Área do associado

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Artigo Cel Marlon Publicado no DC de 17 de Janeiro

17.1.2011

Resolvendo a segurança, por Marlon Jorge Teza*

 

Sabemos que os problemas de segurança pública sempre fizeram e farão parte do cotidiano da sociedade. Paralelamente a isso, temos manifestações da mídia, forçada pela indignação popular, que, assolada pelo medo, reclama com veemência pela sua solução. Todo início de governo, tanto no nível nacional quanto estadual, ouvimos dos que assumem promessas de soluções e um rosário de compromissos objetivando acalmar a sociedade. Encaminhamentos são apresentados, magos aparecem, especialistas sobram, e aí vem a sempre anunciada solução: o problema está no modelo policial, e por isso temos que unificar as polícias. Dizem que, nos países desenvolvidos, a polícia é única e que lá funciona.

Oportuno, porém, alertar que vários são os modelos policiais no dito Primeiro Mundo. Nessas nações, existem várias polícias autônomas e independentes, tendo pelo menos uma investidura civil e outra investidura militar. Países como França, Itália, Portugal, Espanha, Canadá e até os Estados Unidos possuem esta pluralidade, com mais de uma polícia, inclusive militar. Todos esses modelos foram concebidos ao longo do tempo, obedecendo a história, a cultura e peculiaridades de cada nação. A diferença, no entanto, está em como o assunto da segurança pública é tratado. Lá, verdadeiros técnicos (policiais) conduzem a atividade, com a participação de todos, inclusive das bases. Também há diferença nos investimentos, que são maciços na área.

O que se espera é que, no Brasil (União e estados), os investimentos sejam garantidos, e que os técnicos (policiais) sejam ouvidos. Que os novos governantes não iniciem mais uma discussão de modelo policial que não chega a lugar algum, criando um “pano de fundo” e deixando de lado a verdadeira resolução do problema.

* Coronel PM-SC, presidente da Federação de Entidades de Oficiais Militares Estaduais