferidas para PM em São Paulo
 
Armas de fóruns serão transferidas para PM em São Paulo
Segundo levantamento feito pelo CNJ, o Tribunal de Justiça de São Paulo tem sob sua guarda aproximadamente 50 mil armas
Um acordo firmado na tarde desta terça-feira entre o governador Geraldo Alckmin e o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) possibilitará a retirada das armas dos fóruns do Estado. Elas serão transferidas para batalhões da Polícia Militar (PM) e, posteriormente, destruídas pelo Comando do Exército. A providência atende à Resolução 134/11, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
 
Assaltantes levam armas do Fórum de Mogi das Cruzes
A Corregedoria Geral da Justiça publicará nos próximos dias um provimento que dispõe sobre o depósito judicial de armas de fogo e munições e sua destinação. O Comando Geral já verifica quais os batalhões têm condições de receber as armas que hoje estão nos fóruns.

Atualmente, todas as armas apreendidas pela polícia ficam sob custódia da Justiça, armazenadas em fóruns, para que sejam apresentadas durante o processo. Segundo levantamento feito pelo CNJ em dezembro do ano passado, o TJ-SP tem sob sua guarda aproximadamente 50 mil armas e 60 mil unidades de munição variada