Área do associado

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NOTA DA AMEBRASIL SOBRE A VIOLENCIA E PROVIDENCIAS

17.5.2006

NOTA DA AMEBRASIL SOBRE A VIOLENCIA E PROVIDENCIAS




AMEBRASIL
ASSOCIAÇÃO DOS OFICIAIS MILITARES ESTADUAIS DO BRASIL
www.amebrasil.com.br


Calar para resistir; resistir para agir; agir para vencer.

Já calamos e já resistimos. Agora é vencer ou vencer…

A HORA É AGORA! NÃO PODEMOS MAIS ESPERAR!


O nível de violência a que chegamos extrapolou todos os limites que uma sociedade civilizada poderia suportar. Desta forma, urge que TODOS os cidadãos responsáveis se unam para um combate eficaz nessa guerra que está dizimando pessoas, destruindo famílias e pondo em risco a integridade, individualmente, cada pessoas, e coletivamente toda a Sociedade.
Segurança Pública é dever do Estado, mas também responsabilidade de todos. Sendo Dever do Estado deve ter a participação incondicional de todas as esferas de governo, e não apenas dos órgãos policiais.
Os poderes da República e de todos os outros níveis governamentais -Estados e Municípios – além dos próprios cidadãos precisam acordar para uma realidade que, de tão óbvia, parece supérfluo mencionar: a soberania nacional está ameaçada por um poder paralelo, violento e principalmente criminoso que se instalou, praticamente como se estivéssemos em guerra.
Precisamos urgentemente de leis mais consentâneas com a nossa realidade e não arroubos de “cidadania” pregados por demagogos que, se escondendo sob o manto de humanitários, visam a desestabilizar a Nação, já o tendo conseguido em parte principalmente no tocante as suas instituições policiais.
Não queremos e não podemos mais viver de promessas nunca cumpridas. Não queremos privilégios, mas apenas o justo reconhecimento das autoridades. Chega de acusações infundadas ou mesmo caluniosas, como se as nossas instituições fossem as principais culpadas, senão as únicas, de todo este estado de violência, corrupções e outros desmandos mais a que expostos os cidadãos de bem deste nosso País.
Já chega de apresentação de propostas mirabolantes que apenas e tão somente procuram atingir as instituições policiais, civil e militar, inclusive com a extinção de uma ou outra instituição.
Precisamos sim integrar as ações através de um comando único, mas respeitando-se as suas competências constitucionais previstas na Carta de 1988, que até o presente momento sequer foram regulamentadas.
Precisamos de decisões urgentes, mas de decisões que atendam as reais necessidades das instituições e interesses da sociedade e não apenas e tão somente a interesses eleitoreiros ou de poucos privilegiados.
Sempre abominamos e condenamos toda e qualquer violência, qualquer que seja o seu agente.
Por isso cabe a todos dar um voto de confiança aos organismos dedicados à segurança e a seus agentes. Quando alguns destes cometem erros, não podem e não devem ser todos execrados e condenados.
Nas ações policiais pode até haver vítimas inocentes. Mas não se pode esquecer que estamos, de fato, num estado de beligerância entre os cidadãos de bem e uma marginalidade sempre crescente, nas quais se enquadram traficantes, ladrões, assassinos, corruptos e todos os que os defendem.
Em uma guerra como a que deve e está sendo enfrentada, as ações dificilmente podem ser seletivas. O adversário precisa ser enfrentado com decisão, pois ele se revela como inimigo perigoso de toda a Sociedade.
Concitamos, por isso, toda a Nação brasileira, humilhada e vilipendiada não só por bandidos como também por defensores destes, a unir-se aos órgãos de segurança. A responsabilidade é de todas as pessoas de bem.
Para os criminosos vencerem, basta que os cidadãos de bem se omitam.
Essa é a tarefa que nossos filhos esperam de todos nós, para que possam herdar a PÁTRIA no mínimo como nós a recebemos.
Por isso, agora é vencer ou vencer.

Brasília/DF, 17 de maio de 2006.

SIGFRIDO MAUS Presidente da AMEBRASIL
ALAOR SILVA BRANDÃO Secretário da AMEBRASIL