Área do associado

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Clipping 01 de abril

1.4.2011
CLIPPING
01 Abril 2011
 
MÍDIAS DE SANTA CATARINA
 
Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Visor
Assunto: Redação “Farra do Boi é Crime”
 
BOI
A PM irá premiar, hoje à tarde, o vencedor do concurso de redação “Farra do Boi é Crime”. O trabalho foi desenvolvido entre os estudantes da rede pública de Florianópolis e Governador Celso Ramos.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Moacir Pereira
Assunto: Focos de Colombo
 
Os focos de Colombo
 
Uma simples audiência pública realizada na Câmara Municipal de Florianópolis, por iniciativa do vereador João Amin (PP), revelou, de forma clara, qual a estratégia do governador Raimundo Colombo em relação a Florianópolis. Deu uma guinada na decisão tomada pelos antecessores Luiz Henrique da Silveira (PMDB) e Leonel Pavan (PSDB) e decidiu que a área da penitenciária estadual da Trindade vai continuar pública. Nada de venda. Revogou, politicamente, a decisão da própria Câmara, que, a pedido de Luiz Henrique e Dário Berger, alterou a lei do zoneamento, permitindo que parte do terreno fosse comercializada para gerar os recursos destinados à construção da nova penitenciária em Palhoça.
Raimundo Colombo mostrou, nestes 90 dias, que fazer um bom governo em Florianópolis é uma de suas prioridades. Tudo o que seus antecessores fizeram em oito anos e que motivou críticas ou desgastes na comunidade o novo governo está desfazendo, sepultando e procurando caminho oposto.
Antes de iniciada a audiência pública, o Centro Administrativo anunciava outra decisão de impacto político na Capital e no Estado tomada por Raimundo Colombo. Assinou projeto de lei para viabilizar a construção do novo Aeroporto Hercílio Luz. Falta muito, ainda, para a eliminação de todos os obstáculos, mas a questão da troca do imóvel com a UFSC para cessão à Infraero era vital. Curioso é que durante os oito anos de mandato, Luiz Henrique e Pavan não conseguiram tirar esta caveira de burro da Ilha. As negociações não andaram. Ou faltou vontade política ou competência dos assessores.
A notícia sobre a decisão do governador, de dar destinação pública institucional à penitenciária estadual foi transmitida pelo secretário Cesar Souza Junior (DEM), por coincidência, candidato à prefeitura de Florianópolis. O secretário foi enfático ao fazer a solene comunicação, anunciando até a demolição do prédio da penitenciária.
 
 
ESTILOS
O cenário político, administrativo e eleitoral de Florianópolis indica uma forte atuação de duas candidaturas: a do deputado Cesar Souza Junior, pelo DEM, com o respaldo do governador Raimundo Colombo e de se setores influentes do governo; e a do vereador Gean Loureiro, do PMDB, impulsionado pelo prefeito Dário Berger e áreas poderosas da prefeitura. São dois estilos distintos. Quando esteve na Associação Comercial e Industrial de Florianópolis, o prefeito incensou Gean Loureiro e o apresentou como seu candidato. Já o governador fez uma referência sutil, com Cesar Souza discretamente na plateia.
No debate sobre saneamento em Florianópolis, o governo deu, outra vez, destaque à atuação do secretário de Turismo. Surgido o impasse da rede de esgotos dos Ingleses, que tem 14 quilômetros de extensão e não funciona porque a estação de tratamento não pode operar, quem surgiu com a ideia salvadora, ainda que emergencial, foi Cesar Souza.
Ofereceu R$ 1 milhão de reais do Fundo de Turismo para uma saída técnica temporária.
Raimundo Colombo deu ordens aos colaboradores para priorizarem as obras estaduais que se arrastam há anos na Capital. Término da duplicação da SC-401, no Norte; terceira faixa da SC-405, no Sul; terminal de cruzeiro marítimo, em Canasvieiras; saneamento básico, entre outros. Todos atravessaram oito anos do aliado e não saíram do lugar.
Durante a audiência pública, o secretário da Saúde da Capital, João José Cândido da Silva, fez uma abordagem demolidora – que definiu como “técnica” – sobre o sistema hospitalar público da Grande Florianópolis. Sem meias palavras, sentenciou que o atendimento seria muito melhor se os hospitais estaduais estivessem funcionando plenamente. Citou o caso escandaloso do Hospital Infantil Joana de Gusmão, que deveria oferecer 195 leitos e só tem 95 operando. Por falta de pessoal. Até UTIs estão paralisadas.
Não falou, mas se tivesse mencionado, seria outra indecência: as reformas do Hospital Infantil, da emergência do Hospital Celso Ramos e do Hospital Florianópolis, que se arrastam por anos e ninguém ousa prever quando terminarão.
Se os assessores do governador revelassem o que estão encontrando debaixo do tapete na saúde e em outras áreas, o escarcéu seria muito maior.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Política
Assunto: Mais dois regionais são confirmados
 
Mais dois regionais são confirmados
Depois de duas semanas sem anúncios, o governador Raimundo Colombo (DEM) divulgou, ontem, pelo Twitter, dois novos secretários regionais. Christiano Lopes (DEM) foi convidado para assumir a pasta em Laguna e Gelson Padilha (PSDB) permanece na vaga de Braço do Norte.
Em três meses de governo, o quadro das 36 regionais ainda não está completo. Dos 30 cargos ocupados até o momento, 16 ficaram com o PMDB, sete com o PSDB, seis com o DEM e um com o PPS. Faltam ser indicados, oficialmente, os nomes para Caçador, Ibirama, Jaraguá do Sul, São Miguel do Oeste, Videira e Xanxerê.
Segundo apurou o colunista Roberto Azevedo, e adiantado ontem no site do DC, as vagas devem ficar com Lio Tironi (PSDB, Jaraguá do Sul), Carlos Colatto (PMDB, Xanxerê), Wilson Trevisan (DEM, São Miguel do Oeste), Evandro Colle (PMDB, Videira) e Gilberto Comazzetto (PMDB, Caçador). Ibirama deve ficar com os demistas, mas o nome do indicado ainda não está definido.
A indicação dos secretários regionais se arrasta desde 15 de fevereiro, primeira data fixada pelo governo do Estado para anunciar os 36 nomes. Disputas locais envolvendo os partidos da tríplice aliança dificultaram as negociações e atrasaram a divulgação dos novos secretários.
Na terça-feira, Colombo anunciou que inicia um roteiro pelas 36 regionais em 19 de abril. O objetivo é avaliar o desempenho delas. O governador deve reestruturá-las. A proposta é que elas voltem a atuar como agências de desenvolvimento regional.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Editoriais
Assunto: Penitenciária de São Pedro de Alcântara
 
Um quadro inaceitável
Uma carta assinada por 700 dos 1,3 mil detentos da Penitenciária Estadual de São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis, denuncia torturas, ameaças de morte e todo o tipo de violência e maus-tratos que os prisioneiros sofrem atrás dos muros daquele que foi construído para ser um estabelecimento penal de alto padrão e segurança máxima. Mais uma vez, a cidadania é afrontada pela inaceitável situação reinante no sistema prisional do Estado. Um sistema que se caracteriza pela decrepitude, pela superlotação, pela fragilidade, pelas fugas, pela insalubridade e pela brutalidade com que são tratados os detentos, como exemplifica a grave denúncia em questão. Registre-se, a propósito, ser este o mesmo panorama que predomina em quase todas as prisões do país, que, segundo as estatísticas mais recentes disponíveis, tem a terceira maior população carcerária do mundo (mais de 500 mil pessoas), sendo superado apenas pelos Estados Unidos (2,29 milhões) e pela China (1,62 milhão).
Não espanta que, diante deste quadro sombrio, o índice de reincidência criminal no país, em alguns casos, segundo estudos do Conselho Nacional de Política Criminal, alcance 70% – na Europa e Estados Unidos a taxa média de reincidência é de 16%. Ou seja, descumpre-se, aqui, uma das funções da pena – a mais nobre, aliás –, que não é apenas a de punir o infrator pelo malfeito, mas recuperá-lo para a vida útil em sociedade depois de cumpri-la.
Com efeito, ao endereçarem o abaixo-assinado ao Tribunal de Justiça, os detentos de São Pedro de Alcântara exerceram um direito legítimo. Há que investigar a fundo as suas denúncias, punir exemplarmente os eventuais culpados – tudo com transparência. Ademais, cabe esperar que este episódio acelere os planos da nova administração estadual, que anunciou uma reforma total no vergonhoso e cruel sistema.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Polícia
Assunto: Construção da nova unidade prisional
Nova unidade deverá ser entregue até dezembro
Governo do Estado promete, ainda, manter pública a área na Capital onde fica o prédio atual
O governo do Estado pretende construir e entregar até dezembro a unidade prisional que vai substituir o complexo prisional da Agronômica, que abriga 1,8 mil detentos na Capital. A cidade para a construção da nova obra ainda não foi definido: Palhoça ou Paulo Lopes.
A nova obra vai custar R$ 80 milhões. O complexo atual será demolido. Há três possibilidades para uso do terreno de Florianópolis: virar um parque para esportes e lazer, sediar uma escola profissionalizante ou um hospital.
A decisão de Raimundo Colombo vai na contramão do que sempre foi pregado pelo governo anterior, que considerava impossível pagar a nova cadeia sem vender o terreno na Agronômica. A forma de construir a unidade prisional também mudou. Antes era planejado uma parceria público-privada. Agora, a unidade prisional será erguida só com dinheiro público.
Metade da verba, R$ 40 milhões, vem do Ministério da Justiça. O acordo foi fechado durante a visita do ministro José Eduardo Cardozo a Florianópolis, na sexta-feira da semana passada. Assim que a nova cadeia for concluída, começa a transferência dos 1,8 mil presos que estão no complexo da Agronômica. Não há previsão de quanto esta etapa vai demorar. Até lá já estará definido o que será feito do terreno. Se for parque ou escola a previsão é entregar no final de 2012.
A presidente da União Florianopolitana de Entidades Comunitárias, Ângela Liuti, comemorou a decisão e lembrou que desde 2002 defende esta alternativa. Ela comentou que percebeu uma mudança nas atitudes com a troca de governo. Afirmou que antes havia mais ímpeto em privatizar áreas públicas, agora há sinalização de que a intenção é manter os terrenos do Estado.
O anúncio da construção da nova unidade prisional para este ano foi feito pelo secretário de Turismo, Cultura e Esporte, Cesar Souza Júnior, durante audiência pública, ontem à tarde. Ele disse que para cumprir o prazo a obra deverá ocorrer em caráter emergencial. Este dispositivo dispensa a necessidade de licitação.
Outro problema é que a cidade que vai abrigar a nova unidade prisional ainda não foi definida. O secretário se limitou a declarar que será na Grande Florianópolis. No passado, o então governador Leonel Pavan divulgou, de forma oficial, que seria num terreno no Morro dos Cavalos, em Palhoça. Houve reação do prefeito e da população. Na administração Colombo, a cidade continua sendo uma alternativa. Outra opção seria Paulo Lopes.
 
Três possibilidades de uso
O anúncio de não vender o terreno da Agronômica foi festejado pelos representantes comunitários e vereadores que estavam no plenarinho da Câmara Municipal de Florianópolis ontem. Mas também despertou entre eles o debate sobre como usar a área de 400 mil metros quadrados. O secretário de Saúde da cidade, João José Cândido, explicou por quais motivos não quer um hospital.
Ele afirmou que os problemas de saúde na Grande Florianópolis acontecem por causa da falta de qualidade na gestão. Justificou que na região há 3,85 leitos por grupo de mil habitantes. O recomendado pela Organização Mundial de Saúde é 3 leitos por mil pessoas.
O secretário de Saúde de Florianópolis pediu que o governo do Estado invista na melhora do hospital de Santo Amaro da Imperatriz, porque em condições ideais ele atenderia a demanda da BR-282 e BR-101 Sul. Lembrou que há um projeto para um hospital em Biguaçu.
A nova unidade poderia cuidar dos pacientes envolvidos em acidentes no trecho Norte da BR-101. O vereador Celso Sandrini ressaltou que a Agronômica tem problemas de trânsito que podem ser agravados com o acúmulo de pacientes.
Independente da utilização do terreno, já tramita na Câmara um projeto para mudar o zoneamento do local. Hoje, é uma área mista comercial. São permitidos negócios como supermercados e prédios de até seis andares. Pela proposta do vereador João Amin (PP), haveria uma mudança para área comunitária institucional. Poderiam ser construídos parques, espaços culturais, escolas e o hospital.
Os movimentos comunitários se dividiram. A União Florianopolitana de Entidades Comunitárias defendeu os parques. A associação que representa moradores da Agronômica quer o hospital na área. Uma nova audiência pública deve ser marcada para tratar do caso.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Polícia
Assunto: Tortura de presos
 
Diretor rebate as acusações
O diretor do Departamento de Administração Prisional (Deap) rebateu as reclamações feitas na carta escrita por 700 detentos da Penitenciária de São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis. O documento foi destaque na edição de ontem do DC.
No dia 23 de março, o diretor da penitenciária assinou um documento que rebate os itens das reivindicações dos presos. Ontem pela manhã, o diretor do Deap, Adércio Velter, se reuniu com o diretor da penitenciária de São Pedro de Alcântara, Carlos Alves, para tratar das informações descritas no abaixo-assinado.
A alimentação segue prescrição médica e odontológica. Sobre a denúncia de que pães estariam sendo desviados, Adércio Velter garante que sempre foram destinados dois pães por dia – os presos alegavam que deveriam ser três.
– Pode ter certeza que não somos omissos. Buscamos dar a maior transparência possível. Esse tipo de carta é uma rotina dentro do sistema, em que os próprios internos tentam desestabilizar o trabalho diário dos agentes penitenciários. Todos os documentos foram encaminhados aos órgãos responsáveis e as reclamações na carta não são verdadeiras.
Segundo ele, tudo será apurado pela Corregedoria do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC).
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Polícia
Assunto: Refém por 28h
 
Sai o retrato falado
 
Imagem digitalizada deve ajudar polícia de SC e do RS a identificar suspeitoPoliciais civis de SC e do Rio Grande do Sul procuram pelo homem do retrato ao lado. É ele o criminoso descrito pela empresária Simone Rezende de Mendonça, 39 anos.
A imagem é o retrato falado feito pelo Instituto Geral de Perícias (IGP) da Capital e divulgado ontem. As suas características foram repassadas por Simone, obrigada a dirigir de Florianópolis ao RS, na semana passada, a mando do ladrão.
Ele é magro, tem 1m70cm e usava um boné cinza quando abordou a arquiteta, na sexta-feira da semana passada. O retrato foi produzido pelo setor de papiloscopia e representação facial humana do Instituto Geral de Perícias (IGP), em Florianópolis. É que o desenhista oficial da Polícia Civil, Cássius Clay, está em férias.
 
Imagem com 100% de semelhança
Segundo o IGP, a vítima relatou que a imagem produzida tem 100% de semelhança com o autor do crime.
Para o delegado Rodrigo Bortolini, a divulgação poderá ajudar a polícia. Informações podem ser dadas pelos telefones 181 ou 190.
 
Técnica em SC desde 2008
Traços, textura da pele e até expressão. O retrato falado do suspeito de manter a empresária refém por 28 horas surpreendeu pela veracidade. Parece uma fotografia, mas é uma montagem feita por meio de programas de editoração de imagem.
Menos comum na região de Florianópolis, o método já existe desde 2008 em SC. O retrato falado digitalizado foi feito pela papiloscopista do Instituto Geral de Perícias (IGP) em Lages, Simone Macedo Ramos.
Os papiloscopistas dispõem de um banco de dados com peças, partes de rostos com características distintas, olhos, bocas, narizes, formatos de rostos e cabelos, exemplo.
Segundo Simone, a parceria com a polícia, como ocorreu, é muito importante. Outro fato tão relevante quanto é a entrevista com as vítimas:
– É muito difícil para elas lembrarem, especialmente porque há toda uma situação de trauma. Mas as vítimas se saem muito bem. Teve o caso de uma menina de 11 anos que, momentos antes de um crime, viu os bandidos em atitude suspeita e na hora de fazer o retrato falado ela soube detalhes.
Esses detalhes muitas vezes estão em semblante, cicatrizes de acne e até mechas de cabelo bagunçadas. Em alguns casos, os profissionais passam até sete horas na cena de um crime.
Um dos trabalhos que Simone lembra com o orgulho é a confecção de um retrato falado que ajudou a polícia a identificar e prender um suspeito de estupro em Rio do Sul, no Alto Vale do Itajaí. A partir da descrição da vítima, Simone montou o rosto do suspeito, que acabou sendo localizado em uma delegacia, quando outro crime foi denunciado.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Polícia
Assunto: Crimes e ocorrências
 
Para polícia, crime está solucionado
A Polícia Civil de Herval d’Oeste, no Meio-Oeste, considera resolvida a tentativa de assalto a uma empresa de transportes coletivos, no dia 31 de janeiro. O último dos três suspeitos envolvidos no crime foi preso há uma semana, em Florianópolis. Gilmar Galdino, de 26 anos, foi interrogado pela polícia do Meio-Oeste ontem à tarde. Ele vai responder por tentativa de latrocínio e deverá ficar preso.O suspeito foi preso graças a uma abordagem policial, na Capital. Ele teria se identificado com nome falso.
 
Idosa agredida por ladrões
Uma idosa de 76 anos foi agredida por dois homens, ontem pela manhã, em Jaraguá do Sul, no Norte de SC.
A aposentada está internada no Hospital São José, onde se recupera dos ferimentos que sofreu, principalmente na cabeça e nas costas. Ela não corre risco de morte.
A Polícia Militar desconfia que os agressores conheciam a senhora ou estavam sob influência de drogas. A aposentada mora com o filho de 49 anos em uma casa de madeira no Centro da cidade. O filho conta que ele havia saído para trabalhar. Foi neste período que dois homens teriam pulado o muro da residência e entrado pelos fundos da moradia.
– Eles arregaçaram a porta da cozinha. Ela disse que assim que a renderam, colocaram panos na boca para que ela não gritasse. Depois começaram a agredi-la – contou o filho.
A casa da aposentada foi revirada pelos assaltantes. Manchas de sangue marcam as paredes de madeira e também ficaram em cobertas e roupas de cama da casa. O filho mostrou um fio elétrico que teria sido amarrado no pescoço da vítima.
A invasão teria durado cerca de uma hora. Os ladrões ainda pegaram R$ 4 mil em dinheiro e deixaram a aposentada presa no quarto.
 
Polícia apresenta três suspeitos do crime
Os três suspeitos de terem torturaro e sequestrado um mecânico em Araquari, no Norte de SC, foram apresentados ontem pela manhã em Joinville. As prisões temporárias dos três foram decretadas. Marcos Figueiredo dos Santos, de 27 anos, conhecido como “Borrachinha”; Gilmar Portolan, 26, conhecido como “Taguinha”; e Edenilson Francisco, 24, conhecido como “Edi” ou “Sapinho”, foram detidos na manhã de quarta-feira. Eles são suspeitos de terem colocado um jovem dentro de uma Fiorino, em Araquari, e terem espancado por mais de uma hora. Os advogados de defesa negam a participação no crime.
 
 
BLOGS
 
Moacir Pereira
 
Secretário esclarece espaço da Penitenciária
Secretário de Turismo, Cesar Souza Júnior, esclareceu que a posição do governo é de dar destinação pública e institucional à área da Penitenciária Estadual,mas com uso efetivo da sociedade para evitar deterioração, como ocorreu com o aterro da Baia Sul. E assinalou que os técnicos definirão qual o perfil sobre uso daquele espaço nobre da Ilha.
 
A demolição da Penitenciária
Secretário Cesar Souza confirmou hoje na Câmara Municipal que o governador Raimundo Colombo decidiu dar destinação pública à área da Penitenciária Estadual da Trindade.   Pela legislação municipal, a área seria mista, com destinação parcial para a iniciativa privada.
Souza Júnior anunciou que o prédio atual será implodido.
Temeridade dupla: 1. O prédio central está tombado pelo município. Portanto, não pode ser demolido.
 2. Ninguém cogitou de transformar o prédio histórico num complexo comercial, gastronômico, artístico e cultural, como acontece em cidades do nordeste e em várias cidades do mundo?
 
Aconteceu na ALESC
 
 
Luciane Carminatti assume presidência do Fórum Parlamentar das Rodovias       
A Assembleia Legislativa de Santa Catarina instalou, na manhã desta quinta-feira (31), o Fórum Parlamentar das Rodovias, que será presidido pela deputada Luciane Carminatti (PT), propositora do fórum.
Além de Luciane, fazem parte do Fórum os deputados Mauro de Nadal (PMDB), Reno Caramori (PP), Sargento Soares (PDT), Angela Albino (PCdoB), Darci de Mattos (DEM) e Altair Guidi (PPS). Conforme Luciane, este fórum terá o objetivo de tratar dos problemas, manutenção, sinalização e segurança das rodovias estaduais e federais de Santa Catarina. ?Nosso estado tem 62,5 mil quilômetros de rodovias, sendo 2,2 mil federais, 6,3 mil estaduais e 53,9 estaduais e conforme um levantamento da Polícia Militar Rodoviária existe 127 pontos críticos nas rodovias catarinenses que merecem um plano de recuperação por parte do Estado?, ressalta a deputada.
A parlamentar destaca, ainda, que Santa Catarina é o segundo estado brasileiro com maior número de acidentes de trânsito com mortes. ?”ara termos uma idéia dos 287 mortos por acidentes de trânsito no ano passado, 190 casos são resultado das 20 rodovias catarinenses mais violentas. Temos que mudar esta estatística, e o Fórum terá a missão de apontar problemas e soluções para modificar esta realidade”.
A primeira ação do Fórum também foi definida. Será enviado convite para o secretário de Estado da Infraestrutura, Valdir Cobalchini, para expor as ações, metas e investimentos do governo do Estado às rodovias catarinenses e aos representantes da Federação das Empresas de Transportes e Logística (Fetrancesc) para que apresentem os principais problemas rodoviários.
 
Balanço
Abordando a desativação da penitenciária de Florianópolis, a deputada Angela Albino (PCdoB) saudou a decisão do governador Raimundo Colombo (DEM) em manter pública a área onde atualmente encontram-se as carceragens. Angela criticou, entretanto, a ideia do governo de utilizar a localidade para a instalação de um novo hospital. “Aquela área é de grande adensamento populacional e não comporta este empreendimento, que seria prejudicado pela falta de mobilidade urbana”. Em lugar do hospital, a parlamentar defendeu a criação de uma área de lazer à comunidade ou mesmo de educação ambiental.
A passagem da tomada do poder pelos militares, ocorrida em 31 de março de 1964, foi lembrada pelo deputado Sargento Amauri Soares (PDT). ?Muitos falam em revolução, mas eu prefiro chamar golpe, pois milhares morreram ou foram perseguidos em defesa da democracia?, disse. Em seu pronunciamento, o parlamentar abordou ainda o grande número de militares que tem passado para a reserva na polícia e bombeiros militares catarinenses. O fato, segundo Soares, está diretamente relacionado à insatisfação dos profissionais com as condições de salário.
 
 
MÍDIAS DO BRASIL
 
Veículo: Último Segundo
Editoria: Brasil
Assunto: Favela em Salvador recebe “UPP baiana”
 
 
Favela em Salvador recebe “UPP baiana” com alívio e desconfiança
Cercada de bairros nobres, região do Calabar foi ocupada pela polícia nesta semana. iG entra na favela e conta como foi a recepção
Ocupada nesta semana pelas polícias Civil e Militar da Bahia, a favela do Calabar, em Salvador, vê com uma mistura de alívio, desconfiança e expectativa os preparativos para a implantação da primeira base comunitária de segurança, aposta da gestão Jaques Wagner (PT) para reverter o aumento da violência na cidade e no Estado.
A favela de 20 mil moradores, cheia de morros e ladeiras e cercada por bairros nobres como Barra e Ondina, é dominada por grupos rivais de traficantes de drogas. A disputa afeta o cotidiano dos moradores, impedidos de cruzar os limites territoriais das quadrilhas. Por sua dimensão reduzida, foi escolhida como “laboratório” para o projeto da chamada “UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) baiana”, prevista para o final de abril.
 “Só estão fazendo isso porque o prefeito vem”, gritava do alto de uma casa, na manhã desta quinta-feira (31), uma moradora da favela, em referência ao mutirão de serviços públicos que visitava a área. Em uma região em que o Estado era praticamente ausente, o vai-e-vem de policiais, repórteres e autoridades provocava reações desconfiadas da comunidade.
“Já poderia ter acontecido isso [presença estatal] há muito mais tempo”, dizia a moradora Maria José de Oliveira, 72 anos, que afirmou ter tido um filho morto por traficantes há cinco anos. “Até semana passada, os traficantes andavam de metralhadoras por aqui a qualquer hora”, diz ela.
Segundo um líder comunitário que não quis se identificar, os principais traficantes da favela deixaram o local durante a madrugada de terça-feira (29), horas antes da chegada de mais de 300 policiais. “Os mais perigosos debandaram de madrugada, com mochila nas costas” disse. A ocupação havia sido anunciada na semana anterior pelo governo.
“Nossos fiscais eram botados para correr. Por muitas vezes o carro do lixo queria entrar e traficantes não deixavam”, diz prefeito de Salvador
No posto de saúde local, uma funcionária contava ter atendido um morador de outra região da favela, que antes era impedido de ir até a unidade. “O pessoal de lá ficava sem atendimento.” Segundo essa agente do PSF (Programa de Saúde da Família), traficantes avisavam quando o confronto com rivais era iminente e todos saíam mais cedo.
“O direito de ir e vir foi furtado da comunidade”, disse o líder comunitário. Segundo ele, traficantes chegavam a tomar cartões do Bolsa Família de moradores da favela. Por causa da falta de segurança, um curso pré-vestibular com 50 vagas montado na favela recebeu apenas cinco alunos em 2010.
Em visita à favela nesta quinta (31), o prefeito João Henrique (PP) atribuiu a ausência estatal na região à ação do tráfico. “Nossos fiscais eram botados para correr. Por muitas vezes o carro do lixo queria entrar e traficantes não deixavam. O lixo no meio da rua impedia a entrada da Polícia Militar. Se pessoas feridas fossem de grupos rivais, o Samu não podia entrar”, afirmou.
De acordo com o prefeito, a crise financeira da prefeitura, que fechou 2010 com buraco de R$ 276 milhões e já cortou até jornada do funcionalismo para economizar, não impedirá a prestação de serviços permanente na favela.
 
Onda de insegurança
A Bahia enfrenta aumento expressivo nos índices de violência nos últimos anos: de 2005 a 2009, por exemplo, houve alta de 142% nos assaltos a banco e de 85% nos roubos de veículos. A taxa de homicídios subiu 42% de 2004 a 2009 e o índice de mortes por armas de fogo avançou 347% entre 2000 e 2008. Diante do desgaste causado pelos índices, o governo do PT na Bahia trocou a cúpula da segurança pública em 2011 e reforçou a divulgação de ações no setor.
O financiamento da construção das bases, projeto que Wagner batizou de “Pacto pela Vida”, já estava previsto no programa de governo da presidenta Dilma Rousseff (PT), que estimou R$ 1,6 bilhão para erguer 2.883 desses equipamentos no País. O corte anunciado pelo governo federal no Orçamento de 2011 pode, contudo, afetar o ritmo dos desembolsos. No Ministério da Justiça, que previa orçamento de R$ 4,76 bilhões para 2011, o corte foi de R$ 1,52 bilhão.
 
Facções rivais
A dinâmica do tráfico no Calabar tem a influência de criminosos presos e opõe as facções locais CP (Comando da Paz) e Comando Vermelho (CV). O CP, segundo a polícia baiana, mantém operações de compra de drogas e armas da facção paulista PCC (Primeiro Comando da Capital). O grupo da facção que comanda o tráfico na região do Calabar conhecida como “Bomba”, é ligado ao traficante Cláudio Campanha, detido no presídio federal de Campo Grande (MS).
Já a região baixa da favela, conhecida como “Camarão”, é de influência do traficante Genilson Lino da Silva, o Perna, preso no presídio federal de Catanduvas (PR). Em 2008, uma operação descobriu que Perna mantinha regalias e R$ 280 mil em sua cela na penitenciária Lemos Brito, em Salvador. Perna é integrante do CV, facção baiana que, segundo a polícia, não tem relação com a homônima carioca.
Segundo o delegado João Cavadas, titular da 14ª Delegacia (Barra), que atua em parte do Calabar, o principal mercado consumidor para os traficantes do local são moradores dos bairros nobres que circundam a favela.
 
 
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Veículo: Último Segundo
Editoria: Brasil
Assunto: RJ: Policiais de delegacia da zona sul são suspeitos de tortura
 
RJ: Policiais de delegacia da zona sul são suspeitos de tortura
Agentes teriam usado alicate nos órgãos sexuais de funcionário de ferro-velho para forçar reconhecimento de ladrões de carros
Seis policiais civis da 10°DP (Botafogo), na zona sul da cidade, estão sendo investigados pela Corregedoria de Polícia por suspeita de crime de tortura, com uso de alicate nos órgãos sexuais de um homem detido.
A vítima é um funcionário de um ferro-velho da Região dos Lagos que teria sido coagido, por meio de tortura, a reconhecer dois autores de furtos de carros na área de atuação da delegacia como fornecedores de peças para o seu ferro-velho.
O homem, que não foi identificado por motivos de segurança, afirmou à Corregedoria ter sido despido e agredido com socos na região genital. Em seguida, os policiais usaram um alicate para pressionar seus órgãos genitais, em busca do reconhecimento dos ladrões. A vítima disse ainda ter sido ameaçada caso denunciasse a tortura.
O episódio ocorreu no dia 24, e, apesar da ameaça, a vítima fez queixa à Corregedoria no dia seguinte. O exame de corpo de delito confirmou a existência de marcas de tortura nos locais informados e uma lesão na mão. Um alicate compatível com os ferimentos foi localizado na delegacia e reconhecido pelo homem agredido.
Ele reconheceu cinco agentes – que estão sendo ouvidos nesta quinta-feira (31) pela corregedoria – e podem ser indiciados por crime de tortura, agravado pelo fato de serem funcionários públicos. A Corregedoria prometeu concluir a investigação em 15 dias.
A Chefe de Polícia Civil, Martha Rocha, comentou o fato de ter levado a público a investigação que ainda não está concluída. “Teria sido mais confortável conduzir este caso sem dar visibilidade. Mas preferi convocar a imprensa por causa do nosso compromisso de agir com transparência e dentro da lei. Este tipo de ato não é aceito pela atual administração da Polícia Civil”, disse Martha Rocha.
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Veículo: Agência Estado
Editoria: Brasil
Assunto: Assembleia de SP analisa castração química de pedófilos
 
Assembleia de SP analisa castração química de pedófilos
Deputado Rafael Silva (PDT) apresentou projeto de lei. Ele propõe utilização de hormônios como medida terapêutica e temporária
A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) recebeu um projeto de lei, do deputado Rafael Silva (PDT), que propõe a castração química de pedófilos. Polêmica, a proposta já chegou a ser apresentada anteriormente no Congresso, em Brasília, onde não foi adiante. Silva quer a utilização de hormônios como medida terapêutica e temporária, de forma obrigatória. A prescrição médica caberia ao corpo clínico designado pela Secretaria de Estado da Saúde.
Outra polêmica que deve ser suscitada é em relação à competência do Estado para legislar sobre o tema. Segundo o deputado Rafael Silva, “o presente projeto não cria penas, tampouco condições adicionais para a concessão dos benefícios, notadamente matérias de competência da União”. “Tem, sim, o objetivo de autorizar o governo do Estado a adotar tratamento hormonal àqueles que se enquadrem no perfil de pedófilos.”
O parlamentar ressaltou ainda que a castração química é um tratamento reversível e utilizado em Estados Unidos (Texas, Califórnia, Montana), Itália, Portugal, Dinamarca, Suécia, Alemanha, Grã-Bretanha e Polônia. “A violência e o abuso sexual, principalmente contra crianças e adolescentes, atingem proporções alarmantes em nosso Estado. Diante disso, a castração química pode ser uma possível solução para o problema, com a utilização de hormônios femininos para diminuir o desejo sexual dos criminosos”, justificou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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Veículo: Estadão
Editoria: Brasil
Assunto: Reforma vai agrupar DPs do interior
 
Reforma vai agrupar DPs do interior
Além de enxugar a estrutura física da Polícia Civil, meta é reduzir as carreiras de 14 para 7 e reformar mais de 100 delegacias paulistas
O projeto de reforma da Polícia Civil prevê o agrupamento de equipes de delegados, escrivães e investigadores de distritos e delegacias especializadas nas cidades com mais de um DP. A ação vai diminuir o total de prédios da Polícia Civil em funcionamento no interior. O objetivo também é melhorar a investigação e o atendimento ao público. As pequenas cidades, com apenas uma delegacia, vão permanecer com a mesma estrutura.
A mudança na gestão do trabalho em delegacias, que no governo é chamada de “reengenharia” e já está sendo aplicada em nove cidades do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior 9 (Deinter 9), na região de Piracicaba, é o eixo principal da reforma na Polícia Civil proposta pela Secretaria da Segurança Pública (SSP). “O objetivo é mudar a cultura atual de trabalho dos policiais civis, que hoje priorizam o registro de boletins de ocorrência e os procedimentos em cartório, restando pouco tempo para a investigação. A investigação deve ser o foco”, explica o assessor especial da SSP, Valdir Assef.
Há ainda duas mudanças importantes no horizonte. A primeira é a reestruturação da carreira do policial civil, que passará de 14 para 7 cargos (delegado, investigador, escrivão, perito, médico legista, agente de polícia e agente de perícia). Também será estabelecido um teto para a permanência do delegado classe especial no cargo mais alto da corporação. O objetivo é acelerar a promoção dos delegados.
Finalmente, em uma terceira frente, a polícia vai investir na reforma dos prédios das delegacias. Para tanto, criou-se uma comissão para estudar os pedidos de reformas emdistritos. A SSP já recebeu solicitações de 168 delegacias. Os casos serão estudados e novas demandas serão recebidas.
Agrupamento. Os casos de São João da Boa Vista, Pirassununga e Rio Claro, na região do Deinter 9, são considerados os mais adiantados na experiência feita pelo governo. São João da Boa Vista, com 85 mil habitantes, tinha três distritos policiais e três delegacias especializadas, locados em seis prédios diferentes. Cinco foram agrupados em um único endereço, com exceção da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise), que continua a dividir espaço com a cadeia pública.
Apesar de reduzido o total de prédios, as equipes continuam do mesmo tamanho. Esse agrupamento de equipes de investigação, que passam a dividir informações entre si sobre a dinâmica criminal da cidade, na visão da SSP, ajuda a melhorar os resultados. O governo de São Paulo já determinou que outras cidades do interior façam estudos para iniciar as mudanças. Inicialmente, só os departamentos da capital e da Grande São Paulo não vão passar pelo processo. “Não se trata de fechamento de delegacias porque as equipes vão continuar do mesmo tamanho. E na Polícia Civil os resultados da investigação são mais importantes do que os prédios”, afirma o delegado-geral, Marcos Carneiro.
Exemplo. Piracicaba tem 7 delegacias. Com população pouco menor, o bairro da Cidade Tiradentes, zona norte da capital, tem 1.