Área do associado

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Clipping do dia 01 de novembro

1.11.2011
CLIPPING
01 de novembro 2011
 
MÍDIAS DE SANTA CATARINA
 
Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Visor
Assuntos: Assinatura promoção por merecimento de policiais civis
                   Morte de cadelinha Fani
                   Completo prisional
 
QUEM TEM, TEM MEDO!
O secretário da Segurança Pública, César Grubba, assinou ontem os atos de promoção de 800 policiais civis por merecimento e antiguidade. As portarias de promoção dos agentes, escrivães e psicólogos serão publicadas na edição de hoje, no Diário Oficial do Estado.
Grubba também determinou a nomeação dos 420 policiais civis aprovados em concurso público em 2008. Deste total, 350 são agentes de polícia, 29 psicólogos e 41 delegados. Seria efeito direto da ameaça de greve na Polícia Civil?
 
ADENDO
Comando da Grupamento de Choque da PM liga para lembrar que a sua unidade não teve envolvimento com a morte da cadelinha Fanni, semana passada. O soldado responsável pelos disparos é do 22º BPM.
 
CALENDÁRIO APERTADO
 
Desde maio deste ano, Raimundo Colombo tem repetido que a definição do novo terreno para o complexo prisional estava nos finalmentes. Agora, veio a mudança de planos com a divisão das áreas do presídio e da penitenciária. Estamos em novembro… e nada!
O descarte oficial de Palhoça representa uma vitória política do prefeito Ronério Heiderscheidt. Ele sempre bateu o pé contra a ideia de levar o complexo para Palhoça. E trabalhou por outros municípios, como Alfredo Wagner e Bom Retiro, conforme antecipou este Visor!
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Geral
Assunto: Simulação de busca
 
Cena de filme no céu da Ilha
A Ilha de SC é o local escolhido pela Aeronáutica Brasileira para realizar treinamentos no mar. Até 7 de novembro, dois grupos realizarão simulações de busca e resgate na Baía Sul. A proximidade do mar é um dos principais fatores para a escolha da Base Aéra de Florianópolis.
 
Cerca de 80 militares do Quinto Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (5º/8º GAv), de Santa Maria, no RS, participam de treinamentos com o helicóptero Black Hawk. As operações simuladas envolvem o resgate de sobreviventes na água, que tem dificuldades específicas que não ocorrem em terra firme.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Geral
Assunto: Crianças são salvas no 190
 
Crianças são salvas no 190
Um telefonema salvou a vida de uma menina de 13 dias em Joaçaba na semana passada. Além dela, outro menino de cinco meses também ganhou mais uma chance no domingo, após se engasgar tomando a mamadeira. Numa simples ação diária que poderia acabar em tragédia, as famílias têm em comum o número 190.
Isso porque ambas pediram ajuda ao Corpo de Bombeiros. Do plantão, o cabo Sérgio Fedrigo repassou as primeiras orientações pelo telefone. Fedrigo orientou, nas duas situações, que os pais colocassem a criança deitada de barriga para baixo e dessem tapinhas nas costas.
No caso da pequena Julia da Silva, de 13 dias, a família notou o engasgamento minutos depois da amamentação. A avó da menina, Goreti da Silva, chegou a fazer respiração boca a boca na neta. Como nada estava surtindo efeito, o próximo passo foi pedir socorro aos bombeiros. Do outro lado da linha, o cabo Fedrigo atendeu ao telefonema e começou a repassar as orientações, enquanto a ambulância se deslocava para a casa da família, no Bairro João Paulo II.
Ontem, Goreti fez o agradecimento a Fedrigo. Ele visitou a família Silva e disse que este foi o primeiro caso do gênero que atendeu em 27 anos de profissão. Antes de se aposentar, Fedrigo ainda pretende conhecer o outro menino que ajudou salvar no domingo, que mora no Bairro Santa Tereza, também em Joaçaba.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Cacau Menezes
Assuntos: Arrastão no Halloween
                   Municípios candidatos a receber complexo prisional
 
O arrastão de Halloween
Diretoria da Ajin (Associação de Moradores de Jurerê Internacional) lamenta as ocorrências verificadas na noite de sábado para domingo em Jurerê Internacional, a título de comemoração da Noite de Halloween por grupos de adolescentes, filhos e amigos de moradores. E reconhece que a partir da chegada de outros grupos de adolescentes de fora do bairro iniciou-se confronto, com cenas de brigas e roubos. A segurança da Ajin foi acionada e fez-se presente, atuando no limite de suas responsabilidades, uma vez que sua função não é realizar segurança pública. Tratando-se de menores de idade, só pôde tentar inibir ações de vandalismo, recolhendo as bombas juninas que estavam em poder dos adolescentes. Segundo a Ajin, a Polícia Militar foi acionada e fez-se presente, desempenhando corretamente seu papel, inclusive recolheu bombas que encontrou com adolescentes. As câmeras de monitoramento da Ajin registraram a circulação dos grupos, porém os encontros aconteceram em locais não cobertos pelas câmeras.
No mais, foi tudo o que esta coluna noticiou ontem. Os que praticaram arrastão, batendo, roubando e até tentando estuprar duas menores, como aconteceu na área do banheiro do Taikô, chegaram, barbarizaram e saíram. Numa boa!
Seria uma prévia do que será o próximo verão?
 
Guerra de municípios
É tua. Não é tua. Pra nós, não. Pega, que o neném é teu. O governador Raimundo Colombo voltou da Ásia anunciando que quatro municípios são candidatos a receber a penitenciária/presídio que hoje está no Centro de Florianópolis. Os felizardos são Alfredo Wagner, Bom Retiro, Palhoça e Imaruí. Colombo vai dividir a prisão em duas: uma penitenciária e um presídio. A primeira para condenados em definitivo. A segunda para os que estão esperando julgamento.
Dizem que a bandidagem prefere o bom retiro, pra ficar em paz.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Informe Político
Assunto: Secretária Ada de Luca
 
Secretária Ada de Luca (Justiça e Cidadania), à direita, emplacou a primeira entrevista para um estudo que está sendo desenvolvido pela Unicamp, de Campinas (SP), em parceria com a Organização das Nações Unidas. O trabalho das duas instituições está centrado na participação das mulheres e de negros na política institucional. Para a pesquisadora Maíra Kubíc Mano, doutoranda em Ciências Sociais, à esquerda, Ada é figura-chave para que se possa entender a atuação como deputada estadual e titular de uma pasta no governo do Estado, responsável por mais de 50 unidades prisionais e 16 mil presos. Na foto ainda, a segunda da esquerda para a direita é a pesquisadora Caroline Gorski.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Política
Assunto: Presidente do STF ironiza grevistas
 
Presidente do STF ironiza grevistas
O ministro Cezar Peluso, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ironizou, ontem, a manifestação de grevistas da Justiça Federal que se concentraram na porta do Instituto Fernando Henrique Cardoso (iFHC), em São Paulo, para tentar convencê-lo de levar à presidente Dilma Rousseff (PT) uma proposta de reajuste salarial para a categoria.
Peluso era esperado, durante a tarde, na porta do instituto por um grupo de aproximadamente 20 servidores em greve há mais de 30 dias, mas evitou os grevistas, entrando por uma porta lateral do prédio.
– Reajuste todo mundo quer, não é só eles – respondeu o ministro, após fazer uma palestra sobre a proposta de emenda constitucional (PEC) referente aos recursos judiciais.
Durante sua palestra, os manifestantes mantiveram o protesto no Vale do Anhangabaú, com apitos, buzinas e palavras de ordem. Na saída, eles tentaram se aproximar do ministro do Supremo, no acesso por onde ele havia entrado, mas não conseguiram.
O ministro falou durante uma hora e meia para uma plateia formada por juristas e alunos de Direito sobre a proposta do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), que prevê a redução do número de recursos judiciais em instâncias superiores, o que, na opinião de Peluso, pode resultar em mais rapidez aos processos.
Peluso também foi acompanhado pelo senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), que é relator da emenda constitucional no Senado.
Para o presidente do STF, o atual sistema judicial causa uma morosidade “intolerável”.
– Há uma percepção social óbvia do acumulo de recursos protelatórios – avaliou o ministro.
Na proposta apoiada por Peluso, os réus que forem condenados até segunda instância (tribunais de justiça dos estados, formados por desembargadores) passariam a cumprir a pena independentemente de apresentarem recursos em instâncias superiores (STJ e STF).
– O sistema é favorável a quem não tem razão, que lucra com a morosidade do processo – considerou Cezar Peluso durante a palestra.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Reportagem Especial
Assunto: Dinamite
 
Dinamite desviada para explodir caixas
Um dia depois da primeira prisão de pessoas envolvidas no comércio ilegal de dinamite usada para explodir caixas eletrônicos, a polícia trabalha com a hipótese do que chama de lavagem de explosivos. O desvio seria facilitado pela falta de capacidade de fiscalização por parte do Exército, que alega não ter condições e pessoal para executar de forma eficiente o serviço.
Lavagem ou desvio de explosivos é a principal linha de investigação da Secretaria de Segurança Pública (SSP) para identificar de onde vem a dinamite usada nos ataques a caixas eletrônicos de Santa Catarina. Foram pelo menos 13 ataques de agosto a outubro, média de um ataque por semana. As cinco primeiras prisões de suspeitos foram anteontem, em São Bento do Sul, Norte de SC.
Lavagem de explosivos, na linguagem policial, não tem significado semelhante ao do termo lavagem de dinheiro, em que o dinheiro ilegal é transformado em dinheiro limpo. No caso do explosivo, a dinamite legalizada é desviada de forma fraudulenta para uso em assaltos a caixas eletrônicos e estabelecimentos comerciais. Seria uma espécie de caixa dois dos explosivos.
Normalmente, a lavagem de explosivos se dá no processo de detonação de rochas, executado por empresas aparentemente idôneas e devidamente cadastradas pelo Exército – órgão que controla este tipo de material no Brasil. A empresa informa, por exemplo, que vai usar oito quilos para detonar rochas, mas usa cinco. A sobra é vendida para o crime organizado. O desvio também pode ocorrer na fábrica, no transporte e até em assaltos simulados.
 
 
Explosivos saíram de fabricante no RS
Empresas de detonação de rochas, pedreiras e fabricantes de explosivos estão sendo investigadas na Operação Rastro, força-tarefa montada pela SSP para prender os criminosos envolvidos.
– As investigações continuam, inclusive com foco em outras regiões de SC – disse o secretário de Segurança Pública, César Grubba.
A pista para identificar o desvio veio das investigações e dos cerca de nove quilos de dinamite apreendidos anteontem com três das cinco pessoas detidas em São Bento, na Operação Rastro.
Os nove quilos de dinamite fabricados pela empresa Dinacon Indústria e Comércio e Serviços, de Estrela (RS), não têm registro de furto nem roubo. Isto significa que provavelmente estão sendo desviados de uma empresa aparentemente idônea, que comprou os explosivos da Dinacon e tem certificado de registro junto ao Exército. A empresa compradora será identificada pelo código de barras impresso nas bananas.
Além de certificar as empresas aptas, o Exército fiscaliza as detonações. As empresas são obrigadas a informar ao órgão o local, o horário e a quantidade de material a ser usado.
– Às vezes, não há gente suficiente para fiscalizar todas as detonações feitas no Estado. Há casos também de empresas que não informam sobre detonações. Estas são punidas e seu registro não é validado – explicou o chefe do Estado-Maior do Exército em SC, coronel Pedro Carolo.
 
Contraponto
Por telefone, a empresa Dinacon Indústria, Comércio e Serviços – responsável pela fabricação dos explosivos encontrados com os suspeitos – informou não ter registro de roubo, desvio ou qualquer notícia de uso dos explosivos para outros fins enquanto estavam em posse da empresa sediada em Estrela (RS) ou em seus caminhões monitorados.
Segundo o fabricante, todos os explosivos são rastreados em tempo real num sistema monitorado pelo Exército. Depois de o material ser entregue ao comprador, é assinado um termo de responsabilidade pelo cliente, que passa a responder pelo destino das dinamites.
Conforme informações do site da empresa, os explosivos encontrados com os suspeitos podem ser usados em pedreiras a céu aberto, minerações, construção civil e abertura de túneis.
 
Estado tem 32 empresas cadastradas
Em Santa Catarina, são 32 empresas que usam material explosivo cadastradas no Exército. No RS, é quase o dobro – são pelo menos 60 com registro.
Em caso de furto, roubo ou extravio, é feito um boletim de ocorrência, e a empresa é obrigada a comunicar ao Exército. Isso aconteceu na madrugada de 18 de setembro, no primeiro furto de material explosivo ocorrido em Florianópolis. Assaltantes furtaram 20 detonadores (acessório que aciona o explosivo junto com o estopim) de uma pedreira na Capital.
Após duas semanas, a pedreira foi novamente furtada. Desta vez, os ladrões levaram 20 quilos de dinamite. Três dias depois, houve o ataque a dois caixas eletrônicos em São Pedro de Alcântara, o primeiro na região. O que intriga a polícia é que ninguém passa despercebido por um sistema de alarme com sensor de presença e por seguranças armados. A pedreira tem os dois sistemas e também está sendo investigada.
 
Principal dúvida é sobre o momento do desvio
Uma sala trancada por uma porta acionada com senha virou abrigo para as seis bananas de dinamite na Delegacia Regional de São Bento do Sul. Os explosivos foram apreendidos na madrugada de domingo, com cinco acusados de integrarem uma quadrilha suspeita de até 13 ataques a caixas eletrônicos registrados no Estado.
Ontem, os policiais de São Bento do Sul ainda aguardavam o recolhimento das dinamites para perícia. Mas já tinham certeza de que o material foi desviado de um fabricante do RS. Resta saber se o desvio ocorreu ainda na fabricação ou se os explosivos foram roubados durante o transporte.
As dúvidas não são à toa. É a primeira vez que a polícia catarinense põe a mão em dinamites antes da entrega para a detonação de caixas. Elas são a principal prova contra um grupo suspeito das explosões de caixas eletrônicos registradas nos últimos meses.
Anésio Machado e Francisco Franco seriam os principais fornecedores dos responsáveis por explodir os caixas. Depois de presos, preferiram ficar calados.
– Antes do flagrante, nós os monitoramos até que eles entregassem a dinamite para os outros três suspeitos. Depois, seguimos o trio até Balneário Piçarras, onde foram feitas as outras prisões – conta o delegado de São Bento do Sul, Odair Rogério Sobreira Xavier.
A suspeita da polícia é de que Anésio e Francisco ainda escondiam mais dinamites numa chácara da cidade. Só que a informação ainda não havia sido confirmada ontem. Os investigadores estão convencidos de que, mesmo sem ter autorização do Exército para o manuseio da dinamite, os fornecedores e os executores dos roubos dominam alguma técnica.
– Aquelas bananas, por exemplo, ainda precisariam ser divididas pela metade na hora do ataque ao caixa. Ou então toda a agência voaria pelos ares – diz o delegado.
Para a polícia, a participação dos outros três detidos – Diogo Sagaz, Geovane da Silva e Ariane da Silva – seria na execução dos roubos ou na intermediação do material para outras quadrilhas. Os cinco foram levados ao Presídio Regional de Mafra. Familiares deles ainda providenciavam advogados de defesa.
Odair Rogério Sobreira Xavier, delegado de São Bento do Sul
“Antes do flagrante, nós os monitoramos até que eles entregassem a dinamite para os outros três suspeitos. Depois, seguimos o trio até Balneário Piçarras, onde foram feitas as outras prisões.”
 
Rastrear o dinheiro é um dos caminhos
Rastrear o dinheiro roubado nos caixas eletrônicos é a chave para a polícia chegar até as duas quadrilhas de assaltantes com base em Santa Catarina e no Paraná, suspeitas de explodirem os caixas.
Elas são clientes da quadrilha que fornece os explosivos, parcialmente desmantelada domingo de madrugada, em São Bento do Sul. Ainda falta identificar os chefes desta quadrilha fornecedora da dinamite. Um deles mora no Norte de SC e tem ligação com os caixeiros de Joinville.
Os assaltantes roubaram cerca de R$ 1 milhão nos 13 ataques a caixas eletrônicos em SC. Para a polícia, ninguém fica com essa quantia guardada – é preciso lavar o dinheiro em compra de imóveis, empresas e carros. É assim que a Secretaria de Segurança Pública SSP pretende chegar aos grandes articuladores das duas quadrilhas de assaltantes.
O conhecimento para detonar os caixas vem dos caixeiros de Joinville. Já a pessoa que domina os recursos humanos especializados em assalto e de serviços terceirizados – como aluguel de armamento pesado e carros clonados para uso nas ações – pode ser o elo entre a Operação Rastro e a Operação Mercúrio.
Deflagrada no dia 25 pela Polícia Federal, a Operação Mercúrio desarticulou uma organização criminosa com ramificações no PR, SC e RS.
Assaltante seria o elo entre operações
O elo entre as operações seria Carlos Eduardo Fernandes Moreira, o Gordo, paranaense, assaltante de carro-forte de alta periculosidade e detento na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (RS) e um dos alvos da Operação Mercúrio.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Polícia
Assunto: Complexo Prisional
 
Separação não acalma prefeitos
Nem mesmo a promessa de separar o presídio (onde os presos esperam julgamento) da penitenciária (os que cumprem pena) em regiões diferentes faz prefeitos da Grande Florianópolis e Serra aceitarem com facilidade a construção das cadeias. Os que desafiam a opinião pública exigem contrapartida financeira.
Ainda na Ásia, o governador Raimundo Colombo afirmou que entre os terrenos mais interessantes está um localizado entre Alfredo Wagner e Bom Retiro, entre a Grande Florianópolis e Serra Catarinense. Ontem, o governador voltou a falar do assunto. Ele garantiu que Florianópolis não vai receber nenhuma unidade.
– Escolhido o terreno, vamos lançar os editais imediatamente e espero que a construção comece este ano.
As obras também não devem demorar para começar, segundo ele. A estrutura deve ser parecida com a implantada em Itajaí.
Mas, até ontem, não havia nenhum esboço do presídio e penitenciária descentralizada na Secretaria de Justiça e Cidadania. O que existe é apenas um anteprojeto conceitual do complexo conjunto, elaborado no última ano, quando o governo anterior anunciou a previsão de construí-lo todo em Palhoça.
A menção de Alfredo Wagner e Bom Retiro não agradou aos prefeitos dos dois municípios. O líder do Executivo de Alfredo Wagner, Nivaldo Wessler (DEM), disse que nenhum diretor do governo do Estado o procurou para discutir o assunto.
– Soube da notícia por meio do jornal. Vou falar com governador para não ser aqui – antecipa Wessler.
O prefeito de Bom Retiro, José Antônio de Melo (PP), informou que ouviu rumores de que sua cidade poderia ser escolhida. Ele também marcou uma audiência com o governo estadual para tratar do assunto. O encontro deve ocorrer hoje. Para Melo, que é contra a ideia, os moradores da cidade não aprovam a instalação.
Terrenos em outros municípios também foram avaliados. Eles ficam em outras quatro cidades. Três delas aceitariam negociar.
 
As opções
Não querem e vão debater com Colombo:
– Alfredo Wagner, Palhoça (Grande Florianópolis) e Bom Retiro (Serra).
Aceitam, se houver contrapartida:
– Imaruí (Sul), São José do Cerrito e Capão Alto (Serra).
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Polícia
Assunto: Assaltos
 
Mudança nas ações ou apenas coincidência?
Cinco ataques entre sábado e ontem aconteceram em horário e locais não considerados “de risco”
A tranquilidade de um domingo em casa invadida por assaltantes. O silêncio da limpeza de túmulos, a dois dias de Finados, quebrado por tiros dentro do cemitério. O jantar esfriando no restaurante, enquanto policiais e bandidos trocam tiros.
Os últimos três dias, em Florianópolis, registraram crimes em horário e locais que não são considerados de risco. Nada se passou numa boca de fumo ou de madrugada. Apesar disso, ainda é cedo para afirmar se isto está ficando mais comum ou se operações da polícia fizeram os bandidos mudarem o lugar de ação.
O professor em Direito Penal da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), Alceu de Oliveiro Pinto Júnior, analisa os casos como isolados.
– Não sei se estão mais comuns ou se estão relacionados a ações policiais, como as que tivemos há cerca de dois meses, em zonas potenciais de risco. Geralmente, quando isso ocorre, o bandido busca outros locais para atuar. Ele sai da área de conforto dele. Vai roubar um carro, ou assaltar uma casa – explica o especialista.
Por isso, ele ressalta que é preciso policiamento preventivo, nos arredores de onde há as operações
– Há de se prever para onde vai criminoso, para impedir novas ações.
Dados da Diretoria de Informação e Inteligência da Secretaria de Segurança Pública mostram que roubos acontecem principalmente no início da noite, entre as 20h e as 23h59min (ver quadro). O professor observa que esse é um comportamento normal do criminoso.
– Este horário está dentro da criminalidade regular. É como se ao escurecer, o bandido estivesse pronto.
Outro comportamento comum dos bandidos é cometer assaltos dias depois de pagamento, geralmente no início do mês, quando há mais circulação de dinheiro.
O tenente-coronel da PM, Fernando da Silva Cajueiro, diz que ainda é cedo para afirmar se os fatos das últimas 72 horas são resultados de operações de combate ao tráfico feitas por batalhões do Centro, do Continente e do Norte da Ilha, que têm agido em morros da Capital. Ele garante que há policiamento para evitar que os bandidos ajam em outros lugares.
– Não temos como ser onipresentes e combater 100% o crime. No assalto no restaurante Boka’s, minutos depois do ocorrido, chegou uma viatura policial – observa.
Ainda que exista policiamento preventivo, desde o começo do ano, foram registrados 1.213 assaltos na Capital, uma média de quatro por dia. A Secretaria de Estado da Segurança Pública prometeu instalar uma delegacia especializada na investigação de crimes de roubo.
O anúncio oficial foi feito ontem pelo secretário César Grubba. A unidade policial será instalada no Centro da cidade, onde, só entre pedestres, foram 233 assaltos neste ano.
 
A sequência
NO BOKAS
– Onde: Jardim Atlântico
– Quando: domingo à noite.
– O crime: dois bandidos armados entraram no restaurante para roubar dinheiro. Dois policiais do Bope, que são irmãos, jantavam no lugar. Quando perceberam que a dupla estava assaltando, os dois tentaram conter os bandidos. Houve troca de tiros. Um dos assaltantes, de 13 anos, foi baleado e morreu. O outro, de 16 anos, acabou capturado e levado para a 6ª DP. Um dos policiais ficou ferido. A PM acredita que mais dois rapazes teriam participado do assalto.
– Desfecho: mais um foi preso ontem.
EM CASA
– Onde: Parque São Jorge
– Quando: 10h30min de domingo
– O crime: dois assaltantes entraram numa casa. Outro ficou fazendo a guarda em um carro. Eles aproveitaram que só havia duas crianças, em casa, já que os pais foram ao supermercado. Os assaltantes fizeram as crianças de reféns e levaram eletroeletrônicos.
– Desfecho: ninguém foi preso. A 5ªDP não tinha novidade sobre o caso
EM CASA
– Onde: Coqueiros
– Quando: domingo à tarde
– O crime: dois assaltantes invadiram uma casa. Eles pularam a cerca elétrica e arrombaram a janela da frente. A moradora da casa viu e acionou o alarme. A dupla fugiu assustada e sem levar nada.
– Desfecho: a 4ª DP não tinha novidade ontem sobre o caso
DO CARRO
– Onde: Ingleses
– Quando: sábado à tarde.
– O crime: um carro foi furtado no Norte da Ilha depois que dois rapazes foram surfar e enterraram a chave do Peugeot 207, na areia, porque não tinham onde guardá-la. Um homem acompanhou o gesto, pegando a chave e levando o veículo. Ele foi preso pouco depois graças a um sistema de rastramento no iPhone da vítima, que funciona mesmo com o aparelho desligado.
– Desfecho: o ladrão, apesar de ser preso em flagrante, foi solto no mesmo dia. Ele vai responder em liberdade. Não tinha antecedentes criminais, pagou fiança de dois salários mínimos e foi embora.
NO BOBS
– Onde: Ingleses
– Quando: 21h de domingo
– O crime: a sorveteria da rede foi assaltada no “centrinho”. Um homem apontou a arma para o atendente e pediu o dinheiro do caixa. Havia cerca de R$ 500. Em seguida, fugiu a pé em direção à praia.
– Desfecho: não havia ninguém da investigação para repassar informação. Até o início da manhã de ontem, ninguém foi preso suspeito do crime.
NO CEMITÉRIO
– Onde: Itacorubi
– Quando: ontem de manhã
– O crime: um homem foi baleado em uma das pernas. Dois homens teriam disparado contra a vítima. A dupla teria fugido em uma moto.
– Desfecho: a 5ªDP não tinha novidade ontem sobre o caso
 
 
O primeiro e último assalto de adolescente
Um dos crimes do final de semana teve outra circunstância que já se repetiu em pelo menos 2 mil ocorrências em SC, só em 2011: entre os infratores, havia um adolescente.
O garoto de 13 anos, morto a tiros no restaurante Boka’s, na noite de domingo, estava em sua primeira ação no mundo do crime. Filho caçula de uma família com mais dois irmãos homens, o jovem, que morava em Palhoça, na Grande Florianópolis, sonhava em ser jogador de futebol.
Segundo seu irmão mais velho, no começo deste ano sua mãe passou a se preocupar com as mudanças no comportamento do jovem. Faltas na escolas, sumiços e a presença de más companhias alertaram a família de que algo estava errado.
– Ele chegava tarde em casa, não tinha mais controle. Tentamos conversar com ele e percebemos que ele estava envolvido com drogas. Fomos então buscar apoio, ajuda que não chegou – lamenta o irmão.
Segundo o Conselho Tutelar de Palhoça, o garoto era usuário de crack e chegou a ser internado e para se recuperar do vício, mas desistiu do tratamento e voltou. Segundo a equipe do conselho, que assumiu a gestão recentemente, todos os procedimentos necessários de apoio ao adolescente foram tomados.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Hélio Costa
Assuntos: Delegacia de Roubos
                    Twitter nos bastidores da polícia civil
 
Segurança Pública instala Delegacia de Roubos para conter onda de assaltos
A especializada terá 18 policiais em exclusividade para investigar roubos. Agentes feras com feeling aguçado estão sendo escolhidos a dedo
Delegacia de Furtos e Roubos
Os assaltantes que se cuidem por que vem chumbo grosso por aí. Quem avisa é o diretor de Polícia Metropolitana, Nivaldo Claudino. Ele ganhou carta branca da Delegacia Geral para estruturar a Especializada de Combate a Roubos. Delegados estão sendo escolhido a dedo. Os nomes mais cotados são Luiz Felipe Rosada, da 5ª DP (Trindade) e Marcos Frailer, da 2ª DP (Saco dos Limões). Mas também podem surgir outros nomes e a nova DP poderá contar ainda com mais delegados. No total serão 18 policiais. Agentes feras, com feeling nato de tira, já estão sendo convocados. A estrutura da nova delegacia deve funcionar no 4º andar do prédio, onde era ocupado pela equipe de investigação da 1ª DP. O experiente agente, Édson Mello, com mais de 30 anos de polícia, deverá ser o coordenador da especializada. Vamos torcer para dar certo, porque a bandidagem precisa ter o caminho encurtado.
 
Twitter bomba nos bastidores Polícia Civil de SC por melhores salários
Agentes se comunicam e se organizaram por meio de redes sociais, interagindo com a categoria que ganhou reforço com a adesão dos delegados
Twitter nos bastidores da polícia
Os bastidores do movimento dos policiais civis promete uma semana agitada na rede social, onde os agentes interagem, recebendo orientações do sindicato. A pauta de reivindicação, que agora recebe o reforço dos delegados, não é somente de reajuste salarial. A categoria pede melhores condições de trabalho e comenta que, sem manutenção, os prédios ficam comprometidos. Em algumas delegacias da Capital, o telhado está cheio de goteiras, com o é o caso da 2ª DP. A 5ª DP, que já foi considerada a delegacia modelo, está com sérios problemas estruturais: rachadura nas paredes e afundamento de piso. A 7ª DP também está em estado deplorável. Acho justa a reivindicação dos agentes, que há 13 anos não recebem aumento salarial. A pasta da Segurança Pública virou uma pedra no sapato do governador, com a violência deixando a população atônita e os policiais desmotivados por causa dos baixos salários. A categoria não abre mão da compactação dos níveis salariais de oito para quatro, reduzindo o achatamento, e já fala em paralisação.
 
 
ACONTECEU NA ALESC
 
Dos Gabinetes-Sargento Soares se reúne com representantes do Bombeiro       
O deputado Sargento Amauri Soares (PDT) se reuniu na manhã de segunda-feira, 31/10, com representantes do Comando do Corpo de Bombeiros Militar para tratar de interesses da corporação. Além do subcomandante do Bombeiro Militar, coronel Marcos de Oliveira, participou também o vice-presidente da Aprasc (BBMs Planalto), subtenente Moacir Tadeu Wasielewsky.
O principal assunto abordado foi a PEC-11, que trata da regulamentação dos chamados Bombeiros Voluntários, da qual o deputado é relator na Comissão de Constituição e Justiça. O conteúdo do relatório ainda não foi definido, mas o deputado quer pedir a manifestação do Ministério Público e da Secretaria de Estado da Segurança Pública.
Sargento Soares pediu ainda ao subcomandante apoio às causas dos praças: justiça salarial; aplicação do plano de carreira, realizando promoção, através do preenchimento das centenas de vagas em aberto; e a defesa da anistia aos praças punidos por pedir reajuste salarial em dezembro de 2008.
 
Segurança Pública
O deputado Maurício Eskudlark (PSD) repercutiu a assembleia dos policiais civis, realizada na última quinta-feira, com a presença de cerca de 700 policiais. Segundo Eskudlark, os policiais reivindicam a incorporação de abonos, além de outras vantagens pecuniárias. “Conversei com o secretario César Grubba e ele me informou da promoção de 800 policiais civis e a nomeação de 420 novos policiais civis”, declarou Eskudlark, que considera que o estado tem o melhor policial e a melhor segurança pública do país.